Há quanto tempo!

Pois é… mas ando sem tempo!

Entendo, mas o tempo voa né?

Sim, mas parece uma eternidade que não te vejo…

Não te vejo ou não me vejo?

Na loja assustei, quando me vi no espelho do caixa

Pensei, por que essa mulher me olha assim?

Eu me olhava e não me reconhecia… Você não era mais eu e o tempo foi desculpa.

Simara M. Bittar e Adriana Chebabi Belas Urbanas. Amigas. Estudaram juntas por mais de 10 anos, da infância até terminarem o ginásio, atual fundamental 2. Se reencontraram nos 40 anos pelas mídias sociais, depois nos encontros presenciais com os amigos da escola. A amizade só cresceu, se encontram nos versos, nos textos, nos sonhos, nas opiniões, nem sempre iguais, mas com os corações abertos e com muito respeito e bem querer para aprenderem uma com a outra. Adoram as velhas e boas conversas por telefone, onde nunca falta deliciosas gargalhadas.

Apontar um livro que tenha causado certo efeito em mim é algo difícil, pois sou uma leitora assídua desde muito nova, o que transforma o livro em minha energia vital, então, todos de alguma forma têm seu valor.

Mas vamos lá…

Richard Bach foi um autor importante na minha infância/adolescência, pois abriu um caminho diferente que me possibilitou um olhar questionador sobre a vida. Apaixonei-me por conceitos filosóficos! “Fernão Capelo Gaivota” e “Ilusões” são obras consagradas deste autor, e me tocaram profundamente.

“O Pequeno Príncipe”, “Capitães da Areia” e  “Feliz Ano Velho” foram obras que me fizeram entender como, através da literatura, podemos absorver conteúdos, viajar por universos distintos e inimagináveis e ainda aprender a questionar e pensar possibilidades diversas.

Caminhando por trilhas impensáveis, “A Psicanálise dos Contos de Fada” trouxe-me uma visão aprofundada sobre a linguagem simbólica e motivações psicológicas inconscientes, o que também aprofundou ainda mais meu interesse por universos subjetivos e complexos, e daí por diante viajei no mundo de mistérios e suspenses com Agatha Christie, Edgar Allan Poe, Sidney Sheldon e, em outro gênero, Jane Austen (em especial “A Abadia de Northanger” publicado postumamente, que é uma comédia satírica que aborda questões humanas de maneira sutil).

Autores contemporâneos como Harlan Coben (meu preferido, tenho todos os livros dele!), ou como o italiano Giorgio Faletti (já falecido, uma pena!)  em “Eu Mato”, entre outros do gênero thriller psicológico/suspense são meus livros de lazer, onde aguço minha capacidade de decifrar tramas e desvendar mistérios.

Mas não posso deixar de citar também livros que educam, tiram-nos da zona de conforto, possibilitam um crescer humano, pois abrem a mente para temas de imensa relevância, como “As mulheres que correm com Lobos”, de Clarissa Pinkola Estés, que mostra a força da mulher e a necessidade de quebra das imposições que aniquilaram sua autonomia e capacidade por décadas. E “Na minha pele”, de Lázaro Ramos, onde fica claro o desejo de um mundo em que a pluralidade cultural, racial, étnica e social seja vista não como uma ameaça, mas sim como algo positivo.

A dica mais preciosa é: Aventurem-se no universo literário…  Vale muito a pena!

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Oswaldo Faustino

Nascido em Mairinque, no interior paulista.

Dica de livro: Luana – A Menina que viu o Brasil Neném.

Frase do autor: “Quem não se vê não se reconhece. Quem não se reconhece não se identifica. Quem não se identifica não se ama, tem baixa autoestima e se desinteressa tanto por si próprio quanto pelo outro”.

Curiosidade sobre o autor: Participou de um programa infantil de tv, escrevendo e produzindo histórias, sempre com a utilização de objetos cênicos e lúdicos. Desde então, passou a contar histórias, na maioria das vezes de inspiração em cultura africana e afro-brasileira.

Por que escrever?: O autor acredita que o universo da literatura é muito rico, fascinante e um caminho para lutas importantes e pelas relações étnico-raciais.

Yaguarê Yamã

Nasceu na aldeia Yãbetué, no município de Nova Olinda do Norte – AM.

Dica de livro: Pequenas Guerreiras.

Frase do autor: “Precisamos dividir o conhecimento e aprender juntos para poder viver. A convivência também combate os preconceitos, que têm origem no desconhecimento”.

Curiosidade sobre o autor: Atua com grafismo. Aprendeu a desenhar no terreiro da aldeia onde nasceu, usando uma espinha de peixe, e desenhando na terra, considerada o “caderno” para os índios.

Por que escrever?: Diz o autor: “O mundo indígena é de contação de histórias e, quando a gente sai da aldeia, vê que é necessário trazer a floresta para o mundo urbano, para tirar esse ódio e preconceito, mostrar nossa cultura, nossas histórias. Foi isso que me motivou a ser escritor: queria mostrar as belezas da aldeia para a cidade, mas de que maneira? Por meio dos livros. Escrevendo também contribuo com o movimento indígena”.

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Maria Amália Camargo

Nascida em Santos, no litoral de São Paulo.

Dica de livro: Tanto-Faz-Como-Tanto-Fez.

Frase da autora: “A leitura é importante não só para enriquecer o vocabulário da criança e para ajudá-la a interpretar um texto e a desenvolver uma linha de raciocínio. A leitura serve para integrar a criança ao mundo, para torná-la curiosa em explorar diversas áreas do conhecimento”.

Curiosidade sobre a autora: Começou a criar histórias com oito anos. Percebia que em cada canto havia várias velhas-novidades, entre elas, uma máquina de escrever, onde passava horas batendo nas teclas, até encher o papel, e depois brincava com os personagens que inventava. Outro fato foi que, por conta do medo de lagartixa, começou a elaborar um texto onde quem provocava o susto e o assustado compartilhavam dos mesmos sentimentos de pânico. E não parou mais de escrever.

Por que escrever?: A autora entende que as crianças precisam ser ouvidas e saber ouvir. Quando elas percebem que conquistaram seu espaço, sentem-se acolhidas para questionar, expor opiniões, expressar emoções.

Nilma Lino Gomes

Nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Dica de livro: Betina.

Frase da autora: “É preciso construir a nova gestão com o maior número de olhares sobre o novo desafio que se configura no combate ao racismo no Brasil”.

Curiosidade sobre a autora: Sua atuação nas áreas de Educação e Antropologia Urbana ampliou seu interesse por questões étnico-racial, movimentos sociais e educação, relações raciais, diversidade cultural e gênero.

Por que escrever?: Com seus livros, busca trazer a importância da população negra para a construção da identidade social do Brasil, além de reforçar a urgência da luta contra o racismo.

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Lygia Bojunga

Natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Dica de livro: A Bolsa Amarela.

Frase da autora: “Escrever/criar personagens era, para mim, uma forma de sobreviver e de poder construir a casa que eu queria morar; só depois, quando abracei a literatura, é que me dei conta de que escrever/criar personagens era muito mais que um jeito de sobreviver. Considero o escritor o cidadão da sua língua”.

Curiosidade sobre a autora: Ainda bem jovem, Lygia criava suas próprias fantasias para brincar o carnaval, e foi desenvolvendo grande habilidade criativa.

Por que escrever?: A autora considera de fundamental importância tratar de temas que são considerados delicados, como morte, abuso sexual e desigualdade social.

Stella Maris Rezende

Mineira de Dores do Indaiá.

Dica de livro: A fantasia da família distante.

Frase do autor: “Tudo inspira um escritor. Eu, por exemplo, escrevo sobre o que observo, sobre as pessoas que conheço, sobre aquilo que vejo. Não crio roteiros. Minhas histórias vão simplesmente se construindo à medida em que vivo.”

Curiosidade sobre o autor: “Stellinha, você vai ser uma escritora.” Foi o que Stella Maris ouviu de sua professora quando tinha apenas 8 anos. Foi um grande incentivo!

Por que escrever?: A autora acredita que a escrita e a leitura são inseparáveis. “Ler sempre é válido, e quando a leitura vira um hábito, o interesse por outras coisas também cresce”.

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Leia para uma criança, deixe uma criança ler para você.

Por Simara Manfrinatti Bittar e Cláudia Chebabi Andrade.

Você sabia que o Dia das Crianças foi criado no Brasil antes de ser comemorado no restante do mundo? Não sabia? Pode pesquisar…

E embora essa data tenha um forte apelo comercial, inclusive pela forma como se tornou popular, que tal aproveitarmos como uma grande oportunidade para transcender a intenção comercial e para popularizar a literatura como uma grande oportunidade para explorar o mundo de forma livre, divertida e segura?

Na Semana das Crianças, o projeto Belas Urbanas convida a todas as pessoas a se encantarem pela magia do universo mágico da literatura infantil.

Vamos todos e todas juntas nessa aventura?

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre. Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Não posso dizer nada diferente do que se resume meu pai: AMOR, com tudo que de verdade isso significa, na sua amplitude, além de lhe atribuir todos os adjetivos incríveis que um ser humano pode carregar.

Quanto a nós…

Nossos momentos são únicos, nosso amor é só nosso, e até o nosso silêncio se completa. E assim seguimos, juntos, do nosso jeito, tomando nosso café da tarde, assistindo um filme, lendo um bom livro, trocando informações, conhecimentos, aprendizagens. Eu o levo ao médico, depois é a vez dele me levar; na cozinha, que ele comanda como ninguém, fico só admirando sua sagacidade ao elaborar alguma nova receita; nas obras aqui em casa, sempre juntos nos aventurando; em Assis e Alfenas, e outros tantos lugares, quantos momentos especiais!

O cuidado que sempre teve comigo é ímpar, e espero estar retribuindo da melhor maneira, mas acredito que temos essa troca, e quero seguir assim, de mãos dadas, com essa energia e força.

E ainda dizem que somos parecidos… Ah, que honra!

E quando imaginei ter desfrutado totalmente desse amor, especial em sua essência, eis que ele transbordou, e meu pai se tornou o melhor avô, provando ser capaz de ir além em sua entrega. Como é lindo vê-lo exercer esse papel!

O tempo passa e a gratidão é o que habita em mim numa crescente, por tê-lo junto comigo, com a nossa família, e ser esse exemplo de dignidade, honestidade, altruísmo, amor…

Que orgulho poder chamá-lo de MEU PAI!

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

As famosas frases “Gravidez não é doença”  e “Ser mãe é a melhor coisa do mundo” são ditas há muito tempo. Nós mulheres crescemos – principalmente quem foi criada sob conceitos de um machismo estrutural – acreditando que para ser mulher é preciso ser mãe. Isso não é verdade, e fica aqui o meu respeito a todas as mulheres que não tiveram filhos, ou por opção ou por contingências da vida.

O ponto a ser tocado é sobre a desmistificação de que tudo que envolve esse processo – desde a intenção de ser mãe até a concepção, a gravidez, o parto, uma nova vida chegando – é maravilhoso. Pode ser para algumas, mas não vale generalização, pois de verdade, cada experiência é única e cada mulher sente diferente.

Eu sempre quis ser mãe!

Quando decidimos (eu e meu marido) que era chegada a hora de termos um(a) filho(a), não imaginávamos que algo pudesse acontecer. Depois de um tempo sem que eu conseguisse engravidar (foi um susto constatar que precisaríamos de algum tipo de ajuda para realizar nosso sonho), meu médico iniciou um tratamento relativamente simples, mas que exigiu bastante cuidado e dedicação.

Logo fiquei grávida! Certamente um dos momentos mais felizes já vividos.

Minha segunda gravidez aconteceu sem nenhum procedimento médico. E novamente uma alegria inexplicável!

Nas duas gestações não quis saber o sexo dos bebês. A descoberta na hora do parto foi emocionante, uma menina e, depois de dois anos e meio, um menino.

O que gostaria de ressaltar é que em meio à realização de ser mãe, muitos outros sentimentos também afloraram. Foram processos difíceis. Na primeira gestação precisei tirar licença do trabalho e fazer repouso absoluto do sétimo mês até o parto, e na segunda, desde o início até meados do quinto mês, o repouso foi intenso, pois tive sangramento. Encarei tudo da maneira que tinha que ser. Cuidei de mim e dos meus bebês, e as dores (inclusive as contrações, que foram intensas) fizeram parte dessa etapa tão importante e especial.

