Eu e ele

Eu sou lua e ele é terra

Eu gosto de sal e ele de açúcar

Eu sinto o frio e ele calor

Eu gosto de comer vegetais e ele de comer animais

Ele metódico, eu livre

Ele é touro e eu áries

Ele mais preocupado com finanças, eu menos….diria…bem menos

Eu emoção, ele razão

Eu riso solto e ele preso

Ele exatas e eu humanas

Eu verão, ele inverno

Eu praia e ele montanha

Eu bagunça e ele organização 

Desafiamos todas as probabilidade e expecativas, dos inimigos  claro,  de que não daria certo…

Aqui estamos! 41 anos juntos

Uma vida vivida em companhia do diferente

Desafio? 

Aceitação?

Tolerância? 

Não, amor. Pra mim, o verdadeiro. 

Prova de que Amar só se define com veracidade quando para isso temos que: somar, respeitar e aceitar. 

Sorte?

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “


Não devo questionar?
Mas resposta é sempre a procura maior!
Certamente queremos encontrar o caminho,
essa trilha que nos encoraja,
que nos permite acreditar…
sem perguntas, sem dúvidas.
Somente a certeza da busca,
do brilho da estrela, do sol,
da esperança da vida.
Querer ser alguém…
Procurar o melhor.
Ter o necessário.
Ser o necessário…
Completo, pleno.
Momentos de felicidade,
intensos ou não.
Permitir-se…
Permitir o outro.
Ajudar, abrigar, acalentar a mão amiga,
o ombro que apoia,
as sábias palavras
em momentos difíceis… E também,
o oportuno silêncio que indica verdades.
Seguir por um caminho de luz…
E ser alguém de luz!

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Já foi no quarto

que ela deixou as dores do parto.

Vem sempre escondida a dor

no desabrochar do seu sorriso em flor.

É no odor do agrume que ela cura o amertume.

A depressão é esquecida

na sua lágrima escondida.

No perfume da criança,

ela renova a esperança.

Na decoração,

ela disfarça a união.

Na comida, 

ela traz sempre a vida.

Mesmo cansada

ela produz com mãos de fada.

Na profissão,

vê sua oportunidade de expansão.

Entre inúmeros ir e vir,

ela nunca vai desistir.

Toda tragédia 

ela faz virar logo comédia.

Na oração,

ela cura seu angustiado coração.

Seu descanso

é só o preparo para um novo avanço.

Em cada amanhecer,

ela te ajuda a crescer.

E assim é o dia,

a jornada de cada Mãe Maria.

Viviane Hilkner – Bela Urbanapublicitária (PUCC) e Profissional de Marketing (INPG). Atuou na área, no Brasil, em agencias de publicidade e meios de comunicação, e, na Itália, em multinacionais no Trade Marketing e Brand Development & Licensing. Morando na Suiça, mudou seu estilo de vida e apaixonou-se pela prática de Hatha Yoga. Ansiando compartilhar esta prática e sabedoria milenares, forrnou-se professora.Atualmente, ensina no Centre Kaizen e no Club de Yoga da Associação de Esportes e Lazer da Nestlé.Organiza Workshops e Retiros de Yoga na Suíça e no exterior, principalmente, na Grécia.Sua profissão tornou-se hobby e seu hobby, sua profissão.

Vivo duas vidas
Cinco vidas
Oito se precisar
Nenhuma vida
sabe da outra
E vez ou outra
Tento eu disfarçar
E fingem acreditar

Uma no bar
Outra no mar
No labor ou casa,
Liceu ou praça
Material ou virtual
Cada vida me traz
Um prazer especial

Cada uma das vidas
me completa de certo
Não se harmonizam
Cada uma das vidas
Me conforta o peito
Mas não completam

Deveria assumir uma
Eu sei, mas tenho medo
Pois uma apenas é finita
Sendo assim incompleta
Teria eu de ser adulto cedo?

E viver a incompletude
Sem culpar ninguém
Ou cobrar de alguém
Que por mim, mude?

Deveria eu aprender
Que sofrer é crucial
Para poder crescer?

Deveria eu experimentar
Viver como os outros, amar?

E deixar de autosabotar?

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Temos uma  grande contradição,

o problema nunca foi a causa pequena,

focamos nas causas de maior dimensão,

mas o pequeno nos levou à quarentena.

Quase perdemos o nosso rumo,

igual barco à deriva,

como fica o consumo,

na restrição  à  nossa  vida?

Como tudo tem várias perspectivas,

começam logo as iniciativas,

mãe, pai, filho e filha,

juntos no almoço de família.

Que boa chance para nos unir,

mas sempre tem a diferença,

vi que a briga não compensa,

pois não tem para onde fugir.

A casa em ordem é rotina,

se lava até poltrona  e cortina,

mas dá vontade de bater “asa”,

com todo esse  trabalho  de uma casa.

Quem já morou num apartamento,

conhece  a brisa do vento,

 mas como alivia o “stress”,

um palmo de terra para os pés.

Na casa se vê mais defeitos,

pedreiros  deram aqueles  jeitos,

 até  casais apontam (entre si) manias,

que antes  sumiam na dinâmica dos dias.

Olhando todos os dias pela janela,

vemos  que a natureza está mais bela,

mas ainda não vamos  pra galera,

assim nos conformamos  sozinhos,

pois assim também vivem os vizinhos.

Acostumados a pisar fundo,

agora o limite é a esquina,

diferencial será a disciplina,

para continuarmos bem neste mundo.

Rainer Friedrich Hinnebusch – Belo Urbano, professor aposentado de Língua Alemã. Gosta de harmonia, inclusive na língua falada.

Desnuda de tudo
Do brilho
Da alegria
Do quintal cheio
Da vida corrida
Do cesto que transborda
Do cansaço físico
Das risadas altas
Abraços apertados
Amores antigos
Amigos espalhados
Da Cidoca gritando
Do corpo dançando
Da mente sonhando
Da grama alta
Do cheiro da segunda
Da preguiça do domingo

Desnuda de tudo!

( As tentativas de transformar a angustia em poesia, as olheiras e todas as marcas em histórias)

Carol Oliveira – Bela Urbana, chef de cozinha, mãe de 3 filhos. Adoro escrever sobre o dia dia real. Inspirada pelas fotos do meu marido… Sigo tentando ver poesia e arte nesse momento de tanta angustia e medos!

Foto Ricardo Lima


Máquinas que me ouvem
Parecem frias, mas enfim
Máquinas interagem assim

São assim programadas
Manipuladas, sem vida
E que cuidam de mim

É verdade, fui isolado
Algoritmo programado
Por um capitalista teen

Vende minha alma
História, paz e calma
Numa bolsa em Pequim

Distraído, peço comida,
Carro, sexo, pet, post
Vida, drogas, Matrix, fim.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

O movimento do amor.

Que misterioso é o movimento do amor.

Sentimento que não se explica.

Dimensão que não se vê.

Força que não se mede.

Ele esta em todo lugar e em lugar algum.

Provoca dores mas também cura feridas.

É um sentimento, uma energia ou um movimento?

Algo acontece quando o amor chega. 

Quando toca cada ser vivo. 

Há um movimento do amor.

Ele pode mudar atitudes, gestos e transformar. 
Sentimento que envolve as pessoas, une e comove. 

É empatia é altruísmo…

É vida.

É amor.

Sentimento que quando intenso, dói. 

A sua ausência corrói. 

O amor é Capaz de mover montanhas e mudar as estações.

Esquenta no frio e congela no calor. 

O amor não tem Explicação. 

Ele esta na palavra dita. Está nas promessas. Está nos olhos. Está nos gestos. No ar que respiramos. Na natureza.Na vida. Em Deus.

Faz suspirar e chorar. Faz cativar. Faz doar.

Misterioso sentimento.

Sentimento puramente humano que contagia, penetra e transborda.

Misterioso sentimento Movimento. O amor. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “





NOITE QUENTE ARDENTE E PRUDENTE.
NOITE AUSENTE DIFERENTE E IN… CONSEQUENTE.
DIA BELO, SINGELO E ASSIM…
ESPERO GOZAR O QUE ABRE, DO QUE FECHA,
E NESSA TABELA SALIENTE,
A PAIXÃO VISLUMBRA, COMO SEMPRE.
ENVOLTA EM AGUARDENTE,
SEI QUE NÃO É PRUDENTE,
MAS, É ARDENTE… AL DENTE!
E POR DEMAIS QUENTE!!
A PAIXÃO, NÃO É AUSENTE,
CADA UMA É DIFERENTE, MAS…
TODAS SÃO INCONSEQUENTES!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Como és tu?
Tu és o significado exato do admirável
És a plenitude que canta e encanta teu regozijo sem fim
Tu és caminho, és vida em mim
És sabedoria, és guarida
És fortaleza de se ter em mãos o amanhecer
És riqueza de se enxergar, por ti, o alvorecer
És o olhar que busca o céu aberto
Para que fique perto do esplendor divino,
Sem dúvida, ínsito, implantado na sociedade
Difusa, confusa, malfazeja
Sem ponto de partida ou chegada
Tu és a pessoa amada que o mundo todo almeja
Tu és sonho, és leveza
És referencial do que é certo
És alguém que se queira por perto,
Pois teu mundo é vitalício
Nada teu é fictício
Tu és crença, és poesia
Sinfonia, maestria
Concretude e talento.
És menestrel do tempo,
E do amor atemporal.

Solange Cristina Marchioni – Bela Urbana, especialista em língua portuguesa, neurolinguista, revisora, musicista e poetisa. Entende que a vida é desafiadora e surpreendente… que a dor vem de cenas urbanas tristes, como moradores de rua, crianças e animais abandonados. Acredita que a esperança e o amor vêm junto para resgatar tanta dor. A poesia fala por ela e fica muito feliz se, com os poemas, puder tocar os corações endurecidos.
Poesia do livro: Prosas, Sonhos e Rosas