Caros consulentes.

Tenho medo do que vejo na minha bola de cristal. Vejo sujeira.

Me disseram que Bozzo deu pt. Tem esse diz que me disse, mas quem te disse?

Fakes estão em todos os lugares e o que os olhos não leem….

Leiam, se informem, estudem.

A razão é construída em cima de fatos. E ter razão não significa não ser feliz.

Em tempos de votação é melhor buscar a razão e só assim seremos felizes.

Então: #EuSim, #TuSim #ElaSim #NósSim #VósSim #ElesNão

Agora preciso limpar minha bola de cristal ou.. TUBRO.

Entenderam?

Até a próxima e que os astros nos protejam.

Madame Zoraide – Bela Urbana, nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou  atendendo pelo telefone, atingiu o sucesso absoluto, mas foi reprimida por forças maiores, tempos depois começou a fazer mapas astrais e estudar signos e numerologias, sempre soube tudo do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica, é sabida e é loira. Seu slogan é ” Madame Zoraide sabe tudo”. Tem um canal no Youtube: Madame Zoraide dicas e conselhos https://www.youtube.com/channel/UCxrDqIToNwKB_eHRMrJLN-Q.  Também atende pela sua página no facebook @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe 😉

 

 

E por falar em eleições, NÃO PENSE NA COR BRANCA!

Qual foi a primeira cor que lhe veio à mente, assim que terminou de ler a frase acima?

Pois é, nossa mente processa informações sensoriais com uma lógica diferente do nosso raciocínio. Nós generalizamos, distorcemos e eliminamos fragmentos das nossas experiências, de maneira a tornar nossa interação com o mundo mais dinâmica, eficiente e simples. Na maioria das vezes, essas aparentes falhas na percepção nos são úteis, pois nos permitem dirigir carros diferentes, sem precisarmos aprender tudo de novo, nos ajudam a encontrar soluções, inventando alternativas, e nos ajudam a lidar com o excesso de informações,
focando no que é essencial. Mas há situações peculiares, nas quais essas falhas podem ser fatais.

Suponha que você diga a uma criança: “—Não mexa no telefone!” O que ela registrará na mente é: “MEXA” e “TELEFONE” (as palavras “não” e “no” são eliminadas por não caracterizarem uma ação, nem um sujeito ou objeto, e perdem relevância na mente). Às vezes, ela nem havia notado o telefone próximo, mas a sua ordem dispara a sua atenção exatamente para aquilo que você NÃO quer que ela faça, tal qual quando você leu o título deste texto! O problema é que, a partir da percepção, a criança passa a se focar exatamente no
“telefone” e, se houver qualquer coisa interessante nele, ela irá mexer. E não adianta você chamar o telefone de “caixinha”, porque a criança associará a “caixinha” ao “telefone” do mesmo jeito.

A solução?

Simples! Estimule o foco naquilo que você realmente deseja que aconteça, uma ação alternativa. Por exemplo, se a criança gosta muito de brincar com jogos, basta dizer: “—Vá brincar com seus jogos!” Pronto! As palavras assimiladas pela criança serão “BRINCAR” e “JOGOS” —ela talvez nem note que o telefone está por perto. Mas o que isso tem a ver com as eleições?

Observe o movimento contra o candidato líder nas pesquisas de intenção de voto. A atenção dos eleitores naturalmente se voltará para “ELE”, enquanto que o “não” perde sua relevância cognitiva —o candidato pode ser o “telefone” que não havia sido notado pela “criança”, o eleitor, a qual pode agora achar o “telefone” interessante. Além disso, tentar influenciar pessoas pela crítica ácida só faz aumentar sua resistência e ainda pode levar os indecisos a questionar a credibilidade e a superficialidade dos argumentos dos manifestantes, pois os indícios de má conduta e caráter são facilmente verificáveis nos principais adversários também (ainda que em menor evidência). Lembre-se que somos uma sociedade patriarcal e sensível, tendendo a ser solidária a aparentes vítimas (mesmo que sejam vítimas só na aparência).

O fato é que as pessoas não se movem para “entrar em situações certas”, mas sim para “sair de situações desconfortáveis”. Compramos uma casa para sair do desconforto do aluguel, compramos um carro novo, porque o velho já não nos conforta, votamos em um novo candidato para sair do desconforto da situação atual ou votamos no velho para evitar um possível desconforto futuro. Ao agredir alguém, você gera desconforto para essa pessoa e para quem com ela se identifique e o maior desejo dela será sair dessa situação. Fazer o que você “não QUER QUE ELA FAÇA” pode ser a melhor forma dela se livrar do desconforto que você lhe causou.

Você quer mais inimigos ou mais pessoas trabalhando para um bem comum?

Cássio C. Nogueira – Belo Urbano, psicanalista, coaching, marqueteiro, curioso, maluco com CRM, apaixonado pela vida e na potência máxima, sempre!

Como você vota? Eu digo: vota por impulso e influência alheia. Explico.

É notório que a maioria das pessoas vota não por estudar as opções que se apresentam a fundo, mas decidem por influência do que chamamos de opinião pública. A opinião pública é como óculos escuros: uma ideia geral que norteia nossa visão, pautando o que gostamos e o que não gostamos. 

Opinião pública é de fato um pré-conceito estabelecido através das informações que recebemos no dia a dia, seja da propaganda, entretenimento, noticiário e influenciadores, guiando nossa percepção de mundo. O poder da opinião pública, como massificação das preferências faz mover montanhas literalmente.

Mas quem a constrói? Os meios de comunicação. E há de se perceber muito fácil a partir de como algumas ideias parecem mais aceitáveis que outras, por mais que pareçam, a uma mínima reflexão, sem nexo. Exemplo: o Brasil é o país do samba. Todos temos essa impressão, mas sabemos que o Brasil tem diversos ritmos particularmente nossos e até mais ricos sonoramente que o samba. Porque ele nos representa? Alguém convencionou, outros repetiram e hoje, nos parece comum. Isso é opinião pública, simplificadamente.

Portanto, comunicadores de diversos meios e contextos tentam influenciar a opinião pública nesses tempos de eleição. Opinativos de jornal, publicidade, meios digitais, relatórios financeiros, noticiário, apresentadores, artistas e diversas vozes potentes da sociedade tentam dizer o que você deve pensar. E você, na maioria dos casos concorda cegamente, simplesmente porque a pessoa tem credibilidade. Você cai de gaiato no truque da opinião pública. Decidimos por impulso e influência alheia e isso não e democrático. 

É a ditadura de uma opinião pública que gera comportamento que não é controlado facilmente por nós, mas por meios de comunicação e propaganda. Quem controla esses agentes, seja por meio da publicidade, da influência política ou ideológica, detém o poder de decidir, de fato, quem estará no governo ou não. É na comunicação social, com sua voz uníssona e hipnotizante, o embate maior do poder em tempos de eleição. E isso não é democrático.

E se te contar que os proprietários da maioria desses meios de comunicação, que geram opinião pública são deputados, senadores e outros políticos ou pessoas fortemente ligada a eles? Até emissoras evangélicas, católicas, ditas “santas” tem deputados para defender sua concessão pública, fazendo conchavos estranhos e negociatas espúrias. Um fisiologismo sem fim, num poder pouco vigiado como o legislativo. Entende que há nesse caso um mecanismo nada democrático?

Então, o que é ser livre para uma escolha realmente democrática? É não ouvir nada e ninguém, pesquisar sobre tudo e decidir de forma racional e planejada, por uma condição mais favorável para todos. É quebrar criticamente a opinião pública forjada e imposta a nós e criar uma opinião independente e realista, sem influências alheias. É trilhar o caminho mais difícil sim, mas não compactuar com o efeito manada da comunicação nunca. 

Quem vota é você, e não quem você da ouvidos. Pense nisso.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Foto Crido: Gilguzzo/Ofotografico

Sou uma pessoa boa. Claro, eu sou. Afinal foi só isso que me disseram a minha vida inteira. Por isso eu luto pelo povo a cada dia. Mas não qualquer povo, mas o meu povo. O povo daqueles iguais a mim. O povo daqueles iguais a nós. Afinal sou uma pessoa boa e tudo o que eu faço não é bom por causa disso? Não me importa o que aqueles contra mim digam. Eu luto contra os homens maus! Luto contra esse bando de vagabundos que tomam a vida de gente do bem (como eu).

Sou uma pessoa boa. Eu luto pelo povo. Contra os fracos e oprimidos pelo sistema. Ajudo os pobres e já dei a muitos deles. Eu sou uma boa pessoa. Ajudo os meus. Hoje em dia, eles conseguem ser tão ou mais ricos do que eu. E dai se o dinheiro nosso não é “legítimo”? Sou um homem do povo!

Somos pessoas boas. Nós lutamos pelos nossos e protegemos os nossos! E danem-se aqueles que não são dos nossos! Danem-se os diferentes de nós! Vivem em nossa terra, comem da nossa comida, pegam nosso dinheiro! Nós somos as pessoas boas e não eles que nem de nossa companhia deveriam usufruir. Nós é que somos as pessoas boas.

Sou um homem bom. Sou uma boa mulher. Sou uma boa pessoa.

Eu sou aquele em quem colocaram em um local de confiança. Sou aquele no qual você acreditou. Sou o bem acima do mal, sou a esperança. Sou o não corrupto e o homem de bem. Sou o que salvou os pobres e junto deles a mim também. Sou o adversário e o diabo, jamais esquecei.

Sou o homofobico, preconceituoso, racista, machista e o outro ista que você odeia. Sou o ladrão condenado, o que tirou por anos que não era meu para mim e meus amigos. Somos o anjo e a luz no final do seu túnel.

Mas é engraçado. E não deixarei ninguém saber. Que sozinho, não consegui e nem conseguirei ir ao poder. Sou a salvação e a destruição de sonhos de uma nação. Não sou perfeito, embora muitos achem que serei, ou sou. Somos o mal tanto quanto aquele que fui, quanto aquele posso ser. Sou o seu destino e somos seu passado. Se você deixar, poderemos ser o seu futuro também.

Igor Mota – Belo Urbano, um garoto nascido em 1995, aluno de Filosofia na Puc Campinas do segundo ano. Jovem de corpo, mas velho na alma, gasta grande parte de seu tempo mais lendo do que qualquer outra coisa. Do signo de Gêmeos e ascendente em Aquário, uma péssima combinação (se é que isso importa).

E ela Maria Getúlia, cochilou certa de que a Igualdade Social a faria vencer a máquina digital! E, sem vergonha de ser feliz colocou seu dedo no prumo, em riste, na ponta do terrível iceberg documentado em Cabos eleitorais, Senhas territoriais e  personalizados nas Zonas em Seções comportamentais.

Assim se via diante do Sistema saudado para a eclosão final da famigerada e da fama gerada pelo VOTO Feminino, seu nome santo Maria composto pelo nome Getúlia lhe dizia!

Sobre a capacidade de vigília que depende da mente em equilíbrio nesta situação de conflito entre o eu devo, quero, posso e sou Livre para manifestar!

E o agora acontece e ela sabe que existe um evento aos berros em prontidão por meio de uma mídia vultosa, que a tem chamuscado com um alvoroço de questões sobre seu sim e seu não. Sábio Fevereiro/1932 em que o Presidente da República Getúlio Vargas assina um mandato sobre o Direito de VOTO das Mulheres, e a Constituição se engrandeceu, porém, olhos machistas não o reconhece até hoje!

Ops! Ela, a intensa Maria Getúlia pensou neste ZONEAR comprometimento com o Estado afim de que seu VOTO a nada se subordinasse ou caísse em tentação, e como dizia sua falecida mãe:

Minha filha, a palavra ZONA tem muitas explicações supra temáticas e tem uma delas que nos reverencia e nos coloca em igualdade neste tambor de diferenças conceituadas, pela nefasta hipocrisia… O DIREITO DE VOTO!

Ahhhh! Mamãe!

Porém até hoje neste virtualizado Século XXI, a visão deste colóquio entre a URNA X Mulher é colocado como uma situação pândega ou até mesmo esdrúxula, com o perfil assentado e preconceituoso de que a mulher não pensa sobre Política, e para muitos pensamentos nós mulheres nem precisamos pensar em POLÍTICA!

Mesmo tendo em suas mãos o estereotipado “santinho”.

