Um dia ouvi de um professor que deveríamos, às vezes, praticar a desconexão. Como um professor renomado de mídias digitais e redes sociais, que vive para o universo on-line poderia dizer aquilo? Não entrava na minha cabeça.

Hoje vivemos numa era midiática, onde todo o tipo de informação chega em nossas mentes e temos que dar conta de tudo num curto espaço de tempo. Pensei, analisei, enxerguei os prós e os contras e lá fui eu viver sete dias como há muitos anos não vivia.

Sete dias sem elas.

Sete dias sem likes.

Sete dias sem amei.

Sete dias sem há há há.

Sete dias sem ver a vida dos outros.

Sete dias sem compartilhar o que estava sentindo ou não.

Sete dias que pareciam durar uma eternidade.

Sete dias desconectada das redes sociais que mais ocupavam meus dias com besteiras, notícias boas, notícias ruins, nóias e risadas.

Sete dias vivendo.

Os hipócritas vão dizer: Ah, isso é fácil! Você é viciada! Certeza que você está fazendo isso porque deu ruim!

Como as vezes não vale a pena explicar eu fiquei com a minha resposta e segui nos sete dias. Não foi fácil. Mas como não nasci com elas na forma on-line, logo aprendi a lidar com a desconexão e praticar a rede social que aprendemos desde crianças. A rede off-line.

E sabem o que encontrei?

Encontrei um mundo real, encontrei-me com pessoas reais e principalmente comigo mesma. Meu coração desacelerou, não sofri a espera de nada e deixei o tempo me levar pra onde ele gostaria que eu fosse, sem mudar o rumo de nada.

Foram sete dias desconectada de um mundo que criamos, um mundo acelerado prestes a sucumbir.

Claro que não serei tola em dizer que viverei sem elas. Mesmo porque eu trabalho com isso. Mas de uma coisa eu tenho certeza. A vida é muito mais real, leve e gostosa longe delas.

Olhem para o céu, vejam a lua, as estrelas, o pôr do sol, subam em pedras, sintam o vento no rosto e ouçam os passarinhos. Olhem para os seus filhos, para os seus amigos, para os seus pais, para seus maridos, esposas, namorados, peguetes…whatever!

Apenas olhem e sintam.

Cris Saad – Bela Urbana, professora universitária, publicitária, fã do vento, da lua e do acaso. Apaixonada por música e dança, enfim apaixonada pela liberdade, pela loucura do movimento e o gozo do encontro.

 

Olá consulentes. Cá estou eu aqui de novo.

A pergunta que mais escuto quando me procuram é: Vai dar certo?

Eu sempre respondo: – Está dando.

As pessoas me olham com aquela cara de “como assim?” e antes que o consulente fale algo eu já explico.

O certo é uma estrada. As vezes reta, as vezes torta, as vezes com pedras, outras asfaltadas. As vezes com flores e frutos, em outros momentos árida. Na próxima curva pode ter um muro, na outra esquina pode chover. Você ainda pode dar de cara com um um ser estranho e assustador ou pode encontrar algo que você precise cuidar. Em algum momento ou mais de um, alguém despertará seu melhor. Em um trecho você terá companhia, em outros estará só. Nessa estrada ouvirá música, mas não em todo o caminho, em alguns ouvirá barulho e em outros silêncio. Encontrará, insetos, doces, água, comida, carros, carinho, raiva, sono, a falta dele, encontrará tudo, mas só verá se de fato olhar e sentir.

Então, quando a pergunta “vai dar certo?” vier. Pense. O certo é tudo isso e é incerto também. Afinal, o caminho é esse. O seu caminho.

Somente um conselho, um único e precioso conselho. Sapatos confortáveis para caminhar.

Até a próxima. Logo, logo tem mais.

Madame Zoraide – Bela Urbana, nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou  atendendo pelo telefone, atingiu o sucesso absoluto, mas foi reprimida por forças maiores, tempos depois começou a fazer mapas astrais e estudar signos e numerologias, sempre soube tudo do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica, é sabida e é loira. Seu slogan é ” Madame Zoraide sabe tudo”. Tem um canal no Youtube: Madame Zoraide dicas e conselhos www.youtube.com/channel/UCxrDqIToNwKB_eHRMrJLN-Q.  Também atende pela sua página no facebook @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe 😉