2020 que ano de longas jornadas
Tempos estranhos e comemorações inusitadas…
Nesse Natal e Final de Ano, dores represadas…
Mas, muitas situações devem ser comemoradas.

Psicanalisando os dois eventos,
De fora para dentro tive acontecimentos…
E com todos eles fui assim reconhecendo:
Reconheço que estamos vivos, mas a morte existe….
Reconheço que nossos pais nos trouxeram a vida…
Reconheço que a gratidão a eles deve ser sentida…
Reconheço minha realidade e minhas verdades…
Reconheço propagandas “passando paninho”…
Reconheço minha existência e um difícil caminho.

Em 2021 um novo ano e novo destino…
Essa a única evidência desse destinatário…
Que muitos me fizeram parecer otário…
Mas, como disse Ele: “ em verdade…”
Aposto em ser feliz nas amizades.

Amizades existem diante de:
Interesses sinceros e comuns….
Comprometimento em realizar algo…
Responsabilidade em finalizar o que prometeu…
Respeito e confiança um nos outros…
Não há rima, apenas credibilidade.

E para finalizar, mais essa verdade:
É claro que de você sinto saudades…
Vivo com medos, mas sem “enganos”…
Em mar de desejos quero ir navegando….
Esse ano não será para qualquer um,
Assim, seja feliz em dois mil e vinte e um!

L.C. Bocatto– Belo Urbano. Diretor do Instituto IFEM – Instituto da Família Empresária
Criador da Ferramenta de Análise Científica Individual e Familiar. Formações – Mestre em Comunicação e Mercado, MBA em Controladoria, Contador, Psicanalista Terapeuta com foco em famílias e indivíduo com problemas Econômicos (perda de riquezas) e Financeiros (saldos negativos de caixa)

2020 chegou em sua reta final e o sentimento que paira no ar dessa última semana é um misto de alívio e esperança. Alívio por terminar um ano tão intenso e esperança de que 2021 seja melhor (ou menos pior).

Mas por que esperamos tanto por 2021?

Bom, 2020 realmente foi um ano atípico. A nova década que começou com o possível estopim da Terceira Guerra Mundial termina com a conjunção de Júpiter e Saturno e a aproximação da Era de Aquário. Ninguém entende ao certo o que isso significa, mas não deixa de ser uma boa recompensa. É como ser criança e ganhar um brinquedo de presente de Natal do Papai Noel por ter se comportado bem durante o ano. Você não sabe exatamente o quê fez pra ganhar aquilo, mas sabe que merece.

A verdade é que tá todo mundo exausto. Exausto não, exaurido. 2020 definitivamente não foi um ano comum. Quem poderia imaginar que passaríamos 2/3 do ano em quarentena? Parece que finalmente conseguimos emendar o Carnaval com o Natal, mas não da forma como gostaríamos.

Esses 366 dias foram meio arrastados mesmo e parece uma grande ironia justo esse ano ter sido bissexto. Pelo menos o dia a mais foi em fevereiro, que teve Carnaval.

Mas é como diz o ditado: não há mal que sempre dure e nem bem que nunca acabe. 2020 já está acabando. Só falta aquele último fôlego que tomamos para dar algumas braçadas até chegar do outro lado do rio.

E do outro lado do rio está 2021, desconhecido e misterioso. São mais 365 dias de esperança. Há quem diga que são mais 365 oportunidades de fazer tudo diferente e mudar o rumo da sua vida, mas isso no fundo não importa.

O que importa é que o sentimento é de renovação. Parece que quando o relógio vira de 23h59 para 00h00 uma magia acontece e todos os problemas ficam para trás, dando espaço para novos sentimentos. Jogamos fora um caderno velho todo rabiscado e pegamos uma nova folha em branco.

Mas a verdade é que sempre levamos os escritos do antigo caderno com a gente, mesmo sem querer. Afinal, tudo nessa vida é cumulativo.

