“A liberdade termina onde começa a liberdade do outro.”

Há controvérsias sobre essa falácia popular. Eu, particularmente e sem querer que minha opinião seja a certa, penso que o ditado diz tudo.

A começar por nosso dia a dia. Há liberdade sem limites em nossa convivência em sociedade? Não. Para isso existem as leis e regras.

Há liberdade sem limites em nossas ações e falas? Supostamente sim, porém há consequências e punições caso atinjam o outro. Então nossa liberdade acaba onde começa a (vida) do outro.

Liberdade temos para decidir nossos caminhos. O livre arbítrio. Depende…. Se não envolver ninguém, sim.

Mesmo assim a liberdade de escolha perpassa por outras liberdades. Quando escolhemos cuidar de nós mesmos, é porque queremos viver mais. E não sozinhos. Nos cuidamos (segundo a psicologia) também para o outro.

Vejo muita gente que acha que pode ser totalmente livre e para mim, essa tal liberdade sem limites não existe.

Eu resolvi casar, escolhi uma companhia para minha vida e nunca fui totalmente livre. Primeiro porque tenho o meu companheiro para  decisões e depois porque escolhi ter filhos. Que mãe é livre após “padecer” no Paraíso?

Livres somos para fazer o bem ao outro. Livres somos para escolher entre o bem e o mal. Ah sim….essa liberdade temos integralmente!

As coisas mudam se colocarmos em primeiro lugar o amor ao próximo. Esse amor nos dará a plenitude, a felicidade.  A liberdade sem limites que tanto queremos ficará substituída por esse amor.

Portanto, amor e liberdade andam juntos.

Quando usamos a jargão  “somos livres” não podemos esquecer que essa liberdade tem limite. O limite é o  nosso amor ao próximo. Isso envolve respeito, escuta, silêncio, carinho e atitudes.


Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria“

Um dia desses fiquei pensando na minha idade e na tal “maturidade”. No dicionário ela é condição de plenitude em arte, saber ou habilidade adquirida. É também “termo último do desenvolvimento.”

Ela chega e é para ficar. Chega muito rápido! As pessoas culpam o tempo dizendo que ele é cruel, mas eu descobri muita coisa boa que essa maturidade nos dá. Muito mais prazeres do que pensamos! Lembranças das experiências vividas; histórias e mais histórias, para contar e relembrar; o prazer de ouvir o netinho te chamar de vovó; o prazer de ver os filhos seguindo sua vida e ter a amizade deles; um delicioso sentimento de leveza e sabedoria; segurança para enfrentar os medos; e muito mais fé.

Foi com a chegada da maturIDADE que pude desfrutar de muitas coisas boas. Me peguei outro dia pensando nem saber mais o que mais  desejar da vida…..O que ainda não fiz? O que mais posso querer? O que preciso?

Com ela dei mais valor as pessoas do que as coisas; mais valor a saúde do que a aparência; mais valor aos passeios do que ao dinheiro guardado;
Ah Maturidade! Você é muito boa para quem consegue te encontrar. E quem não consegue é porque já morreu ou não atingiu o “termo último do desenvolvimento. “Que venha 5.4!”


Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria“

Me move o céu. Me move o mar. Me move amar.

Me move o sol, move o acordar, move o pensar.

O outro me move, sofre e me envolve.

O universo move e me faz movimento. 

Me move a dinâmica do viver. As alegrias e as tristeza de SER.

Minha alma move. 

O coração bate e o metabolismo acelera. E eu me movo…As vezes rápido ou devagar mas o mover é certo.  O ritmo é incerto. 

As crianças me movem e envolvem. Elas são alegria desejos e movimento. 

Me movo de novo. Por algo novo!

Ao acordar me movo e acordo com o movimento do pensar, pensando no sonho da noite e no sonho do dia. 

E assim em movimentos a vida vai vivendo. Vai sendo. Vai realizando. Vai passando…

E o movimento recomeça.

O que me move?

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 53 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria“

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Sempre convivi com o imaginário infantil, minha vida profissional foi sempre junto às crianças.

Hoje trabalho numa creche com 100 crianças.

Fora isso tive irmã e primas bem mais novas e fui mãe aos 22 anos.

Nada deu errado na vida dessas crianças porque acreditaram em Papai Noel, Coelho da Páscoa, fada do dente e super heróis. Nada!

