SOL

Por mais que tente mais ser feliz,

Mais feliz sempre está

Por mais que deixem ficar,

Assim sozinha não pode estar!

Assim só não pode suportar!

A sua droga que mais depende, é

Apoio e luz

Clareia quem está junto

e necessita da força; de quem está junto

Sempre assim leve e

Totalmente sem compromisso,

(e hora)

Com o modo de ser

Ser assim livre; para todos mostrar que

Falsos são os olhos, daqueles

que a verdade pensam dizer.

Verdade é o momento

Defeitos nas entrelinhas!

Rir é a hora; para a morena da praia

No verão

Assim junto de; ela vai

Vai

Ao mar ver o Atol

É um SOL!

Jeff Keese – Belo Urbano, é arquiteto, produtor de exposições de arte, e durante 7 anos foi consultor do mapa das artes de São Paulo. É doce e firme. Criativo. Não não se cala quando vê algo errado e cozinha uma pasta com um molho apimentado como ninguém 🙂 

PS.: A poesia SOL foi feita para a amiga Adriana Chebabi em 1987.

Estamos velhos, amigo.
Aquele nosso amor antigo
Dorme o sono bom do passado,
Perdeu a memória
E não se lembra mais de nós.
Aquele amor dos tempos idos
Não mais nos reconhece
E nem nós o reconhecemos mais.
Ainda assim lhe convido:
Caminha um pouco comigo, amigo.
Vamos dar as mãos e rir um pouco,
Desempoeirar algumas boas lembranças
E levar a saudade mansa
Pra tomar um pouquinho de sol…

Alda Nilma de Miranda – Bela Urbana, publicitária, autora da coleção infantil “Tem planta que virou bicho!” e mais 03 livros saindo do forno. Gosta de tudo que envolve tinta e papel: ler, desenhar e escrever, mas o que gosta mesmo é de inventar motivos para reunir gente querida. Afinal, tem coisa melhor que usar o tempo para estar com os amigos?