Há duas coisas que me intrigam muito: o tempo e as relações pais/filhos.

O tempo me intriga porque é uma grandeza que eu custo a compreender; Pai é uma grandeza que custei tomar para mim.

Cresci com uma imagem distorcida de meu Pai; distorcida pela minha incompreensão infantil, pelas condições e circunstâncias do “tempo vivido” e sabe-se lá por que mais.

Por anos eu neguei a importância dele na minha vida, fiz questão de ignorar sua história, seus ensinamentos, suas dores.

Isso teve um efeito devastador nas minhas relações: tornaram-se superficiais e desprovidas de afeto.

Mal sabia eu que aquela negação da figura de meu Pai era a causa do vazio que existia em mim.

Mas com o tempo – ah, o tempo, o Sr. da razão – e muita terapia, compreendi que ele está “aqui”, colado nas minhas células, pujante no meu DNA.

Eu sou Ele, misturadinho com minha mãe.

Não é possível negar o que se é.

Reconhecer sua importância e relevância me fez enxergar como Ele é incrível; pude ver que sua trajetória de vida merece aplausos de pé; sua nota na escola da vida é A Com Louvor.

E me ensinou tanto!

Sim, demorei para chegar a essa conclusão, mas antes tarde do que nunca.

Ouso pensar que “tarde”, “nunca”, “ontem”, “hoje”, “amanhã”, é tudo a mesma coisa: se acontece, está valendo.

O tempo é gerúndio. E Pai é!

Maria Claudionora Amâncio Vieira –  Belas Urbana, formada em Direito pela Universidade Estadual Paulista – UNESP e é especialista em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho pela Universidade de Franca. Amante incondicional da Natureza Selvagem, grande apreciadora dos prazeres da vida, leitora contumaz e cinéfila por excelência.

Anteciparam! É, anteciparam!! E eu esperei muito esse dia, sabe? Porque fazem meses que a minha vida e a de muitos brasileiros está em suspenso, sem muita expectativa e, a vacina contra a Covid19 é um sopro de esperança para que menos mortes ocorram e a vida de quem sobrevive possa tomar algum rumo.

E minha primeira dose aconteceu no mesmo dia da segunda dose da minha mãe. Por coincidência, tomamos no mesmo posto de saúde em que sempre tomei minhas vacinas quando criança, levado por ela. E percebi um fenômeno interessante nesse dia.

Como estamos sendo vacinados pela escala da idade, somado ao fato de estar no posto em que ia quando era criança, pude encontra pessoas que, com a mesma idade que eu, talvez tenham sido vacinados nas mesmas campanhas de outrora, porém, com um espírito bem distinto. Naquele tempo, fugíamos da agulha. Hoje, abraçamos a tão temida injeção.

E o mais engraçado é poder sentir o clima no posto. Com certo esforço de distanciamento, buscando evitar que o viés de confirmação tomasse de assalto minha percepção, pude perceber que as pessoas ali estavam num clima de certa esperança. Como se, após esse dia, a vida passasse a ter mais domínio, tranquilidade e rumo. Esse clima foi uma vacina a mais, uma vacina verdadeira para seguir a vida de forma plena, dando rumo a tudo que está errado ao nosso redor.

Rumo é o que precisamos. Pense, você liga o noticiário e, ou há um clima entorpecido de que tudo está sob controle de quem governa, ou um clima lúgubre de que nada está sob controle. Não há uma visão ponderada que ultrapasse um palmo de nossa própria mão, o que é pouco num mundo tão complexo e conectado.

Passei meses com um sentimento de incerteza paralisante. Por mais que nada de mal tenha acontecido nesse meio tempo, o sentimento é que, a qualquer momento, alguma coisa ruim poderia acontecer. De repente, um simples gesto de cuidado, dado por um agente de saúde do SUS me trouxe uma inversão de polo. Alias, a notícia do dia exato em que essa vacina chegaria a mim pode me dar a expectativa de um tempo de esperança.

Infelizmente, não posso descuidar do resto. Ainda tenho a máscara no rosto, ainda tenho trabalho remoto, ainda tenho a empresa sugando meu lar, meus recursos e espaço pessoal e os parâmetros do que é trabalho e do que é descanso. São outras lutas, como a de querer um estado justo, bem governado e um povo unido. E lutar por tudo isso com a expectativa de que tenho chances de viver com mais saúde, é muito mais fortalecedor.