E Maria Getúlia, sabe com Consciência de que vive em um País Democrático e que o Voto é Secreto, e que nesta ZONA ela deve e pode frequentar como Direito de querer estar diante da Urna colocando sua personalidade ZONEADA, em total Liberdade de ação, afinal!

Acordem Getúlias em Marias para pleitearmos novos rumos!

Eles pensam que estamos cochilando.

Bom dia!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

A- a vitória de um candidato/partido a presidência
B- a derrota de.um candidato/partido a presidência
C- a identificação positiva com um candidato/partido/espectro político para presidência
D- a identificação negativa com um candidato/partido/espectro político para presidência
E- um plano de governo específico na presidência
F- uma raiva de tudo e de todos, “me dá uma arma”

As opções B e D não são naturalmente uma escolha, mas uma anti-escolha que não escolhe algo ao certo. Se evita um para passar qualquer um, e isso é muito ruim, pois pode vir coisa pior do que se tenta evitar. Por mais que seja tentador combater um candidato.ou ideologia, esse caminho é muito pouco consciente e só favorece oportunistas.

F, claro, nunca se justifica dada a gravidade das consequências e diante de uma decisão seria e adulta. Revoltinha é coisa de criança mimada. Não seja.

A e C parecem até boas, mas não se votar em pessoa em partido, mas sim em suas ideias e o que pretende oferecer a nós. Porque uma pessoa apenas, o presidente, não consegue, apenas por ser presidente, resolver nada. Sua plataforma é o que interfere em nossa vida brasileira. Seria o clássico voto populista: vota-se na pessoa ou partido, e não no que farão por nós. Um voto cego.

Talvez, de todas as respostas, apenas a E possa parecer viável, mas veremos que não:

Sobre o cargo de presidente, temos uma opinião pública (ou algumas) majoritária. Mas, e se te contar que o poder de verdade surgirá entre deputados e senadores, e o presidente, meu caro, esse cargo executivo cheio de pompa, é apenas a bucha de canhão, o boi de piranha dessas eleições? Sobre o legislativo, sabemos algo? Pois bem, aí mora o grande perigo, pois o foco dos debates no cargo a presidente, influência diretamente a escolha dos legisladores por impulso e sem pesquisa nenhuma.

Quando você apoia um presidente, apoia seu espectro político, suas ideias e também os que concordam com suas posições. Naturalmente, quem vota em um presidente, sem pensar muito (até porque não há na mídia debate sobre) vota em deputados e senadores próximos a ele. Mas nunca lembra deles para cobrar, nunca culpa a eles sobre as mazelas que vivemos, apenas o presidente. Muito cômodo ao parlamentar, não?

E aí é que mora o perigo, quem são esses? Pouco se sabe. É um corpo fisiológico e oportunista que siga os recursos da nação em um sistema perpétuo de reeleições que não permite a correção de um sistema que nasceu velho propositalmente.

É aí no legislativo que deveria haver a maior renovação, mas pouco se aprende e fala sobre esse corpo de poder. Mas há aparentemente uma obsessão da opinião pública pelo presidente que chega a visão sobre esse conjunto de representantes. Uma opinião pública criada por meios de comunicação e comunicadores sem escrúpulos, apenas em busca de poder e audiência fácil.

Quem é seu deputado? Seus senadores? Você não sabe? Melhor pesquisar. Porque qualquer presidente eleito não fará nada se não houver um legislativo positivamente comprometido com o país. Fuja da manada, pense por si só e vote consciente, por mais trabalhoso que seja.

Pense muito nisso.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Foto Crido: Gilguzzo/Ofotografico

Supondo que a dignidade humana seja o fato de que cada um, dentro da lei, tenha possibilidade de realizar qualquer coisa, seja material ou imaterial, que lhe traga felicidade e com qualidade, ou seja, nada de ter coisas ou momentos meia boca na vida. E observando dentro do paradigma neoliberal moderninho de estado mínimo, Vamos fazer umas contas para uma família de quatro pessoas da base mais pobre da sociedade, um casal e dois filhos:

– Escola privada para dois filhos: R$ 2000,00
– Saúde privada para a família: R$ 3000,00
– Seguros dos dois carros e da casa/mês: R$ 450,00
– Manutenção e combustível dos carros: R$ 1250,00
– Prestação