O que me encanta em alguém…

Encanta-me o simples, os pequenos gestos, o olhar sem preconceitos, sem “dedos apontados”, sem críticas infundadas…

Encanta-me o jeito diferente de ser, o que agrega, o que ensina, mas também o que aprende, apreende e transforma.

Encanta-me o olhar que acalma, a mão que acaricia e ergue do chão.

Encanta-me a perseverança, a intuição, a convicção flexível, a possibilidade de diálogo, a busca.

Encanta-me a fé, que não precisa ter nome, religião ou dogma, mas sim a força que impulsiona e faz seguir.

Encanta-me a empatia, o se colocar no lugar do outro, o altruísmo, a gratidão, a afetividade, o bem-querer e, acima de tudo, o respeito!

Desde criança sempre fui fanzão de Jesus, meus pais muito católicos nos obrigavam a ir na igreja, porém eu achava enfadonho e falso todo aquele mise-en-scène dos padres, sentia fazendo mímicas que vinham sendo repetidas através dos séculos.

O tempo passou mas nem por isso deixei de ser fanzão de Jesus, a vida me ajudou, e mesmo sendo eu um Artista de Teatro consegui juntar o “Sagrado dinheirinho” para conhecer a terra de meu Ídolo. Passei uns cinco meses sem dormir direito, só vendo fotos, lendo matérias sobre quem já havia viajado a Israel, tinha medo e curiosidade ao mesmo tempo, mas todo mundo falava nas matérias que Israel é um país extremamente seguro, eu acreditei e lá fui conhecer a terra de Jesus.

Chegando lá entendi porque Israel é seguro, levei uma GERAL e fui sabatinado na imigração de maneira incisiva, eles encasquetaram porque eu estava lá sozinho (alias não estava, estava com DEUS) e fizeram um milhão de perguntas, mais de um policial da imigração o fizera, e para piorar tudo o que eu falava só poderia ser comprovado com os documentos que estavam na minha mala, que detalhe, não estava comigo porque a esteira é depois da Imigração, na volta fui entender porque eles pegaram no meu pé, eu ao tempo todo no meu parco e porque não dizer “POOR” english dizia que estava lá pra conhecer os SANTOS CAMINHOS DE JESUS, repeti isso várias vezes, e depois descobri que embora lá seja um pais que recebe turistas Judeus, Católicos e Muçulmanos, os Judeus que são maioria, não são AFEITOS com quem é fanzão de Jesus como eu, isso senti na viagem toda. Mas lá estávamos Eu, Jesus e DEUS, na terra do Pai, do Filho e do Fã.

Gente no ótimo português: é de Passar mal !!! A minha visão de Deus e Jesus não é a da igreja católica que tanto me traumatizara, mas de um cara que veio ao mundo pra ensinar, tudo dentro de uma simplicidade muito grande, fui a todos os locais que Jesus passara, e os que mais me chamavam atenção e me fazia sentir meu Ídolo eram os mais simples, outra coisa que me chocou era que você chegava a locais como Nazaré e via uma cidade moderníssima e do lado a parte antiga do tempo de Jesus, todas elas eram assim, sempre o lado INTERNET, e o lado deserto de rípio, aliás me choquei com o deserto que não é formado de areia, que era assim que eu imaginava Jesus andando por ele.

Três foram os melhores momentos, quando fui a Cafarnaum, Jerusalém e Belém. Jerusalém é a consagração da viagem, é muito LOUCO aquelas muralhas gigantescas, portões gigantes, gente de TODO MUNDO, e vielas, becos sem fim, da a sensação que você não vai sair dali nunca, de tanta rua pequenina. Sem mapa ninguém anda lá não, até de GPS me perdi, mas algo estava errado… uma curiosidade, o Google MAPS não acha Belém de jeito nenhum, apelei para o WAZE, que detalhe é de ISRAEL, porém quando você cria a rota, aparece em VERMELHO, esse local é de RISCO, meu amigo me deu medo e não entendia porque, porém ao me dirigir pra lá entendi, não há sinalização de Jerusalém para Belém, e quando você chega em Belém o WAZE começa e manda sinais em vermelho dizendo que lá é uma zona de risco, para completar você começa a ver soldados armados até os dentes e com cara de poucos amigos, mas eu estava lá, lá onde meu Ídolo nascera, mas algo estava errado….

Continuei minha viagem programada pra dez dias, é obrigatório ir ao mar morto, lá você vê em todos lugares, beba muita água e não afunde a cabeça na água … fiz tudo ao contrário, sou teimoso, e confesso que me arrependi de ter afundado a cabeça, imaginem a ardência da água do mar vezes 100 nos olhos, mas fiquei por ali aguentando na raça pra não passar vergonha de ser teimoso. Uma coisa que também me chamou a atenção, eu estava sem agencia sem guia, loquei um carro criei meu roteiro e fiz tudo por mim, eu ia a locais e ficava por horas me deleitando com o espaço, sentindo emoções e via aqueles montes de pessoas com guias passando segundos, nos locais a quilômetros deles e eu tive a honra de ser visto dentro do palácio de Herodes, isso mesmo, os turistas guiados a uns 100 metros do palácio e eu lá com meu carrinho do lado e dando uns “Rolês” dentro do palácio. Uma curiosidade as agencias dizem que em dez dias em Israel você não conhece nada, eu resolvi tudo em quatro dias, essa é a vantagem de você ter um carro é escolher o que vai fazer.

Tel Aviv é sem graça, me senti em Copacabana, tudo infinitamente caro e você só vê a modernidade de Israel lá, existe Haifa a parte antiga, mas não se compara com as cidades menores, não era isso que eu procurava, eu estava lá pelo meu amigo Jesus. Eis que chega o grande dia a ida a Cafarnaum, algo me dizia que lá seria especial, e foi, é a menor cidade que se pode associar a Jesus, é uma gracinha e o mais legal esta na frente do mar da Galiléia. Quando sentei embaixo de umas árvores em formato de círculo e olhei pra casa de Pedro e o mar da Galiléia, veio o sentido da viagem, senti um calor no corpo e na alma, uma vontade de sorrir e chorar ao mesmo tempo e me senti abraçado pelo meu ídolo amigo e irmão Jesus, chorei meu povo feito menino !!! Era Jesus do jeito que eu sempre pensei, simples, pequenino, humilde como Cafarnaum, ali tinha valido a viagem e entendi o que estava “ERRADO” em Belém e em Jerusalém, os Judeus após a vida e morte de Jesus não queriam perpetuar a história dele, muito fora destruído, até a própria Jerusalém, na gruta da natividade você é tratado com truculência e não pode meditar no que seria o local do nascimento de Jesus, e quando se fica diante dele você tem certeza que não é lá, Jesus não era o comércio de souvenirs, não era a pompa das igrejas, Jesus era o homem que andava no deserto e que nada tinha além das vestes e da humildade.

Depois de Cafarnaum entendi o porque de tantas perguntas na imigração. Porém, em todo os lugares que você vá, é muito bem tratado pelos Judeus que são educadíssimos e falam muito bem inglês, só eu quem não. É maravilhoso ir a Israel mas fiquem bem longes da parte GLAMOUR TURISTICO , lá o meu amigo e Ídolo não está.

Hugo Vidal – Belo Urbano, é jornalista, ator e diretor há 29 anos, gosta muito de descobrir novas paisagens rodando com sua moto, aliás uma de suas paixões é o motociclimo. 

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Desde 2001 o mundo está diferente, o terrorismo deixou de ter fronteiras e pode atingir qualquer um em qualquer lugar.

2015 foi um ano particularmente marcante.Charlie Hebdo em janeiro , estudantes mortos pelo Boko Haram em uma universidade no Quênia, Refugiados que fogem da barbárie, mulheres sequestradas e escravizadas. Tudo em nome de uma visão de religião podre e extrema que prega a morte como pena aos infiéis dessa religião.

O islamismo é usado como desculpa para o terror, assim como o judaísmo, o catolicismo já foi, e no Brasil, a bancada evangélica no governo, machista, homofóbica e ignorante, ganha cada vez mais poder.

Temos  também o problema do governo brasileiro, que pela corrupção e negligência permitiram situações como a da lama em Mariana, MG, morte de pessoas e do Rio Doce, gerada pela ganância de uma companhia, sem contar as vítimas da violência do tráfico de drogas no país , violência imaginável ou não, em todo o mundo , a situação é surreal.

E nas redes sociais você é obrigado a optar por solidarizar com uma situação ou outra, como se em nossos corações não tivesse espaço para todas as dores do mundo!

Não nos esqueçamos que em 2016 o Brasil sediará as Olimpíadas e os olhos do mundo se voltarão para cá.

Por fim, enquanto for permitido justificar a violência pelas religiões, está errado! É errado!!!

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Synnöve Dahlström Hilkner É artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.  

Independente de qualquer religião ou da falta dela, essa prece é para as mães.

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Deus cuide das mães para que as mães cuidem de seus filhos.

Proteja as mães, sejam elas de qualquer idade, qualquer religião, de qualquer classe social, com qualquer grau de instrução.

Proteja por favor as mães, para que elas possam continuar a proteger seus filhos quando pequenos, e também, ensiná-los a irem se protegendo à medida que crescem.

Força para as mães, porque é preciso força para enfrentar as cabeçadas dos filhos. Essas cabeçadas doem em dobro nas mães, literalmente as cabeçadas dos tombos que deixam “galos”, que os filhos berram de dor e de medo,  e também,  das cabeçadas que os filhos adolescentes e adultos muitas vezes insistem em levar por não ouvir, por querer experimentar o que as mães já sabem não ser bom.

Deus, piedade das mães que sofrem por dores que nunca vão passar, mas que o tempo, somente ele, poderá consolar e talvez até confortar. Que esse tempo não demore tanto tempo para elas.

Que venham alegrias para as mães e elas possam comemorar os passos, os acertos, as conquistas de seus filhos. Que as mães escutem aplausos.

Perdoe os erros das mães, faça-as se perdoarem. Sabemos que cada mãe faz o seu melhor e por isso o mundo é tão diverso e interessante. As mães precisam aceitar e entender isso; a responsabilidade pela escolha do caminho é individual  – do filho.

Perdoe também as mães impositivas, cabeças duras e intolerantes. Ajude-as a aprender a apreciar as borboletas amarelas do caminho.

E por fim e com muita força, que essa prece rogue para que mãe nenhuma desista de seu filho. Por mais difícil que seja, que nenhuma mãe desista, mas que tenha sabedoria para superar problemas e que acima de tudo haja amor, em qualquer fase da vida delas e de seus filhos.

Amém e feliz dia das mães (todos os dias).

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde é a responsável pela autoria de todas as histórias do projeto. Publicitária, empresária, poeta e contadora de histórias. Divide seu tempo entre sua agência  Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, suas poesias, histórias e as diversas funções que toda mãe tem com seus filhos. Deseja um feliz dia das mães para todas as mães e quer curtir esse dia com seus filhos e sua mãe 🙂