Parabéns, Minha Filha, por ter chegado ao dia de hoje com tanta desenvoltura.

Parabéns por ter superado seus medos e aprendido com seus erros, sempre se metamorfoseando.

Parabéns por trazer consigo o gosto pela liberdade, o respeito e empatia pelos seus semelhantes e por toda a natureza.

Três Vivas!!! por ser tão acessível e amável;

zilhões de beijos cheios de gratidão, por ter trazido luz à minha vida, antes tão sem graça.

Que você continue rindo sem pudor; que encare tudo como aprendizado;

que faça o que lhe der “na telha”, sem, jamais, prejudicar quem quer que seja;

viva solta e levemente, e só dê importância ao que realmente é relevante;

que você encontre pessoas de todos os matizes ideológicos e com todo tipo de personalidade, para exercitar a tolerância, a percepção e a arte de bem viver; 

que não retroceda diante dos obstáculos, para se fortalecer mais e mais;

que tenha muitos amigx, muitos amores, muitos colegx, muitos afetos;

que você transcenda a matéria no seu período nesta Terra;

e que tenha o suficiente para continuar sendo VITORIOSA.

Maria Claudionora Amâncio Vieira –  Belas Urbana, formada em Direito pela Universidade Estadual Paulista – UNESP e é especialista em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho pela Universidade de Franca. Amante incondicional da Natureza Selvagem, grande apreciadora dos prazeres da vida, leitora contumaz e cinéfila por excelência

Há duas coisas que me intrigam muito: o tempo e as relações pais/filhos.

O tempo me intriga porque é uma grandeza que eu custo a compreender; Pai é uma grandeza que custei tomar para mim.

Cresci com uma imagem distorcida de meu Pai; distorcida pela minha incompreensão infantil, pelas condições e circunstâncias do “tempo vivido” e sabe-se lá por que mais.

Por anos eu neguei a importância dele na minha vida, fiz questão de ignorar sua história, seus ensinamentos, suas dores.

Isso teve um efeito devastador nas minhas relações: tornaram-se superficiais e desprovidas de afeto.

Mal sabia eu que aquela negação da figura de meu Pai era a causa do vazio que existia em mim.

Mas com o tempo – ah, o tempo, o Sr. da razão – e muita terapia, compreendi que ele está “aqui”, colado nas minhas células, pujante no meu DNA.

Eu sou Ele, misturadinho com minha mãe.

Não é possível negar o que se é.

Reconhecer sua importância e relevância me fez enxergar como Ele é incrível; pude ver que sua trajetória de vida merece aplausos de pé; sua nota na escola da vida é A Com Louvor.

E me ensinou tanto!

Sim, demorei para chegar a essa conclusão, mas antes tarde do que nunca.

Ouso pensar que “tarde”, “nunca”, “ontem”, “hoje”, “amanhã”, é tudo a mesma coisa: se acontece, está valendo.

O tempo é gerúndio. E Pai é!

Maria Claudionora Amâncio Vieira –  Belas Urbana, formada em Direito pela Universidade Estadual Paulista – UNESP e é especialista em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho pela Universidade de Franca. Amante incondicional da Natureza Selvagem, grande apreciadora dos prazeres da vida, leitora contumaz e cinéfila por excelência.

Foto 3 Bonito

Ainda que soe ufanista o título dado a este texto, não me envergonho de usa-lo. Nas minhas andanças em busca de êxtase e relaxamento conheci lugares fantásticos e todos, quando neles estou, parecem-me o mais bonito de todos. Talvez porque a própria Terra, em sua exuberância e magnitude, seja o planeta dos planetas, não é? E qual seria o País mais bonito? Hoje penso que é o Brasil, só porque acabei de visitar a cidade de Bonito-MS e suas belezas naturais. Na verdade, ao retornar, a intitularia de Maravilhosa. Porém, como todos sabemos que a Cidade Maravilhosa é outra, que por certo em algum momento será lembrada neste blog por ser, mesmo, inesquecível, melhor é manter o nome tão sabiamente já atribuído à cidade.

BONITO fica há três horas e meia de Campo Grande e está localizada no sopé da Serra da Bodoquena, onde se localiza o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, criado no ano 2000. A cidade é plana, limpa e lindinha, com ruas e calçadas amplas e com uma estrutura turística de causar inveja a várias regiões do país. Fui pra lá em lua de mel – sim, lua de mel, porque nunca é tarde pra recomeçar!!! -, para matar o desejo e curiosidade que me acompanhavam há anos. Não nos decepcionamos. Apesar do calor escaldante, as belezas naturais são incontáveis: as águas cristalinas dos rios e cachoeiras contrastam com a vegetação de semicerrado e com o céu límpido e isento de poluição. A relação homem-outros animais é de respeito e admiração e é fantástico ver tantas espécies cruzando pra lá e pra cá, em relativa harmonia. Araras azuis e vermelhas, periquitos, sabiás, tucanos, pica-paus, seriemas, antas, capivaras, macacos-prego, borboletas, tamanduás, jacarés, jibóias, sucuris, onças-pintadas, piraputangas, dourados, pintados, lambaris, foram algumas das espécies que cruzamos pelos lindos caminhos durante nossa estadia.

Foto 1 Bonito

O Passeio de bicicleta recuperou 100% nossos pulmões, numa overdose de ar puro; os banhos de cachoeiras descarregaram as tensões do dia a dia e purificaram nossa alma; o sol aqueceu e dourou nossa pele, além de recarregar nossas energias; o pé na terra morna, a flutuação nos rios cristalinos, a visualização dos peixes em sua rotina e o silêncio das grutas e lagos misteriosos nos fez relaxar e meditar.

Foto 2 Bonito

A soma de tudo que encontramos naquele paraíso ecológico permitiu que voltássemos ao nosso atribulado dia-a-dia com a certeza de que, de tempos em tempos, temos que nos entregar ao contato intenso com a mãe natureza, para lembrar quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

MARIA CLAUDIONORA AMÂNCIO VIEIRA é formada em Direito pela Universidade Estadual Paulista – UNESP e é especialista em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho pela Universidade de Franca. Amante incondicional da Natureza Selvagem, grande apreciadora dos prazeres da vida, leitora contumaz e cinéfila por excelência.

Gosto de dizer que os filhos nos atualizam.

Eles, por assim dizer, trazem as novas versões aos nossos sistemas. Tenho uma filha adolescente e por causa dela conheço bandas chamadas Beirut e The Kooks e assisto a filmes como Saga Crepúsculo, A culpa é das Estrelas e Jogos Vorazes. Devo admitir que, ainda que não veja nos filmes infantojuvenis a mesma graça que alguém pertencente ao público a que é destinado, o fato é que me divirto muito, além de ficar “por dentro” do que “anda rolando” na cabeça do pessoal mais jovem. E por ser assim fiquei surpresa ao assistir ao último filme da saga Jogos Vorazes. Confesso que não li os livros, apesar de minha filha os ter na estante e, portanto, só vou tomando conhecimento da história na medida em que os filmes vão sendo lançados. Os dois primeiros não me chamaram a atenção. Mostravam os jogos propriamente ditos, nos quais um adolescente de cada Distrito deveria, anualmente, competir e suas ações eram transmitidos em tempo real a todos os 12 Distritos e à Capital. Esta última detinha o poder e tinha controle sobre todos. Vencia quem permanecesse vivo e o objetivo dos referidos  jogos era lembrar ao povo quais as consequências de eventuais levantes. Um tanto de aventura, outro tanto de ação, um romancezinho de fundo e a diversão está garantida. Até pra mim, devo admitir.

Mas o terceiro filme mexeu comigo. Não vou contar a história, é claro, para não atrapalhar o deleite de eventuais adultos ousados o bastante para ver os filmes, mas posso dizer que o seu sucesso me fez refletir. Na minha visão, o terceiro filme é um chamado à realidade. Tudo é fictício, mas é muito clara a correspondência com a vida real atual ou com um futuro próximo. O filme remete aos efeitos do abuso de poder (seja ele qual for) e quase incita uma rebelião.

Até aí, tudo bem. O que me surpreende é que aqueles que realizam e produzem os filmes por certo sabem o que eles significam, vistos por olhos mais atentos do que o de inexperientes adolescentes, mas  sequer receiam ser alvo de uma revolução de idéias, já que, em certa medida, representam aquilo mostrado como nocivo no filme.

A meu ver, contam com a cegueira generalizada dos jovens de todo o mundo.

O filme diverte, mas também adverte.

Vale a pena ver.

Foto Claudionora

MARIA CLAUDIONORA AMÂNCIO VIEIRA –  é formada em Direito pela Universidade Estadual Paulista – UNESP e é especialista em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho pela Universidade de Franca. Amante incondicional da Natureza Selvagem, grande apreciadora dos prazeres da vida, leitora contumaz e cinéfila por excelência.