Chegou a hora de (re)começar e dessa vez temos muitos aprendizados para pôr em prática. O tal do “novo normal” pode ser tudo, menos normal. É por isso que esse termo incomoda tanto. Assim como tudo na vida, leva muito tempo para naturalizar novos hábitos, ainda mais quando não temos opção de escolha.

Mas se tem uma característica que devemos valorizar da espécie humana é a nossa capacidade de adaptação. Isso ninguém tira de nós. Arrisco dizer que se nos adaptamos é porque temos fé de que as coisas vão melhorar.

E talvez esse seja meu principal e singelo pedido para 2021: que tenhamos fé para nos adaptar a toda e qualquer adversidade.

Amanda Souza – Belas Urbana. Formada em Letras pela Unicamp, amante da sétima arte e apaixonada por música. Feminista convicta, não dispensa uma boa conversa (de preferência com uma boa cerveja) e viajar. Já deu aula, fez estágio em bibliotecas, trabalhou com vendas e atualmente atua como analista de atendimento ao cliente.

O Natal é uma época de se valorizar o que se tem. E de sonhar por mais.
É uma época de amar, de se inspirar, de se amar. De ajudar uns aos outros.
É uma época de rever valores e de perceber o que realmente importa.

Então mesmo que estejamos no meio do maior caos, do medo, da indecisão, da incerteza. Mesmo com tanta tragédia acontecendo.
Mesmo que não possamos passar o tempo com quem a gente gostaria.
Ou que não possamos viajar pro destino que sonhamos o ano todo.
O Natal é mais que tradições.
É hora de relembrar essas coisas que importam, mesmo que sozinhos e confusos.

Temos que perceber que se estamos em casa.
Com saúde, com uma pessoa com quem nos importamos.
Com comida na mesa.
Mesmo que pareça o momento menos propício do mundo de se comemorar qualquer coisa.
É aí que sabemos o quanto a gente, na verdade, precisa comemorar, sim.

Giulia Giacomello Pompilio – Bela Urbana, estudante de engenharia mecânica da UNICAMP, participa de grupos ativistas e feministas da faculdade, como o Engenheiras que Resistem. Fluente em 4 idiomas. Gosta de escrever poemas, contos e textos curtos, jogar tênis, aprender novos instrumentos e dançar sapateado. Foi premiada em olimpíadas e concursos nacionais e internacionais de matemática, programação, astronomia e física, além de ter um prêmio em uma simulação oficial da ONU.

“Então é Natal, e o que você fez? O ano termina e nasce outra vez”; quem não conhece essa famosa canção que segue sendo hit até hoje? Um clássico atemporal frequentemente tocado em festas de final de ano, para muitos remete a um balanço do ano, a fechamento de ciclos a planos elaborados e conquistados, a outros postergados e aqueles que não se realizaram, ao mesmo tempo pode trazer um sentimento de urgência para o próximo ciclo, se não foi em 2020 então será em 2021, muitos questionamentos surgem: O que mudarei? O que eu quero de verdade? Vou tomar quais decisões? Certamente os finais de ciclo tradicionalmente são marcados pela dualidade do que foi e do que será, de tristezas e alegrias, independentemente das religiões e seus rituais e símbolos, as festas que encerram esse ano para muitos seguramente serão atípicas, desnecessário mencionar a razão.

Que seja esse o texto das saudades que sentimos de nos aglomerar sem máscara e sem receio, de sentir o cheirinho de nossos queridos bem de perto, de abraçá-los e beijá-los bem apertado como antes, de viajar para ver o mar em dezembro, de quando sentíamos medo de algumas coisas mas agora temos muito mais, de ter que controlar essa ansiedade desenfreada que as vezes sufoca o peito com pensamentos inconvenientes, que seja o texto também dos pequenos e grandes agradecimentos, em 2020 tantos tiveram perdas, muitas  irreparáveis e outras milhares de ínfimas perdas: pequenos confortos ,hábitos, agradáveis passatempos, em pouco tempo o mundo mudou e pouco se pôde fazer para conter essa cascata de desagradáveis novidades, conviver com a sensação de impotência, máscara, distanciamento e álcool gel viraram rotina obrigatória.

2020 têm sido um ano com muitos desafios, muitas perguntas sem respostas disponíveis e lógicas, muito sofrimento, ao mesmo tempo vimos generosidade, solidariedade, amor, esforço contínuo de profissionais de saúde extremamente dedicados, cientistas se superando em sua busca por conhecimento na luta contra o vírus, vimos o mundo lutando por um ideal comum e isso de alguma maneira faz com que apesar dos reveses tenha-se fé e esperança na humanidade e na vida, foi um ano de intensivo aprendizado.

Que nesse período que antecede o próximo ano, possamos escolher agradecer mais do que nos queixar, focar no que se tem e não na falta, agradecer cada minuto de vida com as nossas pessoas preferidas, respirar profundamente e seguir com fé independentemente da religião, buscar uma maneira mais tranquila de lidar com as incertezas e o caos ao redor, quer seja aromaterapia, meditação, yoga, leitura, cozinhar, terapia, ouvir música, voluntariar, escrita, observação de pássaros, flores, do mar, da lua e do sol, assistir séries e filmes favoritos, jardinagem e uma infinidade de opções, acima de tudo que possamos querer ter menos razão e mais ação, parar de achar que a esperança está apenas em uma vacina e abrir os olhos para a realidade e nosso comportamento do dia de hoje, da vida que acontece nesse minuto e fazer a nossa parte com responsabilidade, amar com intensidade, se possível doar, buscar a humildade em nossas interações com outros seres humanos, perdoar depressa, olhar mais nos olhos e menos nas telas e mais do que apenas querer ser feliz que possamos também querer que outros sejam felizes, que não nos esqueçamos que todos somos irmãos em nossas dores e falhas e que não importa quão diferente sejamos, estamos unidos em nossa humanidade, de acordo a pesquisadores da Universidade da Califórnia através da análise de DNA todos os seres humanos vivos na atualidade são descendentes da Eva mitocondrial que viveu na África a cerca de 200 mil anos, se tivermos essa consciência podemos assim tocar com delicadeza a vida do outro e assim quiçá o mundo se cure, se aprimore um pouquinho a cada dia no nosso microcosmo e assim reverbere no universo. Mais do que todos meus objetivos e planos para o próximo ano essa é a minha prece. Amém!

Um 2021 com muita vida e esperança para todos!

Eliane Ibrahim – Bela Urbana, administradora, professora de Inglês, mãe de duas, esposa, feminista, ama cozinhar, ler, viajar e conversar longamente e profundamente sobre a vida com os amigos do peito, apaixonada pela “Disciplina Positiva” na educação das crianças, praticante e entusiasta da Comunicação não-violenta (CNV) e do perdão.

Natal uma festa cristã carregada de significados. Nesta data somos convidados a experimentar, na intimidade de nossos lares, um momento especial entre familiares e amigos. E assim compartilhar afetos e gestos que nos remeta a vivências como a comunhão, fraternidade e pertencimento.

O Natal promove a oportunidade de rever valores, relevar divergências e
construir pontes que nos unam. É quando pisamos no chão da humildade que, podemos reconhecer que somos seres humanos limitados, buscando evoluir de alguma forma. Às vezes escolhemos caminhos tortuosos, a fim de chegar em algum lugar de paz e encontro. No entanto de modo equivocado nos ferimos, bem como a outros, com quem poderíamos fazer trocas significativas.

O Natal em sua origem carrega a mensagem de boas novas, ou seja, o
menino, Jesus, nasce como resposta de Deus ao sofrimento humano. Jesus, o Deus encarnado experimenta em sua trajetória, as dores humanas, identifica- se com aqueles, cuja, a dignidade fora violada.

É interessante observar que, Jesus, se oferece como sacrifício vivo e de amor na cruz por todos os seres humanos inclusive seus malfeitores. Sendo assim como Deus, escolhe o caminho do amor em sua potência máxima.
Torna-se um grande farol a nos guiar e através de sua imensa compaixão com as misérias humanas, nos deixa um caminho aberto para reconciliação entre realidades diversas e aparentemente contraditórias.

Ele é uma síntese perfeita na qual a vida sempre recomeça. A ressureição
acontece a cada dia. Basta observarmos os ciclos da natureza, onde uma
estação termina para dar lugar a outra, a noite gentilmente recebe o
amanhecer e, a tempestade cessa para que o dia brilhe ainda mais.

E assim em um movimento de expansão da vida acontece. Neste ano de 2020, diferentemente de outros, vivenciamos uma tempestade provocada pela presença do coronavírus; tão pequeno, porém tão ameaçador a manutenção vida.

A princípio nos recolhemos dentro de nossas casas. O sentimento de
impotência nos atingiu e, nos sentimos como que, arrastados por uma
tempestade. Desequilibramos, caímos e levantamos. Um caos instalou se e
percebemos que estruturas as quais, nos apegávamos se fragilizaram.

Fomos forçados a nos distanciar uns dos outros, limitando assim em muito o nosso convívio social. Em geral o nosso tempo com familiares tornou-se maior e as relações se intensificaram. A vida pareceu ter encolhido, nos sentimos sufocados e, mais do que nunca a nossa alma clamou por liberdade e expansão.

Não imaginávamos que bem precioso que experimentávamos ao exercer a
liberdade de nossas escolhas, cair nossos próprios tombos e nos reerguer construindo o nosso próprio caminho. Sentimos falta de gestos
simples como abraçar, beijar, sorrir, gargalhar etc…. A satisfação de nos
encontrar com amigos e familiares para, trocar confidências ou mesmo jogar conversa fora. Respirar ar puro, contemplar a natureza que tanto nos ensina sobre a vida.

Apesar de tantas privações descobrimos que há um mundo vastos a ser
explorado tanto para fora como para dentro de nós. Tivemos que enfrentar
muitos fantasmas externos e internos. Nos esforçamos para que o nosso
desejo pela vida prevalecesse e ressignificamos a nossa dor a transformando em força a favor da continuidade da vida.

Descobrimos que não estamos sozinhos e que, podemos contar com
instrumentos tecnológicos e redes de apoio para nos manter próximos mesmo que a distância. A humanidade mais do que nunca se percebeu interligada.

Nos unimos para cuidar dos feridos e, estamos utilizando as adversidades
como matéria prima para a criação de novos caminhos e assim a vida vai
retomando seu seu fluxo.

Faltam poucos dias para o Natal e diferentemente de outros anos, pessoas queridas podem não estar presentes. No entanto aprendemos algo novo, ou seja, a presença também se faz na ausência, pois para o amor não há distância. E a vida sempre acontece para aqueles para que sonham com dias melhores. E reconhecem que os intervalos e as pausas da vida, apenas fazem com que o reencontro, seja, um momento de intensa alegria, de modo que tudo tenha valido a pena.

Podemos então concluir que, o nascimento e a vida de Jesus, sacrificada na cruz, nos disponibilizou uma fonte de amor acessível a todos. A cruz simboliza na sua forma horizontal e vertical um lugar onde a nossa humanidade pode se encontrar e, quando isso acontece somos remetidos a lugares mais elevados.

E assim podemos perceber que os processos da vida, se organizam de modo
a cooperarem na direção do aperfeiçoamento do amor. Pontes são estendidas fora e dentro de nós e a vida se faz novamente.

Não conseguimos controlar o que nos acontece, mas conseguimos ter a
liberdade de escolher como vivenciar a experiência.

Feliz Natal a todos os amantes pela vida.

Maria das Graças Guedes de Carvalho – Bela Urbana. Psicologa clinica. Ama a vida e suas dádivas como ser mãe, cuidar de pessoas e visitar o Mar.

Natal é dia de comer peru.

