Vida é cor

E cor é

Vivenciar o amor

Dando o calor

E o olor

Necessário…

Para não sentir dor

Quando o teu amor

Se for

Vida é permanente cor!!

Amor num sempre nada localizado…

Amor desprende tudo que for ressabiado…

Amor coloca o avesso do outro lado…

Amor tem apreço muito bem revelado…

Amor nos capacita a ser amado!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Ao nascer,

Mordeu o cordão umbilical.

Ao invés de chorar,

Bateu no doutor.

Foi crescendo inconsequente

A mãe morria de vergonha,

Ainda criança ele bebia,

Fumava e usava entorpecente.

Seu pai se matava em serão,

Não havia arroz que desse

Para larica infinita

do moleque doidão.

Na adolescência

Destruía corações.

Humilhava os poucos amigos,

Maltratava as suas paixões.

Na fase adulta

não parava com mulher

Ninguém suportava o

Mau humor do biruta.

O tempo foi passando

E ele foi amargurando

A estricnina, o próprio fel.

Inseguro, raivoso e infiel.

Nem um pouco se arrependia

Achava justa a perfídia que fazia

E apoiava esse jeito destemperado

Pra ele o mundo tinha que ser abestalhado

Porém ao morrer,

Não teve nenhum homem

Que levasse seu caixão.

E os vermes do cemitério

Se encarregaram da função.

E a seis palmos e não sete, foi enterrado.

Fazendo menção ao Beu Zebu,

Por tudo que fizera quando encarnado.

Achando certo pregar em.vida o mundo cão.

Por mérito, eternamente ficara enterrado.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

… O corpo é sempre uma reserva pessoal.

… A pessoa reservada é uma forma natural.

… A dor presente em corpos doentes é normal.

… O clamor pela vida precisa ser substancial.

… A carência prevenida não tem taxa preferencial.

… A alma pré-aquecida deve ser sempre presencial.

… O corpo é a vivência na realidade de nossa sobrevida!!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

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As vezes? Muitas.

Quem não? Quem sim?

Quem quer? Você e eu.

Em todas as línguas. Misturadas.

Tudo. Eu e tu. Nós.

Vós? Querem também.

Eles? Dizem as vezes.

Mas nós queremos muitas.

PS.: Eu amo você.

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

 

Acordei sem força mental e, como de costume rumei ao berço

que me acolhe sem perguntas ofensivas.

A tela que me é trivialista (criei) coloca-me num dentro tão real
que faz um bordel dentro de minha mente cordelista (criei),
quando a pipoca de palavras ficam ardente e se submetem à

revista, de minha mente surrealista!

E no rever aos causos de um ontem, rebato-me com uma nova
história de Lampião e claro de uma Maria Bonita!
Dei-me ao que falar… Sem receios iniciei um bordar sem
bastidor de cortes e sem clemência de meu pensar!
E viajei na tomada de curso deste acordar!

E vibrei em meu cangaço, dentro da liturgia que sei de meu
regaço, encontro-me assediada pela utopia de que Rei foi
Lampião e que rainha empoderada tenha sido Maria!

Ledo pensar ou credo demais nesta

Literatura cordelista sobre os anos 30, quando o cangaço
surgiu traçando uma nova e pioneira cruel vida, e despojando

arrimo bem a mais do que a causa prometida!
Virgulino-me (criei) diante da nova história apresentada em
prosa do Historiador Frederico Pernambucano de Mello e
Bonitato-me (criei) em Maria diante da Jornalista Adriana
Negreiros – os dois chegam com livros abusados sobre as leis
desta torturante abertura de Lampião e seu reinado de

aprovação ou não!
Penso e re…penso sobre:

Poesias enlaçadas em meu cangaço
Palavras impregnadas em teu regaço
Pensares narcotizados em meu abraço
Provérbios mistificados em teus relatos
E no bastidor Tu Lampião e Eu Maria
Na obra ricamente bordada de nosso laço!
… E meu pensar extrapola e, sigo pensando sobre as
modas de hoje em dia, num século em que o corpo
enuncia demandas que nada têm sobre as Marias que
somos… E as Marias seguem e não precisam mais ser

vistas SOMENTE Bonitas!

Pois, aquelas que se abandonam em seus internos
espelhos, movidas pela virtual hegemonia tribal de que
tem que estar tudo igual… ficam sem o “lampião”
para que observem o iluminado desejo após suas
necessárias transformações e melhor grafitando suas
mutações diante do espelho desta sociedade do:

Eu tenho… Eu posso e por isso?

EU SOU BONITA!

E neste instante atrevo-me a bradar sobre a
capacidade de brindar- me em somente Maria, que
todas somos, dentro de nossa feminilidade!

Maria Bonita feminista?

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Irão nos interceptar, estudar e captar nosso silêncio.
Serão estrategicamente contraditórios para nós derrotar.
Mudarão suas táticas para nos confundir, cooptar.
Sem perceber, saberemos ser flexíveis, surpreendentes,
Alterando nossa rota, sempre opostas as rotas deles.

Onde não estão, estaremos.
Onde estiverem, estaremos.
Onde são queridos, seremos amados.
Onde são temidos, seremos força.
Onde são confusos, somos simples e óbvios.
Onde são óbvios, seremos poesia.

Eles serão ardilosos e nós seremos nós:
Seremos jovens e rápidos, espertos e sorridentes.
Seremos o que nos caberá ser a cada momento,
Pragmáticos no agir, firmes no querer.
Sangraremos, cairemos e sofreremos na alma,
Mas não em vão, se o fizermos por nós,
nosso bem, o bem de todos.
Pois faremos.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Há beleza no não criado
Uma beleza que não se vê
Mesmo que não acredite no belo
Ainda é belo o que não se crê
O fato ainda não feito
O beijo ainda não dado
O desejo ainda não realizado
TODA a sua vontade e potência
Colocado no vasto vazio não preenchido
A Linguagem do Vazio
Mas ao mesmo tempo
E nem sempre no mesmo momento
Há destruição e tragédia
Onde antes havia nada
No local onde sorria a fada
Soa o chicote e finda-se a comédia
E ali a beleza ainda esta
Seja na flor não pisoteada
Ou no sorriso grande e cruel
Na inocência retirada
Ali ainda haverá quem acredite no céu

A beleza é completa por si só
Mesmo em meio ao horror
Acreditam no horror do vazio
E ao mesmo tempo na força do amor
Os mortais tolos
Os imortais senis
Mesmo aqueles que ninguém diz
Entre aqueles que pensam pouco
Naqueles que pensam no além mais
Os letrados e os não doutores
Sempre haverá os que buscam ser feliz
Existe a beleza no sofrimento
Nas marcas e nos gritos de agonia
O capataz que não pensa
Ao estalar o chicote
A força daquele que aguenta
E o sussurro de “quero mais”
O belo ainda ali existe
As vezes não observado
E muitas vezes jamais notado
Mas perpétuo no jamais.

A hora é de fazer diferente, fazer junto e fazer melhor:
Se controlam pela crise: nos enxergamos que não há crise.
Se controlam pelo medo, mostraremos coragem inabalável.
Se governam para poucos, somo a grande união dos pequenos.
Se governam com o ódio, mostraremos amor e partilha.
Se governam pelo dinheiro, seremos os valores impagáveis.
Se governam com elites, mostraremos os dons da plebe rude.

Se usam linguagem truncada, confusa, exagerada e má,
falaremos de forma simples como o povo fala e entende.
Se fecham a cara, abrimos o sorriso maroto.
Se são ignorantes, somos um rincão de sapiência.
Onde gritam, sussurramos com afagos.
Se estão em uma bolha, estaremos em todo ar.
Se prezam pelo império, seremos a cidadela fortificada.

Pois se tudo que querem é poder e dinheiro,
Queremos uns aos outros, a felicidade.
Queremos mais e melhor, como nunca na história!

E sabemos, não precisamos deles para tal,
Pois entre nós teremos tudo que precisamos.
Se precisam do arrocho, temos a partilha abundante.
Onde criam inimigos, vemos amigos, vemos os iguais.
Se dão respostas duras, faremos cada vez mais perguntas
E perguntando, saberemos que suas respostas divergem
E divergindo, racharão, cairão, abrirão espaço para quem as responda.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Foto Crido: Gilguzzo/Ofotografico

 

 

 

Está… tu (s) Presente?

Claro #presente que sua presença encanta e canta nos afiançando um som reverberante e bem afinado! E por meio do tom de seus passos que através… sam qualquer ambiente, sendo dentro ou fora de seu espaço!

Está… tu (s) presente?

Claro #presente que sua presença cantada espanta com o tom estruturado e, encanta a mente do curso que insano tenta continuar manipulando a feminina gestão!

Está… tu (s) presente?

Claro #presente que na pré-concepção de valores do entrave machista, engloba no virtual certo plano do entrave feminista, quando uma locução se transforma em uma louca ação por parte deste tom intenso, sem panelas, mas… com lenços de seda pura! Em nosso estar está… tu (s) e eu… e claro todas nós… vós e elas!

Por isso pergunto eu: Está… tu (s) presente?

Claro! Todas nós somos uma presença marcante na sala, na mesa, no banheiro, no quarto, na cozinha, no corredor, na escola, no trabalho, na praia, na cidade, no campo, no carro, no trem, no ônibus, no metrô, na bicicleta, a pé, no túnel, no centro comercial, no centro industrial, no centro autônomo, na causa saúde, na causa financeira…

Na feira… na eira… na beira!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

 

 

Esperam de nós grandes atos, passeatas
Para lançarem seus cães de aluguel
Mas estaremos nas casas, falando, debatendo
Apoiando e resistindo, à espera da hora certa.

Esperam de nós como nos tempos passados,
Mas sabemos: hoje é diferente, somos novos!
Se aproveitam que tudo está nas redes, virtual e publica.
Estaremos no particular de cada um, de um em um, coordenados.

Novas atitudes teremos, sem que possam controlar.

Esperam de nós raiva, fúria e caras pintadas, fechadas.
Não seremos alvos de tiros, da borracha no olho, ódio no coração.
Ninguém soltará a mão de ninguém, e todos dançaremos
A mais bela canção da liberdade. Nisso hino.

Somos todos necessários, do mais brando ao mais radical.
Inspirados e inspirando, honrando cada qual sua função.

Seremos o melhor da alma humana, no Mundo, no Brasil.
Seremos para além de resistentes, motores inspiradores.

Pois inspirar arrasta mais que convencer.

Inspirar é ser o que a nação precisa, anseia.
E não apenas discurso, curtida e postagem.
Inspirar é luta ganha. Inspire, transpire.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Foto Crido: Gilguzzo/Ofotografico