1978. O início da faculdade, de inauguração da vida futura.

1978. O início do fim do merecimento do amor. O início do autoboicote.

Tinha um dog alemão preto, obediente. Foi usado como ameaça velada.

Uma festa de república.  Uma saída com o cara lindo e bom papo para comprar cigarros.  Uma parada na casa dele para pegar um agasalho.  

O dog alemão vigiando e atento aos comandos.

Foi assim.  Como máquina obedecendo aos comandos. 

Sobrevivência.  Pura e simplesmente. 

1978. Nunca mais sonhos perfeitos. Nunca mais entrega total. 

Até hoje, silêncio. Vergonha. 

MULHER – Bela urbana, 50 anos mais, não quis ser identificada
SOS – ligue 180

O verso livre me deixou ausente

De manifestos de pessoas

Estou sozinho e tão completamente

Que afundo a faca no meu peito

E numa rima decadente suspiro

Ensanguentado

O que escorre de mim não é sangue

É aguardente

O óbvio torna-se complexo

O que sinto não é amor

É ódio e sexo

O futuro me comete

Viajo mas não morro

Habito o outro lado da montanha

Pra subir nem Ícaro num cavalo alado

Pra descer tem que ser a pé e sozinho

Lá não existe bondinho

É a sombra do meu Cristo

Se é redentor não sei

Mas tem um Cristo no topo da montanha

Ao subir verá as luzes da cidade “anoitescente”

Gritará bem alto e estridente:

O verso livre me deixou ausente

Estou sozinho e tão completamente

Que numa rima decadente

Embriago de sangue e aguardente

Fernando Farah – Belo Urbano, graduado em Direito e Antropologia. Advogado apaixonado por todas as artes!

Marta já era uma adulta completa e responsável quando se tornou mãe e apesar da expectativa em torno da chegada da primeira filha se sentia preparada e informada para lidar com as novidades em torno do nascimento e enfrentar a amamentação, no fundo ela achava que não teria grandes problemas em amamentar afinal de contas sua mãe tinha feito essa tarefa com tanta desenvoltura como se orgulhava de dizer e além disso tinha tido muito leite e Marta tinha sido amamentada até os dois anos; sua filha chegou e assim que a trouxeram para ser amamentada pela primeira vez seu tio, quase um pai para ela estava no quarto nesse momento, Marta se sentiu totalmente envergonhada, desajeitada e totalmente insegura, suas mamas doíam, teve uma sensação de estranhamento pois não era um homem a tocar seus mamilos, era uma criança, pela primeira vez em sua vida sentiria aquele toque e ele despertaria outros sentimentos, repentinamente sentiu um misto de emoções: medo de não conseguir alimentar a filha, medo de sentir dor e sentiu, ao mesmo tempo tinha lido tanto sobre aquilo tudo e queria demonstrar a todos que tudo era muito normal e que se sentia super segura para amamentar sua filha, a última coisa que queria naquele momento era ter a presença do tio ali, se sentia inadequada e não teve coragem de pedir para ter privacidade e ali na frente do marido, do tio, da tia, da enfermeira deixou-se despir e até hoje se arrepende disso, ela não precisava tentar agradar ninguém e nem provar nada a ninguém e no auge dos hormônios pós-parto mostrou a mama para seu tio e apesar de dizer a si mesma que “tudo bem” é isso que as mães fazem se sentiu morrer por dentro, se violentou, ficou tão tensa que não conseguiu absorver a beleza da primeira vez que alimentou sua filha, a memória que ela tem daquele primeiro momento foi: “Meu Deus mostrei meu seio para meu tio”, era muito estranho, foi também quando ela experimentou alguém sugando seu peito e não era sexo, mais estranho ainda. Conflitos das mamas.

Eliane Ibrahim – Bela Urbana, administradora, professora de Inglês, mãe de duas, esposa, feminista, ama cozinhar, ler, viajar e conversar longamente e profundamente sobre a vida com os amigos do peito, apaixonada pela “Disciplina Positiva” na educação das crianças, praticante e entusiasta da Comunicação não-violenta (CNV) e do perdão.