Certa vez, ouvi uma história de que um rabino americano havia pedido U$ 10.000 para fazer uma palestra. Os organizadores estranharam a exigência, mas conseguiram a verba. Ao final de sua fala, o rabino devolveu o dinheiro dizendo algo como: “Um homem com dez mil dólares no bolso faz qualquer trabalho com muito mais segurança, peguem de volta, pois o dinheiro já me serviu para o que ele se presta”.

Alguém sem recursos sente medo e não desempenha. Pense em um povo sofrendo sem dinheiro e sem saber se vai sobreviver a uma doença invisível e com pouca informação clara de como evitar? Agora pense nesse medo instrumentalizado pela política e pelos políticos eleitos? Pense como seria bom nos libertarmos dessa realidade? Essa é uma outra luta.

Meu salário diminuiu. Meus bens foram vendidos para pagar contas e minha saúde ficou à mercê das fake News. Nunca senti tanta insegurança na vida quanto nesses tempos pandêmicos. Mas de fato, essa vacina foi como ter U$ 10.000 no bolso para dar uma palestra gratuita. Me deu segurança para agir.

A luta agora é que todos tenham seus “U$ 10.000” metafóricos de saúde, de segurança alimentar, de educação, de esperança e de união. E essa luta deve ser encampada por todos que, com sabedoria, fogem das lógicas dos algoritmos e se conectam a sua realidade verdadeira, à realidade dos que estão ao redor e que abandona o entretenimento baseado no ódio ao outro, para adotar o amor ao próximo como ferramenta de transformação nos pequenos atos do dia.

Se Deus preferiu estar no meio de nós ao invés de estar acima de todos, é porque somos muito mais interessantes do que dois polos políticos podem narrar. Então ame, pois foi a única coisa que Ele pediu de fato. Amemos, no axé e no namastê que cremos e pudermos executar de forma compartilhada, indiscriminada, para que possamos alcançar o bem coletivo. Essa cura é a verdadeira do país.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

A série HISTÓRIAS DE AMOR foi uma dessas séries leves, gostosas e tão necessárias de serem ditas. Tivemos a estreia de colunistas novos, como a Shirley, que nos trouxe uma linda história inspiradora, de que em qualquer tempo pode haver um reencontro, como a dela, de um amor real, De J’teaime moi non plus à Amor I love you. O Alfredo abriu para todos os leitores seus guardados com Uma carta de Amor escrita numa Olivetti. Carta real. Será que foi entregue? Afinal, a carta está com ele, mas essa história quem sabe ele nos conta outra hora. E por falar em carta, a Liliane veio com Carta Aberta ao Amor, que delícia de texto! Já o Bernardo fez sua estreia com dois textos, em Dose Extra de Amor ele nos diz que “amor é todo dia, sem adiamentos”. Alguém duvida? Eu não. E ainda em Noite de Picadeiro que nos faz sentir na pele do protagonista com todas suas emoções. Uma boa turma nova que chegou aqui no Belas Urbanas, super bem-vindos.

Tivemos três #tbts, o da Claudia com sua poesia RETRATO e seu contar sobre a relação de uma taurina e um escorpiano. Aliás, o que é um retrato? Penso que é captar a poesia do dia a dia e apreciar. Por mais retratos então! Macarena também nos falou dos signos, Virgem e Peixes. Histórias verdadeiras, mesmo quando são passageiras, marcam nossas almas positivamente, bom seria se todas fossem assim. Será que podemos fazer do limão sempre a limonada? Eu não sei, mas ando aprendendo. Tove com seu Um conto moderno, mas ainda assim, encantado! mostra que a modernidade não é sinônimo de frieza e percebemos que contos reais são melhores que os de fada. Seu conto nos desperta aquela esperança de que tudo é possível em qualquer fase da vida, igual ao da Shirley. Sim, estamos todos ligados e nem sabemos, até nas histórias com similaridades.

Marina conta Sobre um amor bom, e um bom amor nem sempre segue a regra do felizes para sempre, mas fica na alma e desperta aquele sorriso no rosto ao lembrarmos. Roberta com sua A linguagem do amor… nos faz refletir sobre o que leva as pessoas a se enamorar senão o próprio sentimento de amar. Lembrei uma música que diz: “toda forma de amor vale a pena e toda forma de amor vale amar”, abaixo aos preconceitos, deixe que cada um ame quem quiser. André faz uma declaração para Marina. Quem já recebeu uma declaração de amor? Quem ainda nunca fez uma declaração? Se não fez, está em tempo, faça! Mesmo que as mãos fiquem trêmulas, mesmo que o coração acelere. A vida é aqui e agora, não deixe passar. Não tenha vergonha de mostrar sua felicidade. Escrevi sobre Meu primeiro amor, e disse: “por que algumas vezes temos vergonha e queremos disfarçar nossa felicidade?“, deixo a pergunta aberta para vocês… preciso saber a resposta. Outro ponto muito bacana desse texto foi o retorno que os leitores deram de que a história resgatou uma conexão com suas próprias histórias.

Afinal, o que todos queremos saber Sobre um bom amor é o que significa isso. A Siomara, com toda sua delicadeza, trouxe claramente em sua poesia “para ser leve não precisava ser breve…” e que “para ser fogo não precisava ser doente”. Bingo! É isso. Faço a analogia com a música do Titãs “a gente quer comida, diversão e arte…”, nada menos que isso quando falamos de amor, de um bom amor. E por falar em comida, nos Conselhos da Madame Zoraide – 24 – Amor ela diz que o “amor é barriga“, essa Madame Z sai das explicações lógicas, mas fica claro seu ponto de vista quando diz: “O AMOR não se entende, só se sente, como a barriga”. Não tem como negar uma dor de barriga meus amigos!

E para fechar essa série temos a psicóloga Clarissa em seu texto Relacionamento Saudável e seus desafios que reflete sobre esse caminhar a dois, onde essa máxima que diz que opostos se atraem caem por terra. Opostos não duram, o que faz durar são olhares parecidos entre tantas outras boas coisas da vida. Vale a pena ler. Aliás, vale a pena ler todos, de preferência pela ordem de postagem, garanto que as leituras serão uma injeção de alegria nesse domingo.

Amor melhora tudo!

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa.

Vivemos no tempo ou o tempo e que vive em nós?

Qual é o tempo certo?

Será que o tempo existe mesmo?

E que tempo é esse?

Pra mim, pra você, para o outro, para o mundo.

Dizem que o tempo passa, passou ou passará.

Como já disse um poeta “o tempo não pára”.

E se ele não pára, será que nós podemos parar?

Será que podemos estar parados, mesmo nos movimentando, e vice-versa?

Pode ser um paradoxo, uma incoerência ou até loucura.

Às vezes, quando o tempo para prá mim, é quando eu me sinto mais VIVO.

Flávio Oliveira – Belo Urbano, pai da Júlia, Terapeuta Integrativo, Facilitador de Grupos de Homens e um apaixonado por Filosofia, Poesia e Astronomia.

Há alguns anos, comecei com uns calores horríveis, exames de rotina e POF: estava na “menopausa”, era o conhecido fogacho!

Mais exames, conversas com meu médico, leitura de artigos científicos sobre o tema, histórico materno de câncer de útero… algumas decisões a tomar…
Mas, pior do que a onda de calor, irritabilidade, às vezes, um cansaço absurdo e algumas paranóias que vão surgindo: “Será que vou perder o tesão?” Será que vou perder a lubrificação?” “Será que esse calor não vai passar nunca?” “Será que esse ressecamento dos pés, das mãos e da pele em geral vai ser sempre assim?” “Será? Será? Será?”

Na realidade, essa fase entre ser fértil e deixar de ser fértil é o climatério – definida como “fase crítica”, a menopausa é definida pela ciência como: “fim dos ciclos menstruais, fim da idade fértil, fim do ciclo reprodutivo, perda da atividade folicular.”

Os nomes e definições não ajudam a mente pensar positivo, tudo leva ao fim doloroso, vexatório… falta dignidade nesses termos e conceitos.

Mas todas as alterações hormonais, todas as possibilidades de mudanças neste período na vida e no corpo da mulher não se comparam ao fato, de ainda, em pleno 2021, nós, as próprias mulheres, termos o preconceito de falar que estamos na menopausa.

Frequentemente, sou repreendida por alguma amiga: “Adriana, para de falar que estamos na menopausa!” Como se fosse uma fase vergonhosa, a ser escondida, tanto de outras mulheres, quanto dos homens! Não é assunto recorrente nas mesas de bares somente com mulheres!

Entrar na menopausa ainda tem um marco forte de preconceitos contra a mulher, da mesma forma que assumir a idade… é como se fôssemos predestinadas a permanecermos eternamente na juventude! Entrar na menopausa de forma assumida é ter orgulho da nossa história percorrida, da nossa vida de menina que virou mulher com a primeira menstruação, das nossas experiências sexuais, do nosso prazer em transar, gozar sem travas, sem preconceitos, de assumirmos para nós mesmas e para a sociedade: estou na menopausa e tenho orgulho da trajetória da minha vida que me fez chegar até aqui!!!!

Aliás estou melhor com quase 50 anos do que estava ao fazer 40, e melhor ainda do que quando tinha 30 anos! A menopausa não é o fim: é o início de um momento em que nós, mulheres, poderemos ser tudo que queremos ser, podemos até não ter tanta certeza do que queremos, mas temos convicção do que não aceitamos! Então vamos nos libertar e viver sem amarras, sem preconceitos contra nós mesmas! Menopause-se!

Adriana Ramos – Bela Urbana, professora por natureza, quase cinquentona e com muito orgulho! Melhor hoje do que aos 30! Adora nadar, ir a praia, ser mãe, dançar, cozinhar para quem ama, comer bem e ir a um boteco com amigos! Adora uma polêmica! Sempre apaixonada!

Eu já usava a internet todos os dias, por algumas horas, mas agora na pandemia comecei a usar bem mais. Antes eu não tinha tempo pra isso, pois além da escola tinha várias atividades a tarde, trabalhos escolares e minha vida pessoal, então não dava tanto tempo. Agora até a aula é on-line, então dá bem mais tempo. 

A internet, me ajudou muito para me comunicar com minhas amigas nesse momento em que estamos passando. Passamos horas conversando quase  todos os dias às vezes por mensagem mas normalmente por ligação. Conversamos sempre pelo Whatsapp ou pelo Instagram.

Na internet eu consigo fazer tudo, eu vejo minhas redes sociais, converso com as amigas,  jogo jogos,  ouço música e entre outras coisas. 

Além disso, tem as aulas on-line, eu prefiro presencial pois gosto de estar com minhas amigas e acho mais fácil. Mas acho que on-line,  para reuniões de trabalho em grupo ou de projeto literário,  é melhor. 

Julia Morais Andrade – Bela Urbana -13 anos, gosta de dançar, ouvir música, tirar fotos, fazer lettering, maquiagem, viajar e também de conversar, jogar estar com suas amigas,



Geração Z. O que muitas vezes pode ser um incentivo para o mundo modernizado e global, pode vir a se tornar um tormento. Receber mensagem e não pegar o celular para responder, ou pior, mandar mensagem e não ter a resposta em frações de segundos. A verdade é que nossa geração está acostumada com o imediatismo da era digital, com o ter e fazer acontecer em questões de segundos. Mais verdade que isso é o fato de que nem sempre as coisas acontecem na hora e do modo como a gente quer.

Lidar com o diferente demanda sempre uma tremenda força de vontade, já que não se está acostumado ao novo. O novo gera angústia, ansiedade. Esperar causa esses sentimentos para quem está acostumado à agilidade do dia a dia moderno e tecnológico. A mudança mexe com o que é confortável dentro de nós, com o que é seguro.

A segurança movimenta os nossos pensamentos e gere grande parte da vida. Sem ela é difícil sair do lugar. Sem termos segurança é difícil lidar com opiniões divergentes das nossas. E como viver no mundo sem lidar com as diferenças? A mensagem que não é respondida na hora para mim pode ser algo devastador, mas para quem demora a enviar um retorno pode ser algo natural.

Conviver com modos de levar a vida diferentes faz parte também do ser globalizado e do saber lidar com as pessoas e suas vivências. Ser empático e lembrar que o que me tumultua nem sempre é o que bagunça a outra pessoa é fundamental para o convívio.

Afinal de contas, a minha dor nem sempre é a dor do outro!

Juliana Manfrinatti Bittar – Bela Urbana. Bióloga. Gestora empresarial em formação. Apaixonada por livros, se arrisca às vezes na escrita. Tem como um dos objetivos de vida conhecer todas as maiores e mais bonitas bibliotecas e livrarias do mundo.

Muitos anos atrás, não existiam celulares, sequer a internet. As pessoas tinham que andar quilômetros de distância, ou mandar uma carta, se queriam conversar com alguém. Elas tinham que ir às bibliotecas para achar alguma informação. Poderíamos ficar muito tempo contando o que os nossos ancestrais tinham que fazer sem a existência da tecnologia, mas a verdade é que, eu não sei o que é isso, “um mundo sem tecnologia”, não sei mandar cartas, não sei a sensação de ficar anos sem ver um parente distante, não sei como foi nada disso, por isso, eu não vim escrever como era antes, mas eu vim aqui para contar a minha visão sobre a nova era da humanidade, a era em que eu nasci: em um mundo repleto de informações e tecnologias.

Eu posso dizer que cresci junto com os celulares, e é incrível ver como eles evoluíram em pouco tempo, a curva de evolução só tem aumentado até hoje, e para ser sincero não faço ideia de até onde isso vai. Viver “junto” a esses celulares virou algo normal para nós, podemos ficar horas sem cansar nesses aparelhos, pois a quantidade de informações e funções que eles oferecem é extremamente impossível de se calcular, pois a cada dia uma nova funcionalidade aparece. As grandes empresas do mundo todo, são, praticamente focadas em tecnologia, senão, envolve-a. Os mecanismos de pesquisa são muito úteis hoje em dia, eu praticamente devo realizar mais de dez buscas no dia pelos assuntos que me interessam, e constantemente estou baixando novos aplicativos com as mais diversas funcionalidades.

As coisas que se tornaram possíveis graças as tecnologias e a internet são infinitas, eu convivo com tudo isso como se fosse algo normal, mas não deixo de imaginar como seria viver sem elas, ou como as pessoas que nasceram sem isso se sentem a respeito. Toda essa era uniu grandes personalidades do mundo inteiro, a internet encurtou distâncias, e está em constante mutação, e faz parte da minha vida, é algo muito importante para mim, por mais que a internet tenha trazido coisas ruins, ela também trouxe coisas boas, junto aos celulares e tudo que eles proporcionaram. E essa é minha visão geral da tecnologia: algo que mudou o mundo no passado, e algo que ajuda e melhorar nosso futuro.

Danilo Vicentin – Belo Urbano, estudante do nono ano, gosta de escrever histórias, desenhar, andar de bicicleta e de jogos digitais.

“Empreender é uma forma de amadurecer. ”

Isso foi o que eu ouvi de um terapeuta com quem na época fazia sessões de acupuntura, há 15 anos atrás, quando decidi largar o emprego e iniciar essa nova fase na vida.

Acredito que vários são os caminhos que podem nos trazer crescimento e conquistas. Mas certamente iniciar um empreendimento é um deles.

Temos que aprender a estipular metas.

Aprender a avaliar riscos. E ter a coragem de arriscar.

Chorar desesperadamente nos momentos em que o mundo parece conspirar contra você.

E se reinventar a cada dia.

Entrar em conflito com seus valores, princípios de vida. Até onde eu posso? Isso tá certo?

Saber dividir seu tempo, reavaliar prioridades.

E principalmente, SABER O QUE QUER, SABER ONDE QUER CHEGAR.

Algo em comum com o que temos que fazer com as nossas vidas?

Sim, empreender é uma forma clara de amadurecer.

Uma forma quase bruta de ter que conquistar a auto estima.

Porque entre erros e acertos, tropeços e recomeços, a vida se mostra plena e o universo coloca aos nossos pés todas as oportunidades que necessitamos para crescer, amadurecer e se auto conhecer.

Para aqueles que pensam em começar a empreender, o SEBRAE é uma ótima opção para encontrar orientações sobre abertura empresas, em qualquer ramo de negócio.

Aos que pensam em iniciar empresas de base tecnológica, sugiro procurar também, as incubadoras de empresas. Além do suporte administrativo, empresarial e jurídico, a interação com os demais empreendedores é sempre muito enriquecedora.

Relações abusivas podem acontecer em todos os âmbitos da nossa vida. Seja pessoal, familiar ou profissional.

Portanto, vamos nos fortalecer, encontrar nossos valores e nossa identidade.

Sejamos nós, os autores da nossa própria história.

Noemia Watanabe – Bela Urbana, mãe da Larissa e química por formação. Há tempos não trabalha mais com química e hoje começa aos poucos se encantar com a alquimia da culinária. Dedica-se às relações comerciais em meios empresariais, mas sonha um dia atuar diretamente com público. Não é escritora nem filósofa. Apenas gosta de contemplar os surpreendentes caminhos da vida.

O que é abuso?

No dicionário está dito que é o mau uso, excessivo ou injusto de algo.

Então, pensamos sobre o justo e a ausência de justiça. Precisamos de tempo para pensar nisto.

Para começar, alguém diz que pode ser relativo a uma transgressão de bons costumes. Mas, os costumes bons numa sociedade doente? Não sei se gosto dessa aproximação.

Entretanto, me concedo o direito de entender também como uma circunstância que causa aborrecimento e desgosto, deliberadamente, com infração de limites, com dolo.

Se formos para esse lado, tem abuso que é contra si mesmo, antes de ser contra alguém ou contra a lei. Os excessos de comida, bebida, drogas, o consumismo etc. Já me lembrei de uma lista interminável de mau uso e excessos que acumulamos no dia a dia (auto abusos): lícitos e ilícitos, conscientes e inconscientes, ingênuos e calculados. Uma boa reflexão para os que estiverem dispostos àquela reforma íntima.

Porém, não podemos negar que são as atitudes abusivas de uns contra outros, as responsáveis pelos maiores danos, que evoluem de humilhação para traumas, causa de uma variedade de reações e até crimes.

Nesse desfile de significados, as expressões mais contundentes recaem sobre os casos de abuso sexual. Infelizmente constantes, cruéis e com vítimas de todas as idades (eu disse todas). A necessidade dos parênteses determina o tom de adoecimento e nos obriga a questionar com incisão a classificação de humanos e racionais, totalmente incompatível com pessoas de instintos descontrolados e perversos.

Mais que isso, a sociedade muitas vezes acolhe o abusador mais do que as vítimas e faz isso com base na cultura do machismo, do sexismo e da distorção dos ensinamentos religiosos.

Você não precisa sofrer um estupro para entender o quão repugnante é sentir-se violada(o) nos domínios do que de mais seu você tem: seu corpo. Nossa visão de mundo não pode ser divina, nós não somos. No entanto, vamos falar pela milésima vez em empatia, compaixão, solidariedade, amor ao próximo – não são esses valores espirituais que nos ligam à semelhança de Deus? No meu entendimento, sim.

Adiante, os notórios casos de abusos de autoridade são prova cabal da miséria humana exibida de modo patético por quem acha que galgou uma posição superior na planície da existência. É dessa pequenez que estamos fartos!

Outro tipo de abuso, o parental, ocorre quando pais e mães narcisistas projetam suas frustrações nas crianças que crescem machucadas, moral e emocionalmente; além de indefesas e muito vulneráveis a outros sofrimentos ao longo da vida. Nesses casos, eu não vejo culpa, lamento por ambos.

Mas, há tantos outros, menos discutidos e muito nocivos aos nossos relacionamentos, como o abuso de confiança, o abuso de direito, o abuso funcional, o abuso afetivo…

O mais louco é que há casos em que a agressão está tão regulamentada, inclusive por nós mesmos, que existe o impedimento de enxergá-la. Quantas histórias relatadas anos depois de acontecerem em que só o tempo foi capaz de ilustrar que aquilo foi abusivo?

O envolvimento pode cegar, a vergonha pode emudecer, a humilhação pode vexar, a dor pode paralisar, a lucidez pode enlouquecer – a revelação pode ter consequências complexas.

Às vezes, esse abuso vem travestido de uma terminologia que agrava ou atenua o ato em si, como quando ouvimos que foi provocação, afronta, ataque, desfeita, injuria, insulto, ofensa, assédio, excesso, ultraje – injustiças.

Por essas e outras é que a definição de abuso fica sempre inconclusiva. Não é subjetiva, mas ultrapassa o repertório léxico, rompe as fronteiras da compreensão, interrompe o fluxo semântico.

O abuso é inconjugável, é insubordinável. O abuso é injustificável, só isso.

Dany Cais – Bela Urbana, fonoaudióloga por formação, comunicóloga por vocação e gentóloga por paixão. Colecionadora de histórias, experimenta a vida cultivando hábitos simples, flores e amigos.