Você também se pega de vez em quando discutindo imaginariamente com você mesmo(a) ou outra pessoa, sobre os mais diversos assuntos? Na maioria das vezes você está nervoso, bravo, irritado com algo que considera um problema? E mais, está pensando na mágoa, na raiva, na culpa e muitas vezes na vingança?

Bem, você é mais um nessa multidão de pessoas que não conseguem desligar o pensamento e se deixam levar por ele. Um sentimento ruim gera um pensamento ruim, esse pensamento te domina e se desenvolve, na maioria das vezes piorando aquele sentimento.

Mas o pensamento não é o que nos distingue dos outros animais? A capacidade de raciocinar e pensar, acima do sentir?

Sim! Porém isso só é verdade quando dominamos esse pensamento. Penso que se nos deixamos levar por ele e o deixamos afetar negativamente nosso sentimento, e a reagir negativamente, não somos assim tão ‘superiores’, somos?

A boa notícia é que dá sim para dominar esse pensamento e fazer com que não nos afete negativamente, ou ainda, transformá-lo em positivo. E por incrível que pareça, no início vai exigir treino e esforço consciente para mudar nosso estado mental, porque ficamos por demais concentrados no nosso próprio sofrimento…

E a solução na maioria das vezes implica em tentar sentir o que o outro está sentindo, ou se concentrar na raiz do seu sofrimento e não no sofrimento em si. Mas como eu disse, no início requer treino e esforço… como começar uma academia!

Eu criei um jargão próprio para isso!

‘VIRA A CHAVINHA!!’

Quando me vejo reclamando de algo por muito tempo, discutindo comigo mesma ou outra pessoa sobre algo, culpando ou responsabilizando pelo meu sofrimento, e percebo que estou deixando o assunto crescer, logo dou o comando ‘Vira a chavinha!’. E imediatamente começo a me ‘auto-aconselhar-me-a-mim-mesma’:

Acalma esse coração… O que levou a essa situação? Como o outro está se sentindo? (quando tem outro) Qual é a solução? Pense na solução e não no problema…Pense em construir, não em demolir.

Depois de um tempo fica fácil e natural… Principalmente porque dá alívio e o resultado em geral é positivo, e assim acaba por condicionar a querer usar sempre!

E você não precisa usar a mesma frase!!! Pode criar o jargão que mais fizer sentido pra você!! ‘Acende a luz!’ ‘Abre a porta!’.

E aí? Qual vai ser o seu?

Tove Dahlström – Bela Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

 

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As pessoas tendem a achar que dar esmola não é legal, pelos mais diversos motivos: a pessoa devia estar trabalhando, podia estar vendendo algo, vai usar para bebidas ou drogas, etc. São tantas as justificativas que superam em número a razão para se dar as esmolas, que conheço poucas pessoas que as dão.

Mas vou contar aqui porque eu dou esmolas.

Há muitos eu trabalhava à tarde e muitas vezes acabava voltando à noite para casa. Na época meus filhos eram meninos de 6 e 8 anos. Em geral, quando eu saía mais tarde, eu cuidava de trancar bem o carro, fechar os vidros e passar o mais rápido possível pela região central que era o meu caminho.

Num dia de frio e garoa, um menino mais ou menos da mesma idade dos meus filhos, talvez um pouco mais velho, veio na minha janela quando o farol frechou. Camiseta velha, furada e suja, shorts idem. Simplesmente estendeu a mão em busca de algum valorzinho que fosse. E eu não tinha… O sinal abriu, saí… chorando e envergonhada! Podia ser meu filho! Não, claro que não… meus filhos estavam em casa, aquecidos, vendo TV, jantando. Me passou pela cabeça em algum momento me sentir culpada por tudo que eu tinha (e ainda tenho, e nem é tanto assim), mas pensei comigo que a injustiça não é minha, é do mundo, do governo, da história, enfim…

Cheguei em casa, abracei meus filhos, agradeci por tudo que nós tínhamos!

Nunca mais vi o menino, mas desde então ando sempre com moedas e às vezes notas de R$2,00 no carro. E balas… Algumas vezes, no inverno, já andei com sacolas com agasalhos para distribuir nos faróis. Espero repetir esse ano, embora hoje meu trajeto não me leve mais por caminhos onde habitualmente haja pedintes.

Mas parei de pensar se eles podiam estar trabalhando ou vendendo algo, parei de pensar se vão usar pra drogas ou para levar pão para casa… Parei de julgar alguém que está à margem da nossa sociedade. Simplesmente ajudo como posso, mesmo que seja com uma esmola.

Outro dia, vi um rapaz num farol… e pela idade que aparentava, enquanto ele vinha em minha direção fiquei me perguntando se seria aquele menino que me tocou tanto naquele farol anos atrás… torci para que não, para que ele tivesse tido a chance de sair da margem e prosperado. Mas podia ser meu filho!! Não, claro que não… eles hoje estão crescidos, trabalham, têm suas vidas em ordem.

Abri a janela, estiquei para ele uma nota de R$2,00… ‘Deus lhe acompanhe’, ele disse… ‘que Ele esteja com você’, respondi… Segui meu caminho, e ele seguiu para a janela fechada do carro seguinte.

Tove Dahlström – Bela Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

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Já falei aqui da mulher de fases… sim, temos fases e o processo é químico!! O corpo feminino é uma bomba química que alterna DIARIAMENTE a quantidade e o tipo de hormônio que irá suportar algum objetivo do nosso ciclo reprodutivo. É assim e pronto!

Mas existe um outro processo químico, um pouco mais demorado e mais duradouro. Sim, chega uma hora que essa bomba química é desativada… a menopausa. E o nosso corpo que tanto mudou a vida inteira deixa de mudar tanto. E muda definitivamente!

O corpo vai deixando de produzir substâncias que mantinham determinados processos vivos! Processos dos quais teoricamente não precisamos mais. Porém, essas substâncias também serviam de suporte para outros processos, e é aí que a coisa pega. Num mundo em que se vive cada vez mais, é preciso que esse suporte químico seja mantido pelo tempo que for possível, mas o nosso corpo não foi projetado para isso.

Essas mudanças são perceptíveis fisicamente, como maior dificuldade para manter peso e emagrecer, os malditos calores, menor nível de energia, pele e cabelos vão perdendo vitalidade, e daí por diante. Mas a mudança não é só física. Há também um forte componente emocional. Na verdade, por mais que essas mudanças gerem um desgaste emocional, nesse caso há também um componente químico! Então, muitos casos de depressão e outras mudanças de humor, são devido a substâncias que deixamos de produzir ou produzimos menos!

E infelizmente, nesse caso não se comemora o famoso bordão ‘viva a diferença!’… para os homens é bem mais suave, são bem menos hormônios envolvidos e eles vão se suavizando calmamente. Novamente para as mulheres, embora aconteça razoavelmente devagar, há um momento ‘pico’ em que fica claro que a partir dali, não tem volta.

Como lidar com isso? Bem, o primeiro passo é aceitar! Lutar contra não vai ajudar. O segundo é avaliar o impacto real na sua vida. Eu, por exemplo, ainda tenho muito que trabalhar antes de poder pensar em ter uma vida mais sossegada (que na verdade nem sei se quero…), portanto, o meu nível de energia ainda tem que estar alto! Preciso dela.

E por fim, já que o processo é químico, vale avaliar com o seu médico (e se tiver, terapeuta) se vale a pena intervir com reposição, fito-terápicos, ajustar a alimentação e as atividades físicas.

Só não vale ficar sofrendo e se lamentando! Pelo contrário! Afinal, a ilusão de que temos ‘a vida toda pela frente’ (nunca tivemos!) está acabando, portanto é a hora de aproveitar a vida ao máximo!

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Tove Dahlström – Bela Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

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A chegada aos 50 anos muda a gente sim…. Traz reflexões que desde os 40 ficamos assim evitando como que pensando em fazer o tempo parar. Mas como dizia Cazuza, o tempo não pára! Não ♯ pára ♩ não…♫ não pára… ♬

Aí aos 50 a ficha cai e a gente pensa ‘OK, não tem mais jeito… e agora?’. Pode não ser a chegada aos 50, pode ser outro ponto da vida em que a tal maturidade chega… a chegada da menopausa, o casamento do último filho e o inevitável ninho vazio, ou qualquer outro evento que mostre que a partir dali, o rumo é outro, querendo ou não, numa fase da vida em que se pensa mais em estabilidade.

O ponto é que nessa fase não temos opção senão lidar com isso. E acreditem, não é tão simples. Mas aí fui percebendo e me questionando outra coisa… Como eu tratava as pessoas ‘mais velhas’ quando eu ‘era jovem’? E mais, como passei a tratar pessoas conforme elas foram envelhecendo? Bom, não sei se sou referência, pois como outros textos meus mostram, procuro tratar pessoas como pessoas, independente de rótulos.

Mas quantas vezes os filhos não passam a tratar seus pais de maneira diferente quando julgam que estão independentes e eles estão ‘velhos’. Passamos a tratar diferente nossos colegas de trabalho mais antigos, por acharmos que eles já não irão ‘render’ mais tanto. Desconfiamos de profissionais mais velhos por achar que estarão ainda presos a práticas antigas e não estarão atualizados.

A gente muda com a maturidade sim, mas é só a gente? Não, os ‘imaturos’ (já que eu sou a madura), mudam também! Mudam sua forma de tratar e conviver conosco. Pensam que agora estamos limitados, desatualizados e sem vitalidade. Mas não é assim.

Só que faz parte, e logo serão eles os maduros… e só aí eles entenderão, assim como os adolescentes só entendem seus pais quando têm seus próprios filhos… é o ciclo da vida e das mudanças que cada fase traz!
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Tove Dahlström – Bela Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

 

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Mudanças acontecem na vida das pessoas. Muitas são procuradas, buscadas, desejadas, outras vem sem pedir licença e temos que nos adaptar, e um fato é certo: toda mudança gera estresse, estresse esse causado pela necessidade de adaptação a uma nova realidade.

Quer coisa melhor que um filho há muito desejado? Mas…. gera estresse. Tudo, absolutamente tudo, muda com esse acontecimento. E pra sempre! Horários, hábitos, sono, etc. É delicioso, mas a adaptação gera uma série de dificuldades.

E passamos por isso a vida toda e nos adaptamos sempre, desde as coisas mais simples até as mais impactantes. Todos nós invariavelmente passaremos por mudanças.

E aí vem o curioso… Tem gente que recomeça uma nova vida  com energia e disposição mesmo após mudanças radicais, como uma guerra, uma catástrofe e tem gente que reclama até da mudança do tempo!

A diferença entre essas pessoas é que enquanto umas escolhem se adaptar e voltarem a ser felizes o mais rápido possível, as outras… bem, preferem reclamar, porque a felicidade depende do clima, da vizinhança, do barulho, da estrada, enfim, do outro.

E é aí que eu quero chegar: A OPÇÃO É SUA!

Quer reclamar, reclame, mas a chuva não vai deixar de cair, o vento não vai parar de soprar, o vizinho continuará a tocar funk, a estrada continuará poeirenta. OK, vizinho tocando funk é forçar a amizade… tem que reclamar mesmo!

Mas… Eu escolho ser feliz. Me adaptar e seguir em frente. Minha primeira grande mudança foi aos 4 anos de idade e desde essa época, mudança é a única coisa constante na minha vida! Tão constante que muito tempo parada me faz buscar o que mudar!

Mesmo com 18 anos de empresa, dentro dela mudei de área tantas vezes que parece que foram empresas diferentes. E cada mudança dessas me traz novos desafios e principalmente, aprendizados! Adoro aprender coisas novas, então, a cada mudança, voluntária ou não, sempre busco nela o aprendizado que vai me trazer.

Eu opto por aprender! E você, o que a palavra mudança provoca em você?

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Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

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Vou começar contando um flagrante da vida real. Há alguns anos, um belo sábado, depois de ter trabalhado a semana inteira, e acordando com a casa suja e desarrumada de uma semana sem cuidados, olhei para o companheiro de jornada, que na época estava desocupado, dei uma resmungada e comecei a faxinar. Reclamei sim, porque não acho justo. E ouço a pérola:

– Não tenho culpa se desde que o mundo é mundo, as mulheres cuidam disso…

Respiro fundo… (Senhor, dai me paciência, porque se der força, eu bato!!).

– Amigo, desde que o mundo é mundo, os MAIS APTOS saem pra caçar e colocar comida na mesa, e os MENOS APTOS, ficam na caverna, mantendo-a limpa, livre de pragas e aquecida!! Não tenho culpa se as aptidões necessárias hoje são diferentes e quem sai pra caçar sou eu. Portanto, ajude a manter essa caverna em ordem, por favor!!!!

Essa história me leva aos rótulos, que são tantos que encaramos no nosso dia a dia, e nesse caso especificamente, o que é ‘de menina’ e o que ‘é de menino’. E como isso vira feminismo e machismo. E como precisamos nos apegar a grupos de códigos préestabelecidos, ou melhor, preconceitos!

E quantas vezes me peguei pensando: E SE TODOS NÓS NOS TRATÁSSEMOS SIMPLESMENTE COMO PESSOAS??? E se a regra fosse o PESSOALISMO?

Nem mulher, nem homem, nem jovem, adulto ou velho, nem chefe ou subordinado, nem alto ou baixo, nem gordo ou magro, nem branco ou negro, nem budista, católico, umbandista ou qualquer outra das milhares de religiões que existem no mundo. E a história das gerações então? Baby boomers, X, Y, millenials… dos rótulos criados pelos serumaninhos, esse só não é pior que o de gêneros.

Porque temos tanta dificuldade em ver simplesmente uma pessoa, em sua individualidade, com suas características tão singulares, quando nos encontramos com alguém?

A resposta vem das cavernas… o mais apto é o mais forte, e consegue impor suas vontades, suas regras. Nem que seja à força… E algumas pessoas sentem certo conforto em serem vítimas! Afinal, algumas pessoas preferem responsabilizar os outros por suas mazelas, do que assumir as rédeas da própria vida.

Na religião, se não houver o domínio dos sacerdotes, como domar o rebanho? A resposta está em acreditar e incentivar o bem dentro de cada pessoa!

Na família, se o mais velho não impuser as regras e os limites, como fazer a família andar na linha? A resposta está na missão de criar pessoas boas!

No trabalho, se não houver chefe e subordinado, como fazer com que cada um cumpra suas tarefas e atinjam os objetivos da organização? A resposta está em como motivar as pessoas!

Mas ainda assim, mesmo que a hierarquia seja em algum momento necessária, e de modo geral as pessoas precisem de uma liderança, a opressão, a imposição, o domínio, ou mesmo a doutrinação, não deveriam acontecer. Acontecem quando os interesses não estão nas pessoas, e sim na ganância, nos bens, e no próprio sentimento de domínio.

Mas certamente não aconteceriam se em nossas interações com os outros, em qualquer meio, víssemos o que elas são em sua essência. Pessoas… como eu e como você!

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Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

 

 

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Ela tem 12 anos… mudou-se há pouco para a cidade junto com a família, mãe, duas irmãs e uma agregada, nos idos dos anos 70. Era a mais nova delas, e entrando na adolescência, já tinha seus sonhos bem infantis de romances, mas brincar era mais legal! As irmãs já estavam na idade de trazer amigos, e sempre algum lhe despertava a infantil atenção.

Um belo dia, um deles rouba-lhe um selinho no portão. Aquelas brincadeiras bobas de virar a cara na hora do beijinho no rosto de despedida… ela surpresa, pergunta: ‘O que é isso?!” E ele responde: ‘Um beijo’, faz carinha de inocente e vai embora com o amigo dando-lhe uma bronca: ‘Ela é uma criança!!!’.

Ela se casa, tem dois filhos lindos, dos quais se orgulha. Eles crescem, ela decide sonhar novos sonhos, estudar, buscar uma profissão e nela se realizar. Estranhamente foi duramente cobrada por isso, e acabou por custar-lhe o casamento.

Ele tem 17 anos. É convidado por amigos a conhecer umas meninas novas na cidade. Uma delas lhe agrada, mas justamente essa namora seu amigo. Ela tem uma irmã mais nova bem bonitinha. Mas é muito nova, uma criança!

Um dia, ao despedir-se, rouba-lhe um beijo no portão. E ao ver a surpresa dela perguntando ‘O que é isso?’, ele marotamente responde: ‘Um beijo!’. E vai embora, levando bronca do seu amigo: ‘Ela é uma criança!’.

Ele aparece tempos depois com uma namorada. Terminam… ele some, a namorada fica na ‘família’ por um bom tempo. Ela aparece com outro namorado. Que fica na ‘família’ por um bom tempo também. Aquela roda-viva da adolescência! E o contato se perde entre estudos, trabalhos e casamentos…

Ele se muda para a praia para estudar, junto com um amigo, depois de um tempo volta, se casa, tem duas filhas lindas. A trabalho, muda-se para outras cidades, conhece outras culturas, faz muitos amigos. O que ele mais tem, são amigos! E amigos são o que valem naquele momento, anos depois, em que se descobre que o casamento não está mais funcionando… e que vale a pena tentar ser feliz!

Ela tem 48 anos. Um dia, recém saída de um relacionamento, ela está no facebook, e uma foto chama a atenção na página de uma amiga, aquela que era namorada daquele menino do beijo roubado… rsrs. Naquela época do ano em que todo mundo põe foto com carinha de criança, ela vê uma e pensa ‘conheço esse menino!’. Adicionam-se e começam a descobrir que tem muito em comum, além da lembrança de um beijo roubado no portão.

Mas moram longe! Mas o que é longe em tempos de internet banda-larga, celular e vôos baratos que podem ser comprados com milhas? Encontram-se um dia m que ele visitava parentes na cidade, apenas para lembrar dos bons tempos e contar que rumos haviam tomado. Incrível como é possível resumir a vida em poucas horas de conversa… falaram de seus pais e de seus filhos, de suas carreiras, suas viagens e suas vidas. E descobrem muitas afinidades.

A vida segue em conversas por chat, como foi o seu dia, como está a sua vida. Até que um dia, em função daquela carreira que ela teimou em perseguir, foi convidada a palestrar na empresa dele. Ele, muito gentil, a ciceroneou pela cidade, e riram muito lembrando de um beijo roubado no portão, entre outras coisas, como fotos comprometedoras, amigos eternamente zoados, etc.. Dali saíram com a sensação de que nunca é tarde! Pra ser feliz, pra se apaixonar, pra se dar uma chance!

Passam um bom tempo em namoro por chat, vídeo, e ponte aérea. Passam por cirurgias, doenças, e outras pequenas crises. Mas permanecem firmes, com a certeza que a vida lhes sorriu com algo especial, quando por volta dos 50 anos, nenhum dos dois esperava mais por isso.

Enfim, ele consegue uma transferência de volta à cidade natal, onde tudo começou. E a vida os tem brindado continuamente com novas oportunidades de serem felizes juntos! E a sensação boa de que estão só começando…

Quem disse que nostalgia e tecnologia não são aliadas?

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Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

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Passamos com frequência por situações que mexem com os mais diversos tipos de emoção, mas aprendemos desde bebês a ‘fingir naturalidade’. Aja como se aquela situação fosse a coisa mais natural do mundo… e às vezes até é, mas por estarmos vivenciando nós pela primeira vez, temos um turbilhão de sentimentos nos enlouquecendo, às vezes.

Primeiro dia de escola. Claro que é natural, todos vão pra escola!! Mas para aquela mãe e aquele filho essa separação não é natural! É o nosso bebê deixando de ser bebê e começando a vida adulta. Estamos com o coração apertado e muitas vezes aquela criança está insegura, com medo do desconhecido, sente nossa falta. Mas… finja naturalidade, faz parte do desenvolvimento daquelas pessoas.

Primeiro bailinho, festinha, baladinha… nada mais aterrorizante!!! Não sabemos como é, se seremos chamadas pra dançar, se ‘aquele’ menino vai estar lá, e se estiver vai prestar atenção em mim? Mas, por via das dúvidas, finja naturalidade, aja como se fosse a sua rotina! Claro que é divertido! Bem, quase sempre… mas aqueles momentos de incerteza são cruéis!!

Primeiro beijo… mil borboletas no estômago, a cabeça girando… mas finja naturalidade, não saia pulando e gritando de euforia, afinal isso daria na cara a inexperiência, além de deixar o autor do beijo muito seguro… não, não podemos… mas provavelmente ele também está tão eufórico quanto você e adoraria um sinal de que agradou. Mas como fingimos naturalidade, ele finge também… simples assim! E aquele primeiro beijo perde metade da graça por termos que fingir naturalidade!

Primeira entrevista de emprego. Ah, as mãos tremendo, o coração aos pulos, a insegurança da avaliação, da competição, da ‘autoridade’ representada pelos recrutadores. Mas… finja naturalidade! Finja que aquela vaga nem é tão importante pra você, que essa aprovação não vai fazer toda a diferença no seu futuro, que é só mais um processo seletivo qualquer.

E assim, segue… casamento, filhos, carreira, promoções, demissões, perdas… passamos pelas mais variadas experiências, grande parte delas fazendo de conta que está tudo bem, que é tudo natural, quando na verdade estamos eufóricas ou quebradas por dentro. Fingimos uma naturalidade que beira o absurdo em determinadas situações.

Porque a vida segue o seu curso, porque no fim as coisas se ajeitam, porque no fim as coisas são mesmo naturais e acontecem todos os dias… com os outros! Com os nossos pais! Com os nossos amigos! E por isso, quando é a nossa vez, fingimos naturalidade… Embora nossos corações estejam aos pulos! Embora tenhamos mil perguntas ao mesmo tempo em nossas mentes!

E ao ler esse texto, por favor, finja naturalidade… afinal é mais um texto qualquer que alguém qualquer escreveu!

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Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

 

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Há alguns anos, depois de algumas tentativas e cargos menos interessantes, ela participava de sua primeira reunião oficial como membro do time de marketing da empresa. O time também era razoavelmente novo e, apesar de já conhecer seu novo gestor de algumas outras experiências sem reporte direto, ela finalmente conquistara um cargo numa área que sempre lhe interessou e que lhe trazia novas perspectivas.

O time havia crescido de três executivos para quatro, mas com a saída de um para outra área e dois novos, sendo ela a única mulher pela primeira vez na área.

Bem, reuniões são para discutir projetos e em marketing é até bom que opiniões divirjam para poderem gerar opções e riqueza nas discussões.

Um assunto particular provoca essa tal divergência e ela, apesar de nova na equipe, defende sua opinião, divergindo da opinião de um dos membros da ‘velha escola’ que havia permanecido no time. Contextualizando, filho único, de família italiana, criadão pela vovó…

Defendeu a primeira, veio a réplica, ela usou seu direito à tréplica, quando recebeu um: ‘nossa, mas você é nervosinha, hem?’… ela respira fundo, reúne toda sua classe e responde com toda a calma: ‘se fosse homem falando, você pensaria que ele é determinado, decidido e firme… mas como seu eu, você taxa de nervosinha… bem, acostume-se, vou defender meu ponto de vista sempre que achar necessário.’ E ela volta pro assunto da pauta!

Risos gerais na sala, e ganha o respeito principalmente porque uma frase elaborada com intenção de deixá-la nervosinha, não deixou!

E como em todo departamento de marketing, os anos seguintes se seguiram com brincadeiras de parte a parte, com imagens diversas ‘aparecendo’ coladas no monitor dela e dele…. entre elas a de um ônibus da marca Brava, Miranda Priestly, Homer Simpson, homens das cavernas, e daí por diante.

Foram muito bons tempos!
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Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

 

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Quando criança pensava em tudo que eu ia fazer ‘quando eu for grande’… cresci, fiquei grande, e pensava no que ia fazer quando fosse adulta. Fiquei adulta, um pouco antes da hora talvez… mas isso é assunto para outro post… Aí, adulta, pensava… quando as crianças crescerem, quando eu tiver mais dinheiro, quando tiver mais tempo, quando… quando… quando…

E aí dobro a esquina dos 50… e penso ‘cadê tudo aquilo que eu ia fazer quando isso e quando aquilo?’. No fim, fiz algumas, mas não todas, e fiz outras que nem pensava…E entendi que a única coisa que não volta é o tempo…

Nunca poderei dizer ‘quando eu for jovem de novo’ ou ‘quando eu for criança de novo’!

Mas se a gente inverte o tempo e fica adulta cedo demais, podemos inverter na volta também, certo?

Aos 40 fiz minha primeira tatuagem, três na verdade… hoje são sete e já penso na próxima.

Aos 50 estou tirando carta de moto porque decido que se não posso dizer ‘quando eu for jovem de novo’ eu ainda posso fazer as coisas que não fiz nessa época. E sem saudosismos e nem por rebeldia! Apenas porque chegou a hora em que dá, tenho vontade, recursos e motivação para isso!

E porque aos 50 a noção de idade e juventude e maturidade se confundem, e na verdade se tornam quase que irrelevantes. Idade certa para fazer, sentir, agir? Não tem! A oportunidade certa, a ocasião certa, esses sim é que contam… a idade pouco importa e na verdade, idade certa é uma noção burra e limitante!

Quem sabe qual será a minha próxima empreitada? Nem eu sei, mas com certeza não pensarei se estou ou não na idade de fazer, mas se é a ocasião, a oportunidade e se me fará feliz!

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