Sentia enjoos.

Vivia enjoada, na estrada, na curva, no carro, no balanço, na rede…

Sempre foi assim, mas, mas, mas…

As vezes repetia as frases porque o enjoo batia no seu cérebro

e as palavras rodavam na sua boca

Aprendeu o equilíbrio fora do eixo.

Um equilíbrio desequilibrado,

fora da linha reta.

mas, mas, mas, vivia enjoada.

Torta, bamba,

com um nó na garganta

no labirinto

com medo de encontrar o Minotauro

ou talvez

medo maior

de descobrir

que o Minotauro era ela

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa.

Todas janelas se fecharam, desesperada procura na amplidão, em aclives e declives da cidade adormecida.

Pássaros mecânicos arrastam-se em idas e vindas enquanto o negro asfalto crepita sob passos angustiantes entre timbres e ressonâncias de algazarras distantes.

Mariposa entre os pássaros, voo ricocheteando nas vidraças, nenhuma flor onde pousar, encontro.

As luzes atraem, mas estão longe como as estrelas.

Só o alvoroço move o mundo.

Cristina Bonetti –  Bela urbana, piracaiense, amante da literatura e de música clássica desde a infância. Filha e neta de escultores. Fã de Manoel Bandeira, Fernando Pessoa, Paulo Coelho e Pablo Neruda. Poetisa, artista plástica e publicitária. Co-autoria de Paulo Monteiro.

Não existe familiaridade entre nós

Nem amizade

Nem camaradagem

Coleguismo não há

Não temos compadrio

Companherismo não temos

Nem convivência

Nem convívio

Cordialidade não há

Não existe estreiteza entre nós

Não temos ligação

Intimidade não temos

Em nosso trato não há espaço

Nem tempo

Pra relação de qualquer natureza

Fernando Farah – Belo Urbano, graduado em Direito e Antropologia. Advogado apaixonado por todas as artes!

Morrer, todo mundo irá morrer, isso é certo.
Não falo da morte morrida,
Falo da morte em vida.

Em vida morro quando em função do outro… deixo de ser eu.
Pelo jeito do outro,  deixo de lado o meu jeito.
E aos poucos, perco o meu jeito de ser e… vivo morto.

Eu não quero a morte, quero  a vida!
Eu quero ser eu, viver o meu jeito de ser.
Basta…. é preciso morrer!
Morrer o jeito do outro para o meu jeito viver.

Para isso, não preciso aprender, eu já vivi.
Toda vez que segui no amor, tive o prazer do viver.
Do viver a vida em vida, no meu jeito de ser.

Não sigo mais pelo jeito do outro, não mais me engano,

Vida é amor e no amor não mando.
No amor tenho vida e no amor é o meu jeito.
Sigo no amor, pois este é o jeito.
Meu jeito de ser, o meu jeito de viver.
Um viva à vida!

Wlamir Stervid ou Boy, para aqueles que o conhecem pelo apelido. Belo urbano, apaixonado pela sua família, por gente e natureza. Sua chácara é seu recanto. Devido ao seu processo de transformação, trabalha com desenvolvimento humano, é Coach Ontológico e idealizador do Homens de Propósito, um movimento entre homens para o autodesenvolvimento e transformação do masculino.

Sem querer e de forma engraçada fui convidado a brincar;

Não foi jogo de bola, nem jogo de esconde-esconde, foi jogo de escrever;

Ela disse que eu jogasse, para ela ler, depois ela devolvia e eu tinha que entender;

Eita, como gosta de brincar, me lembra a minha infância, sei que vou amar!

Esse jogo de escrever é fácil jogar sozinha como jogo de paciência, mas ele topou o desafio…

Jogar junto com as palavras é como jogos de time, não é esconde-esconde ou polícia e ladrão.

Tem que ser time, pra ganhar junto, pra chegar no fim e o resultado ser o melhor.

E o melhor resultado é sempre aquele que toca seu coração.

Adriana Chebabi e André Araújo – Bela e Belo Urbano. Se encontraram no mundo dos textos, através de uma resposta do André ao texto de uma amiga em comum publicado aqui no Belas Urbanas, Adriana gostou tanto daquela resposta que convidou ele para publicar e de lá para cá já foram muitos outros publicados. Escrever é uma grande paixão de ambos, onde se identificam nesse mundo das letras que abre as portas da alma e da mente.

