Olá Consulentes!

Belas Urbanas mandou muito bem com essa série “Ser… pra quem?”. Vamos falar sobre esse SER.

Muitos consulentes já vieram me perguntar se eu me importo com a opinião dos outros? Se faço algo para agradar os outros?

Veja bem Consulente, eu me importo e também não me importo, tudo depende… da razão e da ocasião. Todas pessoas se importam com quem e o que é importante para si mesmo. Então, a resposta para essa pergunta é: depende.

Quanto a agradar os outros, eu gosto de mimar e agradar sim, mas eu faço isso por mim primeiramente e não para ser aceita pelo outro. Não para SER algo que não sou. Faço porque tenho prazer em agradar. Fico feliz quando deixo alguém feliz, é algo até egoísta.

Seja você, como você é, como você se sente bem. SER para agradar o outro é se maquiar de outro ser, e é tão sem sentido como um picolé de pimenta.

Alias, já experimentou um? Sei que não…. Não existe.

Espero que SEJA VOCÊ e exista plenamente, com suas amarguras e doçuras. Só seja, que o universo conspira a favor do que é puro e verdadeiro.

Até a próxima!

Madame Zoraide – Bela Urbana, nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou  atendendo pelo telefone, atingiu o sucesso absoluto, mas foi reprimida por forças maiores, tempos depois começou a fazer mapas astrais e estudar signos e numerologias, sempre soube tudo do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica, é sabida e é loira. Seu slogan é: ” Madame Zoraide sabe tudo”. Atende pela sua página no facebook @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe 

Estes dias estava estudando com meu filho os temas de redação para vestibular. Um deles era a linguagem neutra. Eu nem sabia o que era e quando fui buscar no dicionário é basicamente a utilização de uma terceira letra (E) para se referir a todos, sem particularizar gênero com a letra A para feminino e O para masculino. No início achei absurdo, afinal, mais uma diferenciação? Este povo está maluco? Onde isso vai parar?

Foi aí que comecei a pensar no assunto e quando chega o dia dos namorados, reflito sobre o que leva as pessoas a se enamorar é o amor…ah, aí sim, cabe uma observação.

Quando queremos amar, será mesmo que queremos ter filhos? Será que amar só pode ser entre homem e mulher? Será que amar significa sexo? Sexo significa “penetração”? Nossa….tenho dois filhos adolescentes e nem sei o que vai ser nesta área da vida deles, mas muitas pessoas têm conceitos muito fechados para o AMOR.

Claro que temos vários tipos de amor… amor de mãe, de filho, de avó… mas o amor de namorado? Este também, no meu ponto de vista poderia ser mais livre…. já que acredito que amor para namorar é:

  • Estar junto
  • Trocar carícias
  • Ajudar um ao outro
  • Conviver bem
  • Construir coisas juntos
  • Sonhar juntos
  • Viver juntos…
    Para fazer tudo isso acima e curtir o dia dos namorados, só posso ser homem e mulher? Não pode existir AMOR de outra forma? É isso mesmo? O que vale a pena são os gêneros criados pelos homens? Acho que a palavra gênero, não deveria nem existir. Ela deveria ser trocada por “humanos”. Somos humanos, e como humanos devemos AMAR. Esta é a razão do porque estamos aqui. Amar, ser simples, gentil e evoluírmos.
    Sou casada à 25 anos, tenho uma família linda e escolhi um SER HUMANO maravilhoso para me acompanhar nessa caminhada. Qual o gênero que ele é? Hoje eu digo… isto não faz a menor diferença!

AME ACIMA DE TUDO! ENCONTRE ALGUÉM PARA DIVIDIR SUA VIDA, PRA SONHAR E SER FELIZ!

Roberta Corsi – Bela Urbana. Fundadora e coordenadora do Movimento Gentileza Sim, que tem por objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva. Mãe da Gabi e do Gui. Gosta muito de reunir a família ao redor de uma boa mesa.

Sabe aquela situações inusitadas que te pegam de surpresa, super constrangedoras mas que depois viram uma daquelas histórias que você nunca esquece e adora recontar numa conversa descontraída?

Pois é… Aqui vai uma das minhas…

Férias, viagem de família, eu, meu marido e nossos dois filhos de 3 e 7 anos, fomos para Gran Canária, um arquipélago de ilhas espanholas na costa do Marrocos (parece chique né? Mas não é não). São ilhas vulcânicas, venta muito o tempo todo e a maioria das praias são de areia preta. O clima é árido e quase não tem vegetação.

Um dia resolvemos visitar Maspalomas, uma das poucas praias de areia clara na ilha de Gran Canaria. Essa praia é comprida, 3.5 km. Meu marido ficou brincando com as crianças enquanto eu tomava sol e depois revezamos. Na minha hora de ficar brincando resolvi fazer uma caminhada com os meninos. Eu tinha que andar devagar pois meu filho tinha só 3 anos enquanto o mais velho disparou a correr. Eu tentando acompanhá-lo mas ele corria sem parar. A praia cheia, eu segurando a mão do pequeno enquanto que  meus olhos estavam focados naquela criança loirinha correndo a minha frente. Já estávamos há uma boa distância do nosso guarda-sol. Finalmente ele parou de correr e ficou olhando em volta, quando eu consegui chegar perto dele eu já estava ofegante.

De repente ele vira para mim com aquele rostinho sorridente e um olhar um pouco espantado e me  pergunta:

– Mãe, por que está todo mundo pelado?

Sem perceber entramos na área nudista… eu fiquei sem palavras, sem saber o que explicar mas tentando evitar parecer extremamente desconfortável eu simplesmente contei a verdade. Aquele era lado das pessoas que não se importam em estar peladas mas que nossa família não era parte do grupo então era melhor voltar para o nosso lado.

De novo ele disparou no caminho da volta, chegou no guarda-sol alguns minutos antes de mim.

Quando consegui sentar, meu marido com lágrimas de riso me pergunta se eu me assustei com todos os nudistas. Ele esqueceu de me avisar, não era a primeira vez que ele visitava essa ilha. Para dizer a verdade me assustei sim, para alguém que é brasileira biquíni minúsculo ou sunguinha na praia é uma coisa, pelado é outra.  Nem topless se faz no Brasil e de repente todos aqueles turistas felizes da vida de estarem vestindo somente a pele. Super bronzeados por sinal, nem uma marquinha de biquíni e todos descontraídos e aproveitando o sol.

Meu filho não se lembra muito bem desse dia, evito falar do assunto se ele está perto, hoje ele ainda tem 11 anos.

Você riu? Eu também, só de lembrar.

Ana Carolina Beresford – Bela Urbana, trabalha numa caridade que ajuda pessoas com deficiências físicas e mentais a locomoverem-se, sente muito orgulho do seu trabalho. Adora animais e viajar sempre que pode.

Sem muita pretensão, uma bela amiga me mostrou um texto, que li e achei o máximo.

Eu nunca escrevi, ou melhor, não sei escrever, “malemá” receitas de bolo, um tanto quanto malfeitas, mas ela estava ali, bela, escritora, sorridente, mostrando através das linhas que escrevia o que se passava dentro dela.

O texto que ela havia escrito estava publicado em um site, belasurbanas.com.br, o nome do site já me atraiu, há uma certa poesia neste nome, talvez um pouco nostálgica, mas poesia. Ao ler este nome, imaginei um espaço onde mulheres, belas, deixassem ali  seus pensamentos e histórias, então “bora” olhar essas mulheres, olhá-las por dentro delas.

Chegando lá encontrei Marina, Simara, Crido, Gil, Maria, Adriana e muitas outras pessoas, não só mulheres, homens também escreviam lá, descreviam os seus dias e ideias, seus pensamentos e sentimentos.

Pessoas que, a partir de seus textos, nos convidam a participar de alguma forma de seus mundos, que contribuem com histórias, emoções e pensamentos só delas, nos convidando a entrarmos em suas casa e conhecermos um pouco sobre elas.

Fugimos fortemente das matérias de televisão, onde a tragédia é ponto presente. Aqui, no Belas Urbanas, encontramos emoção, histórias para rir e histórias para chorar.

Pensei: Que legal a atitude dessas pessoas, como elas conseguem escrever assim? Eu jamais conseguiria, elas são artistas em sua alma, é apenas expressão, um pouco, desta arte aqui, mas não eu (risos), distante demais da qualidade delas.

Mas será que se pegasse uma caneta, hoje em dia um teclado, sentasse à beira do sofá, preferencialmente no chão, eu também não seria capaz de produzir alguma coisa nesse sentido? Talvez, não na qualidade do que elas, estas belas pessoas escreveram, mas algumas ideias poderiam sair.

Então me deparei com a primeira problemática, sobre o que escrever, já sentado no chão, caneta na mão, um belo Jazz tocando na vitrola (lembra o que é vitrola, né?) e uma taça de vinho descansando sobre o móvel, me propus a  escrever, então vamos lá, vai ser moleza.

Alguns minutos se passaram, a taça de vinho já havia acabado, o Jazz já era outro, e adivinha, nada de ideias (risos), não era fácil, mas não sou homem de desistir, se ao menos tivesse as qualidades de Marina seria fácil, já estaria pronto, se fosse eu Maria, ou quem sabe Crido, este texto já estaria até publicado, mas não sou, sou um amador tentando fazer algo que os profissionais fazem com facilidade.

Mas o que eles fazem de verdade se não expressar o que se passa dentro deles? E o que se passa dentro deles também pode existir em mim, então, achei que seria legal escrever sobre como me sinto ao ler o que eles escrevem.

Escrevi que me sinto bem quando leio o que escrevem, que viajo para dentro de seus mundos e vivo as suas histórias, que sites como estes fazem pessoas alheias como eu viverem muitas outras vidas.

Que tenhamos pensamentos diferentes de como agir em muitas determinadas situações, e que, de alguma forma, aprendamos com as histórias de outras pessoas.

Este é o texto Belas Urbanas, nascido depois de uma garrafa de vinho e muito boa música!

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração. 46 anos de idade, com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela Mulher sorrindo.

57 anos de vida !
20 anos de estudos !
37 anos de trabalho !
20 anos que sou pai !
30 anos fui casado !

Vivi todos estes dias como se fossem os últimos.
Amei a primeira vez como se fosse o único.
Aprendi todos estes dias como se fossem os últimos.
Compartilhei todos estes dias como se fossem os últimos.
Me Relacionei todos estes dias como se fossem eternos.

O que faz o tempo passar e você acreditar na vida são os relacionamentos que você construiu e a intensidade com que você viveu tudo.

Através deles você tem as alegrias, as tristezas, o crescimento e, principalmente, o seu tempo dedicado às pessoas.

Relacionar-se e viver intensamente é sentir que a sua vida valeu cada minuto.

Antônio Pompílio Junior – Belo Urbano. Graduado em Análise de sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas . Pós-graduado em Gestão de Empresas pela UNICAMP e MBA Gerenciamento de Projetos E-Business pela FGV-RJ . Adora esportes, viagens e luta pela liberdade da vida e pelo amor das pessoas.

De repente tudo virou e se transformou.

Jogava bola na rua.

A rua era o aplicativo dos sonhos e da saúde.

Depois veio a faculdade, onde o conhecimento tornou-se o aplicativo da esperança.

Depois me senti só, num mundão novo, onde o trabalho tornou-se o aplicativo da realização.

Depois a nova família trazendo o aplicativo do amor incondicional.

E os anos se passaram e o aplicativo que nos transformava em pessoas diferenciadas ficou dúbio.

E hoje precisamos mais do que nunca do aplicativo, não aquele que destrói,  que nos torna um produto, mas aquele que nos salva, que nos alimenta,  que nos permite ter liberdade de escolha e tempo pra viver.

Antônio Pompílio Junior – Belo Urbano. Graduado em Análise de sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas . Pós-graduado em Gestão de Empresas pela UNICAMP e MBA Gerenciamento de Projetos E-Business pela FGV-RJ . Adora esportes, viagens e luta pela liberdade da vida e pelo amor das pessoas.

Todos nós possivelmente conhecemos ou tivemos contato com uma mulher que já vivenciou violência doméstica ou viveu um relacionamento abusivo.

Esse tema que tem sido cada dia mais evidenciado em nossa sociedade é realidade há muitos anos e felizmente tem despertado uma voz para o combate contra esse tipo de experiência vivido dentro de muitos de nossos lares.

Um relacionamento abusivo é capaz de deixar marcas irreversíveis não só para a vítima, mas também nos filhos e familiares que muitas vezes convivem com este cenário.

Mas e quando a vítima está no nosso ambiente de trabalho?

Quando a vítima é a nossa colega de trabalho que todos os dias se senta ao nosso lado e compartilha as tarefas da empresa?
Quando a vítima é o seu liderado e você precisa que ele produza e dê resultados?
Qual o papel da empresa diante desse problema?

Ainda ouvimos muito “Que os problemas de casa ficam do lado de fora quando se chega na empresa e os da empresa não se levam para casa”.

Esse famoso jargão utilizado muitas vezes por chefes e profissionais é uma realidade totalmente ilusória quando falamos de pessoas.

É impossível deixar nossos pensamentos e esquecer nossos problemas num simples passo de mágico ao bater o nosso ponto e voltarmos a vida quando encerramos o nosso expediente.

Quando se vive um relacionamento abusivo, nenhuma mulher simplesmente deixará de lembrar da violência que sofreu e passar todo o período de sua carga horária sem pensar no que a espera ao retornar para casa no final do seu expediente.

Uma organização é feita de pessoas, pessoas que possuem seu gênero, classe social, crenças. Pessoas que tem sentimentos, que sofrem, que possuem seus problemas pessoais fora do ambiente de trabalho.

É extremamente importante que as empresas despertem um olhar humanizado para cada um de seus colaboradores e se conscientizem que investir e olhar para seu capital humano (pessoas) é essencial e possibilita inúmeros retornos positivos para a organização.

Ainda são poucas as empresas que olham para o que acontece fora do ambiente de trabalho com seus colaboradores, principalmente quando o assunto se refere-se à violência contra as mulheres.

Uma pesquisa realizada pela Talenses Group, em parceria com a Rota VCM e o Movimento Mulher 360 (MM360), identificou que 68% das companhias acreditam que esse é um problema que deve ser encaminhado internamente, entretanto, a mesma porcentagem não possui políticas e ações para apoiar funcionárias vítimas de violência doméstica.

Tanto o RH, quanto os gestores precisam estar preparados e saber como agir nessas situações e o apoio é fundamental na ajuda ao colaborador.

É preciso iniciar um processo de mudança de cultura na empresa.

O primeiro passo é conscientizar gestores e líderes a se preocupar e olhar para cada colaborador com cuidado e verificar a possibilidade de sinais de abuso que suas colaboradoras possam estar sofrendo.
Nem sempre a queda na produtividade estará relacionada a desmotivação profissional e é possível que esse comportamento indique que o colaborador possa estar passando por problemas pessoais que tem interferido na sua vida profissional.

As empresas precisam iniciar um processo de sensibilização e treinamento das lideranças e equipe sobre o tema para que as vítimas se sintam seguras e possam buscar apoio e auxílio na própria empresa sem críticas ou julgamentos.

Não apenas o RH, mas as lideranças precisam estar preparadas e dispostas a olhar para o seu colaborador como um ser humano e transmitir a eles que podem encontrar na empresa e na sua liderança apoio e compreensão em relação as questões que não ocorrem apenas no ambiente de trabalho.

O colaborador precisa encontrar na liderança não só apenas um orientador em relação as atividades desempenhadas e saber que além da espera de resultados ele também pode encontrar na empresa um ambiente de apoio e compreensão nas suas questões humanas.

No caso do assédio além dos conflitos internos que a colaboradora enfrenta como o medo do agressor, existe a vergonha que muitas vezes a impede de falar sobre o assunto.
Em muitos casos pode até ocorrer que a vítima deixe o trabalho por medo do julgamento ou vergonha o que pode piorar ainda mais a sua situação.

É preciso muito cuidado ao tratar desse tema e a empresa tem que estar preparada para dar apoio psicológico para sua colaboradora, além de orientações ao que ela pode e deve fazer orientando sobre leis e criando políticas internas para acompanhamento dessa colaboradora.

É extremamente importante que a colaboradora se sinta segura e amparada pela empresa de forma a entender que embora a situação que ela vive não esteja ligada ao profissional e sim sua vida pessoal a empresa se preocupa e ela pode contar com o seu apoio.

Precisamos desmitificar a ideia de que “Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, principalmente quando falamos de violência e abuso contra a mulher.

Em uma sociedade que cada dia mais busca sua igualdade e direitos, onde falamos de empatia e olhar para o próximo é impossível não se ter uma visão cada vez mais humanizada dentro do ambiente corporativo.

Precisamos entender que cada colaborador é um bem extremamente valioso que deve ser cuidado e valorizado e que todo investimento pessoal é fundamental para o sucesso de toda organização.

Aline Pestana – Bela Urbana. Gerente Administrativa, com atuação na área financeira e Recursos Humanos. Mãe, esposa, cristã, de um coração enorme e sempre aberta a ouvir e ajudar o próximo. Tem como paixão decorar festas e organizar eventos. Não desperdiça uma oportunidade de viajar com a família e acredita que exemplo, momentos e lembranças é o que de mais valioso podemos deixar aos nossos filhos.

O ser humano cria uma corrida entre nações, entre empresas, entre institutos e pesquisas. Entre pessoas que não sabem que competem. Nosso paradigma é da competição. A competição por quem publica primeiro, inventa primeiro, vende primeiro, pensa primeiro, twita primeiro. Evoluímos com isso?

No início da nossa história, enfrentamos animais maiores, tempestades gigantescas e grande carestia. Era preciso nos mover de local em local atrás de sobrevivência. Muita energia para pouco resultado. Hoje temos conforto do delivery, conversamos a longas distâncias sem sair do lugar. Acumulamos energia em gordura e nossos inimigos são microscópicos, não os vemos. Apenas somos abatidos nessa competição pelo que não ganhamos, um tal mercado é quem lucra. Evoluímos afinal?

Acredito que se mandamos câmeras filmar astros distantes, ao passo que nosso olhar consegue detectar partículas sub-subatômicas para compreendê-las, porque não propor um paradigma oposto ao da competição, do lucro, da corrida pela dianteira? Porque não deixar fruir novos pensamentos que nos tornem mais unidos, solidários e colaborativos?

Ideias nos prendem conservando paradigmas de séculos atrás em áreas da ciência fundamentais como a sociologia, a economia, a cultura. Temos um preconceito (que nos é ensinado, lembre) que nos mantém presos a dicotomias, a oposições que competem, mas que não existem mais. Porque, então, não deixar a ciência humana tão livre como a ciência espacial para voar? Que banco (ou dono do mundo) que lucra com a covardia conservadora, apenas para não perder seu capital, num novo sistema humano de colaboração e partilha?

Acredite, pessoas estão pensando nisso agora e sendo caladas.

Não proponho a partilha do capital ou dos meios de produção (uma ideia de quase 200 anos atrás). Mas algo mais moderno: uma partilha da nossa vivência com a natureza, com os outros seres humanos, com o conhecimento que habita em nós em partículas, e que quando partilhado se torna a sabedoria divina. O conhecimento ancestral e fundante que é tão moderno quanto eficáz e que surge apenas nos seres desprovidos de competição e de lucro. Não há monstro gigante nem vírus microscópico que resista ao poder da união dos humildes. 

Comece você, partilhando nas redes o que tem de melhor. Faça uma live para sua rede e sorria para seus amigos. É simples ensinar o que você sabe e debater o que pensa. Comece e partilhe alguma cura. Nosso inimigo é nosso ego, que nos cega para o óbvio: Não temos, somos. E somos apenas juntos.

Pense nisso.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Tive uma longa conversa comigo… Não que isso seja inédito, pelo contrário. Vira e mexe eu me pego travando diálogos internos, trazendo para argumentação críticas e insights recolhidos das minhas experiências, também das artes, dos livros, das peças e das pessoas que eu ouço aqui e ali…
Mas, dessa vez a motivação é nova: isolamento social (imposto pela pandemia covid19).
De um lado, o medo. Do outro, a responsabilidade pelo coletivo. Ou, num rompante filosófico: EU e OS OUTROS.
Dizer também que esse dilema nunca me alcançou, não é verdade. Mas, tomá-lo agora como uma regra eleita e crucial para o bem estar da maioria, é novidade.
Eu me questiono, sem nenhum compromisso: Como ficam os desejos burgueses de dar rolê no shopping para olhar vitrines? E, emendo uma questão bem mais relevante: Como faço para proteger a mim e minha família sem prejudicar a diarista que depende desse dinheiro para sobreviver?
A resposta seria suspender o serviço e manter o pagamento – seria o justo se eu como prestadora de serviço, também tivesse garantidos meus rendimentos. Numa tacada, de relance, já tenho num contexto ultra restrito um enorme conflito, com várias fontes de angústias.
Sem apelar para o romantismo das lições que procuram o lado positivo dos grandes problemas, fico imaginando o vírus de origem oriental, de veloz multiplicação, rompendo continentes, sem cerimônias.
Mais do que encarar a nossa vulnerabilidade, física e emocional, me parece o caso de compreendermos, de uma vez por todas, que as fronteiras geográficas são tolices que supostamente nos mantêm seguros.
Ironicamente, nesses tempos em que pessoas são impedidas de circular entre países, sem comoção por situações de fome, guerra e domínios ditatoriais que produzem comboios de refugiados – rejeitados, açoitados, humilhados, – um ser invisível atravessa todas as barreiras, em todo o globo, por terra, água e ar, destruindo a saúde, a economia, a força de trabalho, a liberdade… Um vírus.
O mapa do mundo pelos olhos do Corona é um todo indivisível, como divertidamente Wislawa Szymborska diz em um poema: (mapas) “um mundo que não é deste mundo” e, no caso da pandemia não há nada de divertido, é triste e cruel.
Então, o que nos desperta a solidariedade e a empatia de hoje é o medo da contaminação?
É por medo e não por respeito ou responsabilidade que nos fechamos em nossas casas e é exatamente neste ponto que eu me deparo com as hipóteses levantadas por Freud no século passado, quando ele próprio travava suas batalhas ideológicas que opunham ego e mundo e concluiu que somos seres, essencialmente, egoístas e os outros são nossa cortina de fumaça.

Dany Cais – Bela Urbana, fonoaudióloga por formação, comunicóloga por vocação e gentóloga por paixão. Colecionadora de histórias, experimenta a vida cultivando hábitos simples, flores e amigos. 

Eu começo o dia lendo notícias ruins nos sites, na TV e logo em seguida, parto para minha energia diária…o site Só Notícia Boa…, lá mostra o lado bom de tudo, inclusive sobre este assunto e aí as informações ficam balanceadas…mas meu coração prefere terminar o momento de atualização “com notícias positivas…o dia fica bem melhor”!

Mas, estou em casa e a minha realidade é o que realmente importa.

Minha mãe de 83 anos em casa, filhos sem aula em casa e…de repente o WhatsApp toca. Era minha manicure confirmando o horário de amanhã.

Pensamento 1- Meu Deus, eu não posso ir, não posso fazer isso com minha mãe…será que seria perigoso pra ela? Será que eu seria culpada se eu passasse algo para ela? E meus irmãos? E minha família?

Pensamento 2- Puxa, como sou egoísta, eu é quem poderia levar o vírus pra minha manicure, afinal, ela tem uma mãe acamada e corre mais riscos do que a minha… Ela seria culpada por trabalhar? E o dinheiro dela no fim do mês? E se alguém da família dela pegasse de mim?

Pensamento 3- Nossa, será que preciso mesmo correr este risco? Eu não sei se tenho alguma coisa que ainda não apareceu.

Pensamento 4- E meus clientes? Vai aparecer minhas unhas sem fazer nas reuniões online?

Foi assim minha tarde, uma mistura de sentimentos…às vezes egoísta, às vezes com medo… e foi aí que o amor e a gentileza falou mais alto…

Comecei a pegar os ovos, a manteiga, o leite, a canela, a noz moscada, a ameixa, a farinha de trigo….misturei tudo…, mas achei ainda faltava alguma coisa especial…coloquei então castanhas e mel, que nem tinha na receita. Dei um toque final com fermento em pó, muito amor e bons pensamentos…

Em seguida, untei a forma e coloquei tudo lá dentro. Com o tempo, o cheiro foi se espalhando pela casa toda e todos perguntando que eu estava fazendo e a resposta foi… estava fazendo quarentena, cuidando da família (fiz dois) e fazendo gentileza!

Pode ser que enquanto você esteja lendo este texto, ainda tenha sobrado um pedacinho de bolo no salão da Paula…

Mas se quiser a receitas, me liga…a gente aproveita, bate um papo, você passa o tempo e minha quarentena em casa ficará ainda mais divertida!

Agora, sem unha bonita, mas com muita consciência e muita gentileza!

Roberta Corsi – Bela Urbana, coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva, para conhecer o movimento acesse https://www.facebook.com/movimentogentilezasim