Não devo questionar?
Mas resposta é sempre a procura maior!
Certamente queremos encontrar o caminho,
essa trilha que nos encoraja,
que nos permite acreditar…
sem perguntas, sem dúvidas.
Somente a certeza da busca,
do brilho da estrela, do sol,
da esperança da vida.
Querer ser alguém…
Procurar o melhor.
Ter o necessário.
Ser o necessário…
Completo, pleno.
Momentos de felicidade,
intensos ou não.
Permitir-se…
Permitir o outro.
Ajudar, abrigar, acalentar a mão amiga,
o ombro que apoia,
as sábias palavras
em momentos difíceis… E também,
o oportuno silêncio que indica verdades.
Seguir por um caminho de luz…
E ser alguém de luz!

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Temos uma  grande contradição,

o problema nunca foi a causa pequena,

focamos nas causas de maior dimensão,

mas o pequeno nos levou à quarentena.

Quase perdemos o nosso rumo,

igual barco à deriva,

como fica o consumo,

na restrição  à  nossa  vida?

Como tudo tem várias perspectivas,

começam logo as iniciativas,

mãe, pai, filho e filha,

juntos no almoço de família.

Que boa chance para nos unir,

mas sempre tem a diferença,

vi que a briga não compensa,

pois não tem para onde fugir.

A casa em ordem é rotina,

se lava até poltrona  e cortina,

mas dá vontade de bater “asa”,

com todo esse  trabalho  de uma casa.

Quem já morou num apartamento,

conhece  a brisa do vento,

 mas como alivia o “stress”,

um palmo de terra para os pés.

Na casa se vê mais defeitos,

pedreiros  deram aqueles  jeitos,

 até  casais apontam (entre si) manias,

que antes  sumiam na dinâmica dos dias.

Olhando todos os dias pela janela,

vemos  que a natureza está mais bela,

mas ainda não vamos  pra galera,

assim nos conformamos  sozinhos,

pois assim também vivem os vizinhos.

Acostumados a pisar fundo,

agora o limite é a esquina,

diferencial será a disciplina,

para continuarmos bem neste mundo.

Rainer Friedrich Hinnebusch – Belo Urbano, professor aposentado de Língua Alemã. Gosta de harmonia, inclusive na língua falada.

Máquinas que me ouvem
Parecem frias, mas enfim
Máquinas interagem assim

São assim programadas
Manipuladas, sem vida
E que cuidam de mim

É verdade, fui isolado
Algoritmo programado
Por um capitalista teen

Vende minha alma
História, paz e calma
Numa bolsa em Pequim

Distraído, peço comida,
Carro, sexo, pet, post
Vida, drogas, Matrix, fim.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

NOITE QUENTE ARDENTE E PRUDENTE.
NOITE AUSENTE DIFERENTE E IN… CONSEQUENTE.
DIA BELO, SINGELO E ASSIM…
ESPERO GOZAR O QUE ABRE, DO QUE FECHA,
E NESSA TABELA SALIENTE,
A PAIXÃO VISLUMBRA, COMO SEMPRE.
ENVOLTA EM AGUARDENTE,
SEI QUE NÃO É PRUDENTE,
MAS, É ARDENTE… AL DENTE!
E POR DEMAIS QUENTE!!
A PAIXÃO, NÃO É AUSENTE,
CADA UMA É DIFERENTE, MAS…
TODAS SÃO INCONSEQUENTES!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

E se me cansar do reacionário?
Cansar do somelie de esquerda?
Cansar do santo religioso?
Cansar do ateu convicto?
Que que tem?

E se me cansar do ódio?
Cansar do que fala e não faz?
Cansar do que faz errado e ri?
Cansar do que ri de tudo?
Que que tem?

Cansar do que diz que é?
Do falso amigo?
Do falso parente?
Do falso profeta?
Que que há?

Deixa eu me cansar!
Deixa eu viver!
Viver a loucura do óbvio,
O incerto, o correto,
O indecoroso respeito,
O impiedoso silêncio,
O afrontozo pensar,
O proibido amar!
Que que tem?
Que que há?

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Nossas perspectivas nem sempre são atingidas

Os fatos ficam relativos com o passar do tempo

O que era, não é, e não sei como será.

Se seu quarto parece cada dia menor e a bagunça interna continua,

talvez seja sua personalidade estampada ali

Se as cartas dizem o que você queria, quer, e não pode fazer

Não sei dizer nada para confortar você

Nem a mim

Vontades são prisioneiras de ideias

E ideologias sufocam as verdades

Que perdem sua força no meio de mentiras.

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa . 
Foto: @gilguzzo @ofotografico

Silencio
Silício
Eu tento
O mundo imaginado

Passado
Pesado
A bolha
Separa o ar gelado

Me canso
Do encanto
Sinto tudo
E era só boato

Me cobram
Me dobram
Lados, tanques,
Guerra e maus tratos

Eu sumo
Eu durmo
Recolho
A paz não é covarde

Espera
Me espera
Eu volto
Mais forte que a cidade


Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Quando o sol nascer
Eu irei lá te ver
Onde quiser estar
Bem estar

Mas se o sol se por
Todo meu rancor
Lá no mar se vai
Se esvai


Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

O beijo surgiu
Num dia de frio
Dia norte e sul
Anil, azul, a mil
Carinho de céu
A dois em um
Um, dois, fugiu

Nosso encontro
Nasceu inusitado
Cresceu remediando
Trajetos errados
Seja eterno
Enquanto dure
Mais que o tempo
De uma vida
Ao teu lado!


Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.


A peça tinha 57, mas aparentava 67

A peça estava maltratada, malcuidada

A peça tentava ficar loira, era vulgar

A peça tinha voz estridente e vocabulário chulo

A peça dizia que nem como puta velha servia mais

A peça estava só

mas só, tinha o cachorro

de latido estridente, chato, bem chato, como…

a peça.

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa . 
Foto: @gilguzzo @ofotografico