Brancos, heterossexuais e machistas, sorrateiros e tão contentes,
vêm e vão disseminando seus preconceitos.
Alheios a todos e a tudo, são os reis do mundo!

Vivemos num pais que culpa mulheres pelos estupros?
Pedófilos virtuais sequestram crianças reais e postam nas redes sociais,
como vocês dormem em paz?
Pequenas meninas se exibindo e rebolando a mando dos próprios pais.
Cada like vale a pena? Ao menos separe uma grana para a psicóloga (você vai precisar)
Eu me distancio disso tudo, não me culpem por querer fugir da realidade, pode dizer que é uma crise de bipolaridade.

Aqui tem pra todos os desgostos, encontramos também homofóbicos, transfóbicos e racistas!
Eu não consigo lidar, não dá pra mensurar a maldade nem a insanidade dessa raça de víboras como já diria João Batista.
Me ajuda, João! Eu sou reflexo do machismo antigo, filho do patriarcado ou é simplesmente a minha falta de tato? (talvez os 3 de uma só vez).

Eles falam e eu me entedio, ouço e observo, mas não absorvo.
Talvez por isso, facilmente me irrite, pode ser, até porque, parece um rito.
Idiotas reunidos, bebendo o próprio mijo, exalando masculinidade, sem deixar de se preocupar com a vaidade. Passam a noite vomitando constantemente seus conceitos inconstantes de egoísmos reprimidos. Eu me sinto perdido, procurando abrigo, longe do seu machismo, distante dos seus preconceitos eleitos por antepassados tão antiquados quanto aquele quadro que pede intervenção militar já! É hora de mudar, de acordar, vamos recordar a história ou esquecer tudo que já conquistamos até agora?

Vocês são piadas para a minha assepsia, eu não me lavo com o lodo que escorre da pia.
A cada dia que passa, passo o dia em lentos passos, procurando espaço pra respirar neste crepúsculo de aço! Sou um filósofo raso, buscando novidades em velhos ditados, me contradigo e repito, transito entre o medo de morrer e a eterna vontade de começar a viver.
Nunca tivemos boas referências para admirar, mas isso não é desculpa!
A culpa é só minha e eu coloco em quem quiser, provavelmente será em uma mulher.
É mais fácil de acreditarem, é mais fácil de me deixarem em paz.
Eu já não tenho mais esperanças, talvez você que me lê possa nos ajudar.

Eu vejo no futuro o mundo colapsar
mas, não acredito que algo vá mudar.
Desculpe o pessimismo, não me culpem por fugir da realidade,
eu sou reflexo do machismo antigo,
filho do patriarcado ou é simplesmente a minha falta de tato, já sei
pode dizer que é uma crise de bipolaridade.

Lucas Alberti Amaral – Belo urbanonascido em 08/11/87. Publicitário, tem uma página onde espalha pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias  www.facebook.com/quaseinedito  (curte lá!). Não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião, lua em Gêmeos com ascendente em Peixes e Netuno na casa 10. Por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.

Um dia ouvi de um professor que deveríamos, às vezes, praticar a desconexão. Como um professor renomado de mídias digitais e redes sociais, que vive para o universo on-line poderia dizer aquilo? Não entrava na minha cabeça.

Hoje vivemos numa era midiática, onde todo o tipo de informação chega em nossas mentes e temos que dar conta de tudo num curto espaço de tempo. Pensei, analisei, enxerguei os prós e os contras e lá fui eu viver sete dias como há muitos anos não vivia.

Sete dias sem elas.

Sete dias sem likes.

Sete dias sem amei.

Sete dias sem há há há.

Sete dias sem ver a vida dos outros.

Sete dias sem compartilhar o que estava sentindo ou não.

Sete dias que pareciam durar uma eternidade.

Sete dias desconectada das redes sociais que mais ocupavam meus dias com besteiras, notícias boas, notícias ruins, nóias e risadas.

Sete dias vivendo.

Os hipócritas vão dizer: Ah, isso é fácil! Você é viciada! Certeza que você está fazendo isso porque deu ruim!

Como as vezes não vale a pena explicar eu fiquei com a minha resposta e segui nos sete dias. Não foi fácil. Mas como não nasci com elas na forma on-line, logo aprendi a lidar com a desconexão e praticar a rede social que aprendemos desde crianças. A rede off-line.

