Brasil
Terça Feira 3 de Maio de 2022.

Hoje foi mais uma terça daquelas que meu pequeno tenta me convencer de que está com febre, fome, sono e outras mil histórias que conhecemos bem para não ir à escola. A manipulação vem e o corte certeiro volta.

Hoje foi mais uma terça mas com um toque diferente, meu filho estava choroso e querendo abraços. Me disse que não ia conseguir ficar longe, pois teve um pesadelo e me pediu “Mamãe por favor não morra!”. Como ouvir algo assim sem tremer toda minha musculatura? O que eu poderia dizer? Não poderia prometer mas o coração de mãe não se engana, e disso eu sabia.

Fizemos um acordo, “meu amor você está em meu coração e eu preciso estar sempre no seu coração também, quando não pudermos nos ver por seja por dias ou por uma eternidade você vai sentir a brisa do vento em sua face e lá serei eu à te tocar, quando olhar para os dias ensolarados serão os dias que eu mais te amarei e quando forem os dias de chuva, saiba que ali é meu amor transbordando de todo meu coração e nunca mais estaremos longe um do outro”.

Ele me abraçou, chorou e eu perguntei porque estava escorrendo aquelas lágrimas no seu rostinho, ele me olhou e disse “meu amor está transbordando neste momento mamãe, vou para escola porque sei que vai estar comigo sempre que eu ver o sol, a chuva ou o vento”.

A maternidade é isso, não dá pra explicar. Você só saberá sentir.

Quero dedicar este texto a meu filho, o meu grande companheiro e amor da minha vida.

Bebessauro

Gi Gonçalves – Bela Urbana, mãe, mulher e profissional. Acredita na igualdade social e luta por um mundo onde as mulheres conheçam o seu próprio valor. 

Eu me lembro de quando tinha medo de ficar sozinha em casa
E de quando eu não conseguia nem ir comprar meu próprio pão
E o melhor de tudo
Era que eu não precisava fazer nenhum dos dois

Me lembro de quando eu via o mesmo filme mil vezes
E me contentava com a rotina

E de quando eu não pensava em meninos
Ou no amor
Nem mesmo na companhia, mesmo que vazia
Ou em ter alguém mais
Além de mim
Que saudade de quando eu era suficiente!
De quando eu dizia que estava sozinha
E que estava tudo bem
E era verdade

Eu me recordo de quando eu não me arrumava
E nem era preciso
Ou esperado que eu o fizesse
E de um tempo quando eu não tinha memórias
E portanto não sentia saudades

Hoje eu tenho saudades
De quando eu tinha certeza de mim
E de quando parecia que tudo seria igual para sempre
E que o futuro nunca chegaria

Eu ainda me lembro daquela menina
Que parecia incerta por fora
Mas que por dentro era templo de conforto
Uma rocha
Eu me olho no espelho
E sorrio por saber que foi você quem me fez a mulher que sou hoje
“Ainda penso em você
Mas você não está mais lá”
Ela sorri de volta

Giulia Giacomello Pompilio – Bela Urbana, estudante de engenharia mecânica da UNICAMP, participa de grupos ativistas e feministas da faculdade, como o Engenheiras que Resistem. Fluente em 4 idiomas. Gosta de escrever poemas, contos e textos curtos, jogar tênis, aprender novos instrumentos e dançar sapateado. Foi premiada em olimpíadas e concursos nacionais e internacionais de matemática, programação, astronomia e física, além de ter um prêmio em uma simulação oficial da ONU

Lembro do meu pai me fazendo lentamente um cafuné, recitava algumas poesias e fazia caretas imitando monstros… na vitrola, um disco de Eric Clapton, Neil Diamond e o favorito Harry  Chapin. Era especial aquele abraço, abraço de pai, de conforto, de proteção, de segurança. Isso tudo foi na minha infância. Quando ele me abraça é tão significativo pra mim que não tem uma só vez que eu não chore… sempre busquei esse abraço… esse afago.

Na minha adolescência, virei rebelde sem causa, e esse abraço, sobre minha e total responsabilidade se perdeu, e as palavras dele começaram a ser duras, rígidas e eu? Sem voz. Sempre tivemos uma relação de fortes sentimentos sem quase nenhuma intimidade. Meu pai, viajava muito no seu tempo de trabalho e até hoje, uma porta se fechando me dá arrepios. A gente não tem ideia das cenas que ficam na memória de uma criança.

Sempre fomos antagônicos, temos uma intensa e legítima dificuldade de nos comunicar, linguagens diferentes, sensações parecidas… sentimento de impotência. Mas estamos anos luz muito mais serenos e a nossa comunicação finalmente flui.

Minha garganta se embarga, os olhos se embaçam…é incrível como ele não imagina o amor profundo que sinto por ele. Tive uma educação rígida, cheio de horários, castigos e algumas certas regras. Hoje como mãe que sou, sei e sinto o quanto é árduo o nosso papel de educador. Meu pai fez o seu melhor. E em várias situações eu cheguei a ter muita raiva e tristeza, mas hoje o tempo passou, apaziguamos nossas almas, nosso juízo de valores, e posso dizer que esse grande homem, faz toda diferença em mim.

O que sou hoje devo grande parte a ele. A minha persistência, minha determinação, meus valores, minha lealdade perante aos outros e a vida, vem dele, desse homem que me pergunta de onde tenho tanta fé. Se ele soubesse que ele é um dos homens de mais fé que eu conheci. Sempre acreditando no quase impossível e realizando. Ele não se dá conta. Aprendi com ele sempre, sem titubiar, seguir em frente!

Obrigada meu pai,  só eu sei que você jamais desistiu de mim, mesmo você acreditando que sim, obrigada por todo amor que temos um pelo outro com todo respeito de todos esse anos que conseguimos conquistar: nosso melhor papel, pai e filha.

Macarena Lobos –  Bela Urbana, formada em comunicação social, fotógrafa há mais de 25 anos, já clicou muitas personalidades, trabalhos publicitários e muitas coberturas jornalísticas. Trabalha com marketing digital e gerencia o coworking Redes. De natureza apaixonada e vibrante, se arrisca e segue em frente. Uma grande paixão é sua filha.

As coisas do dia a dia estão sempre mudando, as vezes mudam gradualmente e mal percebemos, mas as vezes mudam de repente.

Nos dias de hoje, eu trabalho home office quase que totalmente, as exceções são quando participo de produções de filmes ou fotos, até as reuniões viraram virtuais.

Há quase um ano e meio assim, percebo que trabalho mais do que antes e que faço um esforço danado para não perder o foco do que estou fazendo, porque faço muitas funções ao mesmo tempo. Sempre fiz, mas agora além das do trabalho, faço funções da casa juntamente. Entre um texto, uma aprovação, a roupa para a máquina, o cachorro para passear, a arte para aprovar, o briefing para levantar, o vídeo para postar, o feijão para cozinhar…

E é justamente o feijão que hoje me deu um presta atenção. Quase coloquei fogo no meu apartamento. Deixei três panelas cozinhando, uma delas, a panela de pressão com o feijão. Eu trabalho na sala de jantar e comecei a sentir um cheiro de queimado, na hora senti o cheiro e fiquei com raiva de mim que foquei nos afazeres do trabalho. Pensei que deixei o feijão queimar, mas quando chego na cozinha é um pano de prato que está em chamas. Joguei água correndo apaguei o fogo, mas o pano se foi por inteiro, mais um pouco e começaria um incêndio, até um pedaço do fogão pegou fogo.

Essa mania que nós mulheres temos de fazer várias coisas ao mesmo tempo… primeiramente eu sentia orgulho, é uma boa capacidade, mas será que é mesmo? Hoje muitas vezes me pego assistindo séries e fazendo coisas mais burocráticas de trabalho ao mesmo tempo. Hoje mesmo fiz isso vendo um documentário que um amigo me indicou ontem e me disse que eu choraria muito no final. Não chorei, mas acho que não chorei (sou emotiva vendo filmes, séries e documentários), mas acho que não chorei porque não estava ali por inteiro, vou até assistir de novo, só olhando para a tela e nada mais.

Semana passada viajei, quatro deliciosos dias em Minas, em Gonçalves com a família, sem muita conexão com a internet, mas conectada com a natureza, com novos lugares, com o campo. Viajar é preciso, desacelerar pode ser o recurso que precisamos para focar de fato e ser mais produtiva e assertiva. Fazer tudo ao mesmo tempo sem perceber gera uma ansiedade enorme. Tenho conversado com muitos amigos nessa mesma condição de ansiedade, mas não conseguia ter clareza de onde estava vindo isso, mas hoje, o feijão me deu a lição.

Por sinal ele ficou saboroso e delicioso e graças a Deus e ao meu anjo da guarda, foi só o pano de prato que virou cinzas. O que tenho que aprender com tudo isso? Que posso ser mais cuidadosa comigo mesmo fazendo uma coisa por vez e que não sou nenhuma mulher maravilha e nem a Oma (entendedores entenderão).

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa. 

A criança briga no andar de baixo

Você está no seu sofá

comendo pipoca

no ar condicionado

vendo a nova série

A mata pega fogo

mas você já fechou a janela

Na sua sala o cheiro do queimado não chega

Você come pipoca

Você vê o filme

A briga de trânsito na rua perto não te interfere

Não sente que o problema é seu

Da uma espiada rápida pelo insta

a piada racista, gordofóbica, machista…

Tanto faz, não é com você.

