Conversando e contando como a vida estava, ouvi de uma amiga muito querida, em um café da manhã, depois de muito tempo sem vê-la, que ela estava bem hoje, mas ficou um tempinho sem capacidade de sonhar. Essa frase me acertou um soco no estômago, na face e na alma.

Era a frase que eu procurava para definir o tempo em que me encontro. A incapacidade de sonhar é tão escasso, tão medíocre em nossos pensamentos que te engole como um rolo compressor. E o mais surpreendente que não nos atemos e nem percebemos quando essa falta de sonhos se instala. E pensar que sempre fui feita de sonhos, concretizei quase todos. Me perguntei nessa mesma manhã o porque dessa falta… acredito pela mesma força que nos impulsiona a seguir sonhando. Nossos pais, amigos e quem quer que se condicionem a um padrão, nos consomem com suas palavras nada animadoras. Você comenta: quero viajar para Austrália, conhecer o Japão por exemplo e você tem quase sempre como resposta: com que dinheiro? Ou até sonhos profissionais, obter um equipamento novo, um curso e lá vem de novo, como você vai conseguir? Até quando seguimos as regras e padrões dos outros?  Crescemos e amadurecemos, mas esses malditos padrões nos perseguem.

Aí o tempo passa e nos enchemos de vídeos positivos, frases de efeito para poder sobreviver e resgatar a capacidade de sonhar. Deixar a onda passar… depois de um tubo daqueles. Precisamos caminhar, mas  como o bom Chapeleiro de Alice, já estamos em tempo de perdoar e esquecer ou esquecer e perdoar e seguir em frente. Nos sentimos tantas vezes reféns de outrem ou de circunstâncias. Seguimos em frente… e fico com uma frase mais pertinente e que bem dizia a minha mãe: Somos sozinhos querida, somos sozinhos!

E somos, e por muitos anos essa frase parecia solitária, pobre e sem valor no meu inconsciente, até que fez todo sentido, finalmente, somos sozinhos sim, não depositemos nossos sonhos nas palavras de outros, sigamos em frente contando conosco, com nossa força de sonhar. Não há poder maior.

Macarena Lobos –  Bela Urbana, formada em comunicação social,  fotógrafa há mais de 20 anos, já clicou muitas personalidades, assim como grandes eventos, trabalhos publicitários e muitas coberturas jornalísticas, segue seu site: www.macarenalobosfotografia.com, hoje seu foco está voltado para a arquitetura, você pode conhecer mais no site: www.arquiteturaemfoto.com.br. De natureza apaixonada e vibrante, se arrisca e segue em frete. Uma grande paixão é sua filha. 

 Foto: Marcarena Lobos

 

 

Você também se pega de vez em quando discutindo imaginariamente com você mesmo(a) ou outra pessoa, sobre os mais diversos assuntos? Na maioria das vezes você está nervoso, bravo, irritado com algo que considera um problema? E mais, está pensando na mágoa, na raiva, na culpa e muitas vezes na vingança?

Bem, você é mais um nessa multidão de pessoas que não conseguem desligar o pensamento e se deixam levar por ele. Um sentimento ruim gera um pensamento ruim, esse pensamento te domina e se desenvolve, na maioria das vezes piorando aquele sentimento.

Mas o pensamento não é o que nos distingue dos outros animais? A capacidade de raciocinar e pensar, acima do sentir?

Sim! Porém isso só é verdade quando dominamos esse pensamento. Penso que se nos deixamos levar por ele e o deixamos afetar negativamente nosso sentimento, e a reagir negativamente, não somos assim tão ‘superiores’, somos?

A boa notícia é que dá sim para dominar esse pensamento e fazer com que não nos afete negativamente, ou ainda, transformá-lo em positivo. E por incrível que pareça, no início vai exigir treino e esforço consciente para mudar nosso estado mental, porque ficamos por demais concentrados no nosso próprio sofrimento…

E a solução na maioria das vezes implica em tentar sentir o que o outro está sentindo, ou se concentrar na raiz do seu sofrimento e não no sofrimento em si. Mas como eu disse, no início requer treino e esforço… como começar uma academia!