E sabem o que encontrei?

Encontrei um mundo real, encontrei-me com pessoas reais e principalmente comigo mesma. Meu coração desacelerou, não sofri a espera de nada e deixei o tempo me levar pra onde ele gostaria que eu fosse, sem mudar o rumo de nada.

Foram sete dias desconectada de um mundo que criamos, um mundo acelerado prestes a sucumbir.

Claro que não serei tola em dizer que viverei sem elas. Mesmo porque eu trabalho com isso. Mas de uma coisa eu tenho certeza. A vida é muito mais real, leve e gostosa longe delas.

Olhem para o céu, vejam a lua, as estrelas, o pôr do sol, subam em pedras, sintam o vento no rosto e ouçam os passarinhos. Olhem para os seus filhos, para os seus amigos, para os seus pais, para seus maridos, esposas, namorados, peguetes…whatever!

Apenas olhem e sintam.

Cris Saad – Bela Urbana, professora universitária, publicitária, fã do vento, da lua e do acaso. Apaixonada por música e dança, enfim apaixonada pela liberdade, pela loucura do movimento e o gozo do encontro.

 

Estes dias estava eu na academia, divagando no meu momento esteira linda, quando me veio em mente: “meu, tem like que vale mais do que palavra”. Opssss, a luzinha amarela acendeu em cima da cuca. Certeza que ia ser sucesso a constatação. E não é que foi mesmo?!

Só uma observação desnecessária (sim, desnecessária, mas eu quero falar). Não me lembro se naquele dia eu havia recebido um desses likes premiados, brilhantes, de fazer os pezinhos de galinha aparecem em nosso rosto. Sabe bem? Sorrisão, entrega da idade… Pois bem, maldita memória. =(

O fato é que eu joguei a frase no meu Facebook e fui acompanhando os likes. Houve até quem comentasse – mesmo o like já valendo. Demais! E é sobre o desdobramento dessa máxima que eu vim falar hoje. Hora de fazer alongamento com o pescoço. Modo concordar. Pra baixo e pra cima. Vamos. Se não concordar, pescocinho pra um lado e pro outro. O importante é se exercitar!

Estou fitness, estou chata, estou me sentindo engajada demais. Preocupante!

Enfim, vamos combinar, faz muuuuuito sentido. Você posta uma foto e aquele seu paquerinha antigo, que hoje namora, dá um like. É o ápice do êxtase! Ele não precisou dizer nada – “tá linda, tá gata, eu pegava, uau, fiu fiu”. Nada. Ele apenas curtiu! E você? Sorriu, deu beijinho no ombro, piscou 10 mil vezes, arrumou o cabelo, olhou no espelho e pegou o celular. LARGA DELE, hein. O menino namora. Contente-se com o “like”.

Outro. Você posta foto com algum amigo e aquele seu paquerinha curte. Poooonto. Ele não precisou dizer “tô vendo, eu vi, quem é?”, ele apenas deu um clique e… entregou a mensagem com êxito. “Tá com ciuminho, tá com ciuminho…” =p

Vamos mudar de exemplo. Você postou uma indireta para aquela sua amiga chata que vive reclamando no Facebook. Ela foi lá e curtiu o post. Pronto, mordeu a isca, leu o recado. Precisou dizer algo?! Eu amo os “likes”. <3

Bom, não tem jeito. Tentei mudar o exemplo, mas os likes dos paquerinhas sempre são os melhores. E confesso, eu já dei like querendo dizer algo. Sim, o famoso “eu vi”. E também já deu “like” pra chamar atenção – “olha eu aqui, eu estou viva, me procura, me chama pra sair, diz que sou o que você sempre quis!” Existe uma música com esse final, né? Loucura, loucura loucura!

Quem nunca? Que dê o primeiro like, ali em cima! =p

Ah, os Likes… eles valem mais do que mil palavras!

mariane costa (2)

Mariane Costa – Jornalista por profissão, publicitária por paixão. Viciada em tecnologia, internet e relacionamentos (apesar de ser uma solteira invicta). Uma geminiana típica, que não consegue parar de estudar – já fez 2 MBAs e agora vai começar um curso de Chef de Confeitaria! Em poucas palavras: aquela que desabafa em caracteres.