É estar de bem, é estar de mal.

Brincar, brigar, chorar, amar

Rir de mansinho, quietinha

E gargalhar algo, mas bem espontâneo

É um sim a tudo,

Um sim ao não.

É a descoberta dos limites

É o querer mais, sempre mais

É poder ser contudo simplesmente você.

E descobrir do nada um mundo

E brincar com o sério, com o mais absurdo e triste sério.

Felicidade é simples, é de verdade, é todo dia.

É apenas uma questão de vontade.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

Foto Adriana: Gilguzzo/Ofotografico.

Há alguns dias me sinto muito incomodada para escrever esse texto. Depois de alguns posts sobre o que “mães” fazem com seus filhos decidi escrevê-lo hoje.

Pois bem, desde que aceitei Deus como meu Único Salvador e Santo vejo muitos cristãos dar ênfase sobre a vida de alguns apóstolos, profetas, seguidores e outros não. Sempre que alguém se encontra enfermo há uma pessoa para nos lembrar da Mulher do Fluxo de Sangue que foi curada, quando alguém esta em total fracasso nos lembramos que com com Jó também foi assim se não pior e com fé ele obteve sucesso. Lembramos da conversão de Maria Madalena no auge do pecado … Vejo muitos cristãos falando de Pedro, Thiago, Samuel, Davi, Elias … Mas e Maria?
Dentre tantas mães virtuosas que existem entre nós, por que não lembrar de Maria que foi um instrumento tão abençoado na mão de Deus para que pudesse gerar em teu ventre nosso Único Salvador?
Seria pecado? Sinceramente não sei. A gloria que reina em minha vida pertence somente a Jesus filho de Deus, mas como quero que Ele me molde e me use como Maria!!!
Num mundo de hoje como esse que vivemos onde existem tantas mortes e crueldade com nossos filhos alguém que esta lendo isso já parou para pensar na dor de Maria?
Meu Deus que força esta mulher teve! Pare um pouco e pense. Você gera por nove meses um presente de Deus, sente as dores do parto, acolhe teu bebê em seus braços, dá amor e proteção, o vê crescer como um santo, ama sem limites. Incondicionalmente. E certo dia você vê teu filho sendo humilhado, pisoteado, espancado, PREGADO em uma cruz. Aquele filho que Deus lhe confiou porque somente você saberia como criá-lo aqui na Terra, agora esta agonizando lavado de sangue e sofrimento morrendo aos poucos sem reclamar e você sem poder fazer nada. Você não pode fazer nada à não ser sofrer junto com aquele menino que você concebeu e esta vendo partir da forma mais cruel e injusta.
Sinceramente? Eu imaginei e já me encontro em soluços só de imaginar o começo da dor.
Quisera eu Pai ter a força de Maria. Logo eu que me acabo de sofrer ao ver meu filho tomando qualquer agulhada.
Quisera Você Pai que eu tenha a paciência de Jó, a fé de Abraão e a força materna de Maria.
Infelizmente nunca vi uma igreja evangélica citar Maria como falam de Davi, João Batista ou Saul.
As mulheres de hoje nasceram com a maternidade aflorada na alma e neste mundo tão desesperador precisam de um ícone de Mãe e Mulher.
Sou Cristã, meu Único Salvador é Jesus e a glória dEle não divido com ninguém, pois Santo na minha vida somente Ele.
Mas quero e espero ser como Maria e que minha força como Mãe transceda qualquer tipo de medo ou falha que eu venha a ter como ser humano.

Por um mundo com mais Mães como Maria.

Gi Gonçalves – Bela Urbana, mãe, mulher e profissional. Acredita na igualdade social e luta por um mundo onde as mulheres conheçam o seu próprio valor. 

 

Busque nos detalhes a poesia.

Faça do simples a sua liturgia.

Colecione as alegrias. 

Busque a real poética 

de todas as coisas.

Neste mundo, conviva 

como quem sonha.

Construa a Comunidade Anônima.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Foto Crido: Gilguzzo/Ofotografico.

Outro dia assisti a uma aula, na qual o professor descrevia a felicidade sob a ótica da prática filosófica. Dizia ele que “felicidade é o estado de potência máxima do ser” – nós só somos felizes de fato naqueles momentos que não queremos que acabem. E isso fez muito sentido para mim, pois, ao olhar para trás, notei que os momentos que não quis que acabassem foram também os momentos mais intensos que experimentei.

Quando digo intenso, me refiro a prazer, relaxamento e até dor. Sim, dor! A vida não existiria sem dor. A dor é aquele professor ranzinza que nos ensina e nos força a fazer o que quer que seja necessário para chegarmos a um lugar melhor, fazermos algo melhor e sermos alguém melhor, mais flexível e com mais recursos. Só o desconforto nos move e sem ele, morreríamos de inanição – muita gente morre assim!

A mente jovem não racionaliza; não abre mão do desejo para sentir segurança; não se afunda na rotina porque ‘a aventura dá trabalho’; e pouco importa o caminho mais seguro, porque o foco está na emoção.

Uma mente jovem não escolhe seus relacionamentos pela lista de virtudes e defeitos do pretendente. Jovens querem se provar, se testar, e, para tanto, encaram qualquer desafio, se atiram no que querem, fazem o que precisa ser feito e até mais! Às vezes caem, mas se levantam, sentem dor, mas se curam, erram, mas aprendem… A mente jovem pode até se dar mal, mas jamais admitirá isso por um simples fato: ela está exatamente onde queria estar e, se está lá, está no lugar certo!

A mente jovem está sempre certa, o mundo é que tem que mudar! Tentar mudar o mundo é a grande graça da vida e arrisco até dizer ‘O SENTIDO DA VIDA’.

Só uma mente jovem tem a capacidade de ser feliz de verdade!

Cássio C. Nogueira – Belo Urbano, psicanalista, coaching, marqueteiro, curioso, apaixonado pela vida e na potência máxima, sempre!

Navegue-me.

Nem todos meus mares são bravios.

Veleje-me.

Não receie as minhas ventanias.

Mergulhe sem medo,

Nem todas minhas águas são frias.

Não tema minhas tempestades,

Pois sou também mar manso,

Baía.

Descubra-me.

Meu mundo, tão novo

Guarda velhos segredos,

Águas amigas, inspiração.

Sim, há em mim oceanos infindos,

Mergulhos, os mais lindos,

Mistérios e imensidão…

Alda Nilma de Miranda – Bela Urbana, publicitária, autora da coleção infantil “Tem planta que virou bicho!” e mais 03 livros saindo do forno. Gosta de tudo que envolve tinta e papel: ler, desenhar e escrever, mas o que gosta mesmo é de inventar motivos para reunir gente querida. Afinal, tem coisa melhor que usar o tempo para estar com os amigos?

*esta poesia foi selecionada para o Prêmio São Francisco Xavier de Literatura e será publicada na Antologia SFX 2017

 

 

 

Uma vez eu vomitei um mundo. O mundo era meu e de mais ninguém. Eu que o fiz e não tinha vergonha. Do fundo de meu amago, a minha garganta, minha boca e então posto para fora. E que sujeira esse mundo fez. Ele fedia. Ele era estranho. Ele era feito de mim e por mim, a minha imagem e semelhança. Assim como eu era feito dele. Olhei para baixo e vi meu mundo se espalhando pelo azulejo do chão do banheiro. Era tão lindo e tão meu. Quantos podem dizer o mesmo de seus mundos? Eu o olhava e o invejava pois meu mundo era o que eu não conseguia ser. Livre. Pois enquanto meu mundo estava ali, se espalhando e se misturando ao pano de chão e as frestas entre o chão, eu estava preso ao que eu era e a o que eu havia feito para minha vida. Eu que construí essa prisão particular em que estava preso. Mas quantos de nós não fazem ou não fizeram o mesmo em suas vidas? Eu olhei para meu mundo e imaginei o que eles pensavam sobre mim. Será que no meu mundo haviam “Eles” há quem pudessem pensar? Ou meu mundo era vazio? Será que no meu mundo eles pensavam em mim? Será que sabiam da onde vinham? As vezes podiam não fazer ideia de que o mundo deles iria acabar em instantes indo pelo ralo. Eu não tapei o ralo. Será que sequer chegaram a pensar que toda sua existência nada mais era do que o resto que meu corpo não quis mais? Ou seriam como nós, arrogantes como somos de que tudo o que existe é por nós e para nós? Senti raiva de meu mundo. Quem eram eles para se achar tão bons ao ponto de se achar melhor que eu!? Desgraçados! Eu gritei e joguei água e limpei tudo! O mundo deles acabou. Se não era mais meu mundo ao sair de mim, não seria de mais ninguém! Mas será que eu havia sido injusto com eles? Será que eles não mereciam uma segunda chance? Talvez. Melhor pensar melhor na próxima. Irei vomitar outro mundo amanhã e colocarei eles em um balde dessa vez. E se o mundo for pelo ralo dessa vez, será culpa deles e não minha.

Igor Mota – Belo Urbano, um garoto nascido em 1995, aluno de Filosofia na Puc Campinas do segundo ano. Jovem de corpo, mas velho na alma, gasta grande parte de seu tempo mais lendo do que qualquer outra coisa. Do signo de Gêmeos e ascendente em Aquário, uma péssima combinação (se é que isso importa).

 

 

Eu sempre amei viajar. Certamente herdei de meu pai esta paixão. Fui ensinada e muito estimulada a viajar, a descobrir novas culturas, costumes, comportamentos e também a experimentar novas sensações, novos sabores. Naturalmente fui viajando mais e mais, até que de repente me vi morando longe, vivendo em uma longa vigem.

Muitas pessoas não têm segurança em viajar, principalmente quando sós. Percebo que o que é para mim tão simples e divertido pode ser assustador e incerto para outros. Mas a verdade é que viajar é sempre muito sedutor.

Viajando nos conhecemos mais, escutamos nossas prioridades, seguimos os nossos instintos, somos finalmente livres. É viajando que se aprende, que se inspira, que se descobre. Minhas melhores ideias ocorreram em viagens, exatamente quando eu estava estimulada e vivenciando tudo de maneira relaxada, aberta e atenta.

Uma viagem é um investimento considerável, não só de dinheiro mas de tempo e de expectativas. Trabalhamos um ano inteiro para ter direito a alguns dias livres para finalmente dominar nossa agenda e usufruir da nossa vida. Estes dias não podem – e não devem – ser menos que maravilhosos!

Quando estamos em um lugar desconhecido, as vezes com língua e cultura diferentes das nossas, más experiências tornam-se ainda mais assustadoras. O risco aumenta, as consequencias não são sempre conhecidas. Há 20 anos, eu quase me estrepei na Russia por total falta de preparo.

Enfim, para evitar o estresse e a perda de um tempo precioso e que não volta mais, hoje invisto muita energia na preparação das minhas viagens. Realmente acredito que o segredo de uma viagem maravilhosa é o planejamento.

Nos próximos três blogs discutiremos o ANTES, o DURANTE e o DEPOIS de uma viagem de sucesso.

TECA

 

TECA HUNGRIA 
Viajante desde os 13 anos de idade, adora descobrir e experimentar tudo que é novo. 
Cansada da vida de executiva, pediu demissão e foi para Suíça, onde enraizou e ficou.
É apaixonada por gastronomia, vinhos e design de interiores.
Mora com um Suíço alemão que, mesmo sem querer, ensina todos os dias algo novo para ela.