“Democracia é viver das diferenças!” Cacá Diegues no Programa Conversa com Bial/Entrevista – 12 novembro 2018.

Pensando alto

Creio nisto e clamo um pouco mais sobre:

Vivenciando as divergências…

Tolhendo as resistências…

Anunciando as preferências…

Justificando as indecências…

Recusando as inadimplências…

E eu chego à proposta do digno aplicativo, neste período de mudanças e tranças sobre, o que é e o que não pode e o que se deve!

“Lugar de fala”

Wikipédia – O “lugar de fala” é um termo que aparece com frequência em conversas entre militantes de movimentos feministas, negros ou LGBT e em debates na internet. O conceito representa a busca pelo fim da mediação: a pessoa que sofre preconceito fala por si, como protagonista da própria luta e movimento..

PS: Convivi com crianças na tenra idade por muito tempo como Educadora de Berçário e Maternal e, ao lado delas, por tudo e por nada afirmo que durante a nossa infância somos os donos do nosso Lugar de Fala!!

Precisamos então seguir para a carreira de adulto, com este pensar…

Somos proprietários e não associados de nosso domínio mental!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Eu respeito

Rezo

Peço paciência

Peço calma

Peço resiliência

Calma com a carteira perdida

Calma, vou achar

Se não achar vou resolver, cancelar os documentos, cartões, talões de cheques

Fazer novos, é o que posso fazer.

Calma para resolver

Paciência com quem não entende nada do que eu digo

Inspira, respira, devagar, mais uma vez

Paciência e tenta de novo

Como se estivesse falando com uma criança

É preciso entender, é preciso entrar em um acordo.

Tenta de novo, sem paciência não vai resolver.

E resiliência para voltar ao normal depois de ficar deformada,

depois de ter que esticar como um elástico para dar conta de não deixar nada para fora.

Resiliência para voltar a forma normal ou ao mais próximo disso possível.

E que haja quantas vezes forem necessários essa resiliência, paciência e calma.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas nesse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

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As pessoas estão caprichando na missão de serem chatas. E o mundo ta precisando URGENTE de mais amor!
Não sou de ficar escrevendo o que penso. Mas esses dias ando lendo cada coisa, que não resisti… Ta faltando amor no mundo mesmo.
As pessoas amam incondicionalmente seus familiares, as pessoas próximas, amigos, mas na hora que alguém expõe uma opinião contrária da sua, pronto, já xinga a pessoa, diz que ela não sabe o que está falando, aponta mil e um argumentos pra diminuir a razão da pessoa em pensar sobre aquilo, trata com grosseria o tema que não lhe agrada… É tão difícil assim respeitar as opiniões contrárias a sua?
As pessoas estão condicionadas a dizer a frase: “com tanta coisa mais importante acontecendo no mundo e dão atenção a isso”. Mas quem define o que é mais importante? Pergunta pra mãe do cantor morto se a discussão sobre a ideologia de gênero dentro das escolas é mais importante do que o que ela está passando, pergunta pra um jovem gay que foi espancado e humilhado se proibição do foie gras em SP é mais importante do que o desespero dele. Pergunta pra pessoa que está quase morrendo na fila de um hospital público se a redução da maioridade penal é mais importante do que o problema da saúde. Tudo que causa dor, nos seres humanos, nos animais, tudo que causa revolta, descontentamento, TUDO é importante! Pra alguns mais e pra alguns menos. Mas quem é você pra dizer o que é mais importante para o mundo inteiro e por que todos precisam concordar com a sua escala de importância?
A mídia cansa mesmo… Mas ela vende o que pra ela é mais lucrativo, infelizmente. Se você tivesse uma loja, iria vender só produtos que a maioria não compra? Se você passa em frente a uma loja que só vende produtos que você não usa, você não entra nela, certo? Mas também não vai xingar e humilhar todos que estão lá dentro comprando só porque eles usam o produto…. Com a mídia, assim como com os estilos musicais por exemplo, é a mesma coisa viu? Se você não curte é só mudar, não ver, não entrar “nessa loja”. Não precisa humilhar quem está lá dentro.
A morte de um cantor que muitos dizem que nem conheciam, está causando revolta nas pessoas porque a mídia só fala disso. Sério que só porque você não curte sertanejo tanto faz se um jovem de 29 anos morreu? Ele podia ser rockeiro, pagodeiro, MUDO, mas era um jovem que morreu num acidente terrível, e que tem pessoas sofrendo com isso. Você não precisa sofrer se não quiser, mas seria bom respeitar. Pra que tanta amargura? Só porque ele cantava sertanejo? Só porque a mídia quer falar sobre isso porque é isso que dá audiência? Só porque as pessoas que gostavam dele estão dando audiência à mídia? Na boa, ele não planejou morrer só pra virar Trending Topics, a notícia do momento. Não precisa menosprezar o fato de que ele perdeu a vida.
Por que não olhar pelo lado útil dessa repercussão toda? Além de falarem da morte dele, a mídia também está mostrando o que ajudou a causar a desgraça. O uso do cinto de segurança no banco traseiro também virou notícia numa dessa. Eu mesma raramente colocava o cinto no banco traseiro, embora várias vezes já me orientaram que era tão importante quanto o da frente. Mas ao ver que alguém da minha idade morreu por não usar o cinto (entre outras razões talvez) eu passei a usar.
Logo em seguida veio a “modinha” de colocar foto colorida. E junto vieram pedras de todos os lados de pessoas que se sentem superiores a ponto de julgar que se trata de um assunto menos importante. Alguns vieram postando imagens de crianças desnutridas com os dizeres “o dia que as pessoas se unirem por essa causa, eu to dentro”. Eu também estarei com certeza! (Mas não precisa esperar alguém te chamar pra você lutar por essa causa também tá?). Eu já acho que seria mais sensato um meme dizendo “o dia que o mundo se unir para QUALQUER causa que faça o bem a QUALQUER ser, eu estarei dentro”. Outras vieram postando foto de Jesus, listrada de cinza, dizendo “perdoe, eles não sabem o que estão fazendo”… Sim sabemos, estamos comemorando o fato de que em mais um lugar no mundo estão deixando pessoas se amarem em paz!
Aí vêm os “superiores” dizendo que isso de ficar postando apoio a essa causa só agora é ridículo, porque no Brasil desde 2013, os cartórios de todo país estão impedidos de recusar a celebração de casamentos civis homoafetivos, graças à Resolução n175 do CNJ e que na época ninguém fez homenagem alguma. Bom, eu não tinha conhecimento disso e muitas pessoas que também não tinham agora tem! Graças a essa “modinha”. Que bom, minha fotinha colorida vale pra comemorar retroativamente a vitória no Brasil também!
Um tempo atrás a “modinha” era virar balde de gelo na cabeça. Nossa, quantas pessoas eu vi vindo aqui no face esculachar quem fez isso, dizendo que a pessoa só queria aparecer, que era uma modinha ridícula, que muitas nem sabiam o real motivo daquela campanha… Ta, muitas nem sabiam mesmo, mas várias pessoas fazendo aquilo (sabendo ou não o motivo, querendo ou não somente aparecer) fez com que milhares de pessoas que, como eu desconheciam o ELA, passassem a entender o que é essa doença, que faltam investimentos para estudos que buscam a cura. Essa “modinha” fez muita gente se solidarizar com quem sofre dessa doença, seja por doação, oração, sei lá. Mas fez as pessoas conhecerem esse problema!
Tem muita gente se achando demais e respeitando de menos.
Mais amor, por favor! O mundo já está cheio de desgraças e desavenças.
Se você não concorda ou não quer apoiar algo, não precisa se doer tanto, você não é obrigado a isso. Mas deixa quem quer se manifestar em paz. As pessoas não são babacas, ignorantes, ou sei lá do que mais o que estão sendo xingados, só porque apoiam ideias contrárias as suas.
Bom, essa é a MINHA opinião, não precisa concordar se não quiser ok?

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Patrícia Mota – Pós graduada em Gestão de Marketing, Publicitária há 8 anos e também Designer de Interiores nas horas vagas, formada pela Arquitec. Observadora ao extremo, curiosa na medida e a quatro semanas de receber seu melhor título: “mãe da Sarah”.

Em tempos de intolerância como os vividos e vistos nos dias de hoje, especialmente nas redes sociais, minha dica de leitura é o “Diário de Anne Frank”.

O livro é uma história verídica escrito pela jovem judia Anne Frank no período de 12/06/1942 até 01/08/1944 de dentro do esconderijo, um sótão de uma casa/escritório em Amsterdã. Anne Frank ficou escondida nesse “anexo secreto” como chamavam o esconderijo juntamente com sua família (irmã, Mãe e Pai), a família Van Pels (o casal Auguste e Hermann e o filho Peter) e também o dentista Fritz Pfeffer. Contaram com a ajuda externa de algumas pessoas entre elas Miep Gies e Bep Vos Kuijl, duas secretárias da empresa que estava instalada no prédio,  sem as ajudas de pessoas externas teria sido impossível sobreviver por esse período escondidos.

Anne começou a escrever o diário com 13 anos, passou anos preciosos das novas descobertas da adolescência presa no esconderijo, com medo. O livro relata o seu dia a dia neste local, a visão de Anne em relação a guerra, as dificuldades que cresciam com o passar do tempo dentro do esconderijo, a forma que cada um lidava com essa situação limite e as comemorações com as notícias positivas vindas de fora. Ela também descreve seus conflitos internos, a dificuldade de conversar com mãe, a admiração pelo pai e o encantamento e amizade por Peter, o jovem que também estava escondido e que era da sua idade.

Li o livro duas vezes, na primeira eu tinha a idade de Anne e me colocava muitas vezes no seu lugar,  isso me causava uma grande tristeza ao imaginar a situação de estar presa  em anos tão maravilhosos da juventude, mas me consolova um pouco com seu “romance com Peter”. Me perguntava: Por que essa guerra?

Quanto li pela segunda vez, foi a há dois anos atrás, já adulta, madura, mãe, inclusive de um filho adolescente. Nesse momento o foco do meu olhar foi maior, desde a percepção de como Anne Frank escrevia bem, tinha clareza de ideias e me parecia uma menina muito mais madura do que as meninas de hoje com essa idade. Chorei em alguns momentos, especialmente quando ela relatava sobre seus sonhos de um futuro que não aconteceu, por saber que nunca aconteceu, me doeu profundamente. Outra questão que me chamou  a atenção, foi o comportamento das pessoas de dentro do esconderijo com posturas mesquinhas, escondendo comida dos demais, sem querer dividir e com a postura inversa, a generosidade das pessoas que os ajudaram de fora do esconderijo, colocando literalmente suas vidas em risco.

A edição definitiva possui fotos e textos inédidos, foi a segunda versão que li e é essa que indico por ser mais completa, contém 30% a mais de material que a primeira versão.

Enfim, uma questão ainda permanece sem resposta para mim. Por que as guerras? Por que tanta intolerância? A humanidade ainda precisa evoluir muito para conseguir resolver seus conflitos sem tanto sofrimento. O “Diario de Anne Frank” na minha opinião é uma leitura fundamental para qualquer pessoa em qualquer idade, pois nos da um “chacoalhão” sobre essa questão, nos faz refletir sobre a tolerância e a intolerância e suas consequencias individuais e na sociedade. Passaram-se mais de setenta anos do início da segunda Guerra Mundial, mas sinto que as sociedades estão muito aquém de serem HUMANAS.

Vale a reflexão e vale trazer essa questão para nosso comportamento diário. Afinal, intolerância, leva a radicalismos, que leva a guerras, que leva vidas…

Título: original: The diary of a young girl

Autora: Anne Frank

Tradução: Ivanir Alves Calado

Páginas: 349

35 edição – integral e revista. Única edição autorizada por Otto H. Frank e Mirjam Pressler

Editora Record Ltda.

Adriana Chebabi

Adriana Chebabi  – Bela urbana, idealizadora desse projeto, publicitária, poeta e contadora de histórias. Divide seu tempo entre sua agência Modo Comunicação e Marketing www. modo.com.br, suas poesias, histórias e as diversas funções que toda mãe tem com seus filhos.