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Já falei aqui da mulher de fases… sim, temos fases e o processo é químico!! O corpo feminino é uma bomba química que alterna DIARIAMENTE a quantidade e o tipo de hormônio que irá suportar algum objetivo do nosso ciclo reprodutivo. É assim e pronto!

Mas existe um outro processo químico, um pouco mais demorado e mais duradouro. Sim, chega uma hora que essa bomba química é desativada… a menopausa. E o nosso corpo que tanto mudou a vida inteira deixa de mudar tanto. E muda definitivamente!

O corpo vai deixando de produzir substâncias que mantinham determinados processos vivos! Processos dos quais teoricamente não precisamos mais. Porém, essas substâncias também serviam de suporte para outros processos, e é aí que a coisa pega. Num mundo em que se vive cada vez mais, é preciso que esse suporte químico seja mantido pelo tempo que for possível, mas o nosso corpo não foi projetado para isso.

Essas mudanças são perceptíveis fisicamente, como maior dificuldade para manter peso e emagrecer, os malditos calores, menor nível de energia, pele e cabelos vão perdendo vitalidade, e daí por diante. Mas a mudança não é só física. Há também um forte componente emocional. Na verdade, por mais que essas mudanças gerem um desgaste emocional, nesse caso há também um componente químico! Então, muitos casos de depressão e outras mudanças de humor, são devido a substâncias que deixamos de produzir ou produzimos menos!

E infelizmente, nesse caso não se comemora o famoso bordão ‘viva a diferença!’… para os homens é bem mais suave, são bem menos hormônios envolvidos e eles vão se suavizando calmamente. Novamente para as mulheres, embora aconteça razoavelmente devagar, há um momento ‘pico’ em que fica claro que a partir dali, não tem volta.

Como lidar com isso? Bem, o primeiro passo é aceitar! Lutar contra não vai ajudar. O segundo é avaliar o impacto real na sua vida. Eu, por exemplo, ainda tenho muito que trabalhar antes de poder pensar em ter uma vida mais sossegada (que na verdade nem sei se quero…), portanto, o meu nível de energia ainda tem que estar alto! Preciso dela.

E por fim, já que o processo é químico, vale avaliar com o seu médico (e se tiver, terapeuta) se vale a pena intervir com reposição, fito-terápicos, ajustar a alimentação e as atividades físicas.

Só não vale ficar sofrendo e se lamentando! Pelo contrário! Afinal, a ilusão de que temos ‘a vida toda pela frente’ (nunca tivemos!) está acabando, portanto é a hora de aproveitar a vida ao máximo!

Foto TOVE

Tove Dahlström – Bela Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.