SOL

Por mais que tente mais ser feliz,

Mais feliz sempre está

Por mais que deixem ficar,

Assim sozinha não pode estar!

Assim só não pode suportar!

A sua droga que mais depende, é

Apoio e luz

Clareia quem está junto

e necessita da força; de quem está junto

Sempre assim leve e

Totalmente sem compromisso,

(e hora)

Com o modo de ser

Ser assim livre; para todos mostrar que

Falsos são os olhos, daqueles

que a verdade pensam dizer.

Verdade é o momento

Defeitos nas entrelinhas!

Rir é a hora; para a morena da praia

No verão

Assim junto de; ela vai

Vai

Ao mar ver o Atol

É um SOL!

Jeff Keese – Belo Urbano, é arquiteto, produtor de exposições de arte, e durante 7 anos foi consultor do mapa das artes de São Paulo. É doce e firme. Criativo. Não não se cala quando vê algo errado e cozinha uma pasta com um molho apimentado como ninguém 🙂 

PS.: A poesia SOL foi feita para a amiga Adriana Chebabi em 1987.

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No final de semana antes do carnaval, resolvi ir à praia com a família.

Desta vez, nada de hotel pé na areia, piscina, sorvete à toda hora e nem a cadeirinha com guarda sol montada, já me esperando no lugar de sempre.

Desta vez uma casa com antigos amigos.

Uma casa onde fazíamos de tudo; limpávamos, cozinhávamos, cuidávamos dos filhos, jogávamos buraco e até um antigo jogo da minha infância… stop (se bem que os carros que eu falava, ninguém mais conhecia). As crianças pulavam nos colchões espalhados pela sala, davam travesseiradas uns nos outros, comiam quando queria e misturavam brigadeiro com churrasco, brigadeiro de novo e os pais? Nem ligavam. Liberdade total!

Logo cedinho acordávamos e íamos a pé (cinco quadras) para a praia carregando algumas coisas (muitas coisas) até nos instalarmos de frente “daquele marzão de Deus” como dizia meu pai.

Já sentada na cadeira, olho para o lado e vejo uma senhora tirando a saída de praia e achei que era a coordenadora de matemática da escola dos meus filhos. Uma senhora elegante, sempre bem vestida, muito inteligente que dá ate gosto de ver. Ela não para nunca, fez mestrado, Doc, pós Doc…mas naquele momento era uma pessoa comum, com corpo comum, de biquíni curtindo a família…bom, olhei direito e não era ela…ufa! Que bom, senão ela iria me ver com a mesa cheia de salgadinhos e cervejas já trazidos de casa, porção de salaminho….uma verdadeira farofa!

Foi aí que olhando várias pessoas ao meu redor, percebi que ali na praia, todos eram seres humanos normais, todos com os pés sujos de areia, passando protetor solar, rindo e curtindo tudo o que recebemos de graça…sol, mar e natureza. Relaxei.

E o Cortella? Bom, fiquei olhando todos os barbudos da praia, vai que de repente o Cortella esteja lá, bem à vontade  bebendo uma caipirinha e de sunga? Ah…mas ele estaria com uma sunga todinha salpicadas de letrinhas do alfabeto na cor cinza, descalço, com chapeuzinho, aquele bege meio clássico e lendo um livro, claro!

Enfim, descobri que na praia, não importam os títulos das pessoas, somos todos iguais. As mulheres de biquíni se achando fora de forma e os homens fazendo de tudo para disfarçar enquanto passa uma gostosona caminhando pela praia.

E o David Luiz? Ah, este eu coloquei no título só para chamar a atenção dos homens para o texto.

E você, quem gostaria de encontrar na praia? Como ele estaria vestido?

foto roberta 2014

Roberta Corsi – Bela Urbana, coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva, para conhecer o movimento acesse https://www.facebook.com/movimentogentilezasim