Mulher triste shutterstock_221890780

Não pode ser gay, mas se for tem que ser discreto, se for só dentro do quarto.

Na rua não, mas se for, não pode andar de mão dada! Não pode ser preto, mas se for tem que ser pobre, não pode ser rico, mas se for, tem que ser jogador de futebol ou cantor de pagode. Mais que isso não pode!

Não pode ser mulher, mas se for tem que ser submissa, obedecer ao marido, se for mulher tem que apanhar calada. (Isso quieta e amargurada). Se não for assim, não pode!

Não pode ser gordo, mas se for tem que aceitar as piadas, se for tem que idolatrar gente magra.

Se não aguentar as “brincadeiras” ai é melhor emagrecer, se não… Não pode!

Mas e você?! Ah você pode, você pode tudo, é o dono do mundo, o pequeno príncipe! E quem contrariar vossa majestade é “héterofóbico”, pratica o racismo reverso, é “feminazi” ou não entendeu a piada!

Piada? Piada é a tua cara, tua fala, toda a tua laia, hipócrita e canalha que a tua máscara caia, que todos nós possamos olhar no espelho com orgulho de sermos nós mesmos. Sem precisar dar satisfação por conta do gênero, cor, peso ou da sexualidade.

Que sejamos do nosso jeito e livres de preconceitos, sem culpas, seja no corpo, na alma ou no coração!

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Lucas Alberti Amaral – Belo urbanonascido em 08/11/87, vem há 28 anos distribuindo muito mau humor e tentando matar a fome. Publicitário, trabalha na área há 7 anos, tem uma página onde espalha pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias www.facebook.com/quaseinedito (curte lá!). Não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião, lua em Gêmeos com ascendente em Peixes e Netuno na casa 10. Por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.

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as estrelas nascem
e morrem num escarcéu

tão gigantes e brilhantes
chovem distantes no céu

eu queria ter com elas
me ater a uma delas

gargalhar no espaço sideral
chorar na aurora boreal

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Lucas Alberti Amaral – Belo urbanonascido em 08/11/87, vem há 28 anos distribuindo muito mau humor e tentando matar a fome. Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela METROCAMP, trabalha na área há 6 anos, tem uma página onde espalha pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias www.facebook.com/quaseinedito (curte lá!). Concilia a dura missão de morar em Campinas – SP (cidade onde nasceu) e trabalhar em Barueri-SP, não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião, lua em Gêmeos com ascendente em Peixes e Netuno na casa 10. Por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.

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Nenhuma mulher precisa ouvir o seu “fiu fiu” que quase sempre vem acompanhado de um “elogio” como: “gostosa!” ou “delícia!”.

Talvez não fosse preciso dizer, mas aparentemente somos seres evoluídos e conseguimos controlar nossas vontades, afinal ninguém abaixa as calças e caga na rua, né? Então, porque você faria isso pela boca?

O seu “fiu fiu” é desnecessário, inconveniente e invasivo!

Se é difícil para você respeitar uma desconhecida, tente visualizar sua mãe, esposa/namorada, filha ou neta. Com certeza elas já passaram por isso e não gostaram! Essa atitude “máscula” não te faz mais homem, muito pelo contrário.

E por mais que você insista em achar que elas gostam, você receberia algo que gosta de um completo estranho? Eu adoro uísque e nem por isso aceitaria uma garrafa de uma mulher desconhecida na rua, pior ainda se a cada 10 mulheres que eu cruzasse, 8 me oferecessem uma dose, eu ficaria bem assustado, agora imagine a opinião alheia sobre o meu corpo ou as vontades que sentem quando me veem?

Cara, é preciso e é possível mudar, eu já fui o babaca do “fiu fiu” e sei que nunca resultou em nada além de constrangimento alheio. Homens deixem os assobios para os pássaros, se for para imitá-los de alguma forma que seja para voar e fugir desse estereótipo tosco, desnecessário, inconveniente e invasivo.

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Lucas Alberti Amaral – Belo urbanonascido em 08/11/87, vem há 28 anos distribuindo muito mau humor e tentando matar a fome. Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela METROCAMP, trabalha na área há 6 anos, tem uma página onde espalha pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias www.facebook.com/quaseinedito (curte lá!). Concilia a dura missão de morar em Campinas – SP (cidade onde nasceu) e trabalhar em Barueri-SP, não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião, lua em Gêmeos com ascendente em Peixes e Netuno na casa 10. Por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.

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Laura deixou uma carta dobrada em cima da mesa, debaixo das suas chaves de casa.

“Aos meus cuidados” e a quem mais poderia ser? Já que éramos apenas eu e ela a tanto tempo.

Seu cheiro ainda estava no ar, o pôr do sol se estendia e sobrevivia por entre as cortinas da sala e iluminava com luz fraca, quase morta, o ambiente limpo e sem vida que me cercava.

O vazio se fez presente dentro e fora de mim.

De alguma forma eu já sabia que ela se fora para nunca mais voltar, eu sabia que Laura havia se cansado do meu amor mal medido, dos longos dias de solidão acompanhada.

Eu sabia que Laura havia me abandonado. E que essa cena, já vinha se rascunhando há anos em nossos descasos cotidianos, em nossos lapsos corriqueiros.

O triste é que bem antes deste fim que prevíamos, me perdi num mar de orgulho ilusório, e pouco a pouco nessas navegações introspectivas, eu havia a abandonado em meu coração.

 

“Roberto,

Hoje vejo as fotos daquela nossa antiga união e que um dia talvez tenha sido lúcida (mesmo embriagados pelo nosso fascínio juvenil). E não me servem de nada, a não ser para relembrar e doer no peito a nossa velha e saudosa paixão.

É triste admitir que já não passamos de costumes matrimoniais, e nesses dias, todos tão iguais, eu não sinta nada além do cheiro doce do seu perfume.

Acredito que todo amor é verdade, desde que haja liberdade e infelizmente o nosso sufocado está. Saiba que o nosso amor se tornou uma linda e forte mentira, quando se perdeu na rotina, nos beijos sem amor, nas risadas forçadas, nos olhares desviados e nos segredos sem valor não mais compartilhados.

Ainda agora sinto nossas brigas antigas, pois sempre que as revivo lágrimas molham as cicatrizes, que por anos estiveram abertas, doeram, sofreram e perduraram.

As tantas noites que passamos juntos e felizes, meu amor. Hoje são só noites mal dormidas que não se acabam.

Sufocamos pouco a pouco um amor tão lindo por medo de perde-lo e agora não sabemos mais onde se escondeu, não quero acreditar, mas como você bem disse pode ser que já morreu.

Eu me reprimi por tantos carnavais de poucas fantasias, você não acreditava e minha esperança morria, todo dia, sangrando nos sonhos de um passado feliz que jamais voltaria. Me contentei com tão pouco, fiz de seus doces elogios, valsa de falsas alegrias. E pedi aos santos que aquecessem o seu coração.

O nosso amor foi de verdade, enquanto acreditávamos em nós, ironicamente, enquanto ainda tínhamos a liberdade, a tão esquecida sinceridade, o olho no olho, a saudade…

E aquela sensação de que o tempo passava tão rápido que parecia não querer a nossa felicidade.

O nosso amor, meu (grande) amor!

Se maquiou de intrigas, se vestiu de ciúme e partiu ao encontro das ilusões e da mentira e pouco a pouco foi engolido pela rotina.

Adeus

Laurinha

19/09/89”

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Lucas Alberti Amaral – Belo urbanonascido em 08/11/87, vem há 28 anos distribuindo muito mau humor e tentando matar a fome. Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela METROCAMP, trabalha na área há 6 anos, tem uma página onde espalha pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias www.facebook.com/quaseinedito (curte lá!). Concilia a dura missão de morar em Campinas – SP (cidade onde nasceu) e trabalhar em Barueri-SP, não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião, lua em Gêmeos com ascendente em Peixes e Netuno na casa 10. Por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.

EU

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me libertar de mim

viver uma história sem fim

não precisar rimar tudo no final

talvez não registrar no papel

 

o corpo se adapta ao mundo

a depressão deforma o corpo

o mundo pouco se importa

quando minha alma sufoca

 

o que escrevo é desconexo

minhas palavras são o reflexo

dessa confusão que  eu sou

rascunho do que você sonhou

 

me iludo todo dia, e é tão fácil

faço cena, interpreto o palhaço

quero (te) chamar, a sua atenção

mesmo sempre dizendo que não

 

me despeço e regresso a solidão

faz silêncio aqui, e isso é tão bom

há tempos eu não me encontrava

procurava em você o que estava em

meu coração

IMG-20150123-WA0000 - Lucas

 

shutterstock_160219655 (1) namoro parque

Se lembra de quando a gente costumava ser feliz?

Se lembra de quando não era preciso fingir?

Onde a gente se perdeu, em que ponto da estrada?

