Por favor, leiam tudo, não importa sua posição política, seus ideais e nem seu candidato.

Amigos e família,

Eu não peço que votem no PT porque vocês amam o Lula e acham que ele deveria estar livre. Eu peço que votem 13 para que eu e todas as mulheres desse país possam sair de casa sem medo de serem ofendidas, agredidas, baleadas, mortas ou estupradas.

Eu não peço que votem no Haddad porque acreditam que ele vai levar o Brasil pra frente. Eu peço que votem nele porque não querem que o Brasil seja levado para trás, onde as pessoas acreditam que não tem problema diminuir as mulheres ou ofender negros.

Eu não peço que elejam o PT de novo porque vocês são esquerdistas. Eu peço que vocês votem nele porque, se não o fizerem, o Brasil corre risco de voltar a ser uma ditadura sem direito de expressão, com tortura, mortes e repressão artística e de pensamento.

Eu não peço que votem no Haddad porque ele vai melhorar a segurança pública. Mas lembrem-se de que o Bolsonaro já é deputado do Rio, o estado com maiores índices de violência do Brasil! Ele não poderá proteger vocês e a sua família porque, depois de 20 anos como político, ele não o fez por seu estado, quem dirá por seu país!

Eu não peço que votem 13 para mudar o Brasil para melhor. Mas por favor, não votem 17 para mudar o Brasil para pior!

Eu não imploro que votem 13 porque é a nossa melhor opção. Eu peço que o façam porque é a única que nos resta.

Obrigada.

Giulia Giacomello Pompilio – Bela Urbana, 17 anos, estudante de engenharia mecânica da UNICAMP, participa de grupos ativistas e feministas da faculdade, como o Engenheiras que Resistem. Fluente em 4 idiomas. Gosta de escrever poemas, contos e textos curtos, jogar tênis, aprender novos instrumentos e dançar sapateado. Foi premiada em olimpíadas e concursos nacionais e internacionais de matemática, programação, astronomia e física, além de ter um prêmio em uma simulação oficial da ONU.

Dia 19 de Abril de 2014, indo até a padaria de meu bairro observando um velho caminho, mas, me contentando com o novo apresentado.

Em uma esquina, me senti tão virgem… mas… tão virgem que nem eu tão criativa poderia ter esse GRAFITE imaginado.

Porém…

Eu… vibro o meu olhar e re… torno querendo entender o enunciado… tão virgem… mas… anunciado!

Em uma esquina

Talvez qualquer uma

Num talvez sem medidas

Observo e me imploro

O cantar das virtudes

Anoitecidas…

Vejo-me amanhecida!

Como um pão amanhecido.

Paro… Leio e re… leio.

E me olho entre… olho dentro de meus olhos!

Olhos de uma vida… e sem ter mais o brilho invasivo das córneas… E des… a… bafo o meu entender entre a caligrafia e a monotonia, dessa virgem não se dar ao uso de se querer.

Eu vou terminar de grafitar em voz bem audível…

O grand finale (expressão) desse meu encontro na esquina:

Vou de banda (expressão)… vou de outra…

Vejo-me dançando o tom tosco.

No entanto troco de lado e num enrosco… virgino-me (criei) e dou em tapas o rosto.

Virtualmente as virtudes se dão aos vãos blindados e escapam pelas esquinas algo que jamais foi pecado…

Nos sítios (leia-se corpos) que foram e estão invadidos pelos teclados… e nas esquinas em que as virgens se deflagram em tocantes meninas!

Fim

Será?

Ou ainda seremos visitados por frases de esquinas que não sabemos?

E agora dispam-se de seus guardados e vamos falar de Amor… E de Família também!

As Virgens continuam e as Esquinas se tornaram virtuais demais!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

 

image1 Synnove

Debaixo da jaboticabeira não havia grama… Tinha uma terra fofinha que era meu lugar ideal para brincar.

Para esse lugar eu levava o mundo e, um dia, minhas duas bonecas me pediram uma casa… Demorei um pouco para arquitetar e construir a casa, mas quando terminei eu sabia que aquela era “A Casa”!!! Era perfeita, não faltava nada e as bonecas estava saltitando de alegria!

Tive que levantar do chão para admirar a perfeição da casa, extasiada por ter criado algo tão fantástico!!!

Na sombra da jaboticabeira perdemos noção do tempo brincando…

Mamãe me chamou para jantar quando já era escuro.

No dia seguinte fui ver a casa, mas ela sumira com a chuva… Mamãe disse que eu deveria desenhar outra igual na terra… Mas a mágica havia acabado, nunca mais consegui desenhar casa tão fantástica quanto aquela…

FOTO PERFIL Synnove

Synnöve Dahlström Hilkner É artista visual, cartunista e ilustradora. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCCAMP. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês, com ênfase em Negócios. Nascida na Finlândia, mora no Brasil desde os 7 anos e vive atualmente em Campinas com o marido, com quem tem uma empresa de construção civil. Tem 3 filhos e 2 netas. Desde 2011 dedica-se às artes e afins em tempo quase integral – pois é preciso trabalhar para pagar as custas de ser artista – participando de exposições individuais e coletivas, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros.É do signo de Touro e no horóscopo chinês é do signo do Coelho. Contribui para o Belas Urbanas com suas experiências de vida.