Dia 19 de Abril de 2014, indo até a padaria de meu bairro observando um velho caminho, mas, me contentando com o novo apresentado.

Em uma esquina, me senti tão virgem… mas… tão virgem que nem eu tão criativa poderia ter esse GRAFITE imaginado.

Porém…

Eu… vibro o meu olhar e re… torno querendo entender o enunciado… tão virgem… mas… anunciado!

Em uma esquina

Talvez qualquer uma

Num talvez sem medidas

Observo e me imploro

O cantar das virtudes

Anoitecidas…

Vejo-me amanhecida!

Como um pão amanhecido.

Paro… Leio e re… leio.

E me olho entre… olho dentro de meus olhos!

Olhos de uma vida… e sem ter mais o brilho invasivo das córneas… E des… a… bafo o meu entender entre a caligrafia e a monotonia, dessa virgem não se dar ao uso de se querer.

Eu vou terminar de grafitar em voz bem audível…

O grand finale (expressão) desse meu encontro na esquina:

Vou de banda (expressão)… vou de outra…

Vejo-me dançando o tom tosco.

No entanto troco de lado e num enrosco… virgino-me (criei) e dou em tapas o rosto.

Virtualmente as virtudes se dão aos vãos blindados e escapam pelas esquinas algo que jamais foi pecado…

Nos sítios (leia-se corpos) que foram e estão invadidos pelos teclados… e nas esquinas em que as virgens se deflagram em tocantes meninas!

Fim

Será?

Ou ainda seremos visitados por frases de esquinas que não sabemos?

E agora dispam-se de seus guardados e vamos falar de Amor… E de Família também!

As Virgens continuam e as Esquinas se tornaram virtuais demais!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

 

(Só leia esse texto se você for vítima da sociedade padronizada ou já tiverem te mandado sentar como Mocinha)

Estou farta, arrotando pelos cantos. Vítima da sociedade. 
Por quanto tempo mais terei que aguentar o dedo do jovem branco apontando pro meu cabelo afro? Quantas vezes vou ter que ouvir que eu ”não sou tão negra assim”? Quantas lojas eu vou ter que entrar para ser tratada como cliente e não como funcionária?
Estou farta! E não é pouco. Arrotando pelos cantos.
Cansada de ouvir que eu tenho que me desdobrar ao quintos pois sou mãe solteira. Tendo que conviver com a opinião de quem não me sustenta, dizendo que a responsabilidade da mãe é maior do que a do pai (oi?).
Por quantas vezes mais vou ter que me calar pra não ofender o outro? Quantas vezes vou ter que engolir seco a cantada de quem esta ali só para comer sexualmente o outro como um predador?
Quantas vezes vou ter que ouvir da mídia, do homem e da sociedade que meu quadril largo é ótimo pra procriar mas não constituir família?
Quantas vezes mais vou ter que ouvir do policial e do confidente qual era roupa que eu estava usando quando fui estuprada?
Até quando vou ter que aguentar ouvir que apanhei do namorado por que ele perdeu o controle e se exaltou, mas não foi por querer?
Por quanto tempo vou ter que levar meu filho no colo em pé no transporte pra não ser hostilizada por quem trabalhou o dia inteiro e está sentado no banco prioritário?
Quantas vezes vão me mandar sentar igual mocinha e ter a força de um bruto?
Quantos ‘Nãos’ eu vou ter que ouvir nas entrevistas de emprego por ter tatuagem, por ter filho, por ser solteira, por ser gorda, por ser mulher?
Tá doendo?
Em mim não dói nada. Não mais!
A sociedade me deixou assim, o soco na face me deixou assim. Aquele grupo de brancos me chamando de macaca, aqueles homens que eu atendia no restaurante insinuando sexo oral, aquele cara que me forçou pra ir além, aquela mulher que me olhou da cabeça aos pés e disse que eu não tinha o perfil, aquela empresa que preferiu um homem ou uma mulher sem filhos, aquela revista que disse que o manequim tinha que ser 38, aquele fora da família do namorado branco, aquela pessoa que eu achei que estava tendo um papo legal e logo já me mandou fotos obscenas, me deixaram assim.
Eu sou a Gi, eu sou a Mãe do Noah, eu sou aquela que escreve legal e os amigos gostam.
Eu sou a estatística, eu sou o vácuo, o grito abafado da dor, o sorriso amarelo, o “está tudo bem” disfarçado.
Eu sou mulher, eu sou filha, sou mãe, sou preta, sou gorda, sou tatuada, sou gente e não me calo.
Porque estou farta.
Farta e arrotando pelos cantos.
Digerindo o teu ódio e vomitando poder pra quem quiser ver.
Mandando nudes da alma pra quem pedir.
Essa sou eu.
Só mais um número na multidão.
Farta de toda pressão que aos poucos está me mutilando.
Farta e arrotando pelos cantos.

Gi Gonçalves – Bela Urbana, mãe, mulher e profissional. Acredita na igualdade social e luta por um mundo onde as mulheres conheçam o seu próprio valor. 

Beijo seu queixo

estreito

esqueço

Me queixo

Me deixo

Te deixo

Meu eixo ta fora do teu

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz a curadoria e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza. Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing. e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

Mudamos de século e ainda continuamos na luta, como as mulheres do final do século XIX, que terminaram queimadas em um incêndio de uma fábrica nos Estados Unidos, depois de serem trancadas no local apenas de seus direitos. Tempos depois, em 1968, cerca de 400 ativistas do WLM ((Women’s Liberation Movement) protestaram contra a exploração comercial da mulher, durante realização do concurso de Miss America, queimando sutiãs e outros adereços que simbolizavam a beleza feminina.

Hoje não queimamos mais sutiãs, mas parece que a incansável luta pelos direitos está longe de acabar. A discriminação, mesmo que camuflada está em quase todo o lugar e em quase toda cultura. Mas não vou entrar no mérito político e social da coisa, pois para isso, com certeza, existem pessoas muito mais gabaritadas, como filósofos, historiadores e psicólogos. Só quero expor, em como pleno Século XXI, ainda temos que provar no dia-a-dia que somos capazes e acima de tudo, merecemos RESPEITO. Neste sentido, coisas banais e cotidianas me deixam extremamente frustrada quando reflito sobre a questão de gênero. E a cada dia que passa, descubro quais são minhas lutas internas e na sociedade em que vivo.

1. Eu não quero ter que acordar todos os dias pensando que se eu colocar um vestido ou uma saia mais justa (por mais que seja na altura do joelho), minha capacidade profissional e intelectual vai ser colocada à prova;

2. Eu não quero ter que me “fantasiar” que nem boneca ou como para uma festa todo santo dia, porque a sociedade espera que eu esteja linda, de unhas feitas, cabelos escovados e maquiada;

3. Eu não quero andar nas ruas com a insegurança de que posso sofrer qualquer tipo de violência, porque se estou de roupa curta, nesse calor infernal do Brasil, estou pedindo para ser agredida sexualmente;

4. Eu não quero ouvir “fiu fiu” por onde passo ou aquele “gostosa” ou “oh lá em casa”. Socorro, mulher não é mercadoria de feira para você sair gritando, como que dando as qualidades da fruta;

5. Eu não quero ser promovida e ficar vendo rodinhas de homens (e até de mulheres, pasmem) sussurrando se eu teria a capacidade para o cargo ou teria conseguido em “troca de algo”;

6. Eu não quero ser julgada pela sociedade porque não casei e não tenho filhos com 36 anos de vida. Alguém já se perguntou se a profissão não foi mais importante ou se simplesmente não aconteceu ainda ou que sequer venha acontecer e eu seja feliz com isso? Não, é mais fácil dizer que o tempo está passando, que ficarei sozinha na velhice, que não gosto de homens, que não tenho sucesso no amor. Ah, eu tenho. E se eu contasse um terço da minha vida amorosa para essas pessoas que tanto julgam, tenho certeza que elas cairiam de costas e mudariam os seus (pré) conceitos.

Eu estava discutindo essa questão do gênero com uma amiga advogada… Questionei muito as frases banais que costumam aparecer nesta Semana da Mulher, do tipo: dia da mulher é todo dia, ou dia 8 de março é uma data em que devemos exaltar a mulher. Como? Acho, inclusive (e me perdoem as feministas), que as próprias mulheres fazem questão de comemorar esse dia acabam cometendo uma certa discriminação. Porque se lutamos por direitos iguais, como precisamos de um dia no ano para comemorar um massacre? Essa minha amiga, que diga-se de passagem é uma feminista e ativista em defesa da causa da mulher de primeira, falou: Marina, às vezes precisamos voltar ao preconceito para nos livrarmos dele. Fácil assim. Voltemos então a refletir no que realmente queremos como sociedade. E não só no dia 8 de março. E são tantas as coisas que eu não quero enquanto mulher. Mas fica difícil acreditar que a minha geração vai resolver isso, ou as seguintes. Só espero que não demore mais de século para que a sociedade em geral, homens e mulheres, perceba que a diferença entre os sexos realmente existe, mas que ela não deve segregar e sim, complementar a existência de cada um deles.

Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

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Há cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil.

Um em cada 3 brasileiros acredita que a mulher é culpada por ter sido estuprada e normaliza a violência sexual contra a mulher.

Poderia eu aqui questionar os resultados das pesquisas ou a metodologia de estudo estatístico, afinal não há nenhum dado que deva ser considerado exato e imutável numa sociedade dinâmica e em constante transformação. Mas hoje não. Hoje quero falar de nossos medos, nossa luta, nossa obrigação de ensinar as futuras gerações a respeitarem e também lutarem pela liberdade das mulheres.

Desde criança fomos educadas para termos medo do nosso próprio corpo e da nossa própria condição de sermos mulheres.

Menina não senta de pernas abertas porque é feio!

Menina não fala palavrão porque isso é coisa de menino!

Menina de família não sai na rua essa hora!

Menina decente se dá ao respeito e não bebe, não fuma!

E tantas outras afirmativas que lutamos para desconstruir e ensinar às gerações seguintes que é possível ser o que queremos desde que não violemos o direito do outro.

Mas por que algumas reações ficam enraizadas no inconsciente (ou consciente) da condição de ser mulher dominada por uma sociedade patriarcal?

A mulher quando é assediada na rua, por exemplo, abaixa a cabeça, acelera o passo e só quer sumir daquele lugar o mais rápido possível. Afinal, nos sentimos culpadas por termos provocado o instinto sexual do sexo oposto e convivemos com a conivência do machismo arraigado nas entranhas da sociedade dominada pelo homem.

Ouvir um grito de “gostosa” pode ser considerado para alguns como o reflexo da aceitação da fêmea- padrão na sociedade. Não é difícil os machistas afirmarem que “nem o peão da obra achou ela gostosa”, como se esse um sinal de selvageria fosse o aval necessário para a mulher se considerar aprovada ao macho alfa.

A objetificação do corpo feminino é utilizado como meio de venda e divulgação de produtos e convivemos com isso com a mesma naturalidade que baixamos a cabeça, aceleramos o passo e nos calamos perante os assédios, abusos e estupros.

Não! Não pode ser assim! Temos que gritar, lutar, enfrentar!

Recentemente fui assediada na rua e enfrentei o assediador. Parei de andar, me virei para a direção dele, olhei bem nos olhos dele e perguntei se ele não se envergonhava de me tratar daquela maneira, de falar aquelas obscenidades a uma desconhecida. A reação dele? Pediu desculpas. Justificou que estava um pouco bêbado e pediu desculpas. Foi para o outro lado da rua, de cabeça baixa e não cruzou mais meu caminho.

Por conta disso eu continuo acreditando que ensinar quem não sabe é a melhor forma de luta. Se não pode me respeitar espontaneamente eu exijo respeito, se não pode me considerar igual porque sou mulher eu exijo igualdade, se não pode bater suas próprias asas eu alçarei voos altíssimos para exigir que todos sejam livres e responsáveis por suas escolhas.

Enquanto houver uma mulher tendo sua liberdade e seus direitos arrancados eu estarei lutando e gritando por todas nós, pois é minha obrigação me fazer entender e explicar que ser mulher é ser livre para estar aonde quiser, fazer o que quiser, com quem quiser, quando quiser.

E como disse o jornalista e escritor Xico Sá: “Por mais que você, homem sensível, diga que sente na pele, jamais sentirá o pavor de vislumbrar no beco a ameaça do estupro que ronda as mulheres no Brasil.”

Portanto, continuemos na luta, pois para nós mulheres chegarmos até aqui, muitas de nós ficaram pelo caminho.

Nossa obrigação é gritar para o mundo que exigimos respeito e igualdade para sermos verdadeiramente LIVRES.

Dedico esse texto às Simones, Marias, Fridas, Cecílias, Lygias, Clarices, Márcias, Vivianes, Luisas, Lauras, Rosas, Terezinhas e tantas outras anônimas que constroem a nossa história com coragem, ternura, lágrimas e sorrisos.

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Denise Alcântara – Bela Urbanas, socióloga e professora, pessoa livre nas ideias, no pensamento e nas atitudes. Minhas inquietações me mobilizam e motivam o meu aprendizado constante.

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Chegou a hora bravos guerreiros. Façamos o impeachment desse homem frouxo e absurdo que inventamos e deixamos nascer. Nosso poeta Gonzaguinha bem dizia que um HOMEM também chora. Sempre falamos de um homem com H maiúsculo, está na hora do homem com todas as letras maiúsculas. Fora homem moderno, que precisa de tons de cinza para marcar uma mulher. HOMEM marca o coração, a alma da mulher, e não com agressão, mas com atitudes e até mesmo com um olhar. HOMEM: abandona seu Peter Pan interior e enfrenta seu Capitão Gancho e permita-se ser adulto. Façamos o impeachment desse homem moderno e frouxo que atende seu desejo machista dos comerciais de cerveja. HOMEM não quer o “verão”, HOMEM quer a MULHER. Está na hora de fazermos como Hamlet, tão bem exposto pelo Professor Leandro Karnal, e escarnecermos da hipocrisia que tomou conta e, como Hamlet, pedir ao menos uma vez na vida que parem de fingir e sejam vocês mesmos!!! O resto, como diz Hamlet em uma cena, são palavras, palavras, palavras.

Por um mundo melhor, digo sim ao Impeachment desse homem moderno, que em pleno congresso carrega um cartaz escrito “Tchau querida”. Falta de respeito com a comandante em chefe. Em nome de Deus, da esposa e dos filhos e por fim em nome da amante. Fora homem calhorda, seja você recebido na CPI do caráter. Padre Fábio de Melo, um HOMEM com todas as letras nos expõe um contraponto em seu livro “Tempo de Esperas” entre um Filósofo e um Jardineiro, e nos mostra que o Jardineiro sai ganhando, pois usa sua força para arar a terra, mas também usa sua sensibilidade, se despoja de seu orgulho e prepotência e cultiva suas flores com doçura e masculinidade.

Um HOMEM decidido sabe dobrar seus joelhos, para seu Rei e Senhor, para orar, para pedir proteção, para proteger suas crianças, para trabalhar e para pedir perdão. O homem que precisa sofrer impeachment não entende o poder do joelho, nem o poder do seu amor. Hoje há os românticos que dizem que duas metades se completam, e os realistas que acreditam que pessoas precisam ser inteiras e dois inteiros se juntam. Creio na junção, creio em dois inteiros que se completam, mas o homem precisa ser HOMEM, senão teremos isso que aí está o homem safadão que infelizmente é aceito como algo legal. Impeachment no  homem que transforma seu carro em arma e ceifa vidas, um homem que acredita em ficção e tapas com tons, um homem que não se questiona, um homem Peter Pan que não cresce, que não enfrenta a si mesmo, que não se permite chorar, ser doce e que sente sua masculinidade abalada por seu lado feminino. Chega de homenzinhos heteros homofóbicos mal resolvidos que por medo de si agridem em força ou palavras quem tem opção diferente da sua. HOMEM hétero respeita, convive e ama. HOMENS: façamos logo o impeachment desse homenzinho moderno e vamos nos impor, na bravura de nossa imperfeição avante!

Não há outra saída ao HOMEM que não seja encarar a si mesmo. Papa Francisco, líder da Igreja Católica disse que felicidade não está em aplicativos.  Está na hora do homem acordar para si mesmo e para seu mundo. Que as mulheres possam receber seu novo HOMEM e o ajudem a serem conduzidos para uma nova fase, sim, HOMEM aceita de bom grado o auxílio de MULHERES que amadureceram e os ajudem a sair da caverna. Então está decretado sem caber recurso e sem ir para o Senado, Homem “moderninho”, você sofreu Impeachment. Agora vai, e procura sua MULHER e dê a ela seu maior presente, seu coração másculo e terno, mas lembre-se: Conduza-a no tango da vida porque é preciso, mas como no tango, seja gentil.

E caro homem, nunca se esqueça, carregue um lenço como no filme “Um Senhor Estagiário” pois toda mulher precisa de um homem que enxugue suas lágrimas, ou ao menos as faça secar com dignidade, e jamais as faça chorar, salvo, quando ela perceber que de homem você virou HOMEM, aí o choro é livre, elas esperam por esse dia querido HOMEM, VER VOCÊ CRESCER!

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Renato B Sampaio – Belo Urbano, publicitário, cristão e um questionador da vida, sempre em busca da verdade. Signo de áries, fã de Jazz, Blues e Música gospel.

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Mulher de fases, sim senhor!

Pois é… muito se fala da mulher de fases, de como as mulheres são inconstantes, que é impossível entende-las!

Pessoal, a notícia ruim: é verdade, somos de fases! A notícia boa: não é assim porque a gente quer, porque somos mimadas, ou porque queremos atenção, é assim porque fomos feitas assim! O processo é químico!!! Chamem de ‘erro de projeto’ do ‘cara lá de cima’ se quiserem, mas o fato é que não temos culpa do turbilhão de hormônios que circulam pelo nosso corpo a cada dia em quantidades diferentes, com funções diferentes, mas todos com um objetivo em comum: a reprodução. Ou seja, tudo isso que nós passamos e vocês aguentam, tem a função de eventualmente gerar filhos!!

As mulheres tem sim humores, caras, pele, cabelos diferentes a cada fase do ciclo menstrual.

É isso, as mulheres sofrem quimicamente mudanças no organismo… diariamente! Muito diferente dos homens que tem os mesmos níveis, dos mesmos hormônios, todos os dias, tudo igual… chega a ser entediante. Boys will be boys… always!

Já nós, mulheres, temos essas mudanças todas o mês inteiro. Na semana que estamos menstruadas estamos cansadinhas, desanimadas. Aí passa, e nos sentimos melhor, uma semana depois começamos a nos sentir poderosas. Na fase fértil, sentimos que podemos dominar o mundo!!!! Mas isso também passa, e começamos a nos fechar… e aí vem a temida TPM, ficamos insuportáveis. E acreditem, queremos sair de perto de nós mesmas, às vezes!!

Mas já repararam o quanto os sentimentos dos homens para com as suas parceiras mudam de acordo com as semanas? Passem a reparar na frequencia com que isso acontece, verão que há um padrão, esse mesmo padrão! Durante alguns dias no mês os homens se sentem inexplicavelmente mais atraídos pelas suas parceiras? Em outros dias, essa atração não é assim tão importante? E na TPM eles também não ficam mais reativos? Parte disso também é quimíco, amigos! Os homens reagem quimicamente aos nossos hormônios, porque eles agem através do nosso cheiro, da nossa pele, do nosso suor. Percebem?

Mas agora vem a parte boa! Do mesmo jeito que é difícil aguentar a TPM, aproveitem ao máximo a fase em que sua parceira está mais bela e feliz! Aqueles dias no meio do cliclo, em que ela parece estar com um brilho diferente. Ela está mesmo, o cabelo fica mais macio, a pele e os olhos tem mais brilho, a boca parece mais apetitosa, o corpo se movimenta diferente.

Nessa fase ela também estará muito mais receptiva aos seus carinhos, estará disposta a novidades e terá mais facilidade para ter prazer! Aproveitem e caprichem!!

Na TPM? Carinho, paciência e chocolate… santos remédios!

Foto TOVE

Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.