Quando a vela queimar: ascenda.

Quando o sol irradiar: levante.

Quando a frustração abalar: reaja.

Quando alguém te desgostar: fuja.

Quando um sonho acabar sem realizar: deseje.

Quando os filhos crescerem e a casa ecoar: mude.

Quando tudo parece não dar certo: insista.

Quando for dormir: agradeça.

Quando tiver vontade de chorar: cante.

Quando não concordar: ouça. 

Quando sentir saudade: lembre.

Quando gostar: repita.

Quando ficar angustiado: dance.

Quando tudo passar: grite.

Quando o outono chegar: aprecie. 

Quando uma criança sorrir: retribua. 

Quando puder: faça. 

Porque quando tudo acabar: fim. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “


Uma faz viver a outra tira a vida.

Linha tênue

Choro e emoção!

Luto e comemoração. 

Uma faz o ser humano aparecer a outra, desaparecer.  

Vivemos  o tempo todo entre elas….

Lidando com elas. Nos surpreendendo…

Não temos controle sobre nenhuma. 

As duas fazem parte do destino. 

Da vontade de Deus. 

Do VIVER

A morte é sofrida.

A vida comemorada. 

Mas as duas, cada uma a a seu modo, celebradas. 

Ritos de chegada

Ritos de partida 

Entre elas vivemos: 

Sem esperar,

Sem dominar,

Sem planejar.

O tempo de cada uma chega sem avisar.

E quando chega; chega como deveria ser. 

Nascimento. 

Falecimento.

O nascimento nos emociona e transborda de alegria!

O falecimento nos emociona e transborda de dor e saudade.

Vivemos e morremos. 

Ambíguos e antagônicos. 

Viver é ao mesmo tempo morrer.

Cada dia de vida, um dia a menos pra viver. 

Neste mesmo instante do relógio, há morte é há vida.  

Há o último e o primeiro suspiro. 

E assim vamos…um dia após o outro nesse ciclo sem fim

Entre a vida e a morte!

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

A saudade pra mim tem nome, tem cheiro, tem som. 
A saudade pra mim chegou faz tempo e nunca mais se foi.
Ela veio sem eu esperar, querer ou planejar. 
Ela veio da separação. 
Ela veio com o ninho vazio.
Ela veio com a idade. 
Saudade!
A saudade trouxe a estrada das chegadas e partidas. 
A saudade trouxe novas casas e novos sentimentos…
A saudade trouxe dor e alegria…
Reencontros e despedidas. 
Ela sou eu… Eu sou ela. Sempre. 
Quando paro e penso, é ela que vem bem forte e sentida. 
Quando durmo… é com ela que eu sonho. 
A saudade não vai embora. Por quê?
Porque haverá sempre o passado, pessoas que se foram pra não voltar.
Pessoas que não estão por perto.
Momentos que vivemos e o tempo quer apagar.  
A saudade é tão forte que vem juntinho com a dor. 
Nunca me livro dela. 
Mato e ela ressurge. 
Morro e vivo com ela. 
Que outro nome eu poderia dar a ela?
Saudade. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria”

Eu e ele

Eu sou lua e ele é terra

Eu gosto de sal e ele de açúcar

Eu sinto o frio e ele calor

Eu gosto de comer vegetais e ele de comer animais

Ele metódico, eu livre

Ele é touro e eu áries

Ele mais preocupado com finanças, eu menos….diria…bem menos

Eu emoção, ele razão

Eu riso solto e ele preso

Ele exatas e eu humanas

Eu verão, ele inverno

Eu praia e ele montanha

Eu bagunça e ele organização 

Desafiamos todas as probabilidade e expecativas, dos inimigos  claro,  de que não daria certo…

Aqui estamos! 41 anos juntos

Uma vida vivida em companhia do diferente

Desafio? 

Aceitação?

Tolerância? 

Não, amor. Pra mim, o verdadeiro. 

Prova de que Amar só se define com veracidade quando para isso temos que: somar, respeitar e aceitar. 

Sorte?

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “


Ele chegou!
Mesmo sem convid ar. Deu até falta de ar!

Trouxe medo. Trouxe angústia. Trouxe morte e preocupação…

Mudou a vida, a rotina.

Deu e tirou o trabalho.

Ele fez ficar em casa quem podia e quem não queria. 

Fez pai e mãe cuidarem de filho, filho cuidar dos pais.

Fez a gente se isolar. 

Fez a limpeza viralizar.

A máscara. Veio pra ficar.

Fez das varandas barzinhos e do quintal academia. 

O abraço virou fantasia…o beijo, desejo. A saudade, o maior sentimento. 

Ele chegou de repente. Ninguém se preparou para recebê-lo. 

Trouxe meme, clip e tiktok. Trouxe choro e riso. Trouxe home office e comemorações virtuais. 

Ele valorizou a LIVE e fez a VIDA valer muito mais. 

Fez a madame cozinhar e o empregado salvar. 

Trouxe mais dificuldade mas também solidariedade. 

Tirou crianças das escolas para aprender *o principal* em casa.

Ele tirou o padre da Igreja e o pastor do culto…mas a fé?Ah, a fé… A fé reinou. Predominou.  

Ele chegou e viralizou e não se importou com rico ou pobre. Preto ou branco. Europeu ou asiático.

Na verdade ele quer é tirar o fôlego de todos! 

Mas a ciência logo descobrirá um jeito de fazê-lo ir embora. 

Nossa Senhora!

E chegará o dia de, com vida, convidá-lo para ir embora. Pra nunca mais voltar. E tudo voltar ao seu devido lugar. 

Mas… como toda visita… alguma coisa ele nos deixou.

Saudades…nunca, mas todas as  descobertas do que nós seres humano somos capaz! 

Então… CONVIDO você a escrever sua nova história. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “



O movimento do amor.

Que misterioso é o movimento do amor.

Sentimento que não se explica.

Dimensão que não se vê.

Força que não se mede.

Ele esta em todo lugar e em lugar algum.

Provoca dores mas também cura feridas.

É um sentimento, uma energia ou um movimento?

Algo acontece quando o amor chega. 

Quando toca cada ser vivo. 

Há um movimento do amor.

Ele pode mudar atitudes, gestos e transformar. 
Sentimento que envolve as pessoas, une e comove. 

É empatia é altruísmo…

É vida.

É amor.

Sentimento que quando intenso, dói. 

A sua ausência corrói. 

O amor é Capaz de mover montanhas e mudar as estações.

Esquenta no frio e congela no calor. 

O amor não tem Explicação. 

Ele esta na palavra dita. Está nas promessas. Está nos olhos. Está nos gestos. No ar que respiramos. Na natureza.Na vida. Em Deus.

Faz suspirar e chorar. Faz cativar. Faz doar.

Misterioso sentimento.

Sentimento puramente humano que contagia, penetra e transborda.

Misterioso sentimento Movimento. O amor. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “





Eu gosto muito de gente…

De conhecer gente, de conversar com as pessoas,  de ajudá-las, de ouvi-las e de estar junto. Mas o que mais me encanta mesmo são as “gentes crianças”.

Me encanta poder colaborar com o desenvolvimento delas. Me encanta a pureza. Me encanta a alegria. A energia que vem delas me encanta.

Fazendo as contas são mais de 40 anos junto a elas…. Me encantando a cada dia. São filhos, alunos, sobrinhos, primos e netos. Crianças.

Me encanta saber que em algum lugar vou encontrar com elas. Mesmo que eu não as conheça,  me encantam.

Me encantam quando nossos olhos se cruzam de dentro do carro,
no ônibus, na rua. Me encanta o abraço quando chego ao trabalho. Me encanta receber a florzinha colhida na calçada. Me encanta o desenho caricaturado, sem perna, nem braço…E sou eu!

Me encanta a espontaneidade ao dizer que me amam ou que me acham linda. Para elas eu sou a princesa do castelo.
Me encantam quando após um limite ou uma bronca, elas vem com o sorriso do agradecimento.

Criança sabe, sem saber falar. Criança sente, sem saber dizer. Criança sofre sem demonstrar. 
Quando estou com elas, não há problemas, nem medos. Há vida, latente…. Há vida fresca e pronta para vibrar. Há energia no ar. Há brilho no olhar. 

O que me encanta também é a criança que existe dentro de cada ser humano.

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Ainda bem que existe criança na vida da gente, nas nossas casas, no  mundo!

– Deus, você sabe das coisas!

Imaginemos: Só adultos habitando o planeta? Todos formatados de realidade. Faltando a inocência, a pureza e a alegria de quem ainda não conhece a realidade da vida? Um mundo sem parque de diversão, sem palhaço, sem papai Noel. Sem fadas e duendes?
E sem aquela alegria, que só existe onde tem criança ?
O que seria da gente sem bebezinhos  nascendo…emocionando… nos apaixonando?
O que seria do adulto que não vira criança e da casa sem festa? 

Mas em sua sabedoria infinita, Deus nos fez criança um dia… 
Para que o mundo pudesse ser melhor e colorido. Para que pudéssemos crescer aos poucos e evoluir, mudando também as pessoas ao nosso redor.
Ainda bem que tem criança no mundo…. Para que possamos deixar para o mundo um futuro melhor. 

Uma homenagem ao meu neto Leonardo que mudou nossa rotina e trouxe muito mais colorido para nossas vidas.

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Dizem que tudo que precisamos é de: Mar, sol e amor.

Mar. O que dizer dele? Ele é mágico e misterioso. É de cor ímpar. É calmo e bravo ao mesmo tempo. Ele nos transmite paz, inspira e cura. Ele é motivo de festa e oração. Ele é o caminho e o alimento. É a vida, a natureza  e a infinitude.

O sol. Ele é lindo demais. É forte, é quente e é majestoso. Sem ele morreríamos. O sol nasce e traz a esperança de um novo dia de vida. Ele dá saúde através do seu calor. Ele é o astro Rei. O sol é nossa LUZ e é nosso guia também. Nos mostra a direção. Salve salve REI sol.

Amor. É o sentimento mais lindo. Inexplicável e ao mesmo tempo real. Ele nos dá a vida é nos faz viver. O amor é incondicional quando verdadeiro. É esse amor que nos fortalece e nos incentiva a viver. Sentimento poderoso. Ele pode salvar vidas, mudar histórias e curar. O amor está em toda parte. Ele está dentro e fora da gente.

Se então temos: a infinitude do mar, a energia vital do sol e o sentimento do Amor. Realmente não precisamos de mais nada.


Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “


Brincar não tem gênero, cor , nem classe social. Brincar é para toda criança. Para toda infância. Brincar não é para alguns é para todos. Brincar é liberdade, é vida, é cor. A felicidade vem através do Brincar. O conhecimento vem pela brincadeira. Tudo se transforma em ferramenta do Brincar Brincante. O tempo fica mais longo e a hora mais curta. Brincar é mistério, é fantasia e é sonho. É o mundo da criança. O mundo Brincante em que toda criança quer morar. 


Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “