Le agenda

sem lenda

agenda

agora

sem legenda

ele vai entender

eu sei

Le agenda

agenda que chega

a hora é agora

dessa vez

sem legenda

ele vai entender.

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa. 

Quando vem o sol…

Vem o dia.

Vem uma nova chance de fazer algo de bom. 

Ele chega e clareia tudo ao seu redor… até mesmo os pensamentos. 

Ajuda nas decisões.

Repõe as energias e mostra saídas. 

O sol é o REI.

Sou grata a ele. 

Aquece, cuida, salva vidas. 

O sol vira energia e é a sobrevivência humana.

Ele cura.

Fonte de vida.

Mas ele também é o símbolo da oportunidade.

Da nova chance. Do novo dia pra viver. 

Ah sol….Você é REI mas anjo também. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Vi seus olhos brilharem de lágrimas ao ouvir uma música;
Vi o som da sua voz se alterar ao falar de política;
Vi a sua indignação ao reafirmar suas convicções ante o que acredita ser certo;
Vi sua armadura fechada, mostrar um pouco do seu coração;

Tentei entrar de muitas formas para cuidar de você;
Tentei tirar sua armadura para tratar das suas feridas;
Tentei trazer vida enchendo o seu coração de amor;
Tentei mostrar que te amaria por muitas vidas;

Mas tentar não fez você acreditar;
Mas tentar irritou você que tão acostumada a sofrer quis se distanciar;
Não entendi os teus sinais e me afastei;
Afastado, me fechei, e tentei esquecer, inútil;

Me lembro de você todos os dias, no amanhecer ao entardecer;
Acredito na cartomante por querer acreditar;
Não sofro porque não quero sofrer;
Sigo em frente porque aprendi que tudo sempre vai melhorar;

Mas na face amarela de um entardecer em algum dia vou encontrar você;
Na face amarela deste mesmo entardecer, vou beijar você;
Na noite que se inicia, sem muita explicação, sentindo o seu coração vou amar você;
Ah, com você em meus braços, em um silêncio contemplador, vou abrir meu coração e ganhar o seu amor.

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração. 46 anos de idade, com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela Mulher sorrindo.

O mundo uma sede de uma pandemia…

A população uma sede de melhoria diante de tamanha negação!

Sacolinha passando

Dízimo atribuído

Ventana faltando

Escavadeiras assumindo

Rupturas de lives

Palavras rasgadas

Telas surtadas

Mentes lavadas

Sprays borrifados

Pandemia negada.

Desapegando do excesso de formigamento e,

Tentando absorver um novo dialeto para tentar sobreviver!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

O sal na terra não aduba
O sal na terra desidrata
O sal na terra incomoda
Faz a raiz ir além
Faz a raiz ir a águas fundas
Faz a raiz crescer
Faz a planta crescer
Faz a planta ir ao sol
Faz a planta evoluir
O sal da terra, a raiz crescer
O sal da terra, a planta subir
O sal da terra, sai da terra
Faz ser maior, incomoda.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Incendiei o teu jardim

Rabisquei tuas pinturas

As partituras que você compôs

Manchei com vinho tinto

Eu cuspi nos teus versos

As cartas de amor eu rasguei

Uma por uma

O poeta tinha razão

Eram ridículas

Hoje não tem flor nem telas

Tua música está de ressaca

O poema está contaminado

E não sobraram cartas para contar a nossa história

MADAME ZORAIDE: – “Para combatermos os freios morais inibidores. Um copo de vinho. “

Fernando Farah – Belo Urbano, graduado em Direito e Antropologia. Advogado apaixonado por todas as artes!

Durante um bom tempo ficou alí…

perdida na costura e nas linhas engasgadas.

Parecia até soberba, indiscreta ou maliciosa. Era nada.  

Era um turbilhão de medo e desafio.

Os anos passando até pelos dentes, os cabelos deslocados, maçãs do rosto quentes

e molhados versos.

Andava cansada e dizia isso em silêncio todos os dias quando estava no chuveiro,

aquele momento único em que podia desmoronar um pouquinho.

Era ansiedade e medo… Ou só cansaço.

Tudo o que mais queria era que mãos confiáveis lhe tirassem os sapatos e as meias.

E que ao olhar para a bunda dela sentisse tesão de carinho, de vontade de amor,

daquele amor que não julga o corpo pela estética, daquele que julga cada cicatriz ou marca de forma poética.

Ser vista além dos detalhes finos, brutos, marcados pela idade ou leves.

Por tudo!

Olhos sem censura, olhos sem manobras registradas, olhos de feiticeiras águas.

E uma massagem nas costas… Ah…uma massagem no ego.

Ela merecia…

Poder ouvir baixinho no ouvido um sussurro:

 “amo cada detalhe do teu corpo cansado”.

Era tudo o que ela queria…

Siomara Carlson – Bela urbana. Arte Educadora e Assistente Social. Pós-graduada em Arteterapia e Políticas Públicas. Ama cachorros, poesia e chocolate. @poesia.de.si


Quando a vela queimar: ascenda.

Quando o sol irradiar: levante.

Quando a frustração abalar: reaja.

Quando alguém te desgostar: fuja.

Quando um sonho acabar sem realizar: deseje.

Quando os filhos crescerem e a casa ecoar: mude.

Quando tudo parece não dar certo: insista.

Quando for dormir: agradeça.

Quando tiver vontade de chorar: cante.

Quando não concordar: ouça. 

Quando sentir saudade: lembre.

Quando gostar: repita.

Quando ficar angustiado: dance.

Quando tudo passar: grite.

Quando o outono chegar: aprecie. 

Quando uma criança sorrir: retribua. 

Quando puder: faça. 

Porque quando tudo acabar: fim. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “


Uma faz viver a outra tira a vida.

Linha tênue

Choro e emoção!

Luto e comemoração. 

Uma faz o ser humano aparecer a outra, desaparecer.  

Vivemos  o tempo todo entre elas….

Lidando com elas. Nos surpreendendo…

Não temos controle sobre nenhuma. 

As duas fazem parte do destino. 

Da vontade de Deus. 

Do VIVER

A morte é sofrida.

A vida comemorada. 

Mas as duas, cada uma a a seu modo, celebradas. 

Ritos de chegada

Ritos de partida 

Entre elas vivemos: 

Sem esperar,

Sem dominar,

Sem planejar.

O tempo de cada uma chega sem avisar.

E quando chega; chega como deveria ser. 

Nascimento. 

Falecimento.

O nascimento nos emociona e transborda de alegria!

O falecimento nos emociona e transborda de dor e saudade.

Vivemos e morremos. 

Ambíguos e antagônicos. 

Viver é ao mesmo tempo morrer.

Cada dia de vida, um dia a menos pra viver. 

Neste mesmo instante do relógio, há morte é há vida.  

Há o último e o primeiro suspiro. 

E assim vamos…um dia após o outro nesse ciclo sem fim

Entre a vida e a morte!

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Para terminar, talvez ponto e virgula, mas o certo é ponto final.

Para esse final, virar a página.

Começar um novo capítulo, em branco.

Em branco sem saber o que vem por aí.

Para esperar uma luz com qual volts?

Para o sorriso voltar e a lágrima secar.

para ouvir seu coração, para ouvir sua intuição… ouvir… ouvir…

Repouso, resposta. PoUso. PoRta.

Talvez livramento, talvez lamento.

No meio do talvez, tal ou vez.

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa . 

Foto Adriana: @gilguzzo @ofotografico