Eu estive presa a rótulos que me fizeram engolir à seco.
Eu estive à deriva demais, vulnerável demais. Me olhando no espelho e não me vendo.
Perdi as contas de quantas vezes achei que não seria capaz, as vezes que me calei.
Estive enclausurada este tempo todo ansiando por liberdade.
Agarrada a estereótipos que me colocavam, dando certeza a todos.
Mas eu mudei.
Não há mais nada que se possa fazer no fundo do poço à não ser tomar impulso para voar mais alto.
Estou aqui e agora já não há mais o que dizer pra mim.
Aquela menina que se calava e cedia, deu lugar pra essa mulher decidida ficar.
E há quem diga que no final do dia, sem maquiagem, roupa surrada e com o prato na mão não somos tudo isso e nem adianta negar.
Pra opinião desnecessária eu digo que o que basta é no final do dia, depois de toda correria eu ainda me achar gostosa e linda sem precisar me importar.

Eu não preciso que me digam.
Eu sei e isso basta.

 

 

 

Gi Gonçalves – Bela Urbana, mãe, mulher e profissional. Acredita na igualdade social e luta por um mundo onde as mulheres conheçam o seu próprio valor. 

Está… tu (s) Presente?

Claro #presente que sua presença encanta e canta nos afiançando um som reverberante e bem afinado! E por meio do tom de seus passos que através… sam qualquer ambiente, sendo dentro ou fora de seu espaço!

Está… tu (s) presente?

Claro #presente que sua presença cantada espanta com o tom estruturado e, encanta a mente do curso que insano tenta continuar manipulando a feminina gestão!

Está… tu (s) presente?

Claro #presente que na pré-concepção de valores do entrave machista, engloba no virtual certo plano do entrave feminista, quando uma locução se transforma em uma louca ação por parte deste tom intenso, sem panelas, mas… com lenços de seda pura! Em nosso estar está… tu (s) e eu… e claro todas nós… vós e elas!

Por isso pergunto eu: Está… tu (s) presente?

Claro! Todas nós somos uma presença marcante na sala, na mesa, no banheiro, no quarto, na cozinha, no corredor, na escola, no trabalho, na praia, na cidade, no campo, no carro, no trem, no ônibus, no metrô, na bicicleta, a pé, no túnel, no centro comercial, no centro industrial, no centro autônomo, na causa saúde, na causa financeira…

Na feira… na eira… na beira!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

 

 

“Esse texto foi escrito dentro da UTI após Gi ter passado por uma cirurgia no cérebro”

A doença não escolhe a sua vítima. Ela não escolhe cor, classe, sexo, gostos ou política social.

A doença não define. Ela vem sem avisar, fica sem pedir.

Lá fora há filas preferenciais, classes femininas, masculinas e infantis.

Aqui não há ninguém melhor que ninguém, aqui não há escolhas. NADA nos difere uns dos outros.

Aqui dentro o pensamento esvai, a etiqueta dissolve, não há vaidade ou opções. Aqui é a doença e nós.

Meros aprendizes e cobaias da vida.

Aqui encerra um ciclo e recomeça outro. Aqui não há outra opção à não ser, ser grato.

Grata pela vida até aqui, grata pela segunda chance. Grata pela dor, pois se há dor há vida.

E o sol brilha lá fora nos convidando a dançar novamente, esta maravilhosa festa e este grande espetáculo que é a vida.

Gratidão.

 

Gi Gonçalves – Bela Urbana, mãe, mulher e profissional. Acredita na igualdade social e luta por um mundo onde as mulheres conheçam o seu próprio valor. 

 

 

Aconteceu num país distante no longínquo ano de 2018…

Nessa época, todo mundo achava que sua opinião era a única válida, mas não só isso, as pessoas passaram a utilizar de armas, físicas e verbais, para fazer descer suas opiniões goela abaixo de quem discordasse.

Nesse tempo, as pessoas estavam prestes a decidir, em plebiscito, quem governaria o reino.

De um lado, havia o representante de um governo anterior, que havia levado o reino a uma crise financeira sem precedentes e que institucionalizou a corrupção a um ponto em que as finanças estavam minguando e reino estava mergulhado em uma recessão. Esse representante, muitas vezes, precisava recorrer aos conselhos do grande Pai para se decidir… O problema é que esse grande Pai estava encarcerado.

Mas o que agravou a insatisfação popular contra o grupo desse representante, foi a falta de humildade de admitir que podiam, sim, ter errado em algum ponto, passaram a insistir que eram santos e que o grande pai era um preso político.

Com isso, foram deixando que o outro representante se fortalecesse, o representante que prometia acabar com a corrupção, e, apesar de ter enriquecido seus próprios filhos, durante os 30 anos em que fora deputado, insistia ser honesto. Não tinha plano de governo concreto, fugia de debates, por não saber conversar, apenas sabia cuspir monólogos… Seu discurso sempre enaltecia a instituição religiosa, embora o reino fosse laico e, achava que todos deveriam andar armados, gostava inclusive de ficar fazendo gestos que simulavam armas. Também prometia fazer o reino voltar ao que era há 50 anos.

Por longos 30 anos, esse representante vinha exalando veneno, contra algumas minorias, ironizando, ameaçando, exaltando torturadores condenados. Defendia que bandido bom é bandido morto, orientação sexual devia ser resolvida na porrada, que mulher merecia ou não ser estuprada de acordo com sua beleza ou falta dela, que cantar mulher na rua era elogio, que índio não tem direito à terra, que negro pesa arrobas e por aí vai.

As gentes daquele reino passaram, então, a se comportar extremamente mal, muito pior que antes.  Não mais se preocupavam se o reino teria mais escolas, nem se o meio ambiente seria preservado. Importavam-se unicamente com suas próprias opiniões, que nem eram tão suas assim, eram ideias incutidas, frases distorcidas, de uma realidade surreal. Da violência que se seguiu, a culpa era sempre dos outros.

Nesses tempos, famílias inteiras foram desintegradas, com filhos acusando seus pais de quererem suas mortes, pais acusando filhos de quererem sua pobreza, pessoas acusando outras de bruxaria e as queimando em praças públicas. Queriam censurar jornalistas que eram de opinião contrária e ridicularizavam-se uns aos outros.

Algumas pessoas da “fina sociedade”, pessoas de bem, que em eventos sociais se acotovelavam para tirarem fotos ao lado da linda e competente apresentadora – fotos essas que circulavam nas colunas sociais dos jornais da província – passaram a xingar a mesma apresentadora de puta, quando a opinião dela era diferente da que eles queriam, lembrando a música “Geni e o Zepelim”, de outra época obscura.

A cada dia a incredulidade crescia, não com os dois representantes, pois deles não vinha mais nenhuma surpresa, mas com as pessoas. Triste lembrar de amigos de quem se gostava, mas que não mais existiam, haviam sido transformadas em uma massa de opiniões disformes, babando veneno e se alimentando de cérebros contaminados.

Enfim, foi a era das trevas de 2018! Ninguém sabe ainda como terminou…

Synnöve Dahlström Hilkner – Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

Ilustração: Synnöve Dahlström Hilkner

 

Vivemos em uma sociedade que aceitou as meias verdades ou pequenas mentiras como “regra de etiqueta” para não causarmos desconforto. Sob o falso pretexto de não magoarmos ao outro, mascaramos as verdades, adotamos “as mentirinhas que não fazem mal”, ficamos bem conosco mesmo e nos esquecemos de que uma meia verdade ou a tal mentirinha pode magoar muito mais do que a verdade nua e crua.

Em nome de uma falsa proteção àqueles que amamos ou que simplesmente convivemos, ignoramos o fato de que “não quero ir” significa não quero ir e não, “quero muito ir, mas tenho que levar minha avó (mãe, irmão, namorado, amiga, gato e qualquer outra pessoa) em qualquer outro lugar”.  Não é não e sim é sim.

Em épocas de internet avançada e redes sociais ativíssimas, as pequenas mentiras são cada dia mais descobertas e, garanto, magoam muito mais do que a verdade. Não apoio aqui uma crise de sincericídio descarado e sair falando o que pensa por aí, sem filtros e sem se preocupar com o sentimento dos outros. Mas me chamo e chamo a você leitor à uma reflexão de que até que ponto essas mentiras pequenas, camufladas de verdades alteradas, têm vez e função positiva em nossas vidas. Até que ponto as desculpas não verdadeiras podem magoar mais do que a verdade. Estamos nós convivendo com pessoas tão fracas emocionalmente que não podem ser contrariadas? Ou estamos nós vivendo em um mundo em que queremos estar bem com todos?

Mentiras, por menores que sejam, atraem outras mentiras. Você diz não a um convite por exemplo, com uma mentirinha boba que está com gripe e é pega em outro lugar ou se esquece que estava doente quando lhe perguntam se melhorou… Isso para ilustrar coisas pequenas.

Em uma conversa ouvi que todos falam essas meias verdades. Concordo. Mas de verdade, hoje (talvez amanhã um pouco mais sensível eu mude de ideia) me chame de canto, me olhe no olho e me fale na lata. Com carinho, mas na lata.

Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

Pense em quem é você. Reflita sobre seu comportamento.

Você é daqueles que ficam só atirando pedras ou constroem algo?

Você anda para a frente ou anda sempre na esteira?

Você sabe me dizer quem te definiu ou o quê?

Fácil é falar dos outros, fácil é ser raso, fácil é não crescer.

Ninguém pode fazer por você. Ninguém pode achar tudo por você. Cresçam consulentes.

Aqui e onde você está também pode ser um bom lugar. Existe algo há fazer que é bonito. Faça.

Em tempos quentes de eleições o que mais vemos são bananas por aí, lá e cá. Bananas brigando, bananas amassadas, bananas enfeitadas. Chega. Deixe de ser banana.

Afinal, em terra de bananas qualquer mamão é rei! E isso é outro perigo.

Atenção!

Até a próxima e em com mais frutas em nossos cardápios.

Madame Zoraide – Bela Urbana, nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou  atendendo pelo telefone, atingiu o sucesso absoluto, mas foi reprimida por forças maiores, tempos depois começou a fazer mapas astrais e estudar signos e numerologias, sempre soube tudo do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica, é sabida e é loira. Seu slogan é ” Madame Zoraide sabe tudo”. Tem um canal no Youtube: Madame Zoraide dicas e conselhos https://www.youtube.com/channel/UCxrDqIToNwKB_eHRMrJLN-Q.  Também atende pela sua página no facebook @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe 😉

 

 

 

SÉTIMO CAPÍTULO

Então ela me perguntou: Você é viúva? Respondi: Não, eu sou casada, tenho dois filhos, uma netinha com 05 aninhos, blá blá blá… Ela ainda disse: Quantos anos você tem? Respondi: 62 anos estarei completando em Abril Continuou:

Ah!! Quantos anos você acha que eu tenho? Respondi: olhando fixamente para ela, tão pequena, franzina, pele bem machucada pelo sol porque trabalhou muito, tinha tudo aquilo, que para mim ENOBRECE o velho, e não o DESMERECE, então eu tentei acertar, 70,72 anos? E aquela franzina mulher respondeu com invejado orgulho:

AH! VOCÊ ERROU! EU TENHO 82 ANINHOS, OU MELHOR… VOU COMPLETAR EM JULHO!

E argumentou: Não parece, não é?

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

TERCEIRO CAPÍTULO

Entre minutos e outros a senhora pequena ao meu lado falava sem parar e eu sabia que aquele discurso iria nos acompanhar. Então me livrei de meus argumentos filosóficos sobre Respeito e Coragem, e dei atenção única para ela, que falou sobre sua vida sem constrangimento. Falou de sua doença, dos filhos e de sua trajetória pela vida. O seu filho mais velho bêbado em potencial, alcoólatra, e pasmem era aquele que eu mesma havia observado colocando-a no ônibus. A senhora tinha alguns hematomas nos braços e pasmem eles foram providenciados pelo espancamento deste filho de apenas 58 aninhos! Quase um idoso? Penso eu! Difícil de acreditar que aquele senhor que a colocou dentro do ônibus com tanto carinho, dando conotações ao motorista, para que ele cuidasse de sua mamãe durante a viagem! Por favor, não a perca de vista de forma alguma! Sabem que eu não percebi nenhuma rudeza nesse comportamento! Mas… seriam devaneios? Devaneios Maternos?

QUARTO CAPÍTULO

Ah! E a filha mais velha que gritou com ela e muito alto os seus berros que ela ficou tão rouca, e sem voz! Ao que a senhora profetizou: Tomara que seja para sempre! OPA! Praga de mãe pega?? Ah! Continuando, ela precisou vender o sítio, lá no PARANÁ, um lindo Estado Brasileiro, isto porque nenhum dos filhos quis semear e plantar, produzir após o falecimento do bêbado marido! (Via-se que o alcoolismo era característica de família.) Conversa vai… conversa vem… Estávamos na Rodovia dos Bandeirantes, o sol maravilhoso após muitíssimos dias de chuva, temporais, acidentes e isso estava acontecendo com horários prescritos pela NATUREZA, nos mostrando com esse forte barulho, a sua CORAGEM em defender os seus direitos adquiridos. Observação: A NATUREZA É BELA! E a senhora encantada com a mata ao redor, ela comentava dos bichos, das flores que deveriam ser encontrados bem ali ao lado da estrada, que beleza que era a natureza, a senhora vibrava! Ela me confessou que nunca havia viajado por aquela Rodovia, a estrada realmente era muito boa, agora ela poderia dizer aos amigos eu viajei pela BANDEIRANTES!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Convido-os para uma viagem comigo…

Tenham absoluta certeza de que alem de divertida, os fará pensar em Respeito e Coragem e neste contextual empoderamento!!

PRIMEIRO CAPÍTULO

Respeito e Coragem, duas linhas simétricas e com consequências ativistas. Pois, o ENCANTO em ser respeitador e também a predisposição em não se argumentar sobre o assunto, faz de nós os “GUERREIROS DA CORAGEM”. Nos dias de hoje, ao vislumbrarmos algo em que acreditamos ser o primeiro prenúncio de “algo” com desvantagens, isto é, sem RESPEITO, sem limites, sem regras e também sem concordância social nenhuma, pois podemos nos envolver ou não. Em uma recente viagem de ônibus, conversando com uma senhora da poltrona ao lado, e sendo o assunto filhos, e eu estava justamente anotando os meus pensamentos filosóficos, quando o assunto abriu-se sobre RESPEITO e CORAGEM.

SEGUNDO CAPÍTULO

Venham comigo… Que coisa encantadora observá-la dizendo mal das situações vividas, ou melhor, vivenciadas com a família. Era ela muito CORAJOSA e muito DESTEMIDA. Tinha um corpo franzino, enferrujado, mas aparentemente muito forte! Os cabelos já embranquecidos com um tingido na cor preta, e que já estava esmaecido pelo tempo. Os olhos eram pequenos e escuros, e ela não tinha óculos para defender-se do longe ou do perto!! Aquela senhora tão franzina possuía uma fala forte e nada cansativa, e ela elogiava a estrada durante todo o percurso, ela achava tudo belo, maravilhoso!E repetia: DEUS é BOM!!! Falou com sabedoria das religiões, e sem preconceito admoestou os filhos pela ruptura com os ensinamentos do berço, aqueles tão bem conservados pelos ensinamentos da família.

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Na ladeira, lá no morro
a lavadeira carrega o balde.
E, na descida ou subida, que não falte
mão de obra a servir.

Que importa se à porta
há tanto serviço assim?

Só não pode construir um futuro de verdade.

O sol que arde,
queimando a pele.
O ferro esquenta
e o suor desce
Mas em pé, ela luta
e, na labuta, não esmorece.

Faz uma prece,
pedindo aos anjos
que a protejam
nesse trabalho sem fim.

E sobe morro…
E desce morro…
Carrega o fardo
que é tão árduo

Para a mulher que não se entrega,
Para ela, não há regra
nem mistério que a desacate.
E o cão que late,
tentando detê-la,
quando desce a ladeira.

Mas lá está ela,
acendendo a vela,
rezando para os santos,
pedindo forças,
acalentando seus filhos,
mantendo-se firme.

Ela…um ser de fibra
que, talvez, viva todos os seus dias,
fazendo o mesmo até o fim.

O importante é que crê
em um novo alvorecer
de outra vida
de outra forma
de outro tempo
de outra magia,
mas de compreensão…
um outro mundo
longe da dor, com certeza,
um mundo de amor!

Solange Cristina Marchioni – Bela Urbana, especialista em língua portuguesa, neurolinguista, revisora, musicista e poetisa. Entende que a vida é desafiadora e surpreendente… que a dor vem de cenas urbanas tristes, como moradores de rua, crianças e animais abandonados. Acredita que a esperança e o amor vêm junto para resgatar tanta dor. A poesia fala por ela e fica muito feliz se, com os poemas, puder tocar os corações endurecidos.

Poesia do livro: Prosas, Sonhos e Rosas