Há alguns dias me sinto muito incomodada para escrever esse texto. Depois de alguns posts sobre o que “mães” fazem com seus filhos decidi escrevê-lo hoje.

Pois bem, desde que aceitei Deus como meu Único Salvador e Santo vejo muitos cristãos dar ênfase sobre a vida de alguns apóstolos, profetas, seguidores e outros não. Sempre que alguém se encontra enfermo há uma pessoa para nos lembrar da Mulher do Fluxo de Sangue que foi curada, quando alguém esta em total fracasso nos lembramos que com com Jó também foi assim se não pior e com fé ele obteve sucesso. Lembramos da conversão de Maria Madalena no auge do pecado … Vejo muitos cristãos falando de Pedro, Thiago, Samuel, Davi, Elias … Mas e Maria?
Dentre tantas mães virtuosas que existem entre nós, por que não lembrar de Maria que foi um instrumento tão abençoado na mão de Deus para que pudesse gerar em teu ventre nosso Único Salvador?
Seria pecado? Sinceramente não sei. A gloria que reina em minha vida pertence somente a Jesus filho de Deus, mas como quero que Ele me molde e me use como Maria!!!
Num mundo de hoje como esse que vivemos onde existem tantas mortes e crueldade com nossos filhos alguém que esta lendo isso já parou para pensar na dor de Maria?
Meu Deus que força esta mulher teve! Pare um pouco e pense. Você gera por nove meses um presente de Deus, sente as dores do parto, acolhe teu bebê em seus braços, dá amor e proteção, o vê crescer como um santo, ama sem limites. Incondicionalmente. E certo dia você vê teu filho sendo humilhado, pisoteado, espancado, PREGADO em uma cruz. Aquele filho que Deus lhe confiou porque somente você saberia como criá-lo aqui na Terra, agora esta agonizando lavado de sangue e sofrimento morrendo aos poucos sem reclamar e você sem poder fazer nada. Você não pode fazer nada à não ser sofrer junto com aquele menino que você concebeu e esta vendo partir da forma mais cruel e injusta.
Sinceramente? Eu imaginei e já me encontro em soluços só de imaginar o começo da dor.
Quisera eu Pai ter a força de Maria. Logo eu que me acabo de sofrer ao ver meu filho tomando qualquer agulhada.
Quisera Você Pai que eu tenha a paciência de Jó, a fé de Abraão e a força materna de Maria.
Infelizmente nunca vi uma igreja evangélica citar Maria como falam de Davi, João Batista ou Saul.
As mulheres de hoje nasceram com a maternidade aflorada na alma e neste mundo tão desesperador precisam de um ícone de Mãe e Mulher.
Sou Cristã, meu Único Salvador é Jesus e a glória dEle não divido com ninguém, pois Santo na minha vida somente Ele.
Mas quero e espero ser como Maria e que minha força como Mãe transceda qualquer tipo de medo ou falha que eu venha a ter como ser humano.

Por um mundo com mais Mães como Maria.

Gi Gonçalves – Bela Urbana, mãe, mulher e profissional. Acredita na igualdade social e luta por um mundo onde as mulheres conheçam o seu próprio valor. 

 

Outro dia assisti a uma aula, na qual o professor descrevia a felicidade sob a ótica da prática filosófica. Dizia ele que “felicidade é o estado de potência máxima do ser” – nós só somos felizes de fato naqueles momentos que não queremos que acabem. E isso fez muito sentido para mim, pois, ao olhar para trás, notei que os momentos que não quis que acabassem foram também os momentos mais intensos que experimentei.

Quando digo intenso, me refiro a prazer, relaxamento e até dor. Sim, dor! A vida não existiria sem dor. A dor é aquele professor ranzinza que nos ensina e nos força a fazer o que quer que seja necessário para chegarmos a um lugar melhor, fazermos algo melhor e sermos alguém melhor, mais flexível e com mais recursos. Só o desconforto nos move e sem ele, morreríamos de inanição – muita gente morre assim!

A mente jovem não racionaliza; não abre mão do desejo para sentir segurança; não se afunda na rotina porque ‘a aventura dá trabalho’; e pouco importa o caminho mais seguro, porque o foco está na emoção.

Uma mente jovem não escolhe seus relacionamentos pela lista de virtudes e defeitos do pretendente. Jovens querem se provar, se testar, e, para tanto, encaram qualquer desafio, se atiram no que querem, fazem o que precisa ser feito e até mais! Às vezes caem, mas se levantam, sentem dor, mas se curam, erram, mas aprendem… A mente jovem pode até se dar mal, mas jamais admitirá isso por um simples fato: ela está exatamente onde queria estar e, se está lá, está no lugar certo!

A mente jovem está sempre certa, o mundo é que tem que mudar! Tentar mudar o mundo é a grande graça da vida e arrisco até dizer ‘O SENTIDO DA VIDA’.

Só uma mente jovem tem a capacidade de ser feliz de verdade!

Cássio C. Nogueira – Belo Urbano, psicanalista, coaching, marqueteiro, curioso, apaixonado pela vida e na potência máxima, sempre!

Tem dias em que o ‘dia’ na escola não é muito simples…

Não dá pra dizer que o dia é pesado porque dentro desse mesmo dia coexistem situações de ‘desespero’ e esperança… então é desnecessário rotular assim.

Estar entre as crianças é uma das coisas que mais fazem sentido pra mim. Com e apesar de todas as questões que enfrentamos. Com e por todos os momentos especiais que vivenciamos.

Muitas profissões são difíceis, complicadas, dolorosas, talvez seja aquela velha história do ônus e do bônus de todas as situações. Que fique claro que respeito e admiro todas elas.

Mas hoje, eu queria deixar mais claro ainda o quando eu admiro as minhas colegas professoras (‘os’ também, mas somos a maioria garotas!). O quanto eu admiro e o quanto estar lá também faz sentido por elas existirem, por estar lá também com elas. O quanto eu admiro a maneira como a gente pode olhar uma pra outra com respeito e compreensão… o quanto eu admiro a maneira como a gente pode perceber a dor, ou o desespero, ou a angústia, ou que seja um simples nó e de alguma maneira ‘tornar’ aquele nó também nosso.

Porque nesse momento, em que essa angústia é partilhada, de alguma forma a esperança se refaz, ainda que por vezes, nem se vislumbre solução. Nesse momento, em que a gente divide o que está pesado, de alguma forma talvez a gente se lembre dos outros momentos que fazem tanto sentido, dos outros momentos que sustentam o nosso fazer diário, a nossa crença diante de condições tão delicadas e muitas vezes desfavoráveis.

E aí que a gente talvez perceba a nossa humanidade da forma mais concreta, junto com toda limitação, mas também com toda a nossa força.

Michelle Felippe – Bela Urbana, professora por convicção e teimosa. Apaixonada por doces, cinema, poesia urbana e astrologia. Acredita que ainda vai aprender a levar a vida com a mesma leveza e impetuosidade das crianças.

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Quando as impossibilidades se somam,

Eu me faço possível.

Quando os medos abraçam,

Eu beijo a coragem.

Quando a insônia assusta a noite,

Decido ser manhã.

Quando tudo perde o rumo,

Meu pensamento é norte.

Se o vento é forte,

Eu viro vela.

Quando os invernos invadem a alma,

Meu olhar se primavera.

E quando tudo é sal,

Sorrio mel.

E se tudo vai ao chão,

eu me desdobro céu.

Os degraus mais intrigantes

Eu os subo de salto alto.

Quando não há mais espaço,

Eu crio em mim um mundo à parte.

Sinto muito, meus caros,

Mas desistir não combina

Com a cor do meu esmalte.

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Alda Nilma de Miranda – Bela Urbana, publicitária, autora da coleção infantil “Tem planta que virou bicho!” e mais 03 livros saindo do forno. Gosta de tudo que envolve tinta e papel: ler, desenhar e escrever, mas o que gosta mesmo é de inventar motivos para reunir gente querida. Afinal, tem coisa melhor que usar o tempo para estar com os amigos?