Eu vou louvar a vida de meu pai
Numa canção assim, bonita
E tenho certeza que ela vai
Trazer ao mundo mais amor.

Quando teve terra, era roceiro.
Foi jardineiro, beato e pedreiro.
Foi gerente sábio, foi padeiro.
Balconista, caixa e caixeiro.

Já alugou casa e vendeu carro,
Trocando Dollar, virou investidor.
Patrão, mascate ou assalariado,
Sem passar fome, sempre ele lutou.

Foi Motorista, camelô, De faxineiro a doutor
E agora na proeza dos oitenta
Aposentado, por favor!  

Eu vou louvar a vida de meu pai
Numa canção assim, bonita
E tenho certeza que ela vai
Trazer ao mundo mais amor.  


Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Ta gorda tem culpa

Culpa aos 20, 30, 40, 50, 60, 70 anos

nos 80 será que ainda tem?

Muito alta

Muito magra

Morena

tem cacho

Negra

Baixa

tem culpa sempre

Namora mais novo tem culpa

Separou tem culpa

Não casou tem culpa

Não tem filhos tem culpa

É gay tem culpa

Tem filho e acha que não sabe educar tem culpa

É ré de si mesma

marcha ré, assim que se sente

É a culpa…

Chega

Desculpa

A tal da culpa que vive em você

 


Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa . 
Foto: @gilguzzo @ofotografico
 

É um Ritmo de toda uma Africa
Melodia da mão Europeia
Harmonia do índio ao natural
Veio tudo parar no meu quintal!

E o que faço com tudo isso?
Uma letra que une e iguala!
Um poema do mundo eu Canto
No baque, um baque de virada!

Sabores que soam da Africa
Linguás cáucaso-européias
Na terra do Índio Meridional
Miscigenado, eu sou um igual.


Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Me move o céu. Me move o mar. Me move amar.

Me move o sol, move o acordar, move o pensar.

O outro me move, sofre e me envolve.

O universo move e me faz movimento. 

Me move a dinâmica do viver. As alegrias e as tristeza de SER.

Minha alma move. 

O coração bate e o metabolismo acelera. E eu me movo…As vezes rápido ou devagar mas o mover é certo.  O ritmo é incerto. 

As crianças me movem e envolvem. Elas são alegria desejos e movimento. 

Me movo de novo. Por algo novo!

Ao acordar me movo e acordo com o movimento do pensar, pensando no sonho da noite e no sonho do dia. 

E assim em movimentos a vida vai vivendo. Vai sendo. Vai realizando. Vai passando…

E o movimento recomeça.

O que me move?

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 53 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria“

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Entre um canto e outro, o encanto.
Entre um som do piano e outro, a harmonia.
Entre um abraço e outro, a pureza do momento.
Entre um adeus e outro, perfeito seria um “até breve”.


Solange Cristina Marchioni – Bela Urbana, especialista em língua portuguesa, neurolinguista, revisora, musicista e poetisa. Entende que a vida é desafiadora e surpreendente… que a dor vem de cenas urbanas tristes, como moradores de rua, crianças e animais abandonados. Acredita que a esperança e o amor vêm junto para resgatar tanta dor. A poesia fala por ela e fica muito feliz se, com os poemas, puder tocar os corações endurecidos.
Poesia do livro: Prosas, Sonhos e Rosas

Este lugar por onde estas prestes à trilhar

eu passei.

Eu passei e doeu.

Doeu e ferrou;

com toda a alma, consciência e compaixão. 

Este lugar que você me deixou

eu tive que crescer e aprender sozinha com meus erros,

chorei até não poder mais

foi uma lástima até chegar aqui. 

Eu sei que você pensa que vai morrer

 é o desejo da sua alma neste momento,

a dor te consumiu

e tudo o que eu queria que ouvisse foi o que me disse naquele lugar

” você precisa superar ”

Você vai correr atrás, vai se humilhar, vai ouvir mil discos

e dançar mil valsas no meio da noite

dançando nas lágrimas. 

Ela não vai voltar

e você vai precisar se acostumar sem poder negar

a solidão. 

A solidão como sua nova companheira.

Ela esteve comigo também

no choro, na dor, na taça e no cigarro aceso

na cinza ao chão e no vento no meu cabelo.

Você deve estar achando agora que tudo acabou e acabou também o sentido.

Calma.

Clama.

Chama.

Pede.

Cai.

Levanta.

Aceita,

ela não vai voltar

e você está condenado à ficar neste lugar 

onde eu perpetuei o silêncio

 que se rompeu na esperança de te ver voltar.

Você voltou

 e eu precisei sair 

daquele lugar que não cabe dois.

Não cabemos nós. 

Foi eu, era eu, estava eu e agora tu

que chora e chama

ecoa no sopro o grito da dor.

Eu sei como é, eu estive lá

e agora estou à te olhar percorrendo o caminho que eu fiz 

e sei, não devia abrir os olhos pra te ver passar

mas eu conheço aquele lugar e dessa vez eu vou te falar

”Seja forte e supera. Ela não vai voltar”

Esse texto não é dedicado à você, e sim à mim que superei e voltei pra te contar.

Gi Gonçalves – Bela Urbana, mãe, mulher e profissional. Acredita na igualdade social e luta por um mundo onde as mulheres conheçam o seu próprio valor. 

Vida é cor

E cor é

Vivenciar o amor

Dando o calor

E o olor

Necessário…

Para não sentir dor

Quando o teu amor

Se for

Vida é permanente cor!!

Amor num sempre nada localizado…

Amor desprende tudo que for ressabiado…

Amor coloca o avesso do outro lado…

Amor tem apreço muito bem revelado…

Amor nos capacita a ser amado!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Ao nascer,

Mordeu o cordão umbilical.

Ao invés de chorar,

Bateu no doutor.

Foi crescendo inconsequente

A mãe morria de vergonha,

Ainda criança ele bebia,

Fumava e usava entorpecente.

Seu pai se matava em serão,

Não havia arroz que desse

Para larica infinita

do moleque doidão.

Na adolescência

Destruía corações.

Humilhava os poucos amigos,

Maltratava as suas paixões.

Na fase adulta

não parava com mulher

Ninguém suportava o

Mau humor do biruta.

O tempo foi passando

E ele foi amargurando

A estricnina, o próprio fel.

Inseguro, raivoso e infiel.

Nem um pouco se arrependia

Achava justa a perfídia que fazia

E apoiava esse jeito destemperado

Pra ele o mundo tinha que ser abestalhado

Porém ao morrer,

Não teve nenhum homem

Que levasse seu caixão.

E os vermes do cemitério

Se encarregaram da função.

E a seis palmos e não sete, foi enterrado.

Fazendo menção ao Beu Zebu,

Por tudo que fizera quando encarnado.

Achando certo pregar em.vida o mundo cão.

Por mérito, eternamente ficara enterrado.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

… O corpo é sempre uma reserva pessoal.

… A pessoa reservada é uma forma natural.

… A dor presente em corpos doentes é normal.

… O clamor pela vida precisa ser substancial.

… A carência prevenida não tem taxa preferencial.

… A alma pré-aquecida deve ser sempre presencial.

… O corpo é a vivência na realidade de nossa sobrevida!!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

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As vezes? Muitas.

Quem não? Quem sim?

Quem quer? Você e eu.

Em todas as línguas. Misturadas.

Tudo. Eu e tu. Nós.

Vós? Querem também.

Eles? Dizem as vezes.

Mas nós queremos muitas.

PS.: Eu amo você.

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)