De repente parei pra pensar e me deparei com algo inusitado… A força e o poder do medo!

Foram algumas notícias incertas, alguns dias de algo mais concreto, e pronto! O caos se instaurou, o pânico tomou conta e a tragédia aconteceu.

Fico me perguntando o porquê de alguns seres humanos terem tanto medo de adoecer e morrer, mas não se importam com o sofrimento e morte alheios.

Ao mesmo tempo, tantos outros são dedicados, disponíveis, capazes de uma doação íntegra, com atos ininterruptos de dedicação. E aí fica a questão… O que determina esse comportamento? O que é realmente transformador e faz com que atitudes estúpidas de uns sejam inversamente proporcionais à grandeza da empatia e entrega de outros?

Neste caso agora, o tal “invisível a olho nu”, que tanto estrago tem causado, imagino que mudou comportamentos porque vem apavorando a sensação de finitude gerada.

A vulnerabilidade escondida atrás dos muros da soberba, da ambição, do poder, de repente vem à tona e transforma todos igualmente em seres frágeis.

A capacidade de afetar um mundo gerou um sentimento igualitário… o pânico! E através desse medo incontrolável, a busca por sobrevivência se tornou o denominador comum.

Mas as evidências ainda mostram as diferenças. O sistema deixa de amparar uma classe, isso é injusto! E mortes continuam a acontecer… Os motivos são diversos, tão graves quanto esse. E o que efetivamente está sendo feito?

Também passada a pandemia, algo irá mudar?

Os olhares serão mais generosos? A mão poderá ser estendida para tirar alguém do chão? O abraço será um gesto que salva vidas? Poderemos nos aproximar e nos sentirmos seguros, amparados?

Será utopia?

Mais que isso, é o desejo genuíno de que ocorram mudanças. Mudanças de almas…

Passou da hora de ressignificarmos os olhares, os apertos de mãos, os abraços, os beijos, os valores, as prioridades… enfim, a vida!

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Máquinas que me ouvem
Parecem frias, mas enfim
Máquinas interagem assim

São assim programadas
Manipuladas, sem vida
E que cuidam de mim

É verdade, fui isolado
Algoritmo programado
Por um capitalista teen

Vende minha alma
História, paz e calma
Numa bolsa em Pequim

Distraído, peço comida,
Carro, sexo, pet, post
Vida, drogas, Matrix, fim.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Difícil viver de literatura no mundo mas também é difícil viver de advocacia no mundo Pensando bem é muito difícil ser técnico de futebol também Dono de restaurante? Uma tortura. Difícil estudar para a prova de matemática, ciências e biologia. Todas em um dia. Difícil treinar a coreografia. Difícil ser florista, poeta e ator no mundo. Difícil ser catador de lixo. Difícil ser bailarina, viver de dançar é das tarefas mais complicadas desse mundo.

Viver que é acordar, que é levantar, que é tomar banho, que é vestir a roupa do dia, que é calçar o tênis, que é engolir o café, que é passar perfume, que é pegar a mochila, que é beijar uma saudade e sair de casa para o mundo entrar.

Difícil ser operador de máquinas.

Difícil estar no silêncio de si com os ruídos e resíduos do metrô, do ônibus, do uber. Sentadas e Levantadas de todos os ângulos Difícil voltar para a casa.

Bom mesmo é tocar a campainha da vida e sair correndo antes que ela abra a porta. Senão, terá que entrar. Daí fica difícil.

Meg Lovato – Bela Urbana, formada em comunicação social, coreógrafa e mestra de sapateado americano e dança para musicais. Tem dois filhos lindos. É chocolatra e do signo de touro. Não acredita em horóscopo mas sempre da uma olhadela na previsão do tempo.
 

Uma entrada? Uma  saída? Uma chegada? Uma partida? Um encontro? Um desencontro? Uma despedida?

Ou é simplesmente uma curta, média ou longa jornada em que tudo isso acontece ao mesmo tempo e é exigido que se esteja muito atento para saber o que escolher?

E, por falar em escolhas, quem é que escolhe? A razão? A emoção? A intenção? A intuição? Ou quem sabe, a lei da atração? Até que ponto é nossa criação? Até que ponto é pura imaginação ou talvez alucinação?

Vida: processo de formação contínua e constante em eterna mutação e transformação!

Luciani BrazolimAssistente Social, Contadora de Histórias – Pós graduada pela UNIVIDA, terapeuta de Barras de Access, Facelift, Reiki, MTVSS, com certificado Internacional. Ama a natureza, curte sua beleza e  vive na certeza de que cada ser que vive e respira na terra merece  apreço, respeito e consideração. Escritora por vocação /intuição e o que mais é possível?

A vida vale a pena quando é vivida com paixão; do contrário, não é vivida, é passada. Só entendo o valor de algo quando percebo a dor de perder esse algo. Isso me dá propósito! A intensidade de me apaixonar, viver a paixão, perder a paixão e sofrer faz com que me sinta em movimento! Sim, a dor me dá o valor exato da paixão. Eu gosto de pensar que não existe erro no amor, nem “relacionamentos que não dão certo”, e sim partilhas cíclicas. Sinto uma atração; a atração vira uma paixão; eu me entrego a ela; e a vivo intensamente, com todos seus sacrifícios e todos seus prazeres! Com o tempo, a paixão abranda e é preciso reinventá-la, revigorá-la, adicionar acessórios, fantasiá-la… Mesmo assim, pode ser que ela esfrie completamente e aquilo que antes me fazia vivo, agora me mata, aos poucos. “―Amar não dá certo, sempre acaba em dor! Não quero jamais isso outra vez.” NÃO! QUERO SIM! Mais uma, mais duas, mais três, mais quantas paixões me forem possíveis! Amar dá super-certo! Às vezes acaba e é só. Cada vez que acaba, dói; cada vez que dói, eu cresço e acrescento mais um pedaço de vida bem aproveitado na minha história; enriqueço de verdade meu currículo de “ser-humano” porque aprendo novas formas de ver o mundo, experimento novas emoções, descubro coisas sobre mim que não fazia ideia ter, nem ser, testo meus limites e aprimoro minhas habilidades. Viver uma vida bem vivida é isso! É conhecer muitas pessoas diferentes, é enxergar muitas verdades diferentes, é sentir muitas emoções diferentes, é experimentar muitas coisas diferentes, é passar por diversas dificuldades diferentes, é cair várias vezes, é levantar tantas outras… E o mais legal é que tudo isso pode ser vivido com várias pessoas ou com uma única pessoa, a vida toda! Só não dá para viver tudo isso sozinho, fechado e “seguro” em meu mundo, sem alguém para compartilhar, me provocar, me estimular, me testar, me segurar, me empurrar, me abandonar e me adotar… Apaixone-se! Ame! Perca! Sofra! Reinvente-se! Apaixone-se novamente! E mais uma vez! E outra! E outra… VIVA A VIDA!


Cássio C. Nogueira – Belo Urbano, psicanalista, coaching, marqueteiro, curioso, maluco com CRM, apaixonado pela vida e na potência máxima, sempre!

Tu não me tens

Para mais nada?

Pensas apenas

Na sua conquista desvairada

Desvairada, no desespero

Você se perde em mim

Te mostrei tantas vezes

Que não precisa ser assim…

Tu me tens ao seu lado

A todo momento

E quando menos esperar

Sinto o seu tormento

Pois estou mais uma vez

Com toda minha calma

Corres, te apressas

Para encontrar a sua alma

Te dou as horas

Os instantes mais preciosos

Minha bela! Acalenta seu coração

Com palavras cálidas

E ouça o seu destino

Com mais atenção

Contemple a natureza,

a lua, o sol, que aguardam

com toda sua beleza

Abraçe as ávores, sinta o vento

Fale com as flores

Escute uma música

Para diluir suas dores

Aprecie o mar

As ondas vem as ondas vão

E te dou a certeza

Que sua jornada

Não será em vão

E terá algum momento

Que você irá despertar

E perceber que tudo faz sentido

No maior contento

E nessas idas e vindas…

Quem sou?

Sou o tempo!

Te estendo a mão

com todo meu amor,

minha amada vida,

sou o seu senhor


Macarena Lobos –  Bela Urbana, formada em comunicação social, fotógrafa há mais de 20 anos, já clicou muitas personalidades, trabalhos publicitários e muitas coberturas jornalísticas. Trabalha com marketing digital e gerencia o coworking Redes. De natureza apaixonada e vibrante, se arrisca e segue em frete. Uma grande paixão é sua filha.

Outro dia a vida me trouxe de volta uma pessoa que foi muito próxima há alguns anos, conversamos, tímidos, desajeitados e constrangidos inicialmente, ao evoluir a conversa fomos nos reconhecendo e o conforto da amizade antiga voltou um pouquinho; tínhamos nossos compromissos, o encontro não durou mais que dez minutos, voltei para meus pensamentos com pedaços de lembranças da vida que eu tinha quando ele fez parte dela, naquela época tivemos um breve romance, eu era muito jovem, curti uma dor de cotovelo danada pois ele era apaixonado por outra pessoa e de repente ela também se viu apaixonada por ele, ou seja, eu conhecia os dois, tive que ver os pombinhos sempre juntos, frequentávamos o mesmo grupo de amigos, foi triste, sentia uma dor física mesmo no peito, parecia que o coração iria sangrar, eu chorei muito por isso, sentia tudo com tal intensidade, com tal paixão que achei que fosse morrer de amor; o tempo passou, eu aprendi tanto com esse episódio, eu me prendi aquela máxima de que se existe amor por alguém e se ele é real, é preciso deixar a pessoa livre para que ela escolha o que o coração dela pedir, sem tragédia, simples assim, a fila anda, como dizem, minha fala interior me dizia isso, uma maneira que encontrei para amenizar minha perda, minha dor, obviamente ele já estava com ela e era livre para fazer o que bem entendesse, nunca tivemos um relacionamento de verdade, foi apenas o inicio de algo que nunca começou, mas naqueles breves encontros eu me sentia bem, me identificava com ele e o mais triste talvez não tenha sido perder o futuro namoro que nunca veio, e sim a conexão que eu sentia com ele; eu tinha plena consciência que nossa recente amizade não iria evoluir, eu segui minha vida e passei a prestar mais atenção às conexões, aos encontros que tinham potencial de se transformar em uma amizade verdadeira pois entendi que eles poderiam ser muitos breves.

Ao longo dos anos sinto que aquele intenso sentimento mesmo tão efêmero me transformou, e sou grata por isso, apesar do amargo da perda me deixou uma ternura tão grande pois amei, eu ainda não tinha sentido nada parecido, confesso que depois durante meu percurso pela vida me apaixonei muitas outras vezes mas aquele encontro me alertou para as conexões, para estar atenta, para não deixar de aproveitar nem que fosse uma horinha de conversa com aquela pessoa especial, mesmo que não fosse com intenção amorosa, apenas sentir e aproveitar a presença de um ser humano que se aproxima de nossa alma, nem todos tem esse poder, nem todos tem esse toque mágico e nem sempre a vida nos presenteia com esse tipo de sentimento, é preciso saboreá-lo, usufrui-lo antes que se desvaneça como fumaça na correria do dia a dia, na viagem que nos leva para outros lugares, nas mudanças inevitáveis, nas mortes prematuras, nas desavenças repentinas, nas palavras mal pensadas e proferidas no impulso.

Amo as conexões, os encontros, e aqui cito Rubem Alves: “Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro”.

Tenho tanto carinho pelas pessoas especiais que passaram por minha vida e que no momento não fazem mais parte dela, queria que o mundo mantivesse perto de mim todos com quem amo estar e conversar e trocar energias boas, esse contato me traz um pouco mais de sentido para vida, há dias que buscar o sentido é como encontrar uma agulha no palheiro, mas esses encontros me dão a certeza que a vida também é boa, amorosa, pode ser leve e que ali com aquela pessoa posso ter um colo, um aconchego, muitas risadas e falar do tudo e do nada, não serei julgada, serei aceita tal qual como sou, nada mais, nem menos, isso é conexão, isso é amor, seja ele em formato de homem ou mulher, quer seja um amor romântico ou uma amizade, é como nos sentimos na nossa casa, conexão verdadeira é quando um rosto inchado de chorar, um nariz escorrendo, um coque mal feito, maquiagem borrada, quando você fala demais e possui alguns quilos extras não te fazem mais feia, na verdade, só significa que você é humano e é isso que nos conecta com outro ser humano, nosso eu real, quando as máscaras estão caídas ou guardadas nos esconderijos e ainda assim aquele alguém especial nos ama.

Agradeço a todos meus encontros especiais, aos meus amados amigos e companheiros de alma que eu ganhei de presente no trajeto, por momentos ou por anos,  mesmo longe estão presentes em tudo que há de mais belo em mim, tudo que me fez chegar até esse momento, preciso de vocês como uma flor precisa de água.


Eliane Ibrahim – Bela Urbana, administradora, professora de Inglês, mãe de duas, esposa, feminista, ama cozinhar, ler, viajar e conversar longamente e profundamente sobre a vida com os amigos do peito, apaixonada pela “Disciplina Positiva” na educação das crianças, praticante e entusiasta da Comunicação não-violenta (CNV) e do perdão.

É um Ritmo de toda uma Africa
Melodia da mão Europeia
Harmonia do índio ao natural
Veio tudo parar no meu quintal!

E o que faço com tudo isso?
Uma letra que une e iguala!
Um poema do mundo eu Canto
No baque, um baque de virada!

Sabores que soam da Africa
Linguás cáucaso-européias
Na terra do Índio Meridional
Miscigenado, eu sou um igual.


Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Kamikaze

Faça uma boa leitura desta página citada, e depois inicie um processo de silêncio para assuntar seus empreendimentos sobre a sua guerra interior, antes de amarrar-se para atirar em seu opositor!

O qual muitas vezes está em seu dentro e sem perceber podes acionar sua mente e ela obediente vai explodir, e…

Empoderar é sentir-se num estado de poder latente!

E mesmo que este ato/atitude não estiver em respeitabilidade no conjunto da obra, o mistério se fará presente até o acontecer.

Estou com este vibrar a dois dias por ter ouvido uma frase cheia de verdade dentro de nossa história citada sobre a Mulher, e re… conhecida como um vácuo permanente a sobre(vi)… vida!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Vida é cor

E cor é

Vivenciar o amor

Dando o calor

E o olor

Necessário…

Para não sentir dor

Quando o teu amor

Se for

Vida é permanente cor!!

Amor num sempre nada localizado…

Amor desprende tudo que for ressabiado…

Amor coloca o avesso do outro lado…

Amor tem apreço muito bem revelado…

Amor nos capacita a ser amado!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.