Tenho minhas crenças e uma delas é que estamos aqui neste mundo para amadurecer e nos transformarmos em pessoas melhores.

Pra mim, isso é fato!

O mais magnífico é que precisamos do outro pra que isso aconteça.

Desde a nossa concepção até a  nossa morte há ” um outro” em nossa história.

Dependemos dos nossos pais  (para nascer) depois do mundo, cheio de ” outros.” para viver.

Isso é ciência!

Um bebê precisa de estímulos para se desenvolver. Precisa do toque, da voz, do seio.  Precisa do ” outro”. Precisa da Mãe.

Isso é mágico!

É  nessa relação que vamos Desenvolvendo,  amadurecendo/crescendo e envelhecendo.

O Eu e o outro. O outro e eu:  Nós.

Isso é Fantástico!!

Precisamos desse movimento que a vida nos oferece pra experienciar tristezas, alegrias, decepções. Para refletir, para mudar, para sofrer, para sorrir.

Aprender sobre a “vida ” só acontece vivendo e vivendo com o outro!

A simples atitude de alguém nos ensina: Um erro, um acerto. uma discussão, uma decepção , ler o livro do outro,  o poema do poeta…. a filosofia do pensador, a opinião que não é a nossa, a crítica… e uma  palavra.

O outro está a todo tempo mexendo com o nosso “eu”!

Isso é maravilhoso!

Acordar todos os dias nos faz vivos e aprendizes. Aprender amplia nossa mente e nos une mais ainda ao outro. 

É seguimos precisando uns dos outros.

E nem estou falando de amor. O tema Amor fica para um outro “eu e o outro”.

(E não sou mais a mesma …. Amadureci lendo textos do Belas Urbanas).

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 53 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “.

Não, este texto nada tem a ver com a história original de Lewis Carroll ou com o filme que ela originou. Neste caso, Alice sou eu, é você, somos todas nós, mulheres modernas e sonhadoras que tentam enlouquecidamente sair do País das Maravilhas e voltar para a tão almejada liberdade.

Liberdade? Cortem a cabeça de quem sonhou… De quem deu uma de chapeleiro maluco e que em um delírio alucinante ousou quebrar os padrões durante um chá das cinco…

Como Alice pensa em desafiar a Rainha Vermelha, suas ordens e seu reino? Como tenta fugir da estética perfeita, do amor de conto de fadas, do sucesso profissional? Cortem-lhe a cabeça!

E no tique taque alucinado do relógio do coelho branco, que teima em estar atrasado, a Alice moderna corre, sofre de crise de ansiedade, stress e perde a calma. Opa, alguém chama a lagarta que com sua sapiência e seu narguilê tranquilizante pode ter a resposta mais astuta por meio de suas charadas… ou não… eita paisinho confuso esse.

Alice dorme menina, acorda mulher… Seguindo as maluquices de um mundo moderno, que não começa com o cair na toca do coelho, comer bolos mágicos para aumentar ou diminuir de tamanho. Por mais que a vida às vezes careça dessa magia para nos adaptarmos na sociedade e nas loucuras do dia-a-dia.

Quem nunca se sentiu fora dos padrões da “normalidade”, como se tivesse crescido exageradamente de tamanho ou precisasse diminuir radicalmente para passar pela porta e seguir o curso da vida? Só não pode errar na medida, senão… Cortem-lhe a cabeça…. A insanidade desse meu país, dessa minha visão através do espelho, é tanta que busco insistentemente o sorriso do gato sem corpo que aparece do nada para me fazer graça, rodopiando a cabeça no ar.

Alice quer tanto a liberdade, a leveza da borboleta, a risada desmantelada do Chapeleiro, a graça das flores que falam, que pinta a si mesma e a esse País das Maravilhas como se fosse um retrato. Uma mistura frenética de tintas e sua imagem assim se reflete: em uma projeção de história infantil que em que por um breve momento a mágica se faz e em que se é feliz completamente… por um breve momento… como num sonho… como numa viagem…

De repente, a efemeridade do conto aparece e a tinta do quadro vira um borrão no espelho… esse é o reflexo da alma de Alice… uma mistura densa, complexa de cores e texturas… de repente… antes do grito final de “cortem-lhe a cabeça”, Alice perdeu o chão, perdeu a mão, perdeu o traço, perdeu os laços e o caminho de volta para casa.

Alice quer voar nesse mundo entre o real e o fantástico. Mas como sair da gaiola mesmo que a porta esteja aberta? Alice quer voltar para casa, mas sua casa se tornou aquele País das Maravilhas que ela criou para se satisfazer, momentaneamente. É tudo urgente, tudo para ontem, está sempre tarde. Tique taque, corre o coelho atrasado… Tique taque, Alice o segue. Tique e taque, marcham apressados os guardas cartas de baralho… É tanta insanidade, que tudo roda, nauseia, dá vertigem. Viva o complexo de Alice que eu inventei, viva o País das Maravilhas que eu criei e desejei.

Como diria uma grande amiga e voz da consciência: “Menos, menina. Bem menos. Limpe o espelho e encare-se. Quando você não intervir mais na imagem e na paisagem refletidas, você saberá o real significado de ser livre”. Seria a lagarta falando comigo?

Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

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Você já percebeu como é gostoso falar bem vindo? Sim, é muito gostoso, principalmente quando esse “bem-vindo” é dito com o coração aberto.

Então, é com caixa alta (já que estão lendo e não ouvindo) e com o coração aberto, que digo BEM- VINDOS!

Começamos oficialmente a postar novos textos hoje dia 01 de fevereiro. Além do nosso time de colaboradores, contamos com novos já nesse mês.

Os temas? Muita coisa no nosso divã, reflexões pertinentes a essa vida urbana, caótica, corrida, mas adorável que vivemos. Temas que abordam nossas liberdades de escolhas. Temas que abordam comportamento, saúde, superação, família, trabalho. Também continuamos com nossas poesias e contos e as dicas sobre restaurantes, filmes, teatros, parques, lugares. Ah, também continuaremos com os Conselhos do kiabo e agora também com os conselhos da Madame Zoraide, afinal diversão e bom humor são fundamentais e como dizem “rir é o melhor remédio” portanto, permita-se rir.

Fevereiro é o mês mais curto do ano, é pura poesia, verão, carnaval e como os tempos andam outros, em 2017 o Brasil não começou depois do carnaval. Sim, já começou, esperar até o final do mês e no meio de uma crise financeira não é o que os brasileiros podem fazer, novos tempos. Estamos nos reinventando para sobrevivermos e vivermos bem, esse é o desafio para todos nós.

Existe uma teoria administrativa que diz que quando está tudo bem em uma empresa, a liderança cria propositadamente uma crise, para que a equipe saia do seu lugar confortável e crie alternativas, traga a tona a criatividade. A crise serve para separar o joio do trigo. Após a crise quem fica é o trigo e isso não é só no mundo corporativo. O lado bom da crise é justamente esse, deixar ficar o que é melhor, bom, o que joga no mesmo time e principalmente para reforçar a sua própria auto confiança.

Enfim, que venham as flores, as músicas, os sonhos e fevereiro é tudo isso. Temos essa magia que é o carnaval. Dias de descanso para alguns, dias de praia para outros, alguns em retiro espiritual. Dias de samba, marchinhas, frevo e todas músicas que fazem nosso corpo balançar e nossa alma viajar.

Cantar e dançar é terapia. Solte o corpo. Solte a voz. Não precisa ter vergonha, solte-se, sinta e relaxe. A adrenalina vai a mil e essa é uma boa dose de combustível para seguirmos em frente. Busque o equilíbrio e é por isso que estamos aqui, para que com nossos textos você possa refletir, rir, questionar, se divertir. Afinal, é muita coisa para darmos conta e muitas coisas ao mesmo tempo, só com equilíbrio mesmo para não entrarmos nesse processo de depressão, que é uma doença que cresce assustadoramente na nossa sociedade.

Então, já que música é fundamental, para mim é, não vivo sem. Deixo aqui com vocês um pedaço de uma letra de uma música do Gonzaquinha que já tocou muito em carnavais que pulei na minha adolescência e que está entre as minhas músicas favoritas, desde os meus 14 aninhos. Inspiração pura para todos nós.

“….Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz. Ah meu Deus! Eu sei, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita….”

BEM-VINDO 2017!!! BEM-VINDOS AO BELAS URBANAS 2017!!!

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos www.3bis.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)