Vi seus olhos brilharem de lágrimas ao ouvir uma música;
Vi o som da sua voz se alterar ao falar de política;
Vi a sua indignação ao reafirmar suas convicções ante o que acredita ser certo;
Vi sua armadura fechada, mostrar um pouco do seu coração;

Tentei entrar de muitas formas para cuidar de você;
Tentei tirar sua armadura para tratar das suas feridas;
Tentei trazer vida enchendo o seu coração de amor;
Tentei mostrar que te amaria por muitas vidas;

Mas tentar não fez você acreditar;
Mas tentar irritou você que tão acostumada a sofrer quis se distanciar;
Não entendi os teus sinais e me afastei;
Afastado, me fechei, e tentei esquecer, inútil;

Me lembro de você todos os dias, no amanhecer ao entardecer;
Acredito na cartomante por querer acreditar;
Não sofro porque não quero sofrer;
Sigo em frente porque aprendi que tudo sempre vai melhorar;

Mas na face amarela de um entardecer em algum dia vou encontrar você;
Na face amarela deste mesmo entardecer, vou beijar você;
Na noite que se inicia, sem muita explicação, sentindo o seu coração vou amar você;
Ah, com você em meus braços, em um silêncio contemplador, vou abrir meu coração e ganhar o seu amor.

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração. 46 anos de idade, com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela Mulher sorrindo.

Belas e urbanas

Urbanas aquarelas

Feitas de mulheres por mulheres e para mulheres

Que finalmente despontam

Como seres mitológicos 

Femininas e selvagens

Mulheres transformadas

E até mesmo eles, el@s i elxs

As rurais e as naturais

As terrestres e lunáticas

Blogueiras incansáveis

Idealistas implacáveis

Todas elas muito belas

Todas são Belas Urbanas

A mais bela: A Adriana!

Gisela Chebabi Abramides – Bela Urbana. Vive no bairro de ”La Floresta” (Barcelona) – Catalunha – Espanha. De todas as artes amante. Das ciências experimentais docente. Do Brasil, saudade permanente.

Moto boy Vitão

Entrega aqui, agora, na hora

Quando pedem…

Vitor, Vitão e sua moto

Quase uma música…

Seu capacete fora da validade

Ninguém sabe, ninguém viu

Entrega, corre

Aplicativo ativo

Pandemia ativa

Mais motoboys

Mais entregas

Mais concorrência

Menos dinheiro…

Vitão sem muito estudo

Gosta de pilotar

Gosta de correr riscos no trânsito

Adrenalina e ignorância

Incoerência na balada abalada funk

Gosta de Rosa

De Violeta não

Tira o capacete

Pitota na estrada vazia

Rosto no vento

Perigo iminente

No ar

No tombo que pode levar

Na multa que pode tomar

Na vida que pode evaporar

Vitão, sem sentir o que pode perder

Voa como o pássaro no céu

Respira fundo, profundo

Chora pelo vizinho que se foi

Pela prima que não tem ar

Pela mãe que precisa trabalhar

e se arriscar na lotação lotada

Vitão, o grandão, o da moto, o boy

Sabe exatamente o que é, onde está e o que quer

Por isso chora, mas é de alegria por estar vivo.

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa. 

Num intervalo de um ano
Tantas coisas acontecem
Sempre foi assim
Mas viver um ano em pandemia, ah por essa quem imaginaria?

No início foi assustador
E meio que novidade
Quem pôde fez trabalho remoto
Estudo remoto
E teve mais de um terremoto

Cozinhar, exercitar, meditar…
Alguns conseguem se equilibrar
O que não pode é acostumar
Com o crescente número de mortes que vimos o mundo todo anunciar
Enfim chegaram as vacinas
Mas com produção ainda limitada
O melhor é não aglomerar

Um ano se passou
Agradeço por cada vida que chegou
Oro pelas famílias que alguma perda experimentou

E sigo com a esperança, do verbo esperançar, que ela não nos permita o ato de acomodar.

Cristiane Pires Benevides Ribeiro – Bela Urbana. Administradora com especialização em Qualidade e Produtividade. Esposa, mãe, entusiasta da CNV e sócia da CrisB Consultoria e Treinamento. Adora praticar ioga e curte um treino bem puxado, Ama aprender, seja com livros, com pessoas, com a natureza e valoriza a qualidade de vida na conquista de produtividade!
@crisbconsultoria

O mundo uma sede de uma pandemia…

A população uma sede de melhoria diante de tamanha negação!

Sacolinha passando

Dízimo atribuído

Ventana faltando

Escavadeiras assumindo

Rupturas de lives

Palavras rasgadas

Telas surtadas

Mentes lavadas

Sprays borrifados

Pandemia negada.

Desapegando do excesso de formigamento e,

Tentando absorver um novo dialeto para tentar sobreviver!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Estou diferente, me sinto mudada
Não sou a mesma de ontem
Muito menos a da semana passada

Na verdade, não mudo, muto
Minhas células estão transformadas
Vivo já num outro mundo

Mas dizem que sou coisa rara
Bicho esquisito do mato
É que no bosque me sinto em casa!

Cama feita de folhas
De musgos a almofada
Lavo a roupa na ribeira
Tomo banho na cascata

Como frutas silvestres
Vejo a fauna divertida
Tomo sorvete de neve
Espelho d’água refletida

Com os dedos me penteio
Faço uma trança de flores
Quando sinto chegar a tristeza
Lembro do Gil: “Menina não chores”

Gisela Chebabi Abramides – Bela Urbana. Vive no bairro de ”La Floresta” (Barcelona) – Catalunha – Espanha. De todas as artes amante. Das ciências experimentais docente. Do Brasil, saudade permanente.

Incendiei o teu jardim

Rabisquei tuas pinturas

As partituras que você compôs

Manchei com vinho tinto

Eu cuspi nos teus versos

As cartas de amor eu rasguei

Uma por uma

O poeta tinha razão

Eram ridículas

Hoje não tem flor nem telas

Tua música está de ressaca

O poema está contaminado

E não sobraram cartas para contar a nossa história

MADAME ZORAIDE: – “Para combatermos os freios morais inibidores. Um copo de vinho. “

Fernando Farah – Belo Urbano, graduado em Direito e Antropologia. Advogado apaixonado por todas as artes!

Quando a vela queimar: ascenda.

Quando o sol irradiar: levante.

Quando a frustração abalar: reaja.

Quando alguém te desgostar: fuja.

Quando um sonho acabar sem realizar: deseje.

Quando os filhos crescerem e a casa ecoar: mude.

Quando tudo parece não dar certo: insista.

Quando for dormir: agradeça.

Quando tiver vontade de chorar: cante.

Quando não concordar: ouça. 

Quando sentir saudade: lembre.

Quando gostar: repita.

Quando ficar angustiado: dance.

Quando tudo passar: grite.

Quando o outono chegar: aprecie. 

Quando uma criança sorrir: retribua. 

Quando puder: faça. 

Porque quando tudo acabar: fim. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “


Uma faz viver a outra tira a vida.

Linha tênue

Choro e emoção!

Luto e comemoração. 

Uma faz o ser humano aparecer a outra, desaparecer.  

Vivemos  o tempo todo entre elas….

Lidando com elas. Nos surpreendendo…

Não temos controle sobre nenhuma. 

As duas fazem parte do destino. 

Da vontade de Deus. 

Do VIVER

A morte é sofrida.

A vida comemorada. 

Mas as duas, cada uma a a seu modo, celebradas. 

Ritos de chegada

Ritos de partida 

Entre elas vivemos: 

Sem esperar,

Sem dominar,

Sem planejar.

O tempo de cada uma chega sem avisar.

E quando chega; chega como deveria ser. 

Nascimento. 

Falecimento.

O nascimento nos emociona e transborda de alegria!

O falecimento nos emociona e transborda de dor e saudade.

Vivemos e morremos. 

Ambíguos e antagônicos. 

Viver é ao mesmo tempo morrer.

Cada dia de vida, um dia a menos pra viver. 

Neste mesmo instante do relógio, há morte é há vida.  

Há o último e o primeiro suspiro. 

E assim vamos…um dia após o outro nesse ciclo sem fim

Entre a vida e a morte!

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Tudo se transformou quando você chegou!

Eu pensava que o amor era amor, mas de repente o amor se transformou em amar incondicionalmente uma pequenina que acabou de chegar.

Eu pensava que o amor era amor, mas de repente o amor se transformou num objetivo de vida para aprender a cuidar de uma pequenina tão indefesa.

Eu pensava,  eu me desdobrava e eu me realizava, enquanto você crescia e encantava.

Eu pensava que tudo seria pra sempre, mas sempre nem sempre seria, mas sempre estaria ao seu lado aqui ou lá.

Eu pensava…., mas de repente passaram 20 anos que nem percebi de tão maravilhosos que foram cada segundo ao seu lado.

Eu pensava, eu creio e eu afirmo, filha é uma presente divino.

Antônio Pompílio Junior – Belo Urbano. Graduado em Análise de sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas . Pós-graduado em Gestão de Empresas pela UNICAMP e MBA Gerenciamento de Projetos E-Business pela FGV-RJ . Adora esportes, viagens e luta pela liberdade da vida e pelo amor das pessoas.

Pomps