Hum que coisa boa um peru! Bonito, forte para você se deliciar, coma bem devagar, saboreando, apreciando…

Mas…. e quem é vegano? E quem não tem peru?

Consulentes, Consulentes…. é verdade que o peru não dá para todos, o peru não é para todos, o peru não agrada a todos e as perguntas não param de chegar para eu responder para vocês.

Ficam me perguntando o que fazer sem peru? O que pode substituí-lo? Por que tem que ser peru? O que fazer se não gostam? E tantas outras perguntas, mas a resposta é só uma.

Saboreie o que tiver na mesa, não é só o peru que existe e não diga que nada tem, você tem sim, até a falta do ter. O que pode fazer? Ah, Consulentes aí é com vocês, sempre existe dois caminhos a seguir.

Feliz Natal! Lanço aqui a campanha, “Pelo direito de comer um peru, vegano ou não!”

Até a próxima.

Madame Zoraide – Bela Urbana, nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou  atendendo pelo telefone, atingiu o sucesso absoluto, mas foi reprimida por forças maiores, tempos depois começou a fazer mapas astrais e estudar signos e numerologias, sempre soube tudo do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica,
é sabida e é loira. Seu slogan é:
” Madame Zoraide sabe tudo”. Atende pela sua página no facebook @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe 

Ela nunca gostou de Natal. O que todo mundo sempre achou feliz e cheio de esperança, para ela era deprimente e sem sentido.

Andando pela rua, ela começou a pensar qual o verdadeiro valor e significado de tudo aquilo…

Para quem é religioso simboliza o nascimento de Jesus. Para quem tem esperança é o começo de algo novo. Para quem gosta de festa é mais um motivo para juntar a família e os amigos e comemorar.

Mas o que era o Natal pra ela?

Por muitas vezes foi festa, casa cheia de gente, todo mundo dançando e dando risada. Por muitas vezes foi dor, passando no hospital e sem saber se ia ficar tudo bem. Mas uma certeza ela tinha, sempre foi família.

Se as coisas estavam boas ou não, se era uma data de choro ou de risada, sempre foi família. E por mais que essa data até hoje não seja sua favorita do ano, ela sabe que se sentirá em casa, porque passará mais esse momento em família.

Ela olha ao redor e vê as luzes piscando pela cidade e não consegue colocar em ordem a bagunça de sentimentos que se passa dentro dela.

Inspira, expira o ar e segue caminhando, tendo a certeza de que mesmo não importando o motivo, Natal é amor!

Juliana Manfrinatti Bittar – Bela Urbana. Bióloga. Gestora empresarial em formação. Apaixonada por livros, se arrisca às vezes na escrita. Tem como um dos objetivos de vida conhecer todas as maiores e mais bonitas bibliotecas e livrarias do mundo.

VÉSPERA DE NATAL. Último dia do trampo, entrei às 11h30 e saí às 18h, fiquei no caixa, depois do expediente o pessoal do “calçados” se reuniu para tomarmos champagne (bom!). Clima de despedida, vou sentir saudades do pessoal (“foi bom estar com vocês, brincar com vocês…”), foi bom mesmo, muito bom!

O “R” me ligou da sua cidade, desejando Feliz Natal, eu simplesmente adorei!. L me ligou em seguida desejando Feliz Natal, gostei muito! (é bom demais saber que lembram da gente).

Ceia na casa de uma tia, ela e família, os outros tios, primos, avós, tias-avós, amigos, namorados. M estava muito chata, acho que não tem jeito, ela é desagradável, que pena!. Pai (de bode).

NATAL – não gosto do que as pessoas te transformaram.

24 de dezembro – Gisa Luiza – 20 anos

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa . 

A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

Foto Adriana: @gilguzzo @ofotografico

Noite encantada de esperança, de alegria e de uma sensação que um sonho se realizará.

Aquele Sr. que nos ama, nos educa, nos alimenta e que temos o maior respeito, de repente vira um grande portador de presentes e nem sabemos.