Na sua sala tá tudo bem

Melhor rir e compartilhar

Que dia é hoje?

Dia de ninguém estragar o seu dia

Dia de pipoca

Na sala

Tanto faz a bomba que cai

Tanto faz a floresta que queima

Tanto faz a criança que chora

Tanto faz a loucura alheia

Tanto faz a falta de grana do vizinho

Meritocracia afinal!

No final

tanto… mas tanto faz

O que importa mesmo é a pipoca no sofá.

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa. 

Foto Adriana: @gilguzzo_photography

Ela coçou os olhos, sentou na cama e literalmente reclamou de ter que acordar naquela manhã gelada. Sair debaixo das cobertas não fazia parte dos seus planos, muito menos abandonar o seu quarto, que se tornou o seu refúgio neste confinamento obrigatório!
Pegou o celular e lá estavam as mensagens de “bom dia” e “oiê” que a têm feito sorrir nos últimos tempos. Como é bom ter amigos! Esse foi o primeiro pensamento dela, ainda sem sair da cama.
E às vésperas de quarentar em plena quarentena, ela se pegou pensando: o que essa pandemia tem feito com as pessoas? No seu caso, foram tantas perdas até então: o contato com o outro, que lhe é tão característico; o tocar; trabalhos; a avó, que naquele dia completava um mês de sua partida; a despedida que não aconteceu; os amigos que estão longe; a saúde que teima em ter ligeiros baques pelo tal estresse.
Coerente, ela sabe que muita gente, por esse mundão afora, perdeu muito mais. Mas é impossível dela não sentir a sua dor, nem que na maioria das vezes seja em silêncio.
Sendo assim, ela pensou nos que eram, nos que são e nos que serão…
Para alguma coisa essa reclusão forçada há de servir! Muitos dizem que é para buscar o “eu interior”, ela, nos seus pensamentos mais secretos, acredita que vá muito além do reconhecer o “eu”, mas é reconhecer o “nós”.
Se cada um passa pela nossa vida com um propósito, durante um determinado período, ela fez questão de entender o cada um daquele momento.
Foram tantas mensagens que ela esperou em vão. Foram tantos os olhares que não vieram. Foram tantas certezas desfeitas. O aconchego veio de quem talvez ela menos esperasse: novos amigos, alguns quase tão recentes quanto à própria quarentena, amigos distantes geograficamente e tão presentes.
É claro que algumas certezas se mostram absolutas e aquelas amizades de anos, de quase uma vida, estão lá, naquele lugar especial que estiveram e sempre estarão. Pessoas que a leem como se fossem sua alma.
Ela lembrou da fala rotineira da terapeuta: “não se apegue ao passado, nem se penitencie pelo futuro. Viva o hoje. Não fique chorando pelo que se tinha, mas valorize o que se tem”.
Coçou novamente os olhos. Respondeu suas mensagens, como faz toda manhã, mas com uma grande diferença. Sorriu, com os lábios e com o coração, entendendo que aqueles que FORAM, foram. E esses, que fazem questão de estar, cada um a seu jeito, SÃO e, se Deus assim o permitir, ainda SERÃO.
Finalmente ela levantou da cama, fez o coque em seu cabelo e foi de pijama mesmo cuidar da sua vida!

Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

Ontem eu estava muito animada.

Ouvi músicas, cantei, dancei, interagi com família e amigos pelas redes sociais e até escrevi um texto sob encomenda. Pensei que passaria rápido.

Mas hoje já faltou a vontade de levantar da cama. Horário descontrolou inteiro. Durmo às 21h, acordo meia noite, durmo novamente às 5h30 e às 8h já estou procurando o que fazer. Molhei as plantas, lavei o cabelo mas preferi nem ver meu saldo bancário para não me desesperar. Tem conta pra pagar. Mas hoje esquece, não vou nem olhar!

Escuto barulho de carros, motos e bate aquela saudade de passear com meu cachorro e com os filhos na pracinha.

Chorei, chorei de soluçar. Por ver como viramos reféns com tanta facilidade. Reféns de governo, de vírus, de ideologias, de preconceitos, de pessoas, do dinheiro, da nossa mente e também das nossas fraquezas.

Onde está a culpa do ser humano por tudo isso? Mas por que sempre temos que achar culpados? Pode ser destino, pode ser profecia, pode ser oportunidade, pode ser calamidade.

Para mim uma coisa é certa: não é por acaso que estamos vivendo a pandemia na quaresma.

Muitos planos rapidamente foram mudados. Sussurrou no meu coração a voz doce de uma bela menina dos olhos escuros e pele branquinha suplicando por paz. – Minha filha, nem tudo depende de mim, mas vou tentar. E ela dizia: – Mamãe, alguém tem que começar.

Vivamos essa quaresma e pandemia tentando olhar ao menos um ponto positivo. As grandes oportunidades que só agora a vida nos tráz.

Angela Carolina PaceBela Urbana, publicitária, mãe, tem como hobby estudar Leis. Possui preferência por filmes de tribunais de todas as áreas jurídicas.

Outro dia me perguntaram: O que faz um professor se sentir valorizado?

Perguntinha estranha essa, né?

Pensei por segundos… eu poderia responder melhores salários, melhores condições de trabalho, mais segurança, apoio da família, e blá blá blá que no fundo não é nada blá blá blá.

Ferrou… afinal de contas, tudo o que eu disser poderá ser entendido de forma rasa e poderá ser compartilhado de maneira inadequada.

Mais alguns segundos e me arrisquei a responder:

No meu caso, me sinto valorizada quando revejo um ex-aluno e nesse encontro há respeito, há amor, há memórias, há relatos do que juntos fizemos!

Tem risadas, tem conquistas, tem desafios, tem perdas, mas não há desistências.

Tem hoje quem nos tornamos!

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Nesses últimos dias do ano fiz algo bem diferente, resolvi apostar na loteria. Estava no Shopping com meus filhos e fui pra lotérica, minha filha estranhou. Sim, é de estranhar mesmo, porque eu nunca aposto ou jogo em nada.

Enquanto estávamos na fila conversamos sobre o valor do prêmio, eu disse que se ganhasse iria gastar com compromissos, meu filho me interrompeu na hora e disse, não, se você ganhar nós vamos viajar todos juntos, você vai ficar com uma reserva e vai ficar mais tranquila.

Eu sorri e disse, você está certo, não posso achar que vim aqui só pra trabalhar. A vida não é só trabalho. Ela é trabalho sim, mas é diversão também. Ela é construir, mas é também descansar. A vida é hoje, não da pra deixar todos os sonhos para amanhã. Bom senso sempre, mas bom senso não quer dizer se privar de tudo que você gosta no presente, esperando um futuro que nunca chega.

Esse ano foi um ano conturbado, um ano em geral difícil em vários aspectos para a maioria das pessoas aqui no Brasil, eu estou nessa maioria. Mas por mais difícil que seja um ano, ele não se faz somente de problemas. Se faz de aprendizados, se faz de persistência, de faz de generosidade, se faz de mãos dadas. Você já pensou em quantas mãos você segurou esse ano? Já pensou em todos que abraçou durante o ano? Já pensou se você mais agradeceu ou se lamentou?

Estou pensando no que não fiz e queria ter feito. Estou pensando nos imprevistos que me tiraram o sono. Estou pensando nas pessoas que estiveram do meu lado, muitas dessas pessoas já estão por muito tempo. Estou pensando se fui generosa e ajudei como fui ajudada. Estou pensando o quanto cresci e quanto ainda tenho para crescer.

Estou pensando nos caminhos que andei, nas paisagens que apreciei, nas fotos que tirei, nas músicas que ouvi, nos pratos que comi, nos livros que li, filmes que assisti. Nos beijos que dei, nas risadas que dei e junto com quem, gargalhadas e nos choros também.

Penso que o tempo vai passando e vamos tendo cada vez mais claro e certo o que fato importa. Importa ter saúde antes de tudo.

Então, minha grande reflexão desse ano é viver um dia de cada vez, sem fazer planos para um futuro tão distante. VIVER sem radicalismos, um pouco da cigarra e um pouco da formiga.

Então, vamos em frente, de cara limpa e coração aberto para 2018.

PS.: Não ganhei na loteria…mas aprendi a lição do ano. E você qual foi sua lição desse ano?

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :).

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O futuro é o passado detrás pra frente? Ou o passado é o futuro ao contrário?

Para o futuro, será que há um atalho?

Para o ontem, haverá uma ponte?

O tempo de Einstein não é o meu tempo. O relativo e o real se embaralham e me atrapalham o pensamento.

E se o tempo é só mesmo ilusão, o que faço das horas que me cansam o coração?

E o que faço da espera que me apressa a saudade, e me demora a solidão?

Se não há um tempo de verdade, quem me dá explicação?

Se ontem, o amanhã e o agora são uma coisa somente, então alguém me responda:

– É o meu relógio que mente?

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Alda Nilma de Miranda – Bela Urbana, publicitária, autora da coleção infantil “Tem planta que virou bicho!” e mais 03 livros saindo do forno. Gosta de tudo que envolve tinta e papel: ler, desenhar e escrever, mas o que gosta mesmo é de inventar motivos para reunir gente querida. Afinal, tem coisa melhor que usar o tempo para estar com os amigos?