Tenho me feito de infinito

Infinitos sonhos

Infinitas possibilidades

Infinitas vontades

Infinitas formas de amar

De infinitos e infinitos

Escrevo um novo parágrafo

e amplio meu coração

para uma nova ação

Penso que assim como o infinito….

tem poesia que não sei terminar.

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa. 


Muitas vezes pessoas protelam afazeres
Não pense você que tratam-se de atividades complicadas e que exigem muito esforço.
Quase sempre não!
Embora simples, não o fazem em função da preguiça.
Uma preguiça que invade, domina e paralisa.

E quando saem da imobilidade?
Quando a água bate na bunda.
Aí se mexem!
Muitas vezes esperam até o último minuto
E complexificam a própria vida.

preguiça, ah a preguiça!
Cativeiro ou redenção!?

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Cores, ó cores!
Onde estais?
Revela-nos se és real
Se na noite não a vemos
Oculta na penumbra
Mistério calado ao luar
É noite…

…e num giro vem o dia
Tu te mostras ao raiar
Arco colorindo os céus
Vidas cintilando tons
Cores que vem e vão
Paleta multicor no caos a criar
Partículas luminosas ao ar
Eis o espectro em nosso olhar

Mas, um eclipse nos cega
Uma sombra a nos ofuscar
Pois se não és a luz mesma
…nem os átomos
…nem as coisas
…nem nada

Se transparente tornares
Poderias revelar
O que brilha dentro de tudo
Secretamente a irradiar
Em silêncio
Para além da noite-e-dia
Vibração a nos suscitar
A espera de outra Luz
Um novo arco-íris
Para nos guiar

Espectro invisível
Que os olhos não podem ver
Cores que não podem expressar
Se não descolorir
Ascendendo
E do centro iluminar
Dentro do fogo
Fundindo-se
Incandescendo-se
Tornando-se fagulha
No coração solar

Williams Delabona – Belo urbano, artista plástico, empresário, se divide em suas múltiplas atividades, administrar a escola Criativa www.escolacriativa.com e seu trabalho como artista plástico www.williamsdelabona.com . Gosta de animais, vive perto da natureza e acredita que tudo está interligado, o micro e o macro universo. Sua paixão? Tem várias, mas viajar está entre as primeiras.
Quadro – @williamsdelabonart

Chamego eu gosto
Chamego me faz bem
Chamego no rosto
Chamego na alma
Chamego que nunca desdém
Chamego me amansa
Chamego me faz sorrir
Chamego me faz curtir
Chamego na hora de partir
Chamego só pra sentir
Chamego de surpresa
Chamego debaixo da mesa
Chamego na hora que convém
Chamego também na hora incerta
Chamego debaixo da coberta

Sentir-se amada
Sentir-se querida
Sentir-se afagada
Sentir-se empoderada

Sorrisos se encontram
Mãos só transpiram
Coração acelera
Pensamentos
Coisas da vida
Quero mais
Chamego

Angela Carolina Pace – Bela Urbana, publicitária, mãe, apaixonada por Direito. Tem como hobby e necessidade estudar as Leis. Sonha que um dia as Leis realmente sejam iguais para todos.

Ontem à noite

eu me lembrei de você

O céu estava

nublado

E meus olhos

marejados

Imaginei a Estrela

Dalva brilhando

A Estrela da Tarde

Hésperus e Lúcifer

Ou simplesmente

Vênus inteira pra

mim

Solitária entre os

outros planetas

Continuei com

medo daquilo que

não ficava pra

sempre

Para superar essa

angustia pedi

licença poética ao

povo e aos astrônomos

Rebatizei as Três

Marias

Aquelas meninas

formavam cinturão

da constelação de

Orion

Num cenário

infinito…

Não eram mais

Mintaka, Alnilam e

Alnitak

Agora se chamavam

Polly, Topsy e

Diderlang

Fui padrinho

imaginário dessas

estrelas

Nesse espetáculo

você era o autor do

roteiro

O diretor dos astros

O compositor da

letra da música

Uma melodia punk

no firmamento

Sobre uma pauta

inovadora

Jovem engraçada

rebelde

Elegante

Fernando Farah – Belo Urbano, graduado em Direito e Antropologia. Advogado apaixonado por todas as artes!

VERSANDO

ALENTO

SOLETRO

O TEMPO.

VISLUMBRO

CANTO

PERCEBO

O LEITO.

TOCANDO

HÁBITO

NOTANDO

O FÔLEGO.

EXPANDE AMOR

SACIA

A DOR.

SELANDO A VOZ

PENETRA

EM NÓS.

CARISMA FINCA

TORMENTO

ABALA.

ENTREGA ESPERA

CÉLULA

SE ACHA.

VEIAS DE AMOR

ABRAÇA!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

A saudade pra mim tem nome, tem cheiro, tem som. 
A saudade pra mim chegou faz tempo e nunca mais se foi.
Ela veio sem eu esperar, querer ou planejar. 
Ela veio da separação. 
Ela veio com o ninho vazio.
Ela veio com a idade. 
Saudade!
A saudade trouxe a estrada das chegadas e partidas. 
A saudade trouxe novas casas e novos sentimentos…
A saudade trouxe dor e alegria…
Reencontros e despedidas. 
Ela sou eu… Eu sou ela. Sempre. 
Quando paro e penso, é ela que vem bem forte e sentida. 
Quando durmo… é com ela que eu sonho. 
A saudade não vai embora. Por quê?
Porque haverá sempre o passado, pessoas que se foram pra não voltar.
Pessoas que não estão por perto.
Momentos que vivemos e o tempo quer apagar.  
A saudade é tão forte que vem juntinho com a dor. 
Nunca me livro dela. 
Mato e ela ressurge. 
Morro e vivo com ela. 
Que outro nome eu poderia dar a ela?
Saudade. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria”

TOMOU-ME MENINA

TORNOU-ME MULHER.

TOMOU-ME A VIDA

TORNOU-ME VIVIDA.

TOMOU-ME AFLITA

TORNOU-ME ESQUISITA.

TOMOU-ME INCERTA

TORNOU-ME INQUIETA.

TOMOU-ME CURIOSA

TORNOU-ME NINFETA.

TOMOU-ME NA CAMA

TORNOU-ME NA SARJETA.

TOMOU-ME VALIDA

TORNOU-ME ATREVIDA.

TOMOU-ME CARENTE

TORNOU-ME AUSENTE.

TOMOU-ME MENINA

TORNOU-ME FELINA.

TOMOU-ME VÍTIMA

TORNOU-ME ASSASSINA.

E ASSIM, DIANTE DE UM FOI ASSIM

FIQUEI PRESA, AOS MEUS CUIDADOS.

E SIGO CALADA, TOMADA EM GRADES

TORNADA PASSAGEM PARA A SERVIDÃO.

MENINAS VADIAS MULHERES VADIAS

QUE VIVEM SEMPRE NA AUSÊNCIA

DA LIBERDADE.

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Percebe qual o teu real valor
Da a ti mesmo teu real valor
E avaliará, por bem
O real valor que alguém
Por ti da ou dará

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Tu

Tu

Absurdo

Obscuro

Tu

O não

O tchau

O fim

Tu

3 vezes passou

Tu

Adeus

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa. 

Foto Adriana: @gilguzzo_photography