Tiraram o meu chão
Agora peso descalça na grama
Buscando a energia que preciso
O riso e difícil
Do pensamento não consigo apagar as imagens
Relutei para colocar uma foto nossa na parede
Respirar fundo e desacredito, quase sempre
Organizada a casa
Pouco a fazer
Vivo a solidão que construí
Poucos amigos
Poucas palavras
Essa é a minha realidade
Boa se a vida não tivesse tirado a força essa alegria de mim
Experimento bons momentos na minha obsessão
Limpar o mato da horta, fazer canteiros. Varrer as calçadas. Limpar o pó.
Fico bem quando olho a ordem
Faço uma boa comida, prato colorido sempre
Vejo a simplicidade como o fato mais concreto da vida.
Sou apenas esse corpo e essa mente agora.
Poucas vezes me vem aquela sensação boa de Alegria. Acho que o tempo vai arranhando assim como arranha o meu corpo.
Sinto falta do abraço apertado do filho pequeno, do neto.
Sinto falta da ilusão da paixão.
Ainda me excitam filmes, musicas, corpos bonitos. Me surpreendo tendo desejo aos meus 65 anos. Rio disso.
O caminho para o FIM está bem menor.
Já aprendi bastante e pela minha falta de crenças, esse aprendizado só me serve pra hoje e às vezes, nem isso.
Não acho que evoluo pra nada a não ser para a morte eminente.
Sigo em frente, só tenho essa direção.

Maria Nazareth Dias Coelho – Bela Urbana. Jornalista de formação. Mãe e avó. É chef de cozinha e faz diários, escreve crônicas. Divide seu tempo morando um pouco no Brasil e na Escócia. Viaja pra outros lugares quando consigo e sempre com pouca grana e caminhar e limpar os lugares e uma das suas missões.

Le agenda

sem lenda

agenda

agora

sem legenda

ele vai entender

eu sei

Le agenda

agenda que chega

a hora é agora

dessa vez

sem legenda

ele vai entender.

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa. 

Somos nós que curamos o mundo.

Somos nós que deixamos de sermos imundos.

Somos nós que escolhemos atrair o bem.

Somos nós que fazemos o mundo ao redor ser mais do que qualquer um ou alguém.

Quer você por essa vida passar sem nada a acrescentar, não entendeu nada de ser.

Não entendeu que para ser é preciso viver.

Viver não é uma arte. É mais complexo tanto quanto um descarte.

Quando se descarta, se isola. Quando se isola, se faz uma escolha.

E na escolha da vida, ah… as escolhas da vida…

Se o caminho que você traça não olhar ao redor, então você, realmente, não aprendeu nada.

Submerso ficamos num rio que corre sem poucos enxergarem seu verdadeiro destino. Ou sua verdadeira nascente. Se você for até a sua nascente, saberá o caminho a percorrer. Pode até ter medo dos riscos a correr.

Desvios haverão de existir. Mas existe a possibilidade de canalizar. Esvaziar um lado e abrir um outro. Menor, maior, fluído, que abasteça. Que aconteça.

Se você não veio a esse mundo para abastecer vidas com o seu bem, então você, realmente, não entendeu nada. Nada de ser alguém.

Dani Fantini -Bela Urbana, mãe de uma menina moça, que a acompanhou em toda a sua jornada, que não viu crescer, mas acompanha seu presente e seu futuro. É dona de casa, escritora, que trabalha com gente, que ama animais, a vida e que venceu a morte no auge de uma depressão. Podemos dizer que sim, é completa, mesmo faltando algumas peças desse enorme quebra-cabeça que é a vida!

Foto Dani: @solange.portes

Escrevo poesias no instagram e tenho vários seguidores que também escrevem.

Outro dia, um seguidor que tinha uma imagem de flores no seu perfil e postava mensagens motivacionais, me enviou um vídeo no particular. Ao abrir, era um homem dançando com as calças abaixadas e o pênis ereto. Respondi logo em seguida, indagando qual o sentido de ter me enviado aquilo e a resposta foi: “ você não gostou? “. Respondi que não e que iria denunciar e bloquear e foi o que fiz!

O mais assustador é que a pessoa se passa por alguém que escreve mensagens bacanas etc… e deve estar na internet com a intenção de assediar.

Denuncie! Denuncie! Denuncie!

Siomara Carlson – Bela urbana. Arte Educadora e Assistente Social. Pós-graduada em Arteterapia e Políticas Públicas. Ama cachorros, poesia e chocolate. @poesia.de.si

Havia um homem conhecido por ser um assassino
E um pistoleiro
Seu esforço em matar seu alvo era feroz
E sua mira, nada menos do que impecável.
Ele atirava sem mirar,
Acertava sem tentar,
Matava sem chorar.
Pistoleiro ele era e jamais iria por isso se perdoar.
Não importava onde estivesse,
Não importava o que houvesse
Seu único ímpeto era matar.

Igor Mota – Belo Urbano, um garoto nascido em 1995, aluno de Filosofia na Puc Campinas. Jovem de corpo, mas velho na alma, gasta grande parte de seu tempo mais lendo do que qualquer outra coisa. Do signo de Gêmeos e ascendente em Aquário, uma péssima combinação (se é que isso importa).