Foram todas crianças normais e hoje muitas são excelentes profissionais, pais e mães.

O que há de errado com o Papai Noel? Por que querem acabar com ele?

Há uma perseguição à infância. Querem destruir imaginários e fantasias das crianças substituindo tudo isso por excesso de presentes, cuidados e zelo.

Os pais de hoje tem medo de que a criança vire isso ou aquilo….. Tem medo que se machuquem, que se frustrem… Se perguntam: – E quando meu filhinho descobrir que não tem Papai Noel? Está sendo iludido! Oh Meu Deus!

Coitadinho do meu filho!

Ora bolas senhores pais: A passagem da infância para adolescência vai gerar frustração. Nascer, frustra. Tirar chupeta frustra. Não dar tudo o que querem, frustra… a vida frustra….

E frustrar é necessário!

Não sou psicóloga não sou psicanalista mas estou na pedagogia desde os 15 anos de idade, há mais de 30.

Posso afirmar que a fantasia faz parte do desenvolvimento da criança. Da formação afetiva e intelectual. Tudo que vive na imaginação ajuda elaborar cognitivamente pensamentos e construir valores.

Nada há nada de errado com o Papai Noel.

Toda criança tem o seu mundo imaginário e fantasioso.

A criança  não vive o capitalismo do Natal, ela não se preocupa com o dinheiro. O que vale realmente é o PAPAI NOEL. O presente faz parte de toda essa fantasia. Mas se ela não for influenciada pelos adultos e mídia, Papai Noel pode vir sem presente que fará a alegria das crianças. E alimentará sua fantasia positivamente.

Pelo amor de Deus…..

Vamos deixar a criança viver sonhos, fantasias, querer presentes…. querer carinho. Querer sonhos…

O que nós adultos precisamos é ensiná-las a dar valor nas coisas que conquista. Comprar para elas somente o que precisam, sem exageros. Dar presentes somente no aniversário. Doar o que não usam mais para alguém. Ensiná-las a gentileza. Ir junto com elas dar um presente pra quem não pode comprar.

Vamos ensinar as nossas crianças o que é generosidade, Vamos usar a fantasia e magia do Natal pra ensiná-las.

A criança aprende o que ensinamos e o que ela vivencia.

Vamos deixar o Papai Noel quieto. Fazendo a parte dele que é criar o mundo da fantasia e representar o amor, a solidariedade e a alegria.

Que a magia do Natal fortaleça a família e colabore com o desenvolvimento das crianças.

FELIZ NATAL!!

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 53 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria“

Quando fazemos o bem, com um simples gesto, um carinho ou mesmo uma ajuda ao próximo, uma energia boa vem ao nosso encontro.

É automático. Efeito imediato. Por isso: “colhemos o que plantamos” e “somos o que pensamos”. Atraímos tudo o que for bom e do bem.

Quem ainda não sabe disso, sofre à toa porque é muito simples e não custa caro.

Essa é a verdadeira felicidade. Não existe outra. A felicidade do amor! Tudo o mais é material e ilusório.

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 53 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Faz tempo que quero escrever sobre ela. Talvez  o mesmo tempo que ela veio pra ficar na minha vida.

Pra mim saudade é DOR. Uma dor física apesar de abstrata.

O tal nó na garganta.

Pensando bem….a saudade existe desde que nascemos porque com certeza a gente chora que é para dizer: Quero voltar para o útero da mamãe.

Uma coisa é certa. Ela dói. Pode até provocar um sorriso acanhado, enquanto lembramos de algo ou alguém. Mas em seguida o coração acelera, chega a dor, a lágrima vem….É ela se instalou naquele instante de pensamento. E fez doer.

A ciência diz que temos guardadas infinitas memórias em nossa mente. Memórias de todos os tipos. E quando abrimos essa janelinha, guardada lá no fundo, vem a SAUDADE junto.

 A saudade está sempre com a gente: nas memórias guardadas, nas lembranças do ontem e de anos atrás, nas pessoas que não vemos mais, no tempo que passou.

Ela está na despedida que já anuncia sua chegada.

Ela está nas fotos, nas músicas, nos pensamentos. Está no cheiro. Está no sonho.

E dói. Dói fisicamente.

