“Empreender é uma forma de amadurecer. ”

Isso foi o que eu ouvi de um terapeuta com quem na época fazia sessões de acupuntura, há 15 anos atrás, quando decidi largar o emprego e iniciar essa nova fase na vida.

Acredito que vários são os caminhos que podem nos trazer crescimento e conquistas. Mas certamente iniciar um empreendimento é um deles.

Temos que aprender a estipular metas.

Aprender a avaliar riscos. E ter a coragem de arriscar.

Chorar desesperadamente nos momentos em que o mundo parece conspirar contra você.

E se reinventar a cada dia.

Entrar em conflito com seus valores, princípios de vida. Até onde eu posso? Isso tá certo?

Saber dividir seu tempo, reavaliar prioridades.

E principalmente, SABER O QUE QUER, SABER ONDE QUER CHEGAR.

Algo em comum com o que temos que fazer com as nossas vidas?

Sim, empreender é uma forma clara de amadurecer.

Uma forma quase bruta de ter que conquistar a auto estima.

Por que entre erros e acertos, tropeços e recomeços, a vida se mostra plena e o universo coloca aos nossos pés todas as oportunidades que necessitamos para crescer, amadurecer e se auto conhecer.

Para aqueles que pensam em começar a empreender, o SEBRAE é uma ótima opção para encontrar orientações sobre abertura empresas, em qualquer ramo de negócio.

Aos que pensam em iniciar empresas de base tecnológica, sugiro procurar também, as incubadoras de empresas. Além do suporte administrativo, empresarial e jurídico, a interação com os demais empreendedores é sempre muito enriquecedora.

Relações abusivas podem acontecer em todos os âmbitos da nossa vida. Seja pessoal, familiar ou profissional.

Portanto, vamos nos fortalecer, encontrar nossos valores e nossa identidade.

Sejamos nós, os autores da nossa própria história.

Noemia Watanabe – Bela Urbana, mãe da Larissa e química por formação. Há tempos não trabalha mais com química e hoje começa aos poucos se encantar com a alquimia da culinária. Dedica-se às relações comerciais em meios empresariais, mas sonha um dia atuar diretamente com público. Não é escritora nem filósofa. Apenas gosta de contemplar os surpreendentes caminhos da vida.

1º namorado da filha.
Ela tinha 17 anos. Linda, alegre, cheia de vida, no auge da juventude, aguardando ansiosamente seus 18 anos e a liberdade de ir e vir que viria a conquistar.
Ele tinha 25 anos. Moço lindo, forte, saudável! Soube conquistá-la. Ela se apaixonou!
No início, a diferença de idade me assustou. Meu receio seria de que ela deixasse de viver boas experiências de vida que a maioridade lhe permitiria. Não queria que ela pulasse etapas da vida. Ainda teria uma faculdade pela frente e muitas aventuras por viver.
Meu coração desejava vê-la feliz e sendo assim acabei apoiando a sua escolha e, de verdade, me senti feliz por ela ter alguém com quem compartilhar bons momentos. Ele foi muito bem recebido e acolhido pela nossa família. Ela idem pela família dele. Harmonia!
No início tudo ia bem, ele a tratava como uma princesa, e ela orgulhosa por tê-lo como namorado. Ela já tinha tido outros paqueras, ficantes, como os jovens dizem, mas namoro mesmo, esse era o primeiro. Os passeios eram sempre pra jantar, visitar os avós, cinema, tudo em paz.
E aí, chegou a faculdade. Com tudo o que pertence a esse universo.
Nova fase, novos amigos, encontros em bares, trabalhos em grupo, festas, jogos universitários. Chegaram também muitos conflitos regados com uma boa dose de ciúme. Foi aí que tudo começou a ficar estranho. De repente, os encontros terminavam em choro ou com ela se culpando por algo que NÃO fez. Isso mesmo, ela passou a ser a culpada por tudo, a responsável pelas brigas e discussões. Senti que ele a estava manipulando, dizendo como deveria ser e agir. Passou a escolher quem eram os amigos legais que ela deveria manter e quais não eram e ela deveria se afastar. Vieram as discussões, as festas terminadas em briga, o mal estar na família e o principal que eu via no olhar dela: a alegria dando lugar à tristeza! Seu riso solto foi ficando mais raro, seu olhar entristecido parecia quase sempre querer dizer algo.

Suas amigas mais próximas, viam o mesmo que eu. Com a ajuda delas, enviamos textos com o tema relacionamento abusivo para tentar alertá-la. Nada parecia surtir efeito.
Conversei muitas vezes com ela, e estive muito próxima, porém discutimos algumas vezes e tive medo dela se distanciar de mim. Era tudo o que ele queria, nos afastar para poder exercer sua total influência sobre ela sem ninguém para atrapalhar.
A alertei e esperei que o tempo lhe mostrasse a verdade e entreguei a Deus! Mas… monitorando! Sempre atenta.
A gota d’água para mim, foi numa noite em que estávamos jantando em uma pizzaria pouco antes de embarcarem para uma viagem juntos e ele protagonizou uma cena machista. Após uma provocação da parte dele, começaram uma discussão, ele tentou desmoralizá-la na frente de seu pai e em determinado momento ele lhe apontou seu dedo em riste, intimidando-a. Aquilo me doeu! Como mãe e como mulher, pois isso também me machucaria se fosse com uma desconhecida na mesa ao lado. Enfrentei-o e aí a discussão foi comigo.
Embarcaram e voltei pra casa! Triste, arrasada e com medo.
Chorei, chorei, chorei até não poder mais e me perguntei mil vezes como que ela não via isso? Uma menina criada e educada para ser dona de si.
Estava sendo completamente manipulada por ele. Que poder é esse que os manipuladores tem!
Passaram um mês viajando, foi o período mais tenso que eu já tinha vivido. E se ele fizesse algo a ela, tão distante de mim? Rezava o tempo todo, pedindo para que tudo corresse bem.
Meu coração não estava apertado a toa, ela me contou um tempo depois que, durante a viagem, tiveram outras discussões e algumas atitudes que ele teve que fizeram soar o alerta dela.

Dois meses após o retorno da viagem, o tempo veio trazendo a verdade e ela acabou o namoro.
Na última discussão que tiveram, ele a retirou, contra a vontade, do ambiente em que ela estava com sua turma, e saiu dirigindo com ela de passageiro em alta velocidade, totalmente descontrolado, falando, segundo ela, coisas horrorosas.
Ela teve medo! Discretamente pegou seu celular, chamou o último número discado e deixou que alguém ouvisse os absurdos que estavam sendo ditos, acho que querendo uma testemunha caso algo acontecesse com ela. Mas, graças a Deus e seu anjo da guarda, a única agressão física foi um puxão de cabelo.
Ele a deixou na porta de minha casa. Ela abriu a porta chorando, gritando que ele era um louco, um doente e ele saiu novamente descontrolado com o carro em alta velocidade.
Nesse dia ela deu um basta.
Não parou por aí, porque ele ainda insistiu em voltar por um bom tempo. E ela chorava porque se achava a pior pessoa do mundo, achava que nunca ficaria livre dele e o pior, pensava que só era uma pessoa melhor quando estava com ele. Perdeu sua identidade, sua autoestima, perdeu a confiança nos homens e levou um bom tempo até dar nova chance ao Amor.
Nesses dois últimos anos, com muito amor da família e algumas boas sessões de terapia ela está se recuperando, porque leva um tempo ainda para deixar esse episódio no passado. Sim, porque ela vai levar essa experiência pela vida toda. Toda ferida cicatriza, porém deixa marcas.
Hoje ela conseguiu vencer o medo de novamente se relacionar com alguém e está vivendo uma história bem diferente.
O mais importante é que está tendo a oportunidade de ser quem deseja ser e está feliz e confortável, dentro de si mesma. Está fazendo as pazes consigo mesma.

Mães, fica aqui meu recado: é nossa missão zelarmos pelo bem estar de nossos filhos, estarmos atentas. As vezes pode parecer que estamos exagerando, mas sigam o coração, ele nunca nos engana. Observem as relações de seus filhos e não se calem!


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