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Crise tem o lado bom. Estimula a criatividade. Na crise somos obrigados a sair do lugar confortável e achar novos caminhos e saídas para as dificuldades.

Essa crise financeira de 2016 atingiu muitas pessoas e empresas. Tenho conversado com pessoas que estão enfrentando esse novo cenário econômico, pessoas que perderam seus empregos, pessoas que tiveram que renegociar seu modelo de trabalho, pessoas que estão partindo para outras áreas, pessoas usando suas reservas etc. A crise existe, mas as contas não param.

Eu mesma estou me reinventando nesse cenário e outro dia em uma dessas conversas com uma amiga, recebi a proposta de atuar como sua consultora financeira pessoal, pois me disse que está muito preocupada com suas reservas e com suas contas que nunca fecham. Detalhe, é uma pessoa muito competente em sua profissão e que tem um bom salário.

No primeiro momento fiquei com um certo receio, afinal sou publicitária. Como gosto de um desafio e tenho meu próprio negócio, há 24 anos, aceitei o convite, afinal, sempre cuidei também da parte administrativa das agências Modo e 3bis e sempre tive empresas saudáveis financeiramente.

Já fizemos alguns encontros para eu entender o cenário que ela se encontra. Coloquei alguns questionamentos que prontamente ela não soube me responder. Confesso que fiquei um pouco assustada com a falta de conhecimento da sua própria vida financeira, pois são questões tão básicas e simples que o correto é que todos saibam, mas ela não sabia, como imagino que muitas pessoas não saibam. Meu papel agora é ajudar, orientar, ensinar, se ela não tivesse essas dificuldades eu não estaria aqui prestando esse serviço.

Então, nessa crise, estou usando esse meu conhecimento que sempre utilizei somente para meu benefício para ajudar outra pessoa e vejo que existe uma oportunidade disso ser algo que eu possa também vender como serviço.

Bom, combinamos que vamos relatando os sentimentos, os passos dados, a visão dela e a minha. Ela preferiu não se expor e eu concordo com ela, mas no meu caso, posso me mostrar.

Vou escrever uma vez por semana sobre esse projeto. Adorei o desafio, espero que gostem também e que tirem lições, pois eu tenho certeza que tirarei novas. Vamos em frente.

12308453_10205306926782378_7964104893761853478_n foto Dri para perfil

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br e 3bis Promoções e Eventos www.3bis.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

 

 

escalada

Como é difícil administrar o orçamento! Principalmente em tempos de crise.

Nossa não foi uma, nem duas, mas várias vezes que tentei organizar as minhas despesas e meus ganhos de modo que fossem administrados eficientemente, com reserva financeira.

Me divirto só de pensar em como algo tão simples, é atropelado pelo cotidiano que me apresenta imprevistos que não constavam no planejamento inicial.

A vida é dinâmica, algumas coisas são para hoje, outras para ontem e daí eu pergunto, como dar gerenciar a vida de forma tão previsível?

Ai que chato viver assim!

Por outro lado, a sensação de descontrole é inadmissível, afinal, contar com a aposentadoria hoje em dia seria uma loucura. E vou parar por aqui, para não entrar em pânico, afinal, o cenário social e econômico atual pode desestruturar qualquer cidadão com um pouquinho de bom senso.

Pensando nesse cenário, todo ano faço questão de iniciar com um belo planejamento. Começo bem organizada, faço planilhas, adoro um excel, o que ajuda bastante. Faço lista dos gastos previstos, procuro deixar reserva para gastos que não são fixos, até me arrisco a listar desejos.

Nota 1 – eu tento!

Ah, como é difícil manter o controle. Motivação inicial eu tenho, faço a tal planilha, olho para o cenário, organizo gastos, mas controla-lo é algo bem diferente. Exige hábito, cultura, empenho e eu, cansada de tanto controle, desisto dessa brincadeira que sempre me parece injusta.

Nota 2 – desisto.

Foi pensando em tudo isso que decidi pedir ajuda! Desta vez, a ajuda foi profissional, contratei uma assessora financeira.

Serão cinco meses! De agosto a dezembro! Será que dessa vez vai dar certo?

Será que conseguirei enfim, ter uma reserva financeira para não ficar tão vulnerável a um sistema econômico? Será possível ter controle financeiro sem necessariamente ter uma vida sem graça e privada de diversão, encontro com amigos, almoços em famílias, atividades de cultura?

Está posto o desafio…

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Mirela N. – Bela Urbana, faixa dos 30 e tantos anos, que está em busca do equilíbrio financeiro, principalmente agora que está com medo de só poder se aposentar com 65 anos.