Banho demorado

Café quentinho

Abraço de criança

Acordar com sol

Caipirinha na praia

Mar e amar (vice versa)

Abraço de saudade

Beijo (de todo jeito)

Dormir até acordar 

Pizza de queijo

Viajar

Cerveja gelada

Amigos (de verdade)

Navegar (virtual e real)

Barulho de chuva

Pão caseiro do marido

Filhar (verbo novo)

Rir junto (de tudo e de qualquer coisa)

Perder peso

Brindar 

Aniversariar

Sonhar colorido

Dar presente 

Viver novas experiências

Sentir a fé

Sentir amor

Viver

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Quando vem o sol…

Vem o dia.

Vem uma nova chance de fazer algo de bom. 

Ele chega e clareia tudo ao seu redor… até mesmo os pensamentos. 

Ajuda nas decisões.

Repõe as energias e mostra saídas. 

O sol é o REI.

Sou grata a ele. 

Aquece, cuida, salva vidas. 

O sol vira energia e é a sobrevivência humana.

Ele cura.

Fonte de vida.

Mas ele também é o símbolo da oportunidade.

Da nova chance. Do novo dia pra viver. 

Ah sol….Você é REI mas anjo também. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Fui buscar na origem da palavra… e me deparei com: cuidar – “prestar atenção”

Mais do que nunca precisamos prestar atenção!

Nas nossas atitudes,

No outro,

Na vida,

Em nós!

Prestar atenção!

Prestar atenção nas nossas palavras,

Nas nossas atitudes,

Em quem está ao lado,

Em quem perdeu queridos e precisa de atenção. 

Prestar atenção no alimento e quem sofre pela falta dele.

Prestar atenção nos médicos e nos professores. 

Nos cientistas e nos governantes. 

É realmente a hora de prestar atenção. 

Hora de  CUIDAR.

Hora de olhar e ver. 

Agir ao invés de paralisar. 

Cuidar por dentro e cuidar por fora.

Prestar atenção

CUIDAR. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Culpado pela saudade 

Culpado pela velhice

Culpado.

Pela demora e o pelo atraso,

Também pela pressa.

Culpado. 

A culpa pela chegada da morte,

A culpa pela história vivida,

A culpa pela palavra não dita.

A culpa pelo remorso é arrependimento.  

Não adianta relógio. 

Nem tecnologia. 

Quem manda na vida é o tempo.

E ele não livra ninguém.

Nem pobre e nem rico.

Nem criança e nem velho.

Nem bicho, muito menos gente!

Ele define a vida 

Com ele chega a morte. 

Ele é o condenado mas é quem condena.

O tempo. 

Todo tempo. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Quando a vela queimar: ascenda.

Quando o sol irradiar: levante.

Quando a frustração abalar: reaja.

Quando alguém te desgostar: fuja.

Quando um sonho acabar sem realizar: deseje.

Quando os filhos crescerem e a casa ecoar: mude.

Quando tudo parece não dar certo: insista.

Quando for dormir: agradeça.

Quando tiver vontade de chorar: cante.

Quando não concordar: ouça. 

Quando sentir saudade: lembre.

Quando gostar: repita.

Quando ficar angustiado: dance.

Quando tudo passar: grite.

Quando o outono chegar: aprecie. 

Quando uma criança sorrir: retribua. 

Quando puder: faça. 

Porque quando tudo acabar: fim. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “


Uma faz viver a outra tira a vida.

Linha tênue

Choro e emoção!

Luto e comemoração. 

Uma faz o ser humano aparecer a outra, desaparecer.  

Vivemos  o tempo todo entre elas….

Lidando com elas. Nos surpreendendo…

Não temos controle sobre nenhuma. 

As duas fazem parte do destino. 

Da vontade de Deus. 

Do VIVER

A morte é sofrida.

A vida comemorada. 

Mas as duas, cada uma a a seu modo, celebradas. 

Ritos de chegada

Ritos de partida 

Entre elas vivemos: 

Sem esperar,

Sem dominar,

Sem planejar.

O tempo de cada uma chega sem avisar.

E quando chega; chega como deveria ser. 

Nascimento. 

Falecimento.

O nascimento nos emociona e transborda de alegria!

O falecimento nos emociona e transborda de dor e saudade.

Vivemos e morremos. 

Ambíguos e antagônicos. 

Viver é ao mesmo tempo morrer.

Cada dia de vida, um dia a menos pra viver. 

Neste mesmo instante do relógio, há morte é há vida.  

Há o último e o primeiro suspiro. 

E assim vamos…um dia após o outro nesse ciclo sem fim

Entre a vida e a morte!

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

A saudade pra mim tem nome, tem cheiro, tem som. 
A saudade pra mim chegou faz tempo e nunca mais se foi.
Ela veio sem eu esperar, querer ou planejar. 
Ela veio da separação. 
Ela veio com o ninho vazio.
Ela veio com a idade. 
Saudade!
A saudade trouxe a estrada das chegadas e partidas. 
A saudade trouxe novas casas e novos sentimentos…
A saudade trouxe dor e alegria…
Reencontros e despedidas. 
Ela sou eu… Eu sou ela. Sempre. 
Quando paro e penso, é ela que vem bem forte e sentida. 
Quando durmo… é com ela que eu sonho. 
A saudade não vai embora. Por quê?
Porque haverá sempre o passado, pessoas que se foram pra não voltar.
Pessoas que não estão por perto.
Momentos que vivemos e o tempo quer apagar.  
A saudade é tão forte que vem juntinho com a dor. 
Nunca me livro dela. 
Mato e ela ressurge. 
Morro e vivo com ela. 
Que outro nome eu poderia dar a ela?
Saudade. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria”

Eu e ele

Eu sou lua e ele é terra

Eu gosto de sal e ele de açúcar

Eu sinto o frio e ele calor

Eu gosto de comer vegetais e ele de comer animais

Ele metódico, eu livre

Ele é touro e eu áries

Ele mais preocupado com finanças, eu menos….diria…bem menos

Eu emoção, ele razão

Eu riso solto e ele preso

Ele exatas e eu humanas

Eu verão, ele inverno

Eu praia e ele montanha

Eu bagunça e ele organização 

Desafiamos todas as probabilidade e expecativas, dos inimigos  claro,  de que não daria certo…

Aqui estamos! 41 anos juntos

Uma vida vivida em companhia do diferente

Desafio? 

Aceitação?

Tolerância? 

Não, amor. Pra mim, o verdadeiro. 

Prova de que Amar só se define com veracidade quando para isso temos que: somar, respeitar e aceitar. 

Sorte?

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “


Ele chegou!
Mesmo sem convid ar. Deu até falta de ar!

Trouxe medo. Trouxe angústia. Trouxe morte e preocupação…

Mudou a vida, a rotina.

Deu e tirou o trabalho.

Ele fez ficar em casa quem podia e quem não queria. 

Fez pai e mãe cuidarem de filho, filho cuidar dos pais.

Fez a gente se isolar. 

Fez a limpeza viralizar.

A máscara. Veio pra ficar.

Fez das varandas barzinhos e do quintal academia. 

O abraço virou fantasia…o beijo, desejo. A saudade, o maior sentimento. 

Ele chegou de repente. Ninguém se preparou para recebê-lo. 

Trouxe meme, clip e tiktok. Trouxe choro e riso. Trouxe home office e comemorações virtuais. 

Ele valorizou a LIVE e fez a VIDA valer muito mais. 

Fez a madame cozinhar e o empregado salvar. 

Trouxe mais dificuldade mas também solidariedade. 

Tirou crianças das escolas para aprender *o principal* em casa.

Ele tirou o padre da Igreja e o pastor do culto…mas a fé?Ah, a fé… A fé reinou. Predominou.  

Ele chegou e viralizou e não se importou com rico ou pobre. Preto ou branco. Europeu ou asiático.

Na verdade ele quer é tirar o fôlego de todos! 

Mas a ciência logo descobrirá um jeito de fazê-lo ir embora. 

Nossa Senhora!

E chegará o dia de, com vida, convidá-lo para ir embora. Pra nunca mais voltar. E tudo voltar ao seu devido lugar. 

Mas… como toda visita… alguma coisa ele nos deixou.

Saudades…nunca, mas todas as  descobertas do que nós seres humano somos capaz! 

Então… CONVIDO você a escrever sua nova história. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “



O movimento do amor.

Que misterioso é o movimento do amor.

Sentimento que não se explica.

Dimensão que não se vê.

Força que não se mede.

Ele esta em todo lugar e em lugar algum.

Provoca dores mas também cura feridas.

É um sentimento, uma energia ou um movimento?

Algo acontece quando o amor chega. 

Quando toca cada ser vivo. 

Há um movimento do amor.

Ele pode mudar atitudes, gestos e transformar. 
Sentimento que envolve as pessoas, une e comove. 

É empatia é altruísmo…

É vida.

É amor.

Sentimento que quando intenso, dói. 

A sua ausência corrói. 

O amor é Capaz de mover montanhas e mudar as estações.

Esquenta no frio e congela no calor. 

O amor não tem Explicação. 

Ele esta na palavra dita. Está nas promessas. Está nos olhos. Está nos gestos. No ar que respiramos. Na natureza.Na vida. Em Deus.

Faz suspirar e chorar. Faz cativar. Faz doar.

Misterioso sentimento.

Sentimento puramente humano que contagia, penetra e transborda.

Misterioso sentimento Movimento. O amor. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 54 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “