Todos nós possivelmente conhecemos ou tivemos contato com uma mulher que já vivenciou violência doméstica ou viveu um relacionamento abusivo.

Esse tema que tem sido cada dia mais evidenciado em nossa sociedade é realidade há muitos anos e felizmente tem despertado uma voz para o combate contra esse tipo de experiência vivido dentro de muitos de nossos lares.

Um relacionamento abusivo é capaz de deixar marcas irreversíveis não só para a vítima, mas também nos filhos e familiares que muitas vezes convivem com este cenário.

Mas e quando a vítima está no nosso ambiente de trabalho?

Quando a vítima é a nossa colega de trabalho que todos os dias se senta ao nosso lado e compartilha as tarefas da empresa?
Quando a vítima é o seu liderado e você precisa que ele produza e dê resultados?
Qual o papel da empresa diante desse problema?

Ainda ouvimos muito “Que os problemas de casa ficam do lado de fora quando se chega na empresa e os da empresa não se levam para casa”.

Esse famoso jargão utilizado muitas vezes por chefes e profissionais é uma realidade totalmente ilusória quando falamos de pessoas.

É impossível deixar nossos pensamentos e esquecer nossos problemas num simples passo de mágico ao bater o nosso ponto e voltarmos a vida quando encerramos o nosso expediente.

Quando se vive um relacionamento abusivo, nenhuma mulher simplesmente deixará de lembrar da violência que sofreu e passar todo o período de sua carga horária sem pensar no que a espera ao retornar para casa no final do seu expediente.

Uma organização é feita de pessoas, pessoas que possuem seu gênero, classe social, crenças. Pessoas que tem sentimentos, que sofrem, que possuem seus problemas pessoais fora do ambiente de trabalho.

É extremamente importante que as empresas despertem um olhar humanizado para cada um de seus colaboradores e se conscientizem que investir e olhar para seu capital humano (pessoas) é essencial e possibilita inúmeros retornos positivos para a organização.

Ainda são poucas as empresas que olham para o que acontece fora do ambiente de trabalho com seus colaboradores, principalmente quando o assunto se refere-se à violência contra as mulheres.

Uma pesquisa realizada pela Talenses Group, em parceria com a Rota VCM e o Movimento Mulher 360 (MM360), identificou que 68% das companhias acreditam que esse é um problema que deve ser encaminhado internamente, entretanto, a mesma porcentagem não possui políticas e ações para apoiar funcionárias vítimas de violência doméstica.

Tanto o RH, quanto os gestores precisam estar preparados e saber como agir nessas situações e o apoio é fundamental na ajuda ao colaborador.

É preciso iniciar um processo de mudança de cultura na empresa.

O primeiro passo é conscientizar gestores e líderes a se preocupar e olhar para cada colaborador com cuidado e verificar a possibilidade de sinais de abuso que suas colaboradoras possam estar sofrendo.
Nem sempre a queda na produtividade estará relacionada a desmotivação profissional e é possível que esse comportamento indique que o colaborador possa estar passando por problemas pessoais que tem interferido na sua vida profissional.

As empresas precisam iniciar um processo de sensibilização e treinamento das lideranças e equipe sobre o tema para que as vítimas se sintam seguras e possam buscar apoio e auxílio na própria empresa sem críticas ou julgamentos.

Não apenas o RH, mas as lideranças precisam estar preparadas e dispostas a olhar para o seu colaborador como um ser humano e transmitir a eles que podem encontrar na empresa e na sua liderança apoio e compreensão em relação as questões que não ocorrem apenas no ambiente de trabalho.

O colaborador precisa encontrar na liderança não só apenas um orientador em relação as atividades desempenhadas e saber que além da espera de resultados ele também pode encontrar na empresa um ambiente de apoio e compreensão nas suas questões humanas.

No caso do assédio além dos conflitos internos que a colaboradora enfrenta como o medo do agressor, existe a vergonha que muitas vezes a impede de falar sobre o assunto.
Em muitos casos pode até ocorrer que a vítima deixe o trabalho por medo do julgamento ou vergonha o que pode piorar ainda mais a sua situação.

É preciso muito cuidado ao tratar desse tema e a empresa tem que estar preparada para dar apoio psicológico para sua colaboradora, além de orientações ao que ela pode e deve fazer orientando sobre leis e criando políticas internas para acompanhamento dessa colaboradora.

É extremamente importante que a colaboradora se sinta segura e amparada pela empresa de forma a entender que embora a situação que ela vive não esteja ligada ao profissional e sim sua vida pessoal a empresa se preocupa e ela pode contar com o seu apoio.

Precisamos desmitificar a ideia de que “Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, principalmente quando falamos de violência e abuso contra a mulher.

Em uma sociedade que cada dia mais busca sua igualdade e direitos, onde falamos de empatia e olhar para o próximo é impossível não se ter uma visão cada vez mais humanizada dentro do ambiente corporativo.

Precisamos entender que cada colaborador é um bem extremamente valioso que deve ser cuidado e valorizado e que todo investimento pessoal é fundamental para o sucesso de toda organização.

Aline Pestana – Bela Urbana. Gerente Administrativa, com atuação na área financeira e Recursos Humanos. Mãe, esposa, cristã, de um coração enorme e sempre aberta a ouvir e ajudar o próximo. Tem como paixão decorar festas e organizar eventos. Não desperdiça uma oportunidade de viajar com a família e acredita que exemplo, momentos e lembranças é o que de mais valioso podemos deixar aos nossos filhos.

O ser humano cria uma corrida entre nações, entre empresas, entre institutos e pesquisas. Entre pessoas que não sabem que competem. Nosso paradigma é da competição. A competição por quem publica primeiro, inventa primeiro, vende primeiro, pensa primeiro, twita primeiro. Evoluímos com isso?

No início da nossa história, enfrentamos animais maiores, tempestades gigantescas e grande carestia. Era preciso nos mover de local em local atrás de sobrevivência. Muita energia para pouco resultado. Hoje temos conforto do delivery, conversamos a longas distâncias sem sair do lugar. Acumulamos energia em gordura e nossos inimigos são microscópicos, não os vemos. Apenas somos abatidos nessa competição pelo que não ganhamos, um tal mercado é quem lucra. Evoluímos afinal?

Acredito que se mandamos câmeras filmar astros distantes, ao passo que nosso olhar consegue detectar partículas sub-subatômicas para compreendê-las, porque não propor um paradigma oposto ao da competição, do lucro, da corrida pela dianteira? Porque não deixar fruir novos pensamentos que nos tornem mais unidos, solidários e colaborativos?

Ideias nos prendem conservando paradigmas de séculos atrás em áreas da ciência fundamentais como a sociologia, a economia, a cultura. Temos um preconceito (que nos é ensinado, lembre) que nos mantém presos a dicotomias, a oposições que competem, mas que não existem mais. Porque, então, não deixar a ciência humana tão livre como a ciência espacial para voar? Que banco (ou dono do mundo) que lucra com a covardia conservadora, apenas para não perder seu capital, num novo sistema humano de colaboração e partilha?

Acredite, pessoas estão pensando nisso agora e sendo caladas.

Não proponho a partilha do capital ou dos meios de produção (uma ideia de quase 200 anos atrás). Mas algo mais moderno: uma partilha da nossa vivência com a natureza, com os outros seres humanos, com o conhecimento que habita em nós em partículas, e que quando partilhado se torna a sabedoria divina. O conhecimento ancestral e fundante que é tão moderno quanto eficáz e que surge apenas nos seres desprovidos de competição e de lucro. Não há monstro gigante nem vírus microscópico que resista ao poder da união dos humildes. 

Comece você, partilhando nas redes o que tem de melhor. Faça uma live para sua rede e sorria para seus amigos. É simples ensinar o que você sabe e debater o que pensa. Comece e partilhe alguma cura. Nosso inimigo é nosso ego, que nos cega para o óbvio: Não temos, somos. E somos apenas juntos.

Pense nisso.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Tive uma longa conversa comigo… Não que isso seja inédito, pelo contrário. Vira e mexe eu me pego travando diálogos internos, trazendo para argumentação críticas e insights recolhidos das minhas experiências, também das artes, dos livros, das peças e das pessoas que eu ouço aqui e ali…
Mas, dessa vez a motivação é nova: isolamento social (imposto pela pandemia covid19).
De um lado, o medo. Do outro, a responsabilidade pelo coletivo. Ou, num rompante filosófico: EU e OS OUTROS.
Dizer também que esse dilema nunca me alcançou, não é verdade. Mas, tomá-lo agora como uma regra eleita e crucial para o bem estar da maioria, é novidade.
Eu me questiono, sem nenhum compromisso: Como ficam os desejos burgueses de dar rolê no shopping para olhar vitrines? E, emendo uma questão bem mais relevante: Como faço para proteger a mim e minha família sem prejudicar a diarista que depende desse dinheiro para sobreviver?
A resposta seria suspender o serviço e manter o pagamento – seria o justo se eu como prestadora de serviço, também tivesse garantidos meus rendimentos. Numa tacada, de relance, já tenho num contexto ultra restrito um enorme conflito, com várias fontes de angústias.
Sem apelar para o romantismo das lições que procuram o lado positivo dos grandes problemas, fico imaginando o vírus de origem oriental, de veloz multiplicação, rompendo continentes, sem cerimônias.
Mais do que encarar a nossa vulnerabilidade, física e emocional, me parece o caso de compreendermos, de uma vez por todas, que as fronteiras geográficas são tolices que supostamente nos mantêm seguros.
Ironicamente, nesses tempos em que pessoas são impedidas de circular entre países, sem comoção por situações de fome, guerra e domínios ditatoriais que produzem comboios de refugiados – rejeitados, açoitados, humilhados, – um ser invisível atravessa todas as barreiras, em todo o globo, por terra, água e ar, destruindo a saúde, a economia, a força de trabalho, a liberdade… Um vírus.
O mapa do mundo pelos olhos do Corona é um todo indivisível, como divertidamente Wislawa Szymborska diz em um poema: (mapas) “um mundo que não é deste mundo” e, no caso da pandemia não há nada de divertido, é triste e cruel.
Então, o que nos desperta a solidariedade e a empatia de hoje é o medo da contaminação?
É por medo e não por respeito ou responsabilidade que nos fechamos em nossas casas e é exatamente neste ponto que eu me deparo com as hipóteses levantadas por Freud no século passado, quando ele próprio travava suas batalhas ideológicas que opunham ego e mundo e concluiu que somos seres, essencialmente, egoístas e os outros são nossa cortina de fumaça.

Dany Cais – Bela Urbana, fonoaudióloga por formação, comunicóloga por vocação e gentóloga por paixão. Colecionadora de histórias, experimenta a vida cultivando hábitos simples, flores e amigos. 

Eu começo o dia lendo notícias ruins nos sites, na TV e logo em seguida, parto para minha energia diária…o site Só Notícia Boa…, lá mostra o lado bom de tudo, inclusive sobre este assunto e aí as informações ficam balanceadas…mas meu coração prefere terminar o momento de atualização “com notícias positivas…o dia fica bem melhor”!

Mas, estou em casa e a minha realidade é o que realmente importa.

Minha mãe de 83 anos em casa, filhos sem aula em casa e…de repente o WhatsApp toca. Era minha manicure confirmando o horário de amanhã.

Pensamento 1- Meu Deus, eu não posso ir, não posso fazer isso com minha mãe…será que seria perigoso pra ela? Será que eu seria culpada se eu passasse algo para ela? E meus irmãos? E minha família?

Pensamento 2- Puxa, como sou egoísta, eu é quem poderia levar o vírus pra minha manicure, afinal, ela tem uma mãe acamada e corre mais riscos do que a minha… Ela seria culpada por trabalhar? E o dinheiro dela no fim do mês? E se alguém da família dela pegasse de mim?

Pensamento 3- Nossa, será que preciso mesmo correr este risco? Eu não sei se tenho alguma coisa que ainda não apareceu.

Pensamento 4- E meus clientes? Vai aparecer minhas unhas sem fazer nas reuniões online?

Foi assim minha tarde, uma mistura de sentimentos…às vezes egoísta, às vezes com medo… e foi aí que o amor e a gentileza falou mais alto…

Comecei a pegar os ovos, a manteiga, o leite, a canela, a noz moscada, a ameixa, a farinha de trigo….misturei tudo…, mas achei ainda faltava alguma coisa especial…coloquei então castanhas e mel, que nem tinha na receita. Dei um toque final com fermento em pó, muito amor e bons pensamentos…

Em seguida, untei a forma e coloquei tudo lá dentro. Com o tempo, o cheiro foi se espalhando pela casa toda e todos perguntando que eu estava fazendo e a resposta foi… estava fazendo quarentena, cuidando da família (fiz dois) e fazendo gentileza!

Pode ser que enquanto você esteja lendo este texto, ainda tenha sobrado um pedacinho de bolo no salão da Paula…

Mas se quiser a receitas, me liga…a gente aproveita, bate um papo, você passa o tempo e minha quarentena em casa ficará ainda mais divertida!

Agora, sem unha bonita, mas com muita consciência e muita gentileza!

Roberta Corsi – Bela Urbana, coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva, para conhecer o movimento acesse https://www.facebook.com/movimentogentilezasim 

Quando a epidemia do Covid-19 virou pandemia, uma de minhas filhas me perguntou o que era isso e eu como sempre fui ao dicionário buscar primeiro o significado da palavra para começar a explicar a ela, ao ler, fui me dando conta da amplitude de significados para nossa vida aqui no Brasil, com tantas notícias sobre o Corona vírus já sabíamos que outras nações estavam sofrendo seus efeitos de maneiras devastadoras porém era lá, não aqui, não ainda; os dias foram passando e as mudanças para nós aqui começaram, as escolas fecharam, todos os dias uma nova providência a ser tomada, o clube fechou, os parques públicos fecharam, os shoppings vão fechar, a instrução é o isolamento social, as crianças estão sem aula desde o dia 16/03 e ainda no fim de semana uma amiga da minha filha veio dormir aqui em casa e depois no domingo foi a vez da minha filha dormir na casa dela, na segunda-feira já começamos a entender melhor o quê significa isolamento social, portanto expliquei para minhas filhas que não estavam de férias e não era feriado forçado, que as amigas não poderiam mais vir em nossa casa e nem elas saírem para a casa das amigas, as coisas têm acontecido muito rápido, fui ao supermercado bem cedo ontem e encontro filas e filas quando antes no mesmo horário estava vazio, o álcool gel sumiu das prateleiras, apenas alguns dias antes comprei 500ml por R$ 13,00 e agora após muito procurar encontrei em uma farmácia 200ml por R$ 20,00, fui ao hortifruti e não tinha batata, e nem para repor, nunca vi isso em todos esses anos que frequento esse lugar, vi pessoas com máscara e pessoas se afastando das outras, obviamente seguindo as instruções para evitar o contágio, vi medo em meu olhar, vi medo do olhar dos outros.

Ao ouvir um áudio da irmã de uma amiga que vive na Itália, tive um momento de pânico, ela descrevia um cenário de guerra que só vi em filmes até hoje e não era uma notícia falsa, não era filme, o marido dela têm que preencher um formulário e entregar em um posto policial todos os dias quando sai para trabalhar pois todos estão isolados e precisam de autorização para sair de casa, o supermercado recebe apenas 5 pessoas por vez e os outros fazem filas do lado de fora, todos de máscaras e luvas, chegam a esperar duas horas para entrar, durante esses últimos três dias tenho tentado respirar conscientemente várias vezes ao dia para controlar os pensamentos em minha cabeça, sou duas o tempo todo: uma que faz suas atividades normalmente, cozinha, paga contas, limpa a casa, conversa com marido e filhas, cumpre sua rotina de isolamento imposto e a outra que percebe como um vírus parou o mundo e se desespera ao pensar nos desdobramentos, nos efeitos a curto e longo prazo na economia mundial,  as empresas que não resistirão ao impacto disso, as agências de viagem que vão falir, os pequenos empresários que demitem funcionários diariamente, os restaurantes que irão fechar, enfim, um efeito dominó que pela primeira vez em minha vida sou testemunha e tento manter minha sanidade mental para não transmitir esse sentimento às minhas filhas para fingir que apesar da nossa vida ter mudado tanto, tudo está bem quando sei que não, nada está bem, é um momento de pouco controle e por isso sei que é imprescindível manter a sanidade mental, buscar a qualquer custo a serenidade, cada um à sua maneira e fazer a minha parte, cumprir as regras de higiene e de isolamento social dentro do possível e ter esperança em dias melhores, ter fé que algo há a aprender em toda e qualquer situação e seguir adiante por mais um dia, tentar focar em tudo o que posso ser grata em cada dia e não sair como uma louca para buscar papel higiênico e álcool gel em todos os supermercados que encontrar.

Percebo quão frágil podemos nos tornar perante a um vírus, perante a tragédia, percebo como a falta de controle sobre uma situação nos desestabiliza e percebo também a força que temos quando nos agrupamos todos com o mesmo objetivo, outras nações provaram isso como Taiwan, que foram eficientes em controlar o vírus, cada um fazendo um esforço individual, nunca vi uma situação de isolamento se tornar o elo de união entre as pessoas, todos combatendo um vírus e essa lição é a que quero manter em minhas experiências, quero crer que o velho clichê funciona sim, que juntos somos mais fortes, o ser humano precisa de outro para viver, ser feliz e prosperar, isolados sim, sozinhos nunca. Tenho fé que sairemos fortalecidos dessa situação extrema, isso também é aceitar a dádiva de estarmos vivos, aceitar os altos e baixos e fortalecer nossa resiliência.

Eliane Ibrahim – Bela Urbana, administradora, professora de Inglês, mãe de duas, esposa, feminista, ama cozinhar, ler, viajar e conversar longamente e profundamente sobre a vida com os amigos do peito, apaixonada pela “Disciplina Positiva” na educação das crianças, praticante e entusiasta da Comunicação não-violenta (CNV) e do perdão.

O movimento do amor.

Que misterioso é o movimento do amor.

Sentimento que não se explica.

Dimensão que não se vê.

Força que não se mede.

Ele esta em todo lugar e em lugar algum.

Provoca dores mas também cura feridas.

É um sentimento, uma energia ou um movimento?

Algo acontece quando o amor chega. 

Quando toca cada ser vivo. 

Há um movimento do amor.

Ele pode mudar atitudes, gestos e transformar. 
Sentimento que envolve as pessoas, une e comove. 

É empatia é altruísmo…

É vida.

É amor.

Sentimento que quando intenso, dói. 

A sua ausência corrói. 

O amor é Capaz de mover montanhas e mudar as estações.

Esquenta no frio e congela no calor. 

O amor não tem Explicação. 

Ele esta na palavra dita. Está nas promessas. Está nos olhos. Está nos gestos. No ar que respiramos. Na natureza.Na vida. Em Deus.

Faz suspirar e chorar. Faz cativar. Faz doar.

Misterioso sentimento.

Sentimento puramente humano que contagia, penetra e transborda.

Misterioso sentimento Movimento. O amor. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “





Me encanta a fala profunda, além dos clichês e estereótipos, o diálogo. Me encanta o olhar acolhedor e aberto. O ouvido atento ao outro e o gesto gentil. Me encanta o pensamento no coletivo antes do individual. O trato como sujeito e não objeto. A moderação das ideias e ideologias nas visões de mundo, afinal, todas são úteis.

Me encanta a poesia no pensamento, a beleza no coração e a verdade nos lábios de quem é solidário. O balanço de um cabelo livre das amarras da mente, das cores, da idade que reflete a cabeça aberta que os porta. Me encanta o andar firme e seguro de quem não deve nada a ninguém e a resposta pronta para quem condena. Quem luta pelo bem do mundo. Quem não se prende aos fetiches do consumo, das coisas, das modas.

Me encanta a liberdade de quem voa para dentro de si como um Concorde. A liberdade de quem pensa, não apenas sente. E pensa no bem, não no ódio. Quem sente o bom, não a maldade. Me encantam as mãos abertas e dadas. O corpo no formato que for, na cor que for, na idade que for.

Pareço exigente, mas é o mínimo que deveríamos cultivar. Apenas sinto que deveria me esforçar mais, pois estou aquém de minhas pretensões. O mundo merece sempre mais, e eu mereço ser correspondido na medida do que aprendia a ser. Apenas isso. 

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Eu gosto muito de gente…

De conhecer gente, de conversar com as pessoas,  de ajudá-las, de ouvi-las e de estar junto. Mas o que mais me encanta mesmo são as “gentes crianças”.

Me encanta poder colaborar com o desenvolvimento delas. Me encanta a pureza. Me encanta a alegria. A energia que vem delas me encanta.

Fazendo as contas são mais de 40 anos junto a elas…. Me encantando a cada dia. São filhos, alunos, sobrinhos, primos e netos. Crianças.

Me encanta saber que em algum lugar vou encontrar com elas. Mesmo que eu não as conheça,  me encantam.

Me encantam quando nossos olhos se cruzam de dentro do carro,
no ônibus, na rua. Me encanta o abraço quando chego ao trabalho. Me encanta receber a florzinha colhida na calçada. Me encanta o desenho caricaturado, sem perna, nem braço…E sou eu!

Me encanta a espontaneidade ao dizer que me amam ou que me acham linda. Para elas eu sou a princesa do castelo.
Me encantam quando após um limite ou uma bronca, elas vem com o sorriso do agradecimento.

Criança sabe, sem saber falar. Criança sente, sem saber dizer. Criança sofre sem demonstrar. 
Quando estou com elas, não há problemas, nem medos. Há vida, latente…. Há vida fresca e pronta para vibrar. Há energia no ar. Há brilho no olhar. 

O que me encanta também é a criança que existe dentro de cada ser humano.

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Quem mais poderia ser

Que tais linhas há de tecer

Em meio ao conturbado dia

Que ainda presa pela harmonia

Que encanta a todos com alegria

E tenta de tudo rir e torcer

Que melhor possa ser o próximo amanhecer

Sem métrica

Sem estética

Só com a boa intenção

Uma rima, um sorriso

Um coração

Como uma oração

Como o saltimbanco e sua canção

Como um amador

No anseio de ser professor

Da arte de articular

Prosa para comunicar

Nada que o devaneio

Que o inútil anseio

Podia vir a passar

E tempo gastar

Sem mais esperar

A hora de se despedir

Ir para casa e enfim dormir

 

Sonhar, sonhar, sonhar

Ao amanhecer acordar

Tudo recomeçar

Criar, criar e recriar

A mesma rotina de enrolar

Até a hora chegar

De novamente se despedir

Ira para casa e enfim dormir

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

 

Dizem que tem pessoas que tem foco no problema e tem outras que tem foco na solução. Penso que tem horas que o que falta mesmo é o foco.

Se falta o foco tudo desfoca. É preciso lentes novas para ver nítido. É preciso descobrir o grau. Não adianta qualquer lente.

O grau do problema. O grau da miopia. O grau seja lá do que for.

Saber ajuda a resolver. Saber ajuda a encontrar o foco.

Depois que achar o foco, aí sim, você decide: Foco no problema ou foco na solução?

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza. Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)