O dia das mães foi ontem, o dia de comemorá-lo, mas mãe, uma vez mãe, é mãe em tempo integral.

Tem gente que diz que mulher é frágil, mas que mãe é muito forte. Não concordo exatamente com isso, mulheres são fortes e também são frágeis e mães são fortes sim, muito fortes quando ser MÃE está na sua essência. Ter filhos é fácil, mas ser mãe não é só ter.

Hoje, pós dia das mães, meu dia começou com um imprevisto. A escola da minha filha me ligou porque ela estava com muita dor de ouvido. Eu estava indo para uma consulta médica agendada há mais de dois meses. A médica que agendei, tem a agenda lotada, difícil conseguir consulta a curto prazo, mas é claro que desmarquei e fui com minha filha para o pronto socorro. Ficamos praticamente a manhã toda e saímos de lá para a farmácia comprar remédios, aliás, uma observação, como remédios em nosso país são caros.  Conclusão, uma otite que já sendo tratada pela mãe.

Outro dia uma amiga me disse: – Adriana os filhos são da mãe.

Nunca tinha ouvido aquilo, mas faz sentido, os filhos são da mãe na maioria dos casos, conheço algumas exceções, mas na maioria, os filhos são da mãe mesmo. É a mãe o porto seguro, emocional e muitas vezes o financeiro. Tenho três filhos, descobri o que é ser mãe com o primeiro, que hoje tem 19 anos. Filho não tem manual de instrução e mesmo no terceiro, no meu caso, na terceira, cada um é um, e com cada um, aprendo e ensino sempre algo novo.

Ser mãe de bebê para mim é o mais fácil, uma outra vez uma prima me disse: – Se sempre fossem bebês eu teria uns dez.

Uau, dez eu acho muito, mas bebês são fáceis de cuidar, o trabalho basicamente é físico. A medida que os filhos crescem, outras e outras questões vão surgindo e nem sempre tudo é tranquilo, quase nunca é, mas como mãe, vamos descobrindo caminhos, nos informando, conversando com outras mães, buscando ajuda de profissionais. Enfim, toda mãe só quer mesmo ver ser filho bem e feliz.

É simples na verdade, mas chegar nessa simplicidade é que não é nada simples… ou talvez seja, nós mães que talvez sejamos mais complicadas do que deveríamos ser, talvez nossa lente de proteger os filhos seja de aumento.

Eu hoje só sei de fato uma coisa, que só sabemos o que fazer em uma determinada situação quando a vivemos. O resto é especulação. Então se alguém falar: “se fosse…”, “se tivesse…”, eu faria de tal jeito. Esqueça, isso não existe.

Com meus filhos o meu SER HUMANO é mais forte, é crítico, aprende, ensina, perde a paciência, chora, ri, aplaude, não desiste, luta, briga, incentiva, se diverte, ama, com todas as dores e as delícias.

Depois que me tornei mãe tenho a clara sensação que um filho é grande chance de sermos seres humanos melhores. Agradeço muito as minhas três grandes chances, espero estar fazendo certinho a lição de casa.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas nesse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :). A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

 

 

Uma São Paulo apaixonada é ainda mais surreal.

Dia desses, na Av. Paulista, tava despedindo do gatinho carioca – ali na entrada do metrô Consolação. Um dia de sol bem gostoso. Com sorvete e calorzinho favorável. A despedida já tinha virado um amasso-espetacular-de-dar-inveja e eu já tinha perdido um pouco da noção do tempo e do bom senso.

Mas eis que, então, somos interrompidos:

– Ei, oi…

De primeira, de segunda, de terceira, ignoramos – um monte de gente ali, oai. Pense na força de um sonho corinthiano e na sinceridade de um desejo flamenguista de que – PORFAVORDEUS – não fosse com a gente. Afinal, naquele dia já tinha parado pra ouvir ONG pedindo o dinheiro que não tenho e descolado uma moeda pra um artesão que queria me vender um chaveiro gigante de fita cassete. Mas o “eioioi” foi chegando perto e ficando insistente. Virou “EI, VOCÊS”. Então, só sobrava nóis memo.

Aí já era. Abre o olho, desmancha o abraço, enxuga a boca, volta pra Terra – contrariada – e tenta achar da onde vem. Ao nosso lado, uma jovem senhora, toda desconsertada, diz:

– Então, sabe, é… será que cêis podiam descer e falar com o funcionário do metrô pra ele inverter o sentido da escada rolante? Porque eu preciso. Porque eu não consigo, sabe? Porque eles fazem, se pedir. Porque o elevador tá com cheiro de xixi.

Ainda sob efeito daqueles beijo que minha nossa, faço pausa de dois segundos só pra entender a situação, sem deixar de pensar MANO, SÉRIÃO? Já o boy, aposto ter sentido algo como um PORRÃ inconsolável.

Claro que a gente foi. Se pegar bonito, em público, não isenta ninguém de ser prestativo e solidário. Pedimos. E ouvimos do funcionário que tinha elevador. E explicamos que ela não queria pegar o elevador porque tava fedido. E contamos pra ela que o funcionário não quis inverter, mas que na outra entrada – logo à frente -, a escada tava descendo. E ficamos observando até ter certeza de que ela achou e entrou. E rimos tentando entender POR QUE CARALEOS – naquele lugar mega movimentado, de uma das maiores avenidas de sp -, ela foi pedir justo pra gente.

A senhorinha deve ter sacado que, em terra de autômatos, ser humano que beija na boca pode ser um bicho um pouco mais generoso.

– Mas bom, agora deixa pra lá. Acho que ajudamos alguém. Onde a gente tava mesmo?

Segue o amasso.

Camila Santos – Bela Urbana, formada em Psicologia, já foi cantora e professora de inglês. Já morou por três meses na Inglaterra e por três anos em Ilhabela. Entre uma ilha e outra, também passou um tempo como tripulante de um navio. De volta a São Paulo, escreve e dança forró para viver.

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Minha opinião é minha

Precisa ser respeitada

Por mim

Principalmente por mim

Às vezes é deixada de lado

Mas grita, esperneia

Até se fazer respeitada

Até ser ouvida sentida

Dolorida ou divertida

Ou blasé

Enfim

Que assim seja

É a minha opinião

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Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

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Foda-se parece uma palavra agressiva, ou mais um xingamento no meio de tantos que todas as horas ouvimos, no trânsito, no trabalho, em casa, na rua…. afff.

Mas não, foda-se é libertador. Não é um foda-se para os outros é um foda-se seu para você mesmo. Sim, quando você se diz foda-se, você se liberta. Liberta da dor que sente por uma situação, porque tem horas que não há nada mais para fazer, NADA, só sobram as dores, no corpo e na alma.

Então, as dores, essas sim tem que ir embora, porque se não forem, vão virando crônicas e se transformam em dores maiores, que nem médicos e psicólogos conseguem dar jeito.

Onde é esse limite? Até onde sentir a dor? Até onde insistir em uma determinada situação? Não sei a resposta, talvez ouvir o coração seja o melhor caminho, talvez ouvir sua intuição também. 

A verdade é que viver dói. Dói quando estamos muito felizes e temos medo de perder essa felicidade. Dói quando estamos tristes. Então, de alguma forma sempre existe essa dor como pano de fundo. Como prega o budismo, tudo é transitório e aceitar isso talvez seja o caminho para encontrar paz, equilíbrio, serenidade e deixar a dor só como um paninho de fundo, pequeno.

Aceitar que certas coisas não estão no nosso controle já é o primeiro passo. Nem tudo é como queríamos. Existem milhões de variáveis. Quem gosta de você, gosta e vai fazer questão de demonstrar isso. Quem gosta de você, quem gosta de verdade, vai estar sempre presente, mesmo longe fisicamente conseguirá estar presente.

Abraço é o melhor lugar do mundo. Acalma. Acolhe. É uma troca imensa de energia. Quem gosta de você, vai te abraçar, por saudade, para te dar colo, porque te ama. Escolha abraços. Escolha quem tem os braços abertos para você. Abra os braços verdadeiramente, não tenha medo de se expor. Seja autêntico com suas escolhas.

Pare de sofrer para quem não valoriza o seu abraço, de amigo, de amor, de mãe, de pai, de qualquer relação que seja. O foda-se é para você se libertar da espera, dos dias cinza, de tudo que dói demais e não tem solução.

DOR tem que ter prazo de validade, senão, corre o risco de ficar ali para sempre crescendo até nos matar. Olhe a vida e agradeça estar aqui. Olhe a vida e agradeça tudo que aprende todos os dias. Olhe a vida e AGRADEÇA todas as oportunidades que a vida lhe dá para ser um ser humano melhor.

Aceite tem coisas que não tem saída, só isso, então, para não piorar ou pirar, escolha o foda-se para tudo que te atormenta e recomece, mas desta vez sabendo que tem mais bagagem como recurso. Recurso interno.

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre sua agência Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

 

 

 

 

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Vou começar contando um flagrante da vida real. Há alguns anos, um belo sábado, depois de ter trabalhado a semana inteira, e acordando com a casa suja e desarrumada de uma semana sem cuidados, olhei para o companheiro de jornada, que na época estava desocupado, dei uma resmungada e comecei a faxinar. Reclamei sim, porque não acho justo. E ouço a pérola:

– Não tenho culpa se desde que o mundo é mundo, as mulheres cuidam disso…

Respiro fundo… (Senhor, dai me paciência, porque se der força, eu bato!!).

– Amigo, desde que o mundo é mundo, os MAIS APTOS saem pra caçar e colocar comida na mesa, e os MENOS APTOS, ficam na caverna, mantendo-a limpa, livre de pragas e aquecida!! Não tenho culpa se as aptidões necessárias hoje são diferentes e quem sai pra caçar sou eu. Portanto, ajude a manter essa caverna em ordem, por favor!!!!

Essa história me leva aos rótulos, que são tantos que encaramos no nosso dia a dia, e nesse caso especificamente, o que é ‘de menina’ e o que ‘é de menino’. E como isso vira feminismo e machismo. E como precisamos nos apegar a grupos de códigos préestabelecidos, ou melhor, preconceitos!

E quantas vezes me peguei pensando: E SE TODOS NÓS NOS TRATÁSSEMOS SIMPLESMENTE COMO PESSOAS??? E se a regra fosse o PESSOALISMO?

Nem mulher, nem homem, nem jovem, adulto ou velho, nem chefe ou subordinado, nem alto ou baixo, nem gordo ou magro, nem branco ou negro, nem budista, católico, umbandista ou qualquer outra das milhares de religiões que existem no mundo. E a história das gerações então? Baby boomers, X, Y, millenials… dos rótulos criados pelos serumaninhos, esse só não é pior que o de gêneros.

Porque temos tanta dificuldade em ver simplesmente uma pessoa, em sua individualidade, com suas características tão singulares, quando nos encontramos com alguém?

A resposta vem das cavernas… o mais apto é o mais forte, e consegue impor suas vontades, suas regras. Nem que seja à força… E algumas pessoas sentem certo conforto em serem vítimas! Afinal, algumas pessoas preferem responsabilizar os outros por suas mazelas, do que assumir as rédeas da própria vida.

Na religião, se não houver o domínio dos sacerdotes, como domar o rebanho? A resposta está em acreditar e incentivar o bem dentro de cada pessoa!

Na família, se o mais velho não impuser as regras e os limites, como fazer a família andar na linha? A resposta está na missão de criar pessoas boas!

No trabalho, se não houver chefe e subordinado, como fazer com que cada um cumpra suas tarefas e atinjam os objetivos da organização? A resposta está em como motivar as pessoas!

Mas ainda assim, mesmo que a hierarquia seja em algum momento necessária, e de modo geral as pessoas precisem de uma liderança, a opressão, a imposição, o domínio, ou mesmo a doutrinação, não deveriam acontecer. Acontecem quando os interesses não estão nas pessoas, e sim na ganância, nos bens, e no próprio sentimento de domínio.

Mas certamente não aconteceriam se em nossas interações com os outros, em qualquer meio, víssemos o que elas são em sua essência. Pessoas… como eu e como você!

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Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

 

 

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Tente abrir mão da sua parte.
Deixe gostos, manias, vícios…. Deixe também o orgulho, a futilidade e a sua prioridade.
Abra mão do seu azedume, do seu modelo, da sua limitação.

Deixe de lado as bobagens, as incapacidades e as suas frustrações.

Não existe ser humano perfeito entre esse céu e essa terra, então espalhe-se como o vento ocupando os espaços que a vida lhe permitir.

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Renata Lavras Maruca – Mulher, mãe, publicitária e cronistas nas horas de desespero. Especialista em marketing de conteúdo digital. Observadora do universo humano e suas correlações” intermundos”(reais e virtuais). Viciada em doces, gordinha por opção e encantada pela sedução inteligente. Prefere sempre vestir em palavras escritas tudo aquilo que reflete ou carece de análise. Resumindo: Complicada e perfeitinha

Hoje em especial quero compartilhar um texto que escrevi há quase 01 ano para o site do “Movimento Gentileza Sim” fundado pela minha grande amiga Roberta Corsi. O convite e a reflexão que fiz naquele momento permanecem e por isso compartilho o mesmo na íntegra com vocês, segue:

“Gentileza gera gentileza” já dizia o poeta Gentileza. É isso mesmo, não tem segredo, o segredo é colocar isso em prática em situações adversas. Gentileza é sinônimo de delicadeza, amabilidade, educação. Quando recebi o convite para ser a primeira a escrever para esse blog, fui pega de surpresa em uma manhã no meu trabalho. O convite veio acompanhado por um delicioso bolo e um lindo cartão, que realmente me emocionou e trouxe um sabor especial aquele dia. Ah Roberta, (fundadora desse movimento), se o mundo tivesse mais Robertas, com certeza as pessoas nesse mundo seriam mais felizes, porque foi exatamente feliz e honrada que me senti naquele momento e também responsável com o que trazer de relevante sobre esse assunto para o blog.

Busquei no dicionário, li alguns artigos, observei as pessoas ao meu redor, fisicamente e virtualmente, mas acima de tudo observei a mim mesma, confesso que essa tarefa não foi tão fácil. Conclui algumas coisas, entre elas, que é fácil ser gentil em situações cotidianas de nossa vida, um “bom dia”, “obrigada”, “por favor”, são palavras fáceis de falar, basta antes de mais nada a tal da boa educação. Como é ruim encontrar logo pela manhã um mal educado que chega sem dar um “bom dia”, que nos encontra no elevador com cara fechada,  e como é agradável encontrar alguém que além de dar o “bom dia” nos recebe também com um sorriso aberto e verdadeiro. Atitudes simples assim fazem diferença, é mais do que educação, é beleza de alma, alegria e contagia de forma positiva quem está em volta.

Precisamos estar sempre bem para agirmos assim? Essa é uma ótima pergunta que também me fiz durante esses dias. Estar bem ajuda muito. Pessoas amargas  não conseguem compartilhar sorrisos, podem até ser educadas, mas não docemente gentis, ou seja, é necessário resolver as amarguras da alma. Com algumas pessoas somos facilmente gentis, gratas e amáveis, por exemplo: com o médico dos meus filhos que me acode incansavelmente em momentos de medo e dor, tenho consciência que ajo dessa forma, afinal ele que sempre me ajuda. Nessas últimas semanas lá estava eu novamente contando com a ajuda do “Salve Jorge” como espontaneamente meu filho Pedro apelidou-o o Dr. Jorge, quando novamente contamos com ele nessas últimas semanas. A grande questão é como ser gentil com pessoas que nos tratam mal, nos desagradam e agridem? Encontramos essas pessoas em vários lugares, nos simples acasos do trânsito, no convívio pessoal e profissional. Nesses casos o que fazer? Seria lindo ser gentil, conseguir superar a raiva da buzina insistente no trânsito sem  motivo; o chato familiar que insiste em fazer comentários deselegantes; o profissional sem ética que faz de tudo para se dar bem. Socorro! O que fazer nesses casos? Como ser gentil nesses momentos e com essas pessoas? Confesso que não encontrei a resposta, e que ainda não encontrei esse desprendimento de ser tão tranquila com essas situações e pessoas, então, enquanto não tenho a melhor ação para essa questão, faço um exercício, respiro fundo e tento o mais rápido possível me afastar, para não agredir também.

Agora tem ainda um terceiro momento que às vezes esqueço-me de ser gentil, não pela falta de amor com os que estão ao meu redor, mas a paciência some e a pressa maluca vem à tona, a culpa pode ser da correria do dia a dia,  essa urgência que temos para dar conta de tudo. Percebi que faço o urgente e não o importante, que deixo de lado as pequenas gentilezas com as pessoas que mais amo sem perceber. É tanta pressa que falta tempo para ser gentil? Essa é a questão? Não, isso não existe, ser gentil não toma tempo. Ser gentil é ser educado. Ser gentil é estar com o coração desarmado. Não basta ser gentil com só o “bom dia”, “obrigado” e “por favor”. É hora de ser gentil primeiramente com quem está próximo, o excesso de proximidade no cotidiano e urgência do dia a dia, nos faz muitas vezes esquecer das nobres regras de educação com essas pessoas. Proximidade não pode jamais ser sinônimo de descaso. Quer um mundo melhor? Quer esbarrar em pessoas mais gentis? Que tal começar dentro de casa? Exemplo começa em casa, no nosso núcleo familiar e faz a diferença em escala na sociedade.

Agradeço imensamente esse convite pois somente por isso, fiquei atenta a mim mesma e a minha volta de um modo que nunca antes tinha me atentado. Refleti muito e a grande conclusão é que tudo é muito simples, ou seja, ação e reação, boas ações geram boas reações, alegria contagia. Podemos compartilhar de forma generosa tantas coisas como boas atitudes, conhecimento e  carinho, tornando o nosso dia a dia mais leve e alegre e de alguma forma contribuindo para um bem estar coletivo do qual fazemos parte. Eu acredito que cada um é um pequeno pedaço que faz diferença nesse grande círculo que é a vida. Parece óbvio e simples demais, e quer saber um segredo? É mesmo. Vamos juntos? Vale muito a pena, gentileza SIM.

Finalizo com uma frase de Cora Coralina que diz “Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas”.

Adriana Chebabi

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde é a responsável pela autoria de todas as histórias do projeto. Publicitária, empresária, poeta e contadora de histórias. Divide seu tempo entre sua agência Modo Comunicação e Marketing www.modo.com.br, suas poesias, histórias e as diversas funções que toda mãe tem com seus filhos e apoiadora desde o início do Movimento Gentileza Sim www.movimentogentilezasim.com.br