Felicidade simplesmente pelo fato de ser, ter não importava.

 

Você se lembra quando foi que riu até chorar pela última vez?

“Cê” lembra do medo que dava quando a mãe dizia que só ia contar até três?

Me fale daqueles dias que a gente sorria sem motivos

Diz no meu ouvido como era a sensação de se sentir vivo

 

Me fale daquele frio na barriga do primeiro encontro

Da graça dos desencontros e dos abraços de reencontros

Diz pra mim como era a emoção de quando nossa música tocava

De todas as vezes que dançou sozinha no caminho da sala pra cozinha

 

Aqui entre a gente, qual foi seu último beijo de pálpebras fechadas e alma

aberta?

Lembra quando criávamos universos e fazíamos fortalezas debaixo da coberta?

Desejo a  você sonhos maiores que um apartamento 4 quartos e varanda gourmet

Eu espero que você ainda possa crer e que no fim do dia ainda tenha alguém

pra dizer:

 

EU TE AMO

 

Uma viagem para se afastar do mundo e se aproximar das pessoas

Jogando pedrinhas no lago e falando só de coisas boas

E que para sorrir não seja necessário ser ator ou atriz

E que pelo menos uma vez por dia você fique preso na nostalgia de ser feliz

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Lucas Alberti Amaral – nascido em 08/11/87, vem há 27 anos distribuindo muito mau humor e tentando matar a fome. Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela METROCAMP, trabalha na área há 6 anos, tem uma página onde espalha pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias www.facebook.com/quaseinedito (curte lá!). Concilia a dura missão de morar em Campinas – SP (cidade onde nasceu) e trabalhar em Barueri-SP, não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião, lua em Gêmeos com ascendente em Peixes e Netuno na casa 10. Por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.

shutterstock_171846605 (2) - cartas

Blefei

Eu sei que blefei quando disse que me enganei
Parecia até que eu já sabia como tudo se daria
Se repetiria? Sim, vocês parecem cópias “made in china”
Aqui ou lá na Síria, crianças morrem e
a gente corre pra não perder a cena na TV.

Por que?

Falta amor ao próximo, falta amor próprio
Sobra exibicionismo, transborda egoísmo
Não vamos confundir, mas vale insistir?
Passo a vez!

Agora eu peço seis cartas e te questiono:
Cabem sentimentos? Cabem palavras de conforto?
Insinuo e insisto, aposto e peço jogo:
Somos um leque de 7 bilhões de cartas marcadas, peço perdão
faço cara de valete, finjo não ver essas aberrações expostas entre nossas mãos

Embaralho pensamentos, espalho esmolas como um bom cristão
Você joga as damas na cama, depois julga o “desempenho” na mesa do bar,
rindo com seus amigos acéfalos sem nem cogitar qualquer razão para não estereotipar
Sem perceber que a piada é você que não sabe brincar, entedia a todos sem precisar falar.

Quando abre a boca eu fecho os olhos me dá dor de cabeça, vou parar de jogar
Eu sei que disse que conseguia te acompanhar, repito, me enganei, eu só queria rir
Talvez fugir um pouco de mim, me sentir melhor olhando para sua cara de dó, mas não dá
Faz assim, vamos trapacear, fica com o meu quarteto de reis e se alguém perguntar diz que eu blefei.

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Lucas Alberti Amaral – nascido em 08/11/87, vem há 27 anos distribuindo muito mau humor e tentando matar a fome. Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela METROCAMP, trabalha na área há 6 anos, tem uma página onde espalha pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias www.facebook.com/quaseinedito (curte lá!). Concilia a dura missão de morar em Campinas – SP (cidade onde nasceu) e trabalhar em Barueri-SP, não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião, lua em Gêmeos com ascendente em Peixes e Netuno na casa 10. Por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.

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Fecha a porta do quarto enquanto eu abro nosso universo.

E te ilumino com as cores do espaço que vão guiando teus passos.

Até você deitar nos meus versos. Chega mais perto, agora que tá tudo tão quieto.

Deita e aconchega a cabeça no meu peito que eu te protejo dentro dos teus sonhos.

Sonho com seu cheiro, me afogo em seus cabelos. Vem e afaga minhas costas, coça, roça e enrosca suas pernas nas minhas, mãos acariciam tua respiração.

Não sai dessa posição que nosso coração tá alinhado com plutão.

E os anjos nos fizeram uma canção.

Tá clareando, tá tão bom, tá cedo pra levantar, deixa o mundo acordar, deixa o sol gritar.

Que eu vou continuar a te velar, depois do meio dia a gente acorda pra sonhar.

Porque agora a essa hora ainda não da pra saber onde eu começo e onde termina você.

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Lucas Alberti Amaral – nascido em 11/87, vem há 27 anos distribuindo muito mau humor, tentando matar a fome e fazendo comentários desnecessários sobre tudo. Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela METROCAMP, trabalha na área há 5 anos, tem um blog onde espalha ideias e pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias https://quaseinedito.wordpress.com/. Concilia a dura missão de morar em Campinas – SP (cidade onde nasceu) e trabalhar em Barueri-SP, não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião com ascendente em Sagitário e lua de Saturno em Leão e por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.Lucas Alberti Amaral

Você pode não acreditar em Deus, mas tem que acreditar em mãe, se não existe um Deus com certeza existe uma mãe divina que abençoa e dá poder a todas as outras da terra.

Se liga na cena: você saindo de casa, lindo, leve e solto, se sentido o GATÃO! Porém, um inferno de 78° célsius lá fora, tá derretendo a porra da roda do carro, as pessoas escorregando no próprio suor, tu caminha esbelto e tranquilo para dar um “role”, sabe-se lá porque você vai querer sair de casa com um calor infernal desses, mas às vezes o dever te chama, um amigo com piscina te chama, ou na pior das hipóteses, sua idiotice te chama, porque tem gente que é idiota mesmo e gosta de sofrer e essa terceira opção é por incrível que pareça a mais comum de todas, as pessoas geralmente são BABACAS!

Enfim, o babaca tá lá saindo de casa com lava do inferno escorrendo na janela, passa pela Mamãe querida (que não é boba e não vai se arriscar naquele deserto do Saara) e nesse momento sublime que ela bate o olho em você de bermuda, havaianas, camiseta regata e seu boné John Jonh diz:
– Não vai levar uma blusa não, menino? Você olha pra ela e ri mais que aquelas crianças bobas de vídeo no Youtube e solta um:
– Cê tá locona ô?
Mentira. Você é um cara educado e diz:
– Tá maior calor, mãe! Que isso, vou assim mesmo.
Ela toda doce, te aconselha:
– Leva um casaquinho, meu filho. Não custa.
Você simplesmente a ignora e sai.

A sauna comunitária lá fora continua abundante e você sem se lembrar mais das abençoadas palavras da sua Mãe, a mulher que te colocou no mundo e sabe bem como as coisas são e sabe o poder divino que tem. Tudo correndo maravilhosamente bem e quente quando você chega num ponto qualquer do trajeto, algum lugar longe o suficiente para sofrer pra voltar, porém perto para chegar vivo de volta ao aconchego do lar, nesse ponto do caminho, você é “teletransportado” para o cu do Alasca! PÁ! Assim mesmo, de repente começa a fazer um frio do caralho, parece que tem um ar condicionado no seu rabo, chega a sair fumacinha da sua boca. Meu amigo, tem uma nevasca particular em cima da sua cabeça, você se arrepende já batendo os dentes e pensa “Devia ter trazido um casaquinho”, escorre uma lágrima pelo seu rosto, mas ela congela. Você não tem força pra ficar triste de tão frio que tá!

E saibam que o mesmo vale para a chuva. Cara, se sua mãe fala “Meu filho leva o guarda-chuva.”
Leva velho. Não importa se você mora na Palestina, no deserto do Saara, você pode tá morando no Cantareira, se sua mãe falar que vai chover, aluga um jet ski que vai transbordar aquela porra!

Aliás, deixo aqui esse recado ao Governo do Estado de São Paulo. Quer que chova naquele reservatório? Lava meu carro e me manda pra lá sem guarda-chuva, depois é só aguardar uma ligação da minha mãe…
É lavar meu carro, que Campinas vira uma cataratas do Iguaçu, eu imagino Deus me olhando lá de cima:
– Olha lá, Gabriel, vem ver, vem ver! O Lucas tá saindo pra lavar o carro hahahaha e o melhor, não tá levando guarda-chuva hahahaha. É hoje, é hoje! Avisa São Pedro que o hoje tem!

Sabe aquelas brincadeiras de mão que sua mãe sempre fala:
– ESSAS BRINCADEIRA DE MÃO NUNCA DÁ CERTO! EU JÁ FALEI! NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE EU TE FALO ISSO (chinelo na mão/chinelo cantando na sua bunda/chinelo na mão/chinelo cantando na sua bunda/chinelo na mão).
– VOCÊ VAI MACHUCAR SEU IRMÃO! VAI FURAR A PORRA DO OLHO DESSA CRIANÇA, AI EU QUERO VER, EU QUERO VER, O Q-U-E V-O-C-Ê V-A-I F-A-Z-E-R COM A PORRA DO OLHO DO SEU IRMÃO!
Agora ela vira para o seu irmão:
E VOCÊ! (Chinelo na mão/chinelo cantando na bunda do seu irmão/ chinelo na mão/chinelo cantando na bunda do seu irmão/chinelo na mão/chinelo cantando na bunda do seu irmão) VOCÊ MERECE FICAR CEGO MESMO, É UM IDIOTA DE FICAR INDO NA ONDA DO ANIMAL DO SEU IRMÃO MAIS VELHO! (é sempre o mais velho que dá as ideias).

Mano, as brincadeiras de mão sempre deram certo. Sempre. Você e seu irmão, tão lá fazendo malabares com facas Tramontina (#ad) pegando fogo e a porra toda, até vendas nos olhos vocês conseguiram trazer para o show, SEM UM ARRANHÃO SEQUER. Tá tudo lindo, vocês já pensam em seguir carreira no (leia com voz de locutor de circo italiano) Fantastico circo Dinapoli (pare de ler com voz de locutor de circo italiano).
Sua mãe passa de boas pelo quintal, como quem não quer nada, só pra ver se vocês estão vivos, pois o silêncio impera na casa num sábado a tarde de verão e isso não é plausível, muito menos aceitável. Já que ela sabe as crias que têm e também por conta do seu poder divino. Ela vem vindo e vê a cena em câmera lenta, naquele close de final de filme: Os dois pequenos demônios, jogando facas incendiárias ao ar, um de frente pro outro, numa troca frenética de movimentos, olhos vendados, sorrisos nos lábios, você narrando tudo com a sua voz de locutor de circo italiano e com todo desespero que só a paciência que uma mãe pode ter aquela senhora profere em um tom capaz de ser ouvido num raio de 7 km de distância. Neguinho tá achando que é trovão, mas não, é a senhora sua mãe gritando:

– PUTAQUEPARIU, MOLEQUE DOS INFERNOS, QUANTAS VEZES EU FALEI QUE ESSAS BRINCADEIRA DE MÃO NÃO DÁ CERTO! (Toda essa frase num milésimo de segundo).

Tempo suficiente esse para que uma faca escape de sua ginga acrobática e voe em direção ao olho direito de seu irmão mais novo. Mas com toda agilidade divina, sua mãe empurra seu irmão para o lado, pega uma almofada e joga embaixo dele antes que ele caia e segura a faca antes que seu irmão fique cego. Isso tudo com uma mão, porque a outra está cantando com o chinelo na sua bunda e a música que ele toca é mais ou menos assim:

– E-S-S-A-S B-R-I-N-C-A-D-E-I-R-A D-E M-Ã-O N-U-N-C-A D-Á C-E-R-T-O! EU JÁ FALEI, NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE EU TE FALO ISSO! Q-U-A-N-T-A-S V-E-Z-E-S E-U J-Á F-A-L-E-I?

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Lucas Alberti Amaral – nascido em novembro de 1987, vem há 27 anos distribuindo muito mau humor, tentando matar a fome e fazendo comentários desnecessários sobre tudo. Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela METROCAMP, trabalha na área há 5 anos, tem um blog onde espalha ideias e pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias, acesse e confira: https://quaseinedito.wordpress.com/. Concilia a dura missão de morar em Campinas – SP (cidade onde nasceu) e trabalhar em Barueri-SP, não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião com ascendente em Sagitário e lua de Saturno em Leão e por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.​

Cara, eu me irrito muito com esse assunto, não que eu deveria, aloca, né?
É sério, nome de cor de esmalte é uma coisa muito surreal. Eu não entendo porra nenhuma, “azulejo português”, as mulheres já falam “é azul” e elas falam como se fosse óbvio, como se fizesse sentido, mas fazer sentido e ser mulher, é algo que também não condiz muito, mas isso é assunto pra uma próxima “opportunity” (palavra essa que já daria um bom nome para esmalte).
– “Opportunity” o esmalte da mulher moderna, (insira aqui a cor verdadeira).

Eu tenho a impressão de que quem cria os nomes, tá tirando um barato com a nossa cara, mas o pior, ou o melhor, não sei, é que as mulheres sabem qual é a cor, qual a tonalidade o porquê foi chamado assim, talvez por isso só homens sejam daltônicos. Eu me sinto, o cara mais babaca do mundo.

Um dia minha namorada estava fazendo a unha e disse: – Amor, me passa o esmalte aí.

Eu: – Qual Amor?

Ela: – O rosa? (tinham 3 esmaltes do meu lado, os 3 eram “rosa”)!
Eu: – Qual rosa, Amor? O claro, o mais claro ou o rosa?
Ela:– É o rosa bracelete! 
Rosa bracelete? EU TIVE QUE LER A PORRA DO ROTULO. Era tudo rosa. Às vezes eu acho que ela faz de propósito, tipo: “hoje ele vai ver, vou fazer ele de idiota só com cores de esmalte muahahahah”.

Sério mano, tem um esmalte que chama: “entardecer” jura? Entardecer? Isso não é cor, porra! Tipo o entardecer em Osasco é cinza! Em um lugar mais “normal” é laranja, talvez! A gente não sabe a cor do entardecer, essa porra depende de Deus! Ninguém chega numa loja de carro e fala: “Por favor, eu quero um Gol, ar, direção e na cor entardecer!” Essa merda não existe, é vermelho, é laranja, azul!

Gabriela, mano, eles dão nome de gente para esmalte, tem um que se chama Gabriela! Gabriela é uma pessoa, irmão, não é cor não! É de um ser humano que estamos falando, ok? A Gabriela não pode ser da cor que ela quiser? O sistema vai ficar oprimindo a gente assim? Teremos que ser vermelho? Mas até que nesse caso eles poderiam segmentar mercado, por exemplo:

– Quero um esmalte Gabriela Asiática, opa esse é amarelo e mais barato, veio da china, talvez seu dedo caia, mas nesse caso a gente pode passar um Gabriela Afeganistão, o que acha? Esse é vermelho sangue e o vidrinho é menor, porque aqui, às vezes o pessoal acaba perdendo uma mão, um dedinho, sabe como é!

– Ah, mas vem com uma bolsa dinamite de brinde que SUPER combina com seus olhos!

– A-M-E-I-! A-M-I-G-A. Me diz, dinamite é uma cor nova?

– Não QUERIDA é a bomba mesmo.

– Que isso amiga, um isqueiro?

Imagina na loja?

– Por favor, me vê um Gabriela Osasco, é esse meio encardido, sabe? parece fumaça!

– A gente ia chamar de Vermelho Câncer, mas o pessoal do Marketing não gostou muito da ideia!

 Vou comentar sobre alguns nomes que pesquisei:

“Ha ha ha”, esse é a prova que eles estão rindo da SUA cara.

“Deixa beijar”, sem comentários.

“Capadócia”, aula de geografia nessa porra, agora?

E o mais sem noção que eu já vi “Azulcrination” ah meu, vai procurar um emprego de verdade, ler um edital de concurso, carpir um terreno…

Eu acho que criar os nomes de esmalte é tipo um estágio pra um dia se tornar o cara que elabora o nome das Operações Especiais da Policia Federal, tipo: “Operação Anaconda”, Operação Praga do Egito (também conhecida como Operação Gafanhoto). Como eles chegam a esses nomes?

– Vamos pensar, vamos pensar, que tal “Manjar de Tapioca”?

– Porra esse é bom, hein? Mas, acho que fica melhor pra esmalte, anota ai que eu vou mandar pro pessoal da Risquè!

Não, sério. Eu imagino, os caras fazendo uma reunião só para decidir o nome das operações, enquanto isso, os policiais com as armas na mão, na porta da casa dos FDP pronto pra invadir falando assim:

– Chefe, tamô aqui já, pode entrar?

– Não segura ai, porra! Precisa definir o nome da Operação ainda, a gente tá entre Anaconda e Jararaca, melhor Anaconda porque se não minha sogra vai achar que é indireta pra ela, INVADE ESSA PORRA QUE EU VOU CHAMAR A IMPRENSA PRA FALAR DA OPERAÇÃO ANACONDA!

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Lucas Alberti Amaral – nascido em novembro de 1987, vem há 27 anos distribuindo muito mau humor, tentando matar a fome e fazendo comentários desnecessários sobre tudo.

Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela METROCAMP, trabalha na área há 5 anos, tem um blog onde espalha ideias e pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias, acesse e confira: https://quaseinedito.wordpress.com/. Concilia a dura missão de morar em Campinas – SP (cidade onde nasceu) e trabalhar em Barueri-SP, não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião com ascendente em Sagitário e lua de Saturno em Leão e por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.​