Após o nascimento, insegurança, angústia, cansaço e  medo também afloraram em mim, “nem tudo são flores”! E reforço a minha intenção de acarinhar as mães que sofrem com depressão pós-parto, que não conseguem “curtir” tanto esse momento e que se culpam por acreditarem que são menos mães que as outras.

Cada uma de nós merece que seu tempo seja respeitado. É importante que quem estiver por perto apoie e dê suporte necessário para que a “mulher-mãe” se recupere e tenha força para seguir cuidando do seu bebê. Lembrando que a responsabilidade do cuidado deve ser de ambos os envolvidos em trazer uma criança ao mundo.

Vale ressaltar que desde a concepção até o nascimento de uma nova vida, um misto de sentimentos transbordam. Os desafios são muitos, mas são inúmeras as alegrias.

O importante é o entendimento de que os ciclos se dão através de experiências, algumas boas, outras nem tanto… Tristezas e incertezas caminham lado a lado com momentos de sorrisos e realizações. E esse é o ritmo da vida!

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Eu e meus amigos frequentávamos aquele bar assiduamente.

Era um lugar descontraído, onde podíamos nos divertir de diversas maneiras, desde uma boa música ao vivo, uma pista de dança, comidinhas deliciosas, até um vinho de primeira!

Não posso me esquecer da mesa de sinuca, meu lugar favorito, pois ali conhecia muita gente diferente e a interação era uma constante.

E foi dali que rumei ao balcão do bar, pois queria mais uma taça, quando de repente a vi sentada, conversando com um rapaz. Deu para ouvir que falavam algo sobre o Japão, e logo pensei se seria possível ela ter viajado em algum momento para lá. Na verdade, pouco me importava.

Fazia anos que não a via, desde a nossa triste e definitiva discussão. Ela foi uma figura importante, mas saiu da minha vida de um jeito ruim, não deixando boas recordações. Preferi esquecer aquela amizade, pois tinha motivos sérios para isso.

Peguei minha bebida e passei por ela, fingindo não vê-la; não sei se ela me viu, sigo com a dúvida.

Nenhuma palavra foi dita, nem tampouco algum gesto foi feito.

Retomei minha sinuca e fiz uma tacada contínua, deixando a equipe adversária embasbacada.

Confiante de que eu era mesmo uma exímia jogadora – claro que isso não passava nem perto da verdade –,  senti uma vontade imensa de dançar. A música sempre teve um poder transformador em mim.

Na pista de dança com meus amigos me senti feliz! As mágoas do passado não tinham vez… Pelo menos não ali, não naquele momento mágico, onde a melodia me envolvia e fazia com que meu corpo e minha alma estivessem livres.

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Fiquei pensando sobre a vacina, tão esperada, e o que isso representa.

Sim, com certeza é um avanço incrível, uma grande conquista, e que vai mais além…

Esse movimento mundial representa muito mais do que uma corrida por algo capaz de sanar um mal; na verdade, diz respeito a como ainda existem pessoas que apostam na humanidade, que se importam com a dor e o sofrimento do outro (além do seu) e que se preocupam com o todo.

Por outro lado, assustadoramente pudemos perceber como tem gente na contramão desse movimento coletivo. O negacionismo, a luta vazia com uma inconstância de opiniões também refletiu o lado sombrio de alguns pares. É claro que isso assusta, faz pensar, mas não pode jamais nos atingir a ponto de esmoecermos.

Toda essa tragédia mundial é dilacerante, mas é preciso perceber como trouxe à tona muita solidariedade, empatia, busca, realizações, afetos, encontros, movimentos de diversos âmbitos, com a certeza de que a distância física não é capaz de minar relações verdadeiras, onde o amor e o carinho foram construídos ao longo do tempo. ISSO IMPORTA, E MUITO!

Choramos pelas inúmeras mortes, e desejamos força e coragem às famílias que perderam pessoas queridas. É uma tragédia, uma dor imensurável, não tem volta!

Neste momento, o que fará a diferença frente a tantas vidas que poderão ser salvas é podermos oficiar a chegada da vacina. Ainda não será para todos agora, é um longo caminho a ser percorrido, mas a expectativa da cura não está mais no vazio, vem se concretizando a cada dia.

É a sensação de que o “bem pode vencer o mal”, numa torrente de energia capaz de transformar, de permitir que vidas tenham o seu real valor. E, de novo, ISSO IMPORTA, E MUITO!

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos