Nada se constrói,  tudo se copia

Sete mil anos de vida tem o natal, sabia…

No solstício de inverno, o dia não amanhecia

E a noite prevalecia

Festas, fartura e alegria

Comemorando a luz, a benevolência e a sabedoria

Viva Mitra, um deus nascia

Mas, há pouco mais de dois mil anos, era Jesus quem nascia

Será que a história alguém de fato, no futuro, saberia

Então, na dúvida,  “se copia”

Da vida Jesus e dos homens nasce a história

Mas, são as mãos dos homens que a escrevem, segundo seus interesses e perspectivas

Mas, que mal teria

Se a data que o maior de todos os homens nasceu, ninguém sabia

Ter em sua história

A imperfeição das mãos do homem que ela escreveria

O pricipal da história é o pecado e o sacrifício que nos salvaria

Pois, sua honra e sua glória, ninguém mudaria

E sua linda história se perpetuaria

Faça então o seu o Natal com sabedoria

E comemore não aquele que seria

Não aquele que queria

Não aquele que morreria

Comemore aquele que RENASCE todo dia

E que nos mostra que sem ele,  cada um de nós, nada seria

FELIZ NATAL

Jorge Luis de Souza – Belo Urbano, artista plástico, pedagogo e empresário. Como todo bom leonino é muito dedicado a tudo que faz. Não resiste a um chocolate. Ama escrever e ama sua família.

É à noite que as horas se prolongam
E se esticam que nem garça para fazer caber os silêncios.
Nas noites insones adormeço meus vazios
E acomodo as minhas imensidões.
À noite, quando tempo não passa,
É que passeiam os receios,
As incertezas, devaneios,
O turbilhão de nós mesmos.
E enquanto tudo adormece,
O sono desobedece,
E os medos ensaiam danças.
Mas é também à noite, quando o dormir não chega,
Que sonhos brincam de esconde-esconde,
Que o escuro e a quietude fazem tranças.
Há uma beleza incerta no sono que foge,
Há uma calma escondida na pressa do sono em fuga.
O silêncio noturno que acorda os tormentos
É o mesmo que desperta lindas saudades
E flores de pensamentos.
É que noite acordada tem cheiro de lua,
E segredos de vaga-lume.
Esperar pela manhã é quase é um exercício de poesia.
Ah, não devemos temer as noites.
Não, não devemos temê-las.
Nas noites moram as insônias
mas também moram as estrelas…

Alda Nilma de Miranda – Bela Urbana, publicitária, autora da coleção infantil “Tem planta que virou bicho!” e mais 03 livros saindo do forno. Gosta de tudo que envolve tinta e papel: ler, desenhar e escrever, mas o que gosta mesmo é de inventar motivos para reunir gente querida. Afinal, tem coisa melhor que usar o tempo para estar com os amigos?

(poesia premiada – Prêmio Literário Acrisio de Camargo 2017- 2o lugar-categoria poesia)

Com um passo,

seu passo

passou meu passo.

Com o passo pra trás,

apertei o passo.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :).

Quem mais poderia ser

Que tais linhas há de tecer

Em meio ao conturbado dia

Que ainda presa pela harmonia

Que encanta a todos com alegria

E tenta de tudo rir e torcer

Que melhor possa ser o próximo amanhecer

Sem métrica

Sem estética

Só com a boa intenção

Uma rima, um sorriso

Um coração

Como uma oração

Como o saltimbanco e sua canção

Como um amador

No anseio de ser professor

Da arte de articular

Prosa para comunicar

Nada que o devaneio

Que o inútil anseio

Podia vir a passar

E tempo gastar

Sem mais esperar

A hora de se despedir

Ir para casa e enfim dormir

 

Sonhar, sonhar, sonhar

Ao amanhecer acordar

Tudo recomeçar

Criar, criar e recriar

A mesma rotina de enrolar

Até a hora chegar

De novamente se despedir

Ira para casa e enfim dormir

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

 

Com você aprendi que nem sempre ficamos com quem amamos. (Por hora)

Que às vezes é preciso abrir mão do que você quer pra que as coisas voltem a fluir. (Mesmo que seu coração grite)

Que existe um outro alguém que pensa diferente de você. (É preciso ter empatia)

Que as pessoas passam por processos necessários. (Pela dor ou por amor)

Que é preciso ter paciência e ignorar a todos que sopram no seu ouvido. (Cada um com sua ferida)

Que o amor é lindo mas também pode ser cruel. (Não é uma simples dor de cotovelo)

Que não existe amor maior que deixar ir porque se for amor um dia ele volta. (O universo conspira)

E se ele voltar…tudo não passará de mais um amor. (Mas sempre será único)

Cris Saad – Bela Urbana, professora universitária, publicitária, fã do vento, da lua e do acaso. Apaixonada por música e dança, enfim apaixonada pela liberdade, pela loucura do movimento e o gozo do encontro.

“Não deixe alguém ferir duas vezes seu coração”.
Deixe sim
Duas
Três
Quantas vezes forem necessárias
Pois, o carma é de quem fere
A paz é de quem suporta
E quem suporta
Se torna forte
E faz do seu coração
Uma oração
Que acalenta a alma
E diz que amou
Até onde o coração suportou
E perceberá
Que, de tão forte que ele se tornou
Ele novamente se apaixonará
Por outro coração
Tão forte como ele
E, então
Entenderá
Que o sofrimento
Era, de fato
Aprendizagem

Jorge Luis de Souza – Belo Urbano, artista plástico, pedagogo e empresário. Como todo bom leonino é muito dedicado a tudo que faz. Não resiste a um chocolate. Ama escrever e ama sua família.

Assim, quando morreres,
Desejo que veja saboreado
O aroma doce azulado
Da mais bela sensação.

Desejo ainda assim,
Que tateei o doce engraçado,
Que de mais sagrado tino
Se exalou dum fino quadro.

A moça do bom costume
Que ouça o colorido perfume
Do mais veludo prato de pão.
Teatro, fruto da imaginação.

Se perceberes tal moção,
Que o olfato veja macio.
Vem e brota da escuridão
Uma sinfonia de cereja anil.

E que no derradeiro instante
Uma trombeta verde gigante
Te acolha pelos sentidos
Mais sincero que tenha vivido

E que no céu infinito adentre
Tal qual acredite, crede
Seja triunfante, constante, sem fim.
Seu derradeiro e belo instante. Amém.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

O relógio quebrou

e lá ficou

parado

na parede da cozinha

quebrado

eu olho pra ele

ele olha para mim

ponteiros parados

nada mexe

morto

morto como quem me deu

O que faço eu?

Me desfaço?

isso me entristece

mas deixá-lo ali também

O vidro quebrou

ficou sem os números

Parou às oito e trinta e cinco

Da manhã?

Da noite?

De que dia?

Não sei

Definitivamente não sei

Só sei que hoje ele sai da parede e vai para o lixo.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza. Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

Estamos velhos, amigo.
Aquele nosso amor antigo
Dorme o sono bom do passado,
Perdeu a memória
E não se lembra mais de nós.
Aquele amor dos tempos idos
Não mais nos reconhece
E nem nós o reconhecemos mais.
Ainda assim lhe convido:
Caminha um pouco comigo, amigo.
Vamos dar as mãos e rir um pouco,
Desempoeirar algumas boas lembranças
E levar a saudade mansa
Pra tomar um pouquinho de sol…

Alda Nilma de Miranda – Bela Urbana, publicitária, autora da coleção infantil “Tem planta que virou bicho!” e mais 03 livros saindo do forno. Gosta de tudo que envolve tinta e papel: ler, desenhar e escrever, mas o que gosta mesmo é de inventar motivos para reunir gente querida. Afinal, tem coisa melhor que usar o tempo para estar com os amigos?

 

Será que a mentira é parecida com a verdade que, por sua vez pode ser subjetiva?

Acredito que não.

A mentira

Mesmo contada com poesia

Mesmo sendo dita com um “claro que sim”

Mesmo respondida com uma desculpa ou com uma repentina presença

Será uma mentira

A mentira pode vir acompanhada de entrega

Pode vir travestida de desejo

Mas será sempre o resultado das sobras de um banquete, ou seja, migalhas

Migalhas de sobrevida que criam as utópicas miragens das idealizações que se desfazem nos sapatos no tempo

A mentira será sempre a ausência de qualquer verdade

 

Jorge Luis de Souza – Belo Urbano, artista plástico, pedagogo e empresário. Como todo bom leonino é muito dedicado a tudo que faz. Não resiste a um chocolate. Ama escrever e ama sua família.