Aquela Sra. que nos acolhe, nos orienta  e que temos um amor que não dá pra medir, de repente dá um sorriso que nos absorve, faz a gente crer que existe um ser superior que nos quer feliz.

Aquela criança que existe em todos nós que nunca queremos abandonar fica simplesmente perplexa, sorrindo, gritando e em êxtase.

Aquela sensação de felicidade que não queremos nunca que acabe, de repente se transforma em LUZ e dormimos o sono dos deuses,  felizes, crendo que a vida vale cada segundo.

A todos meus sinceros desejos que não apagamos esta LUZ de felicidade dentro de nós, como se cada dia fosse um Natal, não só de presentes, mas de esperança de uma vida melhor sempre.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo sempre.

Antônio Pompílio Junior – Belo Urbano. Graduado em Análise de sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas . Pós-graduado em Gestão de Empresas pela UNICAMP e MBA Gerenciamento de Projetos E-Business pela FGV-RJ . Adora esportes, viagens e luta pela liberdade da vida e pelo amor das pessoas.

Sempre convivi com o imaginário infantil, minha vida profissional foi sempre junto às crianças.

Hoje trabalho numa creche com 100 crianças.

Fora isso tive irmã e primas bem mais novas e fui mãe aos 22 anos.

Nada deu errado na vida dessas crianças porque acreditaram em Papai Noel, Coelho da Páscoa, fada do dente e super heróis. Nada!

Foram todas crianças normais e hoje muitas são excelentes profissionais, pais e mães.

O que há de errado com o Papai Noel? Por que querem acabar com ele?

Há uma perseguição à infância. Querem destruir imaginários e fantasias das crianças substituindo tudo isso por excesso de presentes, cuidados e zelo.

Os pais de hoje tem medo de que a criança vire isso ou aquilo….. Tem medo que se machuquem, que se frustrem… Se perguntam: – E quando meu filhinho descobrir que não tem Papai Noel? Está sendo iludido! Oh Meu Deus!

Coitadinho do meu filho!

Ora bolas senhores pais: A passagem da infância para adolescência vai gerar frustração. Nascer, frustra. Tirar chupeta frustra. Não dar tudo o que querem, frustra… a vida frustra….

E frustrar é necessário!

Não sou psicóloga não sou psicanalista mas estou na pedagogia desde os 15 anos de idade, há mais de 30.

Posso afirmar que a fantasia faz parte do desenvolvimento da criança. Da formação afetiva e intelectual. Tudo que vive na imaginação ajuda elaborar cognitivamente pensamentos e construir valores.

Nada há nada de errado com o Papai Noel.

Toda criança tem o seu mundo imaginário e fantasioso.

A criança  não vive o capitalismo do Natal, ela não se preocupa com o dinheiro. O que vale realmente é o PAPAI NOEL. O presente faz parte de toda essa fantasia. Mas se ela não for influenciada pelos adultos e mídia, Papai Noel pode vir sem presente que fará a alegria das crianças. E alimentará sua fantasia positivamente.

Pelo amor de Deus…..

Vamos deixar a criança viver sonhos, fantasias, querer presentes…. querer carinho. Querer sonhos…

O que nós adultos precisamos é ensiná-las a dar valor nas coisas que conquista. Comprar para elas somente o que precisam, sem exageros. Dar presentes somente no aniversário. Doar o que não usam mais para alguém. Ensiná-las a gentileza. Ir junto com elas dar um presente pra quem não pode comprar.

Vamos ensinar as nossas crianças o que é generosidade, Vamos usar a fantasia e magia do Natal pra ensiná-las.

A criança aprende o que ensinamos e o que ela vivencia.

Vamos deixar o Papai Noel quieto. Fazendo a parte dele que é criar o mundo da fantasia e representar o amor, a solidariedade e a alegria.

Que a magia do Natal fortaleça a família e colabore com o desenvolvimento das crianças.

FELIZ NATAL!!

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 53 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria“