Entusiasta da Comunicação Não Violenta – CNV, fui convidada pela Adriana Chebabi, para trazer este tema para a pauta de agosto do blog que trata sobre relacionamentos abusivos.

O autor do livro Comunicação Não Violenta, Marshall Rosenberg, psicólogo que desenvolveu uma forma de comunicação pautada na educação para paz e potencialmente eficaz na resolução de conflitos, defendia que a raiz da forma violenta de nos comunicarmos está baseada na separação entre o certo ou errado que traz para nossos relacionamentos a necessidade de julgar e criticar o que for considerado errado.

Um relacionamento abusivo é caracterizado pelo sofrimento causado em uma pessoa e apresenta pelo menos um tipo de violência. A violência pode ser verbal, psicológica, emocional, física, sexual, financeira e até mesmo tecnológica, isso mesmo, há várias vítimas adultas deste tipo de violência caracterizada, por exemplo, por controle das conversas e amizades online.

Como podemos ajudar as vítimas de relacionamentos abusivos ou não nos tornarmos a própria vítima, com base na CNV – Comunicação Não Violenta?

Bem, honesta e eticamente sugiro que se alguma vítima de relacionamento abusivo te procurar para conversar, acolha de coração esta pessoa, ouça-a sem julgamentos, sem críticas, pois ela já está, muito provavelmente, culpando a si mesma por estar neste tipo de relacionamento e até mesmo com vergonha de pedir ajuda. Se possível, recomende então que ela continue essa conversa com terapeutas ou psicólogos que são certamente profissionais adequados para orientá-la. Praticando a CNV observamos que os seguintes comentários não ajudam: “Isso não é nada, já vai passar”; “você é muito tolo/tola, acho que puxou seu pai/sua mãe”; “ah, isso já aconteceu comigo”; “não fique triste”.

E para não nos tornarmos vítimas de relacionamentos abusivos a CNV certamente pode nos ajudar pois com ela aprendemos a valorizar conexões pautadas em amor, respeito, compreensão, gratidão e compaixão. Aprendemos a expressar nossas necessidades e também ajudar os outros a esclarecer as deles. Sim, temos muitas necessidades, e elas são diferentes em vários momentos de um mesmo dia, diferentes também para as várias fases da vida de cada um nós. Conhecer nossas necessidades é fundamental para praticar a comunicação compassiva, como também é conhecida a CNV em algumas comunidades, isso porque de acordo com o Dr. Marshall, toda mensagem é uma expressão de alguma necessidade, e praticar CNV nos ensina a ouvir empaticamente nossas necessidades mais profundas bem como as necessidades das pessoas com quem nos relacionamos, para juntos criarmos soluções satisfatórias para cada um.

E aí? Que tal parar um pouquinho em algum momento do dia e se perguntar: “Como estou me sentindo?”; “Que necessidades atendidas ou não estão me trazendo este sentimento?”; “Como posso pedir ajuda para atender esta necessidade?”.

Nossas necessidades vão desde as mais básicas à outras mais específicas, vejamos algumas: alimento, abrigo, aceitação, liberdade, espaço, reconhecimento, aprendizado, orientação, aventura, equilíbrio, inspiração, propósito e muitas outras.

O não julgamento, o aprendizado sobre nossas necessidades, e sabermos nomear corretamente nossas emoções, nos possibilita ter clareza, autoconhecimento, bem como compreender que está tudo bem se precisarmos de orientação e apoio.

Não é tarefa fácil e não é com uma única conversa que surgirá a melhor estratégia para colocar um ponto final em comportamentos típicos de relacionamentos abusivos, pois geralmente esses comportamentos não são observados em um único episódio. Por isso a necessidade de orientação profissional para essas situações.

Espero ter despertado em você o desejo de estar em relacionamentos com qualidade de conexão, com reciprocidade de valorização e respeito de necessidades e sentimentos.

Cristiane Pires Benevides Ribeiro – Bela Urbana. Administradora com especialização em Qualidade e Produtividade. Esposa, mãe, entusiasta da CNV e sócia da CrisB Consultoria e Treinamento. Adora praticar ioga e curte um treino bem puxado, Ama aprender, seja com livros, com pessoas, com a natureza e valoriza a qualidade de vida na conquista de produtividade!
@crisbconsultoria

Caro mensageiro Covid 19 qual é a sua mensagem?
Sei que és apenas um mensageiro com a missão de me despertar.
Tu tens sacudido minhas estruturas e revirado a minha casa de pernas para o ar. No entanto, tal desconcerto me parece uma oportunidade ímpar para me reinventar.
Iniciaste em mim um árduo trabalho, como o da ostra quando é invadida pelo grão de areia. No entanto, tudo vale a pena, pois o processo, em seu final, resulta em uma linda pérola.
Me rendo aos teus ensinamentos caro mestre, pois sei que estás a trabalhar em mim, a melhor versão de mim mesma.
Assim como a tempestade passa e deixa como herança um lindo amanhecer; tu também passarás…
Estou ansiosa…. Será que terei o privilégio de ver também o arco-íris?
Espero que sim. Desejo enxergar a vida com a sua grandeza e diversidade.
Neste momento sinto o teu convite para que meu olhar se volte para a mãe Terra com suas necessidades. E também para a oportunidade maravilhosa de que, em meio a dor, possa encontrar um verdadeiro amigo.
Tu estás a oferecer mais uma chance de salvar toda a raça humana de seu desamor, e assim fazer o caminho de volta a fonte de amor que a originou.
Gosto muito da frase da escritora Gabriela Mistral que diz: Procurei Deus e não encontrei, procurei o próximo e nos encontramos os três.

Maria das Graças Guedes de Carvalho – Bela Urbana. Psicologa clinica. Ama a vida e suas dádivas como ser mãe, cuidar de pessoas e visitar o Mar.