Por que será que nós humanos sofremos tanto por causa dela? Talvez porque sem ela a vida seria sem graça. O passado não ficaria na memória e pessoas não fariam falta.

Todas as vezes que me despeço dos meus amores dói. Dói de chorar, não de rir. Mas logo vem a rotina e a saudade fica quietinha num canto qualquer pra de novo se fazer viva num novo encontro e despedida.

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 53 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Tenho minhas crenças e uma delas é que estamos aqui neste mundo para amadurecer e nos transformarmos em pessoas melhores.

Pra mim, isso é fato!

O mais magnífico é que precisamos do outro pra que isso aconteça.

Desde a nossa concepção até a  nossa morte há ” um outro” em nossa história.

Dependemos dos nossos pais  (para nascer) depois do mundo, cheio de ” outros.” para viver.

Isso é ciência!

Um bebê precisa de estímulos para se desenvolver. Precisa do toque, da voz, do seio.  Precisa do ” outro”. Precisa da Mãe.

Isso é mágico!

É  nessa relação que vamos Desenvolvendo,  amadurecendo/crescendo e envelhecendo.

O Eu e o outro. O outro e eu:  Nós.

Isso é Fantástico!!

Precisamos desse movimento que a vida nos oferece pra experienciar tristezas, alegrias, decepções. Para refletir, para mudar, para sofrer, para sorrir.

Aprender sobre a “vida ” só acontece vivendo e vivendo com o outro!

A simples atitude de alguém nos ensina: Um erro, um acerto. uma discussão, uma decepção , ler o livro do outro,  o poema do poeta…. a filosofia do pensador, a opinião que não é a nossa, a crítica… e uma  palavra.

O outro está a todo tempo mexendo com o nosso “eu”!

Isso é maravilhoso!

Acordar todos os dias nos faz vivos e aprendizes. Aprender amplia nossa mente e nos une mais ainda ao outro. 

É seguimos precisando uns dos outros.

E nem estou falando de amor. O tema Amor fica para um outro “eu e o outro”.

(E não sou mais a mesma …. Amadureci lendo textos do Belas Urbanas).

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 53 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “.

Outro dia me deparei com um post na internet que dizia: “Não importa o quão bom você seja, um dia você poderá ser substituído.”

No mesmo momento lembrei do chavão: “Ninguém é insubstituível.”

Essa ideia sempre me incomodou.

Aprendi ao longo da minha vida pessoal e profissional que devemos aceitar o outro,  suas diferenças e que ninguém é igual a ninguém. Somos únicos. Não há duas impressões digitais iguais no mundo.

Então seremos trocados e não substituídos?

Fazendo uma rápida análise minha conclusão é que podemos ser trocados em diversas circunstâncias durante a vida: profissionalmente, na vida conjugal, na amizade mas nunca alguém ocupará nosso lugar e conseguirá nos substituir realmente.

Deixaremos nossa marca, nosso cheiro, nossa voz, nosso jeito e mesmo que com o tempo esquecidos ou desaparecidos pela morte não haverá substituto porque não se  substitui o insubstituível.

Vera Ligia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 53 anos, casada, ariana, pedagoga, diretora da creche “coração de maria”, avó do Léo. Feliz. Ama viver!

Desde muito pequena sempre fui chamada de beijoqueira. Passava batom pra beijar o espelho e o vidro do box do  banheiro vaporizado. Meu pai não gostava muito de beijo mas eu insistia e ele acabava cedendo dizendo:  – Essa menina é beijoqueira.

Penso que o beijo é uma demonstração de afeto muito pura, que vem do coração, por isso quando fui questionada para quem iria o próximo beijo, no mesmo instante pensei nas crianças.

São elas que dão os beijos mais puros, afetivos e despretensiosos. Elas aprendem desde um aninho o que é um beijo estalando a boquinha e mandando beijinhos pondo a mão na boca.

Quando chego na creche onde trabalho, lá estão elas, esperando o meu olhar, o meu carinho e o meu beijo. Um amor incondicional, sem esperar algo em troca, sem preconceito. Um amor puro. Um beijo puro. simplesmente um beijo.

É pra elas que vai o meu próximo beijo, e o outro, e o outro também. Sempre que existir uma criança é pra ela o meu beijo.

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 53 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “