DITADURA… DITAR… DITADO… DITO!

Ditar muitas vezes é uma reação de impotência…

Ditar muitas vezes é o medo de acovardar…

Ditar muitas vezes é a incoerência do pensar…

Ditar muitas vezes é a mecanização do compactuar…

Ditar muitas vezes é a justificativa do poder…

A frase famosa do Tenho dito!

É a maior explicação de que o ditado marca desejos egocêntricos incontroláveis de emoções…

E provoca reações determinantes que podem ser a desobediência como o maior conflito…

Que vai gerar grandes turbulências.

Está escrito! Olhe ai outra frase bem famosa!

Quais as lembranças de seus ditados escolares?

Fazendo uma analogia hoje sobre estes momentos causídicos na sala, realmente qual a equivalência hoje sobre este evento?

Os objetivos do ditador do ditado variam na medida do apreço às suas ideias e, principalmente ao seu ideal convicto que a Ordem depende do Grito! E cada um tem seu Ipiranga contabilizado e descrito no dentro de suas loucuras, diante de seu próprio infinito!

O ditador é duro na queda nós podemos observar a história… E também julgar o dito pelo não dito que nos cabe na vivência diária, em todos os aspectos e situações vivenciadas.

O ditar rompe barreiras, mas a descida das palavras age como uma piracema ao contrário do poema!


Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

13120810_1049189008452856_2057388982_o

Deu pau no computador! Tudo demorado…. Algo corrompido…. Alguém falou em desfragmentar o disco rígido…

Então resolvi eu mesma fazer um back-up no hd externo e formatar. Foram dias em que eu sentia que meu pc era quase como um bichinho virtual, precisando de atenção constante a cada 20 minutos e depois de perder e recuperar a senha, vários dias haviam se passado.

Agora era repor o que estava no back-up. E era nesse ponto que eu entendi o processo. Eu só iria colocar de volta os dados que me eram úteis ou interessantes. Nada do que já era defasado voltaria. O computador era meu e eu decidi que nenhum software que não fosse original ou que pudesse de alguma maneira interferir negativamente no meu sistema, seria baixado.

Investi em qualidade. Devolvi as imagens e documentos que me eram queridos e deixei no hd externo aqueles que não me serviriam, mas deveriam ser recordados em algum momento. Sim, o hd externo me permitiria acessar informações necessárias em alguns casos, apenas para não cometer alguns velhos erros ou me lembrar do motivo de estarem guardados como segurança. Era a simples ideia “não guardo rancores, mas guardo fatos”.

Não digo que a organização ficou 100%, mas de um modo geral ficou bom. Tudo funciona de forma mais fluída, sem tanto estresse… O hd externo está acessível para consulta, mas é o disco principal que dita a ordem do dia, as cores que pinto, as palavras que digito, as imagens que crio.

Tudo o que era obsoleto ou prejudicial foi eliminado, só permiti que o que fosse construtivo permanecesse. E mesmo me dando uma grande dor de cabeça e demorando a ponto de me fazer chorar, adorei esse processo e o resultado final.

IMG_0514 (2)

Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.