Uma vez joguei um dado
Esperando ver nele o resultado
Se um dia serei feliz
Se terei alguém ao meu lado
Se serei menos solitário
O valor tirado foi baixo
Então decidi mudar
Nesse dia eu me fiz jurar
Que um dia eu serei feliz
Que eu terei alguém ao meu lado
Que eu me tornaria menos solitário

Igor Mota – Belo Urbano, um garoto nascido em 1995, aluno de Filosofia na Puc Campinas do segundo ano. Jovem de corpo, mas velho na alma, gasta grande parte de seu tempo mais lendo do que qualquer outra coisa. Do signo de Gêmeos e ascendente em Aquário, uma péssima combinação (se é que isso importa).

É estar de bem, é estar de mal.

Brincar, brigar, chorar, amar

Rir de mansinho, quietinha

E gargalhar algo, mas bem espontâneo

É um sim a tudo,

Um sim ao não.

É a descoberta dos limites

É o querer mais, sempre mais

É poder ser contudo simplesmente você.

E descobrir do nada um mundo

E brincar com o sério, com o mais absurdo e triste sério.

Felicidade é simples, é de verdade, é todo dia.

É apenas uma questão de vontade.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

Foto Adriana: Gilguzzo/Ofotografico.

Você já experimentou se nutrir do que lhe faz bem? Natação, meditação, pompoarismo, pilates, poledance, dança do ventre, sapateado e tudo mais que desejar, já ousou?

Arriscou ler, ler, ler e se der tempo, ler de novo? Já experimentou se conhecer em profundidade? Já apostou em estabelecer relações de afeto protetivas?

Encontrar amigos… com que frequência você faz isso? Acordar e trabalhar no que se acredita, acha possível? Já sentiu o cheiro e a temperatura de grama molhada?

Quando está no trânsito, tem coragem de cantar e dançar? Brindou a existência de gatos (ou cachorros, rsss) brincando com eles? Escutou o silêncio da noite e ficou em paz e em gratidão por estar com quem ama?

Obviedade?

Então porque não experimenta?

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, mãe e caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 🙂 

 

Nestes últimos dias tive um papo com um cara que me fez refletir bastante sobre um assunto tabu. Na conversa ele me disse que apesar de ser muito bonita e atraente dificilmente eu engataria um namoro pois tenho filho e essa questão diminui bastante as minhas chances.
Ok! Até certo ponto concordo pois o que mais se vê por aí é cara com medo de relacionamento serio, imagine então assumir uma família que ele não formou. Mas a partir deste pré-conceito resolvi enumerar alguns tópicos esclarecendo porque deve ser muito mega-master-bom me namorar sendo eu uma mulher com filho.
Então vamos la!

1. Sou muito mais madura e tenho menos mimimi.
Já vivi um relacionamento, enfrentei a separação e agora cuido do meu filho sozinha. O foco e a importância maior da minha vida está nele, não em você. Tenho pouco tempo para picuinhas ou infantilidades como algumas mulheres que saíram da adolescência e sufocam seus namorados. Namorar comigo é mais tempo para fazer as suas coisas sem alguém no pé para cobrar tua atenção a cada minuto.

2. Sou mais franca e com menos joguinhos.
Já vivi um relacionamento e já passei pela experiência de maternidade o que me tornou mais franca na parte sexual. Aqueles joguinhos do tipo “O que ele vai pensar de mim se eu tomar a iniciativa?”, ficou muito mais escasso pra mim. Somos adultos, se quisermos fazer algo prazeroso juntos, por que passar vontade?

3. Mais independente.
Resolvi cuidar do meu filho sozinha, preciso arcar com custos e responsabilidades para isso. Não preciso me escorar em você e você não precisa se responsabilizar pela minha vida financeira. Se estivermos juntos, é porque nos gostamos. E ponto.

4.Muito mais resolvida com meu corpo.
Depois que meu filho veio ao mundo, fiquei bem mais resolvida com meu corpo. Aquelas neuras com estrias, celulites ou quilinhos a mais são mais amenas para mim que já convivi com um turbilhão de mudanças muito mais drásticas. Aceito melhor meu corpo sou muito menos encanada e mais suscetível a me dar e proporcionar prazer.

5. Sem pressa pra decisões serias.
Ao contrário de algumas mulheres que são loucas pra casar, eu já passei por isso e sei bem o ônus e bônus deste passo. Eu posso até querer casar de novo, mas serei muito mais cautelosa para tomar esta decisão já que tenho uma vivência maior tanto em relacionamento quanto na maternidade. A coisa vai fluir naturalmente se tiver que ser. A pressão será muito menor e a tendência é que os passos aconteçam no momento certo, sem precipitação.

6. Sou uma mulher de atitude!
Ser mãe solteira não é fácil. Cuido sozinha do meu filho todos os dias, trabalho, cuido da casa, tenho responsabilidades com ele e ainda reservo um espaço para me arriscar na vida emocional… Namorar comigo é encontrar uma mulher forte e decidida! Ao contrario daquelas menininhas na balada.

7. A gente vai se curtir muito! (E é isso que importa!)
Meu filho não precisa de um pai, ele já tem um! Não precisamos de ninguém nos completando ou preenchendo o lugar de alguém. Tudo aqui já esta muito completo e resolvido. Então só o sentimento, respeito e atitude bastam.
De resto é só correr pro abraço!

Agora o recado vai para o cara que me fez refletir por horas sobre essa questão e me disse que dificilmente namoraria já tendo um filho.
Deixa o preconceito de lado! A vida não é uma equação matemática com resposta única. Você, provavelmente, já foi a tampa de outra panela e a tua ex a metade da laranja de outro cara. Por que me penitenciar por ter vivido algo que não deu certo? Por que me julgar por ter tentado? O importante não é se eu tenho um filho, se tenho outro status social, ou melhor ou pior resolvida financeiramente do que o cara que estou, o importante é que eu estou pronta para fazer alguém feliz e deixar alguém me fazer feliz! Se isso acontecer, todo o resto é balela.

Gi Gonçalves – Bela Urbana, mãe, mulher e profissional. Acredita na igualdade social e luta por um mundo onde as mulheres conheçam o seu próprio valor. 

 

Poderia eu escrever sobre hoje, ontem ou há quase 60 anos, daria na mesma.

Continuo sendo aquela criança que gosta de brincar, correr, rir, xingar, amar, brigar, descobrir, desenhar, pintar, criar…

A mesma que adora refrigerantes e chocolate, claro, hoje com um pouco de álcool.

Não mudei muito, apenas continuo um adolescente, mas experiente em algumas poucas coisas, lógico, porque as que não sabemos e nunca fizemos são as melhores a se fazer.

Enfim, nesse tempo que não existe, continuo procurando aquilo que não conheço, arriscando nelas, as novidades, pelo menos para essa criança, porque tempo e espaço não existem mesmo, são apenas ilusão de um ser humano que infelizmente foi predestinado a acreditar em começo, meio e fim….que bobagem isso.

Mauro Soares – Belo Urbano, publicitário, diretor de arte e criação, ilustrador, fotógrafo, artista plástico e pontepretano. Ou apenas um artista há mais de 50 anos.

foto: Mauro Soares

 

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Mudanças acontecem na vida das pessoas. Muitas são procuradas, buscadas, desejadas, outras vem sem pedir licença e temos que nos adaptar, e um fato é certo: toda mudança gera estresse, estresse esse causado pela necessidade de adaptação a uma nova realidade.

Quer coisa melhor que um filho há muito desejado? Mas…. gera estresse. Tudo, absolutamente tudo, muda com esse acontecimento. E pra sempre! Horários, hábitos, sono, etc. É delicioso, mas a adaptação gera uma série de dificuldades.

E passamos por isso a vida toda e nos adaptamos sempre, desde as coisas mais simples até as mais impactantes. Todos nós invariavelmente passaremos por mudanças.

E aí vem o curioso… Tem gente que recomeça uma nova vida  com energia e disposição mesmo após mudanças radicais, como uma guerra, uma catástrofe e tem gente que reclama até da mudança do tempo!

A diferença entre essas pessoas é que enquanto umas escolhem se adaptar e voltarem a ser felizes o mais rápido possível, as outras… bem, preferem reclamar, porque a felicidade depende do clima, da vizinhança, do barulho, da estrada, enfim, do outro.

E é aí que eu quero chegar: A OPÇÃO É SUA!

Quer reclamar, reclame, mas a chuva não vai deixar de cair, o vento não vai parar de soprar, o vizinho continuará a tocar funk, a estrada continuará poeirenta. OK, vizinho tocando funk é forçar a amizade… tem que reclamar mesmo!

Mas… Eu escolho ser feliz. Me adaptar e seguir em frente. Minha primeira grande mudança foi aos 4 anos de idade e desde essa época, mudança é a única coisa constante na minha vida! Tão constante que muito tempo parada me faz buscar o que mudar!

Mesmo com 18 anos de empresa, dentro dela mudei de área tantas vezes que parece que foram empresas diferentes. E cada mudança dessas me traz novos desafios e principalmente, aprendizados! Adoro aprender coisas novas, então, a cada mudança, voluntária ou não, sempre busco nela o aprendizado que vai me trazer.

Eu opto por aprender! E você, o que a palavra mudança provoca em você?

Foto TOVE

Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

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Se lembra de quando a gente costumava ser feliz?

Se lembra de quando não era preciso fingir?

Onde a gente se perdeu, em que ponto da estrada?

Felicidade simplesmente pelo fato de ser, ter não importava.

 

Você se lembra quando foi que riu até chorar pela última vez?

“Cê” lembra do medo que dava quando a mãe dizia que só ia contar até três?

Me fale daqueles dias que a gente sorria sem motivos

Diz no meu ouvido como era a sensação de se sentir vivo

 

Me fale daquele frio na barriga do primeiro encontro

Da graça dos desencontros e dos abraços de reencontros

Diz pra mim como era a emoção de quando nossa música tocava

De todas as vezes que dançou sozinha no caminho da sala pra cozinha

 

Aqui entre a gente, qual foi seu último beijo de pálpebras fechadas e alma

aberta?

Lembra quando criávamos universos e fazíamos fortalezas debaixo da coberta?

Desejo a  você sonhos maiores que um apartamento 4 quartos e varanda gourmet

Eu espero que você ainda possa crer e que no fim do dia ainda tenha alguém

pra dizer:

 

EU TE AMO

 

Uma viagem para se afastar do mundo e se aproximar das pessoas

Jogando pedrinhas no lago e falando só de coisas boas

E que para sorrir não seja necessário ser ator ou atriz

E que pelo menos uma vez por dia você fique preso na nostalgia de ser feliz

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Lucas Alberti Amaral – nascido em 08/11/87, vem há 27 anos distribuindo muito mau humor e tentando matar a fome. Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela METROCAMP, trabalha na área há 6 anos, tem uma página onde espalha pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias www.facebook.com/quaseinedito (curte lá!). Concilia a dura missão de morar em Campinas – SP (cidade onde nasceu) e trabalhar em Barueri-SP, não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião, lua em Gêmeos com ascendente em Peixes e Netuno na casa 10. Por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.