Tudo seria diferente se eu tivesse coração.

Eu teria me fartado de amar. Teria.

Se eu tivesse coração eu teria beijado a menina da sobrancelha grossa naquela avenida movimentada dos anos iniciais da vida adulta.

Teria, talvez, trocado aquele amor cheio de frescor por aquele que, na plenitude da espera, queria acontecer. Amor que ainda serpenteia no rio grande.

Eu teria  dilacerado meu coração quando aquele que amava, por um instante, imaginei estar parado. O amor estancou. O coração não.

Não teria enviado tantas flores em dias felizes até que ela pedisse para parar. Foram-se os dias e as flores.

Se eu tivesse coração eu tivesse dito a ela que a desejava para além do vestido. Amor e desejo diluíram em caminhos opostos.

Talvez eu tivesse atravessado oceanos para dar aquele anel mesmo sem ela estar pronta pra ele. Anel e calor ficaram cegos no bolso.

Se eu tivesse coração?

Se eu tivesse coração eu me apaixonaria uma vez mais.

Gil Guzzo – Belo Urbano, é ator e fotógrafo. É um flaneur que faz da rua, das pessoas e da vida nas grandes cidades sua maior inspiração. Trabalha com fotografia de arte, documental e fotojornalismo. É fundador do [O]FOTOGRÁFICO (Coletivo de arte contemporânea que desenvolve projetos autorais e documentais de fotografia). E o melhor de tudo: é pai da Bia e do Antônio

Romeu e Julieta que nada… Você está tentando dormir e começa a ouvir um diálogo entre prédios… De janela para janela…

Hey, como você chama?
Maria Luiza!
E você?
Paulo Henrique…
Paulo Henrique do que?
Me procura no Facebook…

Porque no mundo real é só atravessar a rua…

Michelle Felippe – Bela Urbana, professora por convicção e teimosa. Apaixonada por doces, cinema, poesia urbana e astrologia. Acredita que ainda vai aprender a levar a vida com a mesma leveza e impetuosidade das crianças.

Ele era de virgem e ela de peixes. Não poderia dar certo…Ele, muito racional, crítico e muito pé no chão. Ela, sonhadora, romântica sem cura e viva na alma. Foi um amor de verão. Ela, quatro anos mais nova que ele. Ela tinha apenas 16 aninhos e ele nem deu confiança, já achava que era um homem bem resolvido em suas questões amorosas. Ela? Apenas uma sonhadora… incurável! E a primeira vista ele não quis saber daquela menina cheia de fantasias. Porém, o tempo passou e aquela menina pela segunda vista arrebatou o coração do menino tão racional que beirava à uma certa soberba. Quatro pneus arreadissímos! Se apaixonou pelos olhos e sorriso dessa menina que nem era tão menina assim.

Esse amor atravessou fronteiras, uma cordilheira, namoraram com todos os direitos e loucuras da juventude. Cartas, sim! Existiam cartas de amor! E assim sobreviveram e viveram uma intensa e linda história de amor.

Ele moveu montanhas para que ela deixasse o seu país e viesse morar perto dele. Ela como uma boa romântica e sonhadora, não conseguiu se desfazer de seus sonhos. Seu romance tinha que continuar no coração dela como apenas um sonho. Não encarou a realidade e desistiu… ele disse a ela, que se apaixonou pelo amor e não por ela. Hoje, ela agradece por esse amor tão grande e tão intenso que chegava doer o coração e ao mesmo tempo enchê-lo de esperança por todos esses anos que o amor sempre prevaleceu em seus caminhos, independente em que corpo e alma ela escolheu como habitar.

Ele ficou e sempre ficará como seu eterno namorado… eles se amavam de qualquer maneira…

Macarena Lobos –  Bela Urbana, formada em comunicação social, fotógrafa há 20 anos, já clicou muitos globais, assim como grandes eventos, trabalhos publicitários e muitas coberturas jornalísticas, hoje seu foco está voltado para a arquitetura. De natureza apaixonada e vibrante, se arrisca e segue em frete. Uma grande paixão é sua filha. 

Tem dias que não queremos que acabem. Dias que sorrimos à toa, a tudo. Dias assim são especiais.  Ah, se as pessoas soubessem o que torna um dia especial estariam mais abertas para as pequenas coisas que nos atropelam na rotina. No bom senso da razão achariam piegas, mas querem saber? Que se dane, é piegas, sim, e ela, a moça chamada Juli, sabia e adorou.

O dia já começou com alterações, ela não gostava, metódica, qualquer mudança na agenda a incomodava. É óbvio que se irritou primeiro, ficou mal-humorada, mas foi só abrir seu e-mail que foi atropelada por uma surpresa, lá estava o motivo do seu sorriso do dia inteiro.

Sabe aquela sensação de flutuar, em que os olhos brilham muito? Sabe aquela vontade de continuar a conversa, mas com calma, sem pressa, saboreando? Então… mas ali, naquele momento, não dava, então preferiu só curtir aquela sensação de quero mais, bem devagarinho, como aquele doce que você tanto deseja, como o mais gostoso dos pastéis – aquele que vende na feira.

Juli perdeu a hora do almoço, não sentiu fome, aquela sensação a libertava e preenchia. Lidou com os afazeres do trabalho, como sempre fazia. Não foi definitivamente o dia mais produtivo, não foi rápida, nem queria. Guardou só para ela aquela sensação de uma forma pensadamente egoísta, apesar de nada ser egoísta, ela era de dividir tudo, comida, dinheiro, roupas, joias, bolsas, sapatos, palavras, mas nesse dia não, guardou aquilo só para si, a sete chaves no seu coração.

Coração que pulava e pulsava cheio de vida e de vontades. Aquela sensação era só dela, não queria compartilhar e ser julgada, talvez condenada. Chega, a vida já é dura na rotina, nas asperezas das dificuldades e problemas. Receber e sentir aquilo àquela altura era um presente maravilhoso.

Mesmo sabendo que ia passar porque é efêmera essa sensação, naquele momento, fazia a vida ser claramente entendida, aquilo era o verdadeiro sentido de tudo e estava ali, naquele sentimento, sem palavras para explicar.

Piegas? Não importa, ela estava feliz.

Comeu bem mais tarde, um lanchinho no jantar, ouviu sua música do momento preferida, mandou – sem culpa e “numa boa” – um que se dane para um cliente chato do seu trabalho e no mais desejou amor para todos, até para os desafetos.

Com todo seu coração, desejou só amor para todos, porque nesse dia de sorrisos ela amava, a sensação, apesar de conhecida, era novamente nova e era tão grande e boa que podia acolher e abraçar o mundo.

Foi dormir com esse sorriso e pensou: “Ainda sou uma garotinha”, como diz a música, mesmo faltando só um mês para sua aposentadoria.

Não fez planos, dormiu feliz, dormiu bem.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

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Eu vinha pela vida tristemente
Sem ter sonhos ou aspirações
De repente, senti dois olhos lindos
Me fitarem de maneira diferente.

Por alguns segundos me fitaram
Me desarmando então completamente
E vi que meus anos de espera
Haviam se acabado finalmente.

E como quem espera tanto tempo
A chegada é sempre tão bonita
Recebi-a naturalmente, sem espanto
Pois isto era coisa decidida.

Agora quando estou em seus braços
Me sinto até recompensado
A cada gesto afirmam-se estes laços
Te amo e sei que sou amado.

E sorrindo, às vezes fecho os olhos
Agradecendo a Deus sua chegada
Então beijo suas mãos e peço
Venha, vamos seguir juntos esta estrada

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Wilson Santiago – Belo Urbano, Brasileiro, natural de Potunduva SP, união estável, engenheiro de produção, pesquisador, corintiano, espiritualista, musico, poeta, produtor musical e do signo de áries.

 

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Ela é taurina e ele de escorpião

Brava e ele mandão

Ela acorda cedo e ele dorme tarde

Sua companhia é o gato e a dele o cachorro

Ela é punk rock, ele aprecia metal

Ele eterniza o que é importante na jornada, idealista ela investe na jornada

Arredio e inquieta

Juntos, tomam sorvete, conversam, ficam de mãos dadas

Juntos, vinho, queijo, filme e beijo

Juntos, ele toca, ela escuta… ela fala e ele pacientemente escuta

Juntos, dormem, acordam e namoram ou namoram, dormem e acordam

Juntos, alegram-se com o encontro

Maduros, apenas aceitam o presente!

Não por acaso eles se encontraram

Não por acaso eles estão juntos

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Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre :) 

 

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Ela havia chegado há pouco a São Paulo. Pelo menos foi isso que o porteiro do prédio me disse. Apaixonei-me por ela logo no primeiro dia em que a vi. Sou um homem sensível e tenho uma vocação danada por me apaixonar subitamente por boa parte das mulheres que cruzam o meu caminho. Da mesma forma, e sem explicação aparente, todas essas paixões se dissolvem no ar em poucos dias. Vou da felicidade à desilusão amorosa num curto espaço de alguns dias. Mas o fato é que com Nandinha foi diferente. Era assim que eu carinhosamente a chamava depois que a conheci de verdade naquele fatídico dia. Fernanda, a minha Nandinha, era atriz, tinha vinte e três anos e um corpo trabalhado pela dança. Seu rosto tinha a graça e a delicadeza de uma menina e seu olhar a força de uma mulher. Seu cabelo preto e comprido repousava suavemente pelo seu dorso de um lado e se perdia pelas costas do outro. Sua roupa moderninha, numa mistura de atriz e bailarina, era o toque final. Foi o golpe que faltava. Era como se todas as qualidades de mulher se resumissem ali diante dos meus olhos. Não me contive. Me precipitei no corredor e abri a porta do elevador. Ela me sorriu meio sem jeito e entrou. Entrei atrás dela e num impulso fui logo me apresentando. Bom dia, eu sou o João. Ela só me disse: “Eu sou a Fernanda”. Percebi, nesse momento, um certo ar de nervosismo em seu olhar. Logo imaginei: “Claro, ela também se apaixonou por mim. Ai meu deus…encontrei a mulher dos meus sonhos”. Ao chegar no térreo, ela saiu do elevador sem dizer nenhuma palavra. E eu fui direto no porteiro que me deu a informação que a Nandinha, por enquanto Fernanda pra mim, era nova na cidade. Nem precisa dizer que daquele instante pra frente, resolvi investir naquela nova paixão. Todos os dias, pela manhã, planejava cuidadosamente para que o acaso me fizesse encontrá-la na porta do elevador. Eu repetia o mesmo ritual de sempre. Abria a porta, lhe dava bom dia e ela me respondia com aquele sorriso enigmático e algo de tensão estava sempre presente em seu olhar. Passaram-se dias e aquela cena se repetia. Tempo suficiente para que eu, na minha santa inocência, achasse que aquele algo mais, aquela tensão em seu olhar e a pressa latente em seu jeito, eram indicadores fortíssimos de que alguma coisa existia entre nós. De fato existia, mas ainda não era entre nós.

Lembro-me bem daquele dia. O dia em que decidi ser mais incisivo com ela. Aquela manhã no elevador meu coração batia tão forte que tive medo que ela ouvisse ele pulando dentro do peito. Chegamos ao térreo e eu não tive coragem de fazer nada. Resolvi então segui-la. Nós morávamos em um prédio que ficava em cima da estação Vila Madalena. Ela saiu pelo portão da frente e logo desceu as escadas do metrô. Fui atrás dela. Eu sentia que tinha que ser naquele dia. Iria me declarar no vagão lotado se sentisse que seria o momento. Ela percebeu que eu a seguia. Olhou pra trás num momento e sorriu. Entramos no mesmo vagão, mas cuidei pra não ficar excessivamente próximo. Apenas o suficiente para que nossos olhares se alcançassem. Percebia a cada instante que seu olhar se transformando. Mas comecei a achar que aquilo tudo não era fruto de uma paixão que ela supostamente sentia por mim. Tinha algo de pavor em seu olhar. Na estação Sumaré, com a luz do dia, vi que ela estava um tanto quanto pálida. Deve ser alguma coisa que ela comeu no café da manhã, eu pensei. Não demorou muito. Na verdade nem um minuto para eu descobrir o que estava por trás daquela palidez e nervosismo. Saímos da estação Sumaré e mergulhamos na escuridão dos túneis. Um pouco antes de chegar a estação Clínicas, o trem parou. Imediatamente nos olhamos e o seu semblante era de pânico total. Sem entender nada comecei a caminhar em sua direção. Nesse exato momento, o sistema de auto-falantes do metrô nos informou que havia ocorrido uma pane elétrica e que ficaríamos parados ali por, pelo menos, 10 minutos. Nem bem havíamos recebido a notícia e, já sentindo calor pelo ar condicionado insuficiente, as luzes se apagaram. Continuei caminhando. Eu sabia a quantos passos estava dela. De repente sinto o seu corpo encontrando o meu. Senti o seu abraço. Retribui imediatamente. Só ouvia o meu coração bater e o coração dela vibrar junto ao meu peito. Ela começou a tremer e a chorar baixinho. Sem entender nada, continuei firme no meu abraço acolhedor. Ela chegou com a boca próxima ao meu ouvido e baixinho me disse: “Não me deixe só”. Voltou a me abraçar apertado e não disse mais nada daquele momento em diante. Minha cabeça começou a rodar. Sentia que era a pessoa mais importante do mundo pra ela naquele momento. Mas isso não tinha nada a ver com as histórias e fantasias de amor e paixão que viviam invadindo meus pensamentos até aquele dia. Resolvi também não dizer nada. Meu sexto sentido – eu sou um homem que tem sexto sentido – me disse pra ficar quietinho. Foi o que fiz. Quando a luz acendeu e o trem voltou a andar, nos afastamos e nos olhamos profundamente em silêncio. O trem parou na estação Consolação. Ela soltou dos meus braços e desceu. Fui para o trabalho em silêncio. Naquele dia fiquei muito calado. Algo tinha de muito importante tinha se passado comigo e eu não entendia o que. Na volta pra casa, ao abrir a porta do apartamento, encontrei um bilhete no chão. “Tem algo a meu respeito que você precisa saber. Venha até meu apartamento. Te espero hoje”. Tremi de nervoso e ansiedade. Não sabia se era mais a paixão que em movia. Talvez fosse esse mistério. Tomei banho, passei meu melhor perfume e fui até o apartamento dela, que era o 210. Toquei a campainha. Ela abriu a porta. Seu cabelo molhado revelava que ela também havia saído do banho há pouco. E seu vestido descompromissado e pés no chão eram sinais claros de que ela estava á vontade comigo. Seu apartamento tinha poucos móveis, mas tudo o que havia era muito colorido. Muitas fotos de teatro espalhadas pela parede e um forte cheiro de incenso no ar. Ela abriu uma garrafa de vinho, colocou Ella Fitzgerald pra tocar. Tomamos o vinho em silêncio, apenas nos olhando. O seu olhar, agora, era diferente do olhar de todos os dias. O meu sentimento, agora, era o mais confuso de todos os tempos. Nem bem acabamos a primeira taça, ela se aproximou de mim e me deu um longo beijo. Mais tarde ela me disse que aquele beijo era só um agradecimento por eu tê-la salvado naquela manhã. A verdade é que pouco me importou se o beijo era ou não um ato de gratidão. Sua boca era macia e doce como nenhuma outra. Em silêncio nos amamos. Quanto mais o tempo passava, mais confuso eu ficava. No jantar, ainda naquela noite, foi tudo esclarecido. Ela me contou sorrindo, depois de eu dizer todos os sinais de estar apaixonada que ela havia me dado nos dias anteriores, que na verdade tudo aquilo que eu via era claustrofobia. Sim, ela tinha um trauma de infância por ter ficada trancada dois dias no porão da sua casa. Por isso, o seu olhar tenso no elevador e o desespero quando o metrô parou. Meio passado, perguntei então porque ela não descia de escada e andava de ônibus. Ela riu mais uma vez e explicou que descia de escada sim, mas que ficou sem jeito quando eu corri e abri a porta do elevador para ela entrar. E que como eu fazia todo dia a mesma coisa e ela não queria ser indelicada, ela pegava o elevador todos os dias. Desconsertado perguntei: “E o metrô?” “O metrô”, disse ela. “É mais rápido que o ônibus. Não vou ficar perdendo tempo só porque tenho medo”. Depois daquela noite continuei descobrindo coisas preciosas da Nandinha. Pela manhã, descíamos juntos escada abaixo e vez por outra combinávamos um ou outro jantar. Um dia eu preparava a comida. No outro ela fazia dança do ventre. Eu lia um poema, ela fazia cafuné. Eu mordia o seu pescoço, ela dormia abraçada ao meu peito. Éramos felizes de verdade. O meu relacionamento mais longo e o único que eu não entendia, apenas sentia. Freqüentamos todos os cinemas e exposições da cidade. Fui ver muitas de suas peças. Namoramos durante dois anos. Ela no apartamento dela e eu no meu. Mas por mais intimidade que tínhamos um com o outro, jamais chegamos ao sublime daquele dia no metrô. Talvez ela não consiga isso com nenhum outro e comigo a mesma coisa. Tive certeza disso numa noite fria de julho. Cheguei em casa com duas garrafas de vinho e a esperança de uma grande noite entre nós. No entanto, por debaixo da porta um bilhete. Gelei. Algo me dizia que a notícia não deveria ser boa. Abri o papel e estava escrito. “Tive que fazer uma viagem às pressas pro exterior. Eu volto. Não me deixe só”. Bebi todo o vinho aquela noite. Fiquei em silêncio. Nada de perguntas. Foi assim que começou e é assim que deve ser agora. Sabia que a nossa história havia sido única. Nunca a esqueceria. Ela nunca voltaria e eu nunca a deixaria só. Mas como disse, sou um homem sensível. Saí de casa sem rumo na manhã seguinte. Logo na primeira esquina, uma nova paixão. A bunda mais perfeita que eu já vi. Mas essa é outra história.

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Gil Guzzo – Belo Urbano, é autor, ator e diretor. Em teatro, participou de diversos festivais, entre eles, o Theater der Welt na Alemanha. Como diretor, foi premiado com o espetáculo Viandeiros, no 7º Fetacam. Vencedor do prêmio para produção de curta metragem do edital da Cinemateca Catarinense, por dois anos consecutivos (2011 e 2012), com os filmes Água Mornas e Taí…ó. Uma aventura na Lagoa, respectivamente. Em 15 anos como profissional, atuou em 16 peças, 3 longas-metragens, 6 novelas e mais de 70 filmes publicitários. Em 2014 finalizou seu quinto texto teatral e o primeiro livro de contos. É fundador e diretor artístico do Teatro do Desequilíbrio – Núcleo de Pesquisa e Produção Teatral Contemporânea e é Coordenador de Produção Cultural e Design do Senac Santa Catarina. E o melhor de tudo: é o pai da Bia e do Antônio.

 

 

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Ela 16, ele 17.

Amor à primeira vista? Depende da vista…

Ela num momento deprê, sem ver sentido em continuar… Resolveu encontrar a irmã numa festa, mas com uma atitude foda-se a vida, que, por algum motivo, passou  por… Autoconfiante a menina! Ele adorou aquela menina super decidida, pena que ela não queria papo com ninguém…

A campainha da casa toca, a irmã pede para ela ver quem é. Ele estava no portão, junto com o primo, para fazer um trabalho com a irmã. Ela, num momento mais animado com a vida, viu-o pela primeira vez…

Meses se passaram, os dois adolescentes, ele finalmente a pediu em namoro… Ela: “até que enfim”

Casaram, criaram os filhos, vieram os netos…

Hoje ela olha para ele e sabe que o que eles tem é especial… Passaram por tanto nessa jornada, mas a vontade de estar junto e a capacidade de se re apaixonar foi definitivo naquele primeiro olhar, no amor à primeira vista, que nunca saberemos exatamente quando foi.

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Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

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Vim pra esse mundo com alma de homem, minhas características principais tinham um estereótipo masculino… muito brava, mandona, agressiva, sempre no “tomaládacá”.  De fala forte e olhar 58 (incontestável). Calça jeans, tênis e camiseta branca!

Logo cedo suscitei questões sobre missão de vida, por que viemos parar aqui, como encarnamos, etc… e fui ao encontro de várias ferramentas de autoconhecimento, recebendo várias peças do quebra-cabeças aqui e ali, cheguei a um atalho muito claro: vim experimentar o feminino.

Tive poucos namorados, mas todos eles muito sentimentais, artistas, de alma feminina, um deles me presenteava com vestidos, sapatos de salto e bijus (este inclusive interrompeu nosso namoro e saiu do armário), me casei com um homem sensível e depois de uns anos, com certa relutância acabei sendo mãe de uma menina.

Hoje, aos quase 50, aprendi muito sobre ser mulher, mais vaidosa, uso vestidos, maquiagem, a fala é mais complacente e as atitudes mais macias. Por vezes ainda me sinto em cima de um cavalo nos moldes de “O Último dos Moicanos”, mas passa rápido. Gosto de ser mulher! Se criamos a vida dentro do nosso útero, temos o dom da cura. Se temos a intuição como acessório original, temos o dom do discernimento e da inspiração.  E se temos o acolhimento como item de série, vamos amparar a vida!

É o que sempre digo, atrás de um grande homem, tem sempre uma grande mulher. Atrás de uma grande mulher, tem sempre ela mesma!

Fernanda

Fernanda M. Carracedo – Bela Urbana, bem -casada (igual ao doce), 01 filha, 01 pai, 01 mãe e 01 irmão. De riso alto e debochado, olho comprido na alma alheira e uma boca cheia de respostas. Tenho um “Q” de Malévola (escorpião com ascendente em escorpião), o que me rende uma platéia temente, e, por enquanto, vou rindo… Blog:http://www.ordensedesordens.com/

 

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Fecha a porta do quarto enquanto eu abro nosso universo.

E te ilumino com as cores do espaço que vão guiando teus passos.

Até você deitar nos meus versos. Chega mais perto, agora que tá tudo tão quieto.

Deita e aconchega a cabeça no meu peito que eu te protejo dentro dos teus sonhos.

Sonho com seu cheiro, me afogo em seus cabelos. Vem e afaga minhas costas, coça, roça e enrosca suas pernas nas minhas, mãos acariciam tua respiração.

Não sai dessa posição que nosso coração tá alinhado com plutão.

E os anjos nos fizeram uma canção.

Tá clareando, tá tão bom, tá cedo pra levantar, deixa o mundo acordar, deixa o sol gritar.

Que eu vou continuar a te velar, depois do meio dia a gente acorda pra sonhar.

Porque agora a essa hora ainda não da pra saber onde eu começo e onde termina você.

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Lucas Alberti Amaral – nascido em 11/87, vem há 27 anos distribuindo muito mau humor, tentando matar a fome e fazendo comentários desnecessários sobre tudo. Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela METROCAMP, trabalha na área há 5 anos, tem um blog onde espalha ideias e pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias https://quaseinedito.wordpress.com/. Concilia a dura missão de morar em Campinas – SP (cidade onde nasceu) e trabalhar em Barueri-SP, não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião com ascendente em Sagitário e lua de Saturno em Leão e por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.Lucas Alberti Amaral