Dizem que tudo que precisamos é de: Mar, sol e amor.

Mar. O que dizer dele? Ele é mágico e misterioso. É de cor ímpar. É calmo e bravo ao mesmo tempo. Ele nos transmite paz, inspira e cura. Ele é motivo de festa e oração. Ele é o caminho e o alimento. É a vida, a natureza  e a infinitude.

O sol. Ele é lindo demais. É forte, é quente e é majestoso. Sem ele morreríamos. O sol nasce e traz a esperança de um novo dia de vida. Ele dá saúde através do seu calor. Ele é o astro Rei. O sol é nossa LUZ e é nosso guia também. Nos mostra a direção. Salve salve REI sol.

Amor. É o sentimento mais lindo. Inexplicável e ao mesmo tempo real. Ele nos dá a vida é nos faz viver. O amor é incondicional quando verdadeiro. É esse amor que nos fortalece e nos incentiva a viver. Sentimento poderoso. Ele pode salvar vidas, mudar histórias e curar. O amor está em toda parte. Ele está dentro e fora da gente.

Se então temos: a infinitude do mar, a energia vital do sol e o sentimento do Amor. Realmente não precisamos de mais nada.


Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “


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No final de semana antes do carnaval, resolvi ir à praia com a família.

Desta vez, nada de hotel pé na areia, piscina, sorvete à toda hora e nem a cadeirinha com guarda sol montada, já me esperando no lugar de sempre.

Desta vez uma casa com antigos amigos.

Uma casa onde fazíamos de tudo; limpávamos, cozinhávamos, cuidávamos dos filhos, jogávamos buraco e até um antigo jogo da minha infância… stop (se bem que os carros que eu falava, ninguém mais conhecia). As crianças pulavam nos colchões espalhados pela sala, davam travesseiradas uns nos outros, comiam quando queria e misturavam brigadeiro com churrasco, brigadeiro de novo e os pais? Nem ligavam. Liberdade total!

Logo cedinho acordávamos e íamos a pé (cinco quadras) para a praia carregando algumas coisas (muitas coisas) até nos instalarmos de frente “daquele marzão de Deus” como dizia meu pai.

Já sentada na cadeira, olho para o lado e vejo uma senhora tirando a saída de praia e achei que era a coordenadora de matemática da escola dos meus filhos. Uma senhora elegante, sempre bem vestida, muito inteligente que dá ate gosto de ver. Ela não para nunca, fez mestrado, Doc, pós Doc…mas naquele momento era uma pessoa comum, com corpo comum, de biquíni curtindo a família…bom, olhei direito e não era ela…ufa! Que bom, senão ela iria me ver com a mesa cheia de salgadinhos e cervejas já trazidos de casa, porção de salaminho….uma verdadeira farofa!

Foi aí que olhando várias pessoas ao meu redor, percebi que ali na praia, todos eram seres humanos normais, todos com os pés sujos de areia, passando protetor solar, rindo e curtindo tudo o que recebemos de graça…sol, mar e natureza. Relaxei.

E o Cortella? Bom, fiquei olhando todos os barbudos da praia, vai que de repente o Cortella esteja lá, bem à vontade  bebendo uma caipirinha e de sunga? Ah…mas ele estaria com uma sunga todinha salpicadas de letrinhas do alfabeto na cor cinza, descalço, com chapeuzinho, aquele bege meio clássico e lendo um livro, claro!

Enfim, descobri que na praia, não importam os títulos das pessoas, somos todos iguais. As mulheres de biquíni se achando fora de forma e os homens fazendo de tudo para disfarçar enquanto passa uma gostosona caminhando pela praia.

E o David Luiz? Ah, este eu coloquei no título só para chamar a atenção dos homens para o texto.

E você, quem gostaria de encontrar na praia? Como ele estaria vestido?

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Roberta Corsi – Bela Urbana, coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva, para conhecer o movimento acesse https://www.facebook.com/movimentogentilezasim