..tem uma coisa que me deixa muito chateada, é eu não saber que profissão eu quero seguir, isso me deixa angustiada, porque eu adoro trabalhar com pessoas, mas a maioria dos empregos, pagam mal, falta emprego. Como é difícil morar em um País pobre.

Esses dias ganhei uma bolsa de estudos para fazer um curso de computação, só teria que pagar o material, mas minha mãe já veio falando que era caro, meu para falou que não tinha condições, tudo bem, não fiz. Só que ontem meu irmão ganhou uma bolsa igualzinha, só que em outro lugar. Com ele minha mãe já foi até lá hoje ver, ela fica com dó dele, eu também fico, mas não é justo ele fazer e eu não, só que eu também não sei se ele irá fazer, mas esse apoio que deram para ele, para mim não deram nenhum apoio. Isso não é justo e nem certo.

29 de agosto – Gisa Luiza – 16 anos


Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa . A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

Estamos diante da oportunidade de construir um novo projeto civilizacional de nação e de sociedade, com uma democracia participativa e representativa à população, ao invés de representações apenas dos objetivos de bancadas e de bancos.

Que se produza mais bem-estar social do que sofrimento e miséria, encorajando uma vivência coletiva inclinada à solidariedade e à paz e não, conflitos e polarizações. Que se criem condições efetivas de conhecimento e criatividade do que estupidez coletiva, ignorância e apatia.

Que se crie profundo respeito à diversidade cultural, à dignidade humana e aos seus direitos do que submeter a população a violências diversas e a uma homogeneidade cultural e social embrutecedoras.

É preciso haver economia sustentável a partir de uma organização e distribuição de renda digna e justa, ao invés de uma economia concentradora de poder, de cunho oligárquico e monopolista, em nome de um mercado mundial.

Política não se faz – ao menos não deveria – por revanchismo ou por vingança, mas com profundo sentimento de respeito à democracia e às melhores práticas a uma vida social justa, coletiva e múltipla.

Jorge Martins de Jesus –  Belo Urbano, Mestre em Ciência da Religião pela PUCCAMP e Teologia plea UMESP. Sua linha de pesquisa concentra-se sobre o estudo da Religião, Sociedade e Cultura. De forma paralela, estende sua análise sobre essas Instituições e suas práticas discursivas.