Olá Consulentes tudo bem com vocês?

Já sei que estão olhando muitas telas, mas devem olhar mais pelas janelas. A paisagem muda todo dia. Reparem nos detalhes. Reparem nas calçadas. Reparem no vai e vem das pessoas e da natureza. Beleza pura.

Seja você além das telas virtuais, além dos filtros digitais.

Perfeição é só um conceito cruel. O que é perfeito é imperfeito. Por isso, olhe além das telas, abra as janelas.

Seja mais Branca de Neve, cante com os passarinhos, e menos Madrastra que perde tempo se olhando tanto no espelho em busca da resposta do outro para a pergunta: – Serei eu a mulher mais bela?

Seja a MAIS BELA para você mesmo. Assim, quando olhar no espelho, terá orgulho da BELA URBANA que ali reflete.

Até a próxima e com as janela bem abertas.

Madame Zoraide – Bela Urbana, nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou  atendendo pelo telefone, atingiu o sucesso absoluto, mas foi reprimida
por forças maiores, tempos depois começou a fazer mapas astrais e estudar signos e numerologias, sempre soube tudo do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica,
é sabida e é loira. Seu slogan é:
” Madame Zoraide sabe tudo”. Atende pela sua página no facebook @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe 😉





De repente a escola estava vazia. Silenciosa e triste. Sem o coral de vozes habitual, sem o tilintar dos talheres na tão esperada hora do almoço, sem as bolas pulando, sem as cordas batendo, sem os “abraços surpresa” no meio do pátio ou do corredor… Sem as crianças.

Eu tenho certeza que todas as pessoas nesse mundo estão, nesse momento, sofrendo de alguma forma, e uma pessoa muito especial me disse um dia que todas as dores são importantes e por isso, incomparáveis. Mas hoje eu queria muito saber como as crianças estão. Elas e suas famílias. Todas.

Mais do que saber como ficarão os conteúdos, de que forma as aulas serão repostas, qual a logística que as escolas adotarão… como ficará o tão falado ano letivo. Não. Queria saber como as crianças e as suas famílias estão. Quero poder falar com eles. Dizer também da minha angústia e preocupação. Saber se estão comendo. Se estão nervosos, preocupados… Como estão digerindo tudo isso?

Eu estudei, eu li, eu sei a importância da escola, desse espaço, da construção do conhecimento, mas eu sei também que são seres humanos que vivenciam esse processo. Muito se fala sobre a educação, sobre a escola, sobre a formação dos profissionais que lá estão.

Mas não falamos muito sobre dois pontos fundamentais. Primeiro, sobre a vida que é vivida na escola. Sobre a troca que acontece desde que os nossos olhares se cruzam no portão até a hora do ‘Até amanhã tia’. É dessa vida que estou sentindo falta, da troca humana e de tantos aprendizados meus e deles que muitas vezes não constam em currículo. E segundo, do fato de que embora lecionemos “com” as crianças, cada criança representa uma família, e essa família é tão importante no processo educativo quanto as crianças. São importantes pra mim. São importantes pra nós professores. O que é dito, pensado, planejado, sempre levou em consideração esse conjunto de pessoas tão importante, e agora não seria diferente, não se trata de conteúdo, mas de vidas que são queridas.

Nós professoras e gestão temos nos reunido virtualmente, temos estudado, planejado, organizado, sonhado, dentro do possível. Foram criados espaços de aprendizagem virtuais para que o contato com as crianças e famílias aconteça. Um processo, que leva tempo até “todos” se organizarem pra isso.

A escola precisa se reinventar? Sim, há muito o que melhorar. Porém isso não se resume a tecnologia ou algo do tipo. Eu não vou entrar na discussão sobre educação remota ou educação à distância, primeiro por que preciso lembrar que a escola é só uma parte (muito importante) de um sistema que precisa funcionar melhor e talvez se reinventar em vários aspectos. E segundo, porque isso me lembra uma frase do Paulo Freire que alimenta muitos dos meus dias na escola (e tem alimentado agora fora dela também) “Se você não fizer hoje o que hoje pode ser feito, e tentar fazer hoje o que hoje não pode ser feito, dificilmente fará amanhã o que hoje deixou de fazer, porque as condições se alteram”.

Então, nesse momento, eu posso dizer que estamos fazendo o nosso melhor, hoje. Tenho visto colegas se superarem em tanta coisa para conseguir chegar mais perto das famílias de alguma forma, gravando vídeos, arrecadando mantimentos, produtos de limpeza, fazendo cestas básicas chegarem até a comunidade, tenho visto uma rede de apoio florescer nesse campo de incerteza.

Uma das últimas atividades que fizemos foi discutir a “saudade”. Nós lemos um livro que se chama Menina Amarrotada e eles me disseram que saudade é quando a gente sente falta, quando uma pessoa fica longe da outra, quando sente falta da pessoa e dói o coração, querer ficar perto da pessoa e não poder e eles estão cobertos de razão! Eu estou assim, sentindo tudo isso, “olhando na janela, esperando voltar…” E você?

Michelle Felippe – Bela Urbana, professora por convicção e teimosa. Apaixonada por doces, cinema, poesia urbana e astrologia. Acredita que ainda vai aprender a levar a vida com a mesma leveza e impetuosidade das crianças.

Temos uma  grande contradição,

o problema nunca foi a causa pequena,

focamos nas causas de maior dimensão,

mas o pequeno nos levou à quarentena.

Quase perdemos o nosso rumo,

igual barco à deriva,

como fica o consumo,

na restrição  à  nossa  vida?

Como tudo tem várias perspectivas,

começam logo as iniciativas,

mãe, pai, filho e filha,

juntos no almoço de família.

Que boa chance para nos unir,

mas sempre tem a diferença,

vi que a briga não compensa,

pois não tem para onde fugir.

A casa em ordem é rotina,

se lava até poltrona  e cortina,

mas dá vontade de bater “asa”,

com todo esse  trabalho  de uma casa.

Quem já morou num apartamento,

conhece  a brisa do vento,

 mas como alivia o “stress”,

um palmo de terra para os pés.

Na casa se vê mais defeitos,

pedreiros  deram aqueles  jeitos,

 até  casais apontam (entre si) manias,

que antes  sumiam na dinâmica dos dias.

Olhando todos os dias pela janela,

vemos  que a natureza está mais bela,

mas ainda não vamos  pra galera,

assim nos conformamos  sozinhos,

pois assim também vivem os vizinhos.

Acostumados a pisar fundo,

agora o limite é a esquina,

diferencial será a disciplina,

para continuarmos bem neste mundo.

Rainer Friedrich Hinnebusch – Belo Urbano, professor aposentado de Língua Alemã. Gosta de harmonia, inclusive na língua falada.

Romeu e Julieta que nada… Você está tentando dormir e começa a ouvir um diálogo entre prédios… De janela para janela…

Hey, como você chama?
Maria Luiza!
E você?
Paulo Henrique…
Paulo Henrique do que?
Me procura no Facebook…

Porque no mundo real é só atravessar a rua…

Michelle Felippe – Bela Urbana, professora por convicção e teimosa. Apaixonada por doces, cinema, poesia urbana e astrologia. Acredita que ainda vai aprender a levar a vida com a mesma leveza e impetuosidade das crianças.

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Menina

Qual é seu nome? Sua idade? É jovem ainda, então vou dizer aqui: OLHE PRA VOCÊ.

Isso é um presta atenção, antes que fique tarde demais e você fique cega, ou quase… Olhe para você agora e a vida toda.

A vida da sua amiga a ela lhe pertence, não vá tão cheia de razões, tão cheia de conselhos que não foram pedidos. Tão arrogante.

Arrogância não leva a nada de bom. Arrogância é característica dos ignorantes, que fingem ser importantes para se sentirem melhor. Você pode ser bem mais que isso. Você de fato pode ser alguém feliz.

Olhe para você e não perca seu tempo julgando os outros. Quantas vezes você já julgou somente ouvindo um lado? Quantas vezes julgou olhando pelo campo de visão limitado da sua janela? Pense nisso.

Olhe para você antes de ter dó de alguém. Dó é um sentimento muito ruim. Sentir dó de alguém não ajuda o outro e muito menos você.

Não importa quantos anos tem hoje, sabedoria nem sempre está relacionado com sua idade cronológica, por isso,  não deixe a sua vida caminhar com esse gosto amargo e cruel, dos pedantes que escodem sua tristeza na crueldade dos julgamentos e condenação dos outros.

Deixe os julgamentos para os juízes, os concursados, os profissionais. Somente nessa esfera faz sentido julgar.

Ainda da tempo. Acorde. OLHE PRA VOCÊ!

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br , 3bis Promoções e Eventos www.3bis.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

shutterstock_155363555 - mulher e janela

Coitadinha tinha uma janela

marrom

A tinta não durava

descascava

Tinta de má qualidade

baratinha

 

Coitadinha se achava esperta

Adorava coisas baratinhas

Comprava MUITO

coisas baratinhas

INÚTEIS

feias

quinquilharias, muitas

mas, esperta que se achava,

baratinhas.

 

A tinta da janela descascava

A tinta do cabelo desbotava

A roupa não tinha caída

Os livros não importavam

 

Coitadinha tinha

03 “amigas”

01 “marido”

01 vizinha – sem aspas

 

A janela da VIZINHA não descascava

A janela da vizinha vivia ABERTA

A JANELA da vizinha era amarela

A janela da vizinha era maior que a dela

 

Coitadinha fofocava

Olhava a janela da vizinha

e fofocava

e procurava

lascas que não encontrava

 

Coitadinha se incomodava

Coitadinha sozinha chorava

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde é a responsável pela autoria de todas as histórias do projeto. Publicitária, empresária, poeta e contadora de histórias. Divide seu tempo entre sua agência Modo Comunicação e Marketing www.modo.com.br, suas poesias, histórias e as diversas funções que toda mãe tem com seus filhos. Está feliz com suas janelas 🙂