Eu criei um jargão próprio para isso!

‘VIRA A CHAVINHA!!’

Quando me vejo reclamando de algo por muito tempo, discutindo comigo mesma ou outra pessoa sobre algo, culpando ou responsabilizando pelo meu sofrimento, e percebo que estou deixando o assunto crescer, logo dou o comando ‘Vira a chavinha!’. E imediatamente começo a me ‘auto-aconselhar-me-a-mim-mesma’:

Acalma esse coração… O que levou a essa situação? Como o outro está se sentindo? (quando tem outro) Qual é a solução? Pense na solução e não no problema…Pense em construir, não em demolir.

Depois de um tempo fica fácil e natural… Principalmente porque dá alívio e o resultado em geral é positivo, e assim acaba por condicionar a querer usar sempre!

E você não precisa usar a mesma frase!!! Pode criar o jargão que mais fizer sentido pra você!! ‘Acende a luz!’ ‘Abre a porta!’.

E aí? Qual vai ser o seu?

Tove Dahlström – Bela Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

 

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Mudanças acontecem na vida das pessoas. Muitas são procuradas, buscadas, desejadas, outras vem sem pedir licença e temos que nos adaptar, e um fato é certo: toda mudança gera estresse, estresse esse causado pela necessidade de adaptação a uma nova realidade.

Quer coisa melhor que um filho há muito desejado? Mas…. gera estresse. Tudo, absolutamente tudo, muda com esse acontecimento. E pra sempre! Horários, hábitos, sono, etc. É delicioso, mas a adaptação gera uma série de dificuldades.

E passamos por isso a vida toda e nos adaptamos sempre, desde as coisas mais simples até as mais impactantes. Todos nós invariavelmente passaremos por mudanças.

E aí vem o curioso… Tem gente que recomeça uma nova vida  com energia e disposição mesmo após mudanças radicais, como uma guerra, uma catástrofe e tem gente que reclama até da mudança do tempo!

A diferença entre essas pessoas é que enquanto umas escolhem se adaptar e voltarem a ser felizes o mais rápido possível, as outras… bem, preferem reclamar, porque a felicidade depende do clima, da vizinhança, do barulho, da estrada, enfim, do outro.

E é aí que eu quero chegar: A OPÇÃO É SUA!

Quer reclamar, reclame, mas a chuva não vai deixar de cair, o vento não vai parar de soprar, o vizinho continuará a tocar funk, a estrada continuará poeirenta. OK, vizinho tocando funk é forçar a amizade… tem que reclamar mesmo!

Mas… Eu escolho ser feliz. Me adaptar e seguir em frente. Minha primeira grande mudança foi aos 4 anos de idade e desde essa época, mudança é a única coisa constante na minha vida! Tão constante que muito tempo parada me faz buscar o que mudar!

Mesmo com 18 anos de empresa, dentro dela mudei de área tantas vezes que parece que foram empresas diferentes. E cada mudança dessas me traz novos desafios e principalmente, aprendizados! Adoro aprender coisas novas, então, a cada mudança, voluntária ou não, sempre busco nela o aprendizado que vai me trazer.

Eu opto por aprender! E você, o que a palavra mudança provoca em você?

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Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

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Hora de mudar

Renovar

Outro ciclo que inicia

Da alma sempre inquieta

Da vida que se delicia

Sempre uma nova meta

Do pavor que isso propicia

 

Da vida de hoje o que se leva

As amizades gostosas

Isso tudo fica

Dos amores conquistados

As lembranças

Os anseios

A coragem

 

Seguir em frente

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Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

 

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A fome é miserável

Corrói

Dói

Machuca

A fome é o que falta

A fome é vontade

A fome é cinza

A fome não tem cheiro

tem nada, só nada.

A fome te dá dois caminhos

Seguir em frente e matar a fome

Ou

Parar e morrer de fome.

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde é a responsável pela autoria de todas os contos e poesias. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre sua agência  Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos.