Eu começo o dia lendo notícias ruins nos sites, na TV e logo em seguida, parto para minha energia diária…o site Só Notícia Boa…, lá mostra o lado bom de tudo, inclusive sobre este assunto e aí as informações ficam balanceadas…mas meu coração prefere terminar o momento de atualização “com notícias positivas…o dia fica bem melhor”!

Mas, estou em casa e a minha realidade é o que realmente importa.

Minha mãe de 83 anos em casa, filhos sem aula em casa e…de repente o WhatsApp toca. Era minha manicure confirmando o horário de amanhã.

Pensamento 1- Meu Deus, eu não posso ir, não posso fazer isso com minha mãe…será que seria perigoso pra ela? Será que eu seria culpada se eu passasse algo para ela? E meus irmãos? E minha família?

Pensamento 2- Puxa, como sou egoísta, eu é quem poderia levar o vírus pra minha manicure, afinal, ela tem uma mãe acamada e corre mais riscos do que a minha… Ela seria culpada por trabalhar? E o dinheiro dela no fim do mês? E se alguém da família dela pegasse de mim?

Pensamento 3- Nossa, será que preciso mesmo correr este risco? Eu não sei se tenho alguma coisa que ainda não apareceu.

Pensamento 4- E meus clientes? Vai aparecer minhas unhas sem fazer nas reuniões online?

Foi assim minha tarde, uma mistura de sentimentos…às vezes egoísta, às vezes com medo… e foi aí que o amor e a gentileza falou mais alto…

Comecei a pegar os ovos, a manteiga, o leite, a canela, a noz moscada, a ameixa, a farinha de trigo….misturei tudo…, mas achei ainda faltava alguma coisa especial…coloquei então castanhas e mel, que nem tinha na receita. Dei um toque final com fermento em pó, muito amor e bons pensamentos…

Em seguida, untei a forma e coloquei tudo lá dentro. Com o tempo, o cheiro foi se espalhando pela casa toda e todos perguntando que eu estava fazendo e a resposta foi… estava fazendo quarentena, cuidando da família (fiz dois) e fazendo gentileza!

Pode ser que enquanto você esteja lendo este texto, ainda tenha sobrado um pedacinho de bolo no salão da Paula…

Mas se quiser a receitas, me liga…a gente aproveita, bate um papo, você passa o tempo e minha quarentena em casa ficará ainda mais divertida!

Agora, sem unha bonita, mas com muita consciência e muita gentileza!

Roberta Corsi – Bela Urbana, coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva, para conhecer o movimento acesse https://www.facebook.com/movimentogentilezasim 

Aos que não me conhecem sou um paciente bariátrico,  com baixa imunidade e estou isolado devido ao Covid 19.  Já pesei 216 kilos, fiz a bariátrica em abril de 2017, perdi 103 kilos e recuperei apenas 1. 

Tenho dificuldade de ambular, utilizo duas muletas canadenses, tenho 4 hérnias de disco na região lombar e torácica.  Estou afastado do trabalho há três anos. 

Sou síndico em um condomínio na Vila Clementino com duas torres e 80 apartamentos. 

Atualmente estou isolado, sem condições de sair de casa, nem para visitar minha mãe em Campinas que também está isolada com seus 92 anos de idade .

Sou casado há 33 anos com a Claudia Lavras, não tivemos filhos. Há mais de três  anos ela vem cuidando de cada passo meu. De vez em quando ficamos tristes e um pouco deprimidos, pois só consigo me alimentar em torno de 130 gramas por refeição.  Isso acarreta uma tristeza em minha face e uma tristeza na Claudia por ver eu praticamente definhando diariamente.  

Minha reposição de proteínas é bem complicada. Utilizo medicações diárias para dor, além de um adesivo de opioide nas costas.  

Com o isolamento começamos a fazer diversos pratos e congelar , pois não sabemos o que pode acontecer amanhã.  

Tivemos a ideia de fazer pães caseiros para suprir a falta do pão francês,  pois temos ficado em casa. Os pães ficaram uma delícia,  demos um para os porteiros do prédio com um pouco de manteiga, eles adoraram . 

Então divulguei essa receita com fotos para meus amigos e recebi muitas outras receitas, de outros tipos de pães.  

Fazer pão é algo muito legal , normalmente colocamos amor na massa e quando vemos ele pronto é uma grande satisfação.

Aos que tem filhos podem envolver eles nessa fabricação. Isso gera sentimentos de solidariedade e compaixão.

Outra coisa legal é identificar no seu condomínio quais são os idosos, que não tem apoio familiar e colocar moradores jovens para ajudar na reposição de suprimentos tais como: alimentos, produtos de limpeza e remédios.  Esse gesto gera um sentimento de gratidão para ambos os lados e melhora muito a convivência nos prédios.  

E assim vamos vivendo dia após dia,  tentando ajudar ao próximo e fazer um mundo com mais respeito e cidadania . 

Entendo que muitas coisas ruins ainda podem vir, pois o mundo está “parando ” com as atividades financeiras. 

Por isso procurem não gastar com supérfluos. Não sabemos o que acontecerá amanhã. 

Silvio Lavras – Belo Urbano, administrador de empresas, trabalha na Editora Abril há mais de 20 anos (mas por causa da obesidade está afastado do trabalho), palmeirense, adora viajar. Antes da redução bariatrica gostava de pizzas e churrascos, hoje se alimenta de tudo, porém em quantidade mínima. Casado há 33 anos com Claudia Lavras, não tem filhos.

De repente parei pra pensar e me deparei com algo inusitado… A força e o poder do medo!

Foram algumas notícias incertas, alguns dias de algo mais concreto, e pronto! O caos se instaurou, o pânico tomou conta e a tragédia aconteceu.

Fico me perguntando o porquê de alguns seres humanos terem tanto medo de adoecer e morrer, mas não se importam com o sofrimento e morte alheios.

Ao mesmo tempo, tantos outros são dedicados, disponíveis, capazes de uma doação íntegra, com atos ininterruptos de dedicação. E aí fica a questão… O que determina esse comportamento? O que é realmente transformador e faz com que atitudes estúpidas de uns sejam inversamente proporcionais à grandeza da empatia e entrega de outros?

Neste caso agora, o tal “invisível a olho nu”, que tanto estrago tem causado, imagino que mudou comportamentos porque vem apavorando a sensação de finitude gerada.

A vulnerabilidade escondida atrás dos muros da soberba, da ambição, do poder, de repente vem à tona e transforma todos igualmente em seres frágeis.

A capacidade de afetar um mundo gerou um sentimento igualitário… o pânico! E através desse medo incontrolável, a busca por sobrevivência se tornou o denominador comum.

Mas as evidências ainda mostram as diferenças. O sistema deixa de amparar uma classe, isso é injusto! E mortes continuam a acontecer… Os motivos são diversos, tão graves quanto esse. E o que efetivamente está sendo feito?

Também passada a pandemia, algo irá mudar?

Os olhares serão mais generosos? A mão poderá ser estendida para tirar alguém do chão? O abraço será um gesto que salva vidas? Poderemos nos aproximar e nos sentirmos seguros, amparados?

Será utopia?

Mais que isso, é o desejo genuíno de que ocorram mudanças. Mudanças de almas…

Passou da hora de ressignificarmos os olhares, os apertos de mãos, os abraços, os beijos, os valores, as prioridades… enfim, a vida!

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Sei que nada sei diante do todo,
mas ainda assim me atrevo a escrever para esclarecer.

Não advogo para um e nem para o outro.
Não me limitem em lados.
Não me coloquem correntes ou cores.
Sou muito mais do que isso.

No fundo, o que me interessa é o todo!

Não banalizo a corrupção.
Não banalizo a violência.
Não ignoro como fomos colonizados.
E tão pouco como chegamos até aqui.

Não culpo um e nem outro.
Essa ingenuidade eu não tenho.

Não me iludo.
Mas me atrevo a pensar,
questionar,
duvidar e
a conversar,
inclusive com quem de mim discordar.

Mas quero fazer isso com delicadeza e inteligência,
do mesmo modo que procuro estar nesse todo.

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Vamos amigos, colecionar amigos, com sorrisos nas dores do dia-a-dia.

Com harmonia, paz e poesia é que se faz um dia a frente, que lá atrás deveria.

Alegria, alegria!

Apesar do mal, ser bom a toda gente, sem olhar a quem.

Ser sorriso por todo o sempre, tudo que é ruim está fora do trem.

Amém, além!

Me preocupar com todos sem o troco vir a mim.

Quem ajuda a quem se ajuda, ajuda a si.

Gentileza em gentileza com certeza faz um mundo feliz,

Bis, Bis.

Se me sobra pra beber, me sobra pra ceder

A quem na mesa do bar ou em qualquer lugar for e precisar.

Quem sabe alguém possa perder assim sua dor e se alegrar.

Amor, Amor

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Foto Crido: Gilguzzo/Ofotografico

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Gentileza? Existem mil posts sobre isso, basta dar uma busca na net e logo em seguida aparece uma lista gigante.
Mas e para você que esta lendo…eu nem o conheço, não tenho intimidade.
Será que o que eu disser, vai mesmo ter sentido pra você?

Depois de 45 anos crescendo em um lar muito gentil, depois de formar minha própria família e de trabalhar diariamente com este assunto nos últimos 4 anos…

Só sei dizer: SE QUER MUDAR ALGUMA COISA, COMEÇE NA SUA FAMÍLIA.
Foi assim que me aquietei, desisti de ficar convencendo as pessoas o tempo todo. Quem disse isso? Santa Madre Teresa de Calcutá.

Meus problemas diários? São vários e ainda bem que os tenho, assim aprendo a resolvê-los e aprendo com eles.

Sinceramente esta muito difícil hoje ensinar a gentileza “falando” com adolescentes. Acho que o melhor mesmo é nosso exemplo. Tenho certeza que ele sim, ele vale mais que mil palavras.

A gentileza muda de jeito, cor e sabor em cada fase da vida da gente.
Hoje, a minha como pessoa continua brilhando, mas em alguns momentos do dia a dia, nas ruas, na escola, no trabalho e até em casa, a cor enfraquece um pouco…mas eu nunca desisto!
Faço minha parte!

Aliás, foi um prazer escrever pra você! Que tenha um ótimo 13 de novembro, dia internacional da gentileza …cheinho de gentileza!

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Roberta Corsi –  Bela Urbana, coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva. Para conhecer o movimento acesse https://www.facebook.com/movimentogentilezasim 

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Naquele 1º de abril, antes de amanhecer o dia e já acordada, ela se dá conta da mudança que ela enfrentará naquele mês. Seria impossível terminar abril como começava…

Olhando-se no espelho depois de lavar o rosto, ela avalia quem está lá olhando para ela. Os mesmos olhos, a pele meio marcada do travesseiro… No geral, gosta do que vê, não resiste e sopra um beijo ligeiro.

Enquanto o aroma de café inunda a cozinha, pensa e pensa, não veria o jornal da manhã na tv hoje e do jornal impresso, só olharia a charge do Dálcio e talvez a página de Cultura. O mundo dela se agitava e o mundo se agitava. Desafios que ela enfrentaria seriam bem-vindos, mesmo sendo fontes de grande ansiedade. O que tivesse que ser seria e ela faria o seu melhor para que o resultado fosse positivo, seja lá qual fosse. Seria Bom.

Mas o mundo lá fora estava dividido entre nós e eles, com articuladores criando discórdia… Aquilo certamente levaria a algum extremo que nem era bom pensar. Aliás, pensar era algo complicado em épocas de ânimos acirrados e turbas descontroladas. Faltava bom-senso e sobravam rótulos.

No caminho para o trabalho, ela se indaga quando aquilo ferveria de fato. Mas, por algum motivo estranho, o que seus olhos veem são outras coisas.

Um carro quebra, atrapalhando o trânsito. Ninguém xinga. Um moço, de bicicleta, para e ajuda a tirar o carro da via, alguém pode ser elite, alguém pode ser plebe, mas naquele momento são amigos desconhecidos, ajudando-se, apertando as mãos e sorrindo. Ela sorri também.

Mais adiante, uma filha tenta atravessar a rua com seu pai idoso, alguns carros param e esperam pacientemente aquele senhor, de pernas frágeis, alcançar a calçada do outro lado. Ninguém buzina nem faz cara feia. Alguns devem ser coxinhas, outros esquerdopatas, nunca saberia.

A moça lhe entrega o jornal Metro no semáforo, sorri e lhe deseja bom-dia.

Alguém segura o elevador, alguém dá licença, ninguém espera nada em troca. Pessoas que se organizam para tornar as suas vidas e as dos outros mais fluída… Independente de idade, cor, religião, visão política, gênero ou orientação sexual. Gentileza gerando gentileza num círculo sem fim.

Só que teria fim e seria antes do fim de abril. Aquelas mesmas pessoas urgiam por mudanças e se enfrentariam, xingariam e rotulariam uns aos outros, independente do desdobrar dos acontecimentos.

Mas hoje é 1º de abril e ela escolhe viver a verdade daquele momento bom, início de um novo ciclo.

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Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

 

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Antes de falar da gentileza no casamento, deixo bem claro que sou “das antigas”.  O que é isto? Significa que acredito na instituição do casamento como um aprendizado, onde devemos ficar juntos até que a morte nos separe…

Apesar de fazer em novembro 20 anos de casada, minha vida matrimonial tem…sonhos, diálogo, afeto, religião, companheirismo, paixão, amor, sexo (hummmmm, mas ultimamente quando as crianças estão dormindo apenas…), diferenças, brigas,  discussão…sim, elas também fazem parte.

Tudo que disse é dentro do respeito, mas quando penso: “esta vez foi a pior discussão”…em seguida vem meu segredinho de gentileza!

Todos os dias à noite e de manhã quem for escovar os dentes primeiro, coloca pasta pro outro…

Aparentemente parece uma coisa simples, mas não é. Isto simboliza pra mim carinho, parceria e principalmente “te amo, apesar de estar bravo com você”!

Nestes 20 anos nunca deixei de praticar esta gentileza e meu marido também não (apesar de algumas vezes ter ficado tentada…). às vezes vou dormir até mais tarde para ver se ele coloca a pasta antes de ir dormir….e para minha agradável surpresa….nunca falhamos.No fim das contas é um jeito diferente e mais fácil de pedir DESCULPAS do que olhar nos olhos dele!

Que tal você tentar?

O que? Você notou aquele elastiquinho na minha escova? É pra lembrar meu filho pra colocar o elástico no aparelho todas as noites…kkkk. Mãe inventa cada uma!

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Roberta Corsi é coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva. Acesse  https://www.facebook.com/movimentogentilezasim esse texto foi originalmente publicado no blog Ordens e Desordens no casamento http://www.ordensedesordens.com

 

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As pessoas estão caprichando na missão de serem chatas. E o mundo ta precisando URGENTE de mais amor!
Não sou de ficar escrevendo o que penso. Mas esses dias ando lendo cada coisa, que não resisti… Ta faltando amor no mundo mesmo.
As pessoas amam incondicionalmente seus familiares, as pessoas próximas, amigos, mas na hora que alguém expõe uma opinião contrária da sua, pronto, já xinga a pessoa, diz que ela não sabe o que está falando, aponta mil e um argumentos pra diminuir a razão da pessoa em pensar sobre aquilo, trata com grosseria o tema que não lhe agrada… É tão difícil assim respeitar as opiniões contrárias a sua?
As pessoas estão condicionadas a dizer a frase: “com tanta coisa mais importante acontecendo no mundo e dão atenção a isso”. Mas quem define o que é mais importante? Pergunta pra mãe do cantor morto se a discussão sobre a ideologia de gênero dentro das escolas é mais importante do que o que ela está passando, pergunta pra um jovem gay que foi espancado e humilhado se proibição do foie gras em SP é mais importante do que o desespero dele. Pergunta pra pessoa que está quase morrendo na fila de um hospital público se a redução da maioridade penal é mais importante do que o problema da saúde. Tudo que causa dor, nos seres humanos, nos animais, tudo que causa revolta, descontentamento, TUDO é importante! Pra alguns mais e pra alguns menos. Mas quem é você pra dizer o que é mais importante para o mundo inteiro e por que todos precisam concordar com a sua escala de importância?
A mídia cansa mesmo… Mas ela vende o que pra ela é mais lucrativo, infelizmente. Se você tivesse uma loja, iria vender só produtos que a maioria não compra? Se você passa em frente a uma loja que só vende produtos que você não usa, você não entra nela, certo? Mas também não vai xingar e humilhar todos que estão lá dentro comprando só porque eles usam o produto…. Com a mídia, assim como com os estilos musicais por exemplo, é a mesma coisa viu? Se você não curte é só mudar, não ver, não entrar “nessa loja”. Não precisa humilhar quem está lá dentro.
A morte de um cantor que muitos dizem que nem conheciam, está causando revolta nas pessoas porque a mídia só fala disso. Sério que só porque você não curte sertanejo tanto faz se um jovem de 29 anos morreu? Ele podia ser rockeiro, pagodeiro, MUDO, mas era um jovem que morreu num acidente terrível, e que tem pessoas sofrendo com isso. Você não precisa sofrer se não quiser, mas seria bom respeitar. Pra que tanta amargura? Só porque ele cantava sertanejo? Só porque a mídia quer falar sobre isso porque é isso que dá audiência? Só porque as pessoas que gostavam dele estão dando audiência à mídia? Na boa, ele não planejou morrer só pra virar Trending Topics, a notícia do momento. Não precisa menosprezar o fato de que ele perdeu a vida.
Por que não olhar pelo lado útil dessa repercussão toda? Além de falarem da morte dele, a mídia também está mostrando o que ajudou a causar a desgraça. O uso do cinto de segurança no banco traseiro também virou notícia numa dessa. Eu mesma raramente colocava o cinto no banco traseiro, embora várias vezes já me orientaram que era tão importante quanto o da frente. Mas ao ver que alguém da minha idade morreu por não usar o cinto (entre outras razões talvez) eu passei a usar.
Logo em seguida veio a “modinha” de colocar foto colorida. E junto vieram pedras de todos os lados de pessoas que se sentem superiores a ponto de julgar que se trata de um assunto menos importante. Alguns vieram postando imagens de crianças desnutridas com os dizeres “o dia que as pessoas se unirem por essa causa, eu to dentro”. Eu também estarei com certeza! (Mas não precisa esperar alguém te chamar pra você lutar por essa causa também tá?). Eu já acho que seria mais sensato um meme dizendo “o dia que o mundo se unir para QUALQUER causa que faça o bem a QUALQUER ser, eu estarei dentro”. Outras vieram postando foto de Jesus, listrada de cinza, dizendo “perdoe, eles não sabem o que estão fazendo”… Sim sabemos, estamos comemorando o fato de que em mais um lugar no mundo estão deixando pessoas se amarem em paz!
Aí vêm os “superiores” dizendo que isso de ficar postando apoio a essa causa só agora é ridículo, porque no Brasil desde 2013, os cartórios de todo país estão impedidos de recusar a celebração de casamentos civis homoafetivos, graças à Resolução n175 do CNJ e que na época ninguém fez homenagem alguma. Bom, eu não tinha conhecimento disso e muitas pessoas que também não tinham agora tem! Graças a essa “modinha”. Que bom, minha fotinha colorida vale pra comemorar retroativamente a vitória no Brasil também!
Um tempo atrás a “modinha” era virar balde de gelo na cabeça. Nossa, quantas pessoas eu vi vindo aqui no face esculachar quem fez isso, dizendo que a pessoa só queria aparecer, que era uma modinha ridícula, que muitas nem sabiam o real motivo daquela campanha… Ta, muitas nem sabiam mesmo, mas várias pessoas fazendo aquilo (sabendo ou não o motivo, querendo ou não somente aparecer) fez com que milhares de pessoas que, como eu desconheciam o ELA, passassem a entender o que é essa doença, que faltam investimentos para estudos que buscam a cura. Essa “modinha” fez muita gente se solidarizar com quem sofre dessa doença, seja por doação, oração, sei lá. Mas fez as pessoas conhecerem esse problema!
Tem muita gente se achando demais e respeitando de menos.
Mais amor, por favor! O mundo já está cheio de desgraças e desavenças.
Se você não concorda ou não quer apoiar algo, não precisa se doer tanto, você não é obrigado a isso. Mas deixa quem quer se manifestar em paz. As pessoas não são babacas, ignorantes, ou sei lá do que mais o que estão sendo xingados, só porque apoiam ideias contrárias as suas.
Bom, essa é a MINHA opinião, não precisa concordar se não quiser ok?

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Patrícia Mota – Pós graduada em Gestão de Marketing, Publicitária há 8 anos e também Designer de Interiores nas horas vagas, formada pela Arquitec. Observadora ao extremo, curiosa na medida e a quatro semanas de receber seu melhor título: “mãe da Sarah”.

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O Movimento surgiu da minha necessidade de unir pessoas que acreditavam na gentileza como eu. Sou muito otimista e ficava muito brava quando ouvia as pessoas dizerem que este mundo não tem jeito, que só existem pessoas ruins e que ninguém pensa em ninguém.

Como isso era possível se existia eu e muitas outras pessoas que eu conhecia? Tudo bem, não eram todas, mas existia e isto já me animava!

Quando a gente chega aos 40 anos logo pensa: como posso contribuir para um mundo melhor? Claro, antes do Movimento pensei em milhões de coisas que me deixavam com dor de cabeça algumas vezes…mas um dia me perguntei: o que te incomoda Roberta? Afinal, era assim que eu tinha aprendido nos cursos de Terceiro Setor, palestras e especialização….faça a pergunta e vai encontrar a resposta.

Claro, não foi tão simples, pois havia muitas coisas que me incomodam, mas como sempre sou positiva e resolvi fazer o inverso e me perguntei: o que te deixa mais feliz? Em seguida alguém por perto me interrompeu e precisou de uma gentileza e eu fiz (não me lembro). Depois meu marido me disse: você tem mania de fazer as coisas para os outros (na verdade, elas é quem aparecem…kkk) e no mesmo dia recebi um vídeo pela internet onde as pessoas faziam gentilezas aos outros e BUMMMMM!

É isso que eu quero fazer. Ajudar as pessoas! Como? Mostrando que existem outras pessoas que já são gentis. Mostrando o quanto isto faz bem a elas e aos outros e como vale a pena! Assim mais pessoas serão gentis e o mundo será melhor.

Como sou da área de comunicação e não tinha muito dinheiro, resolvi montar um site e uma página no facebook.

Hoje somos 2500 pessoas unidas que acreditam na gentileza!

Você acredita? Acesse: facebook.com/movimentogentilezasim ou www.movimentogentilezasim.com.br

Depois que curtir nossa página e começar a ver nossas publicações, tenho certeza que vai ser mordida pelo bichinho da gentileza….

Link vídeo que recebi e me inspirou: https://www.youtube.com/watch?v=d_8hR7fo53o

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Roberta Corsi – publicitária, mãe, criadora do Movimento Gentileza Sim, otimista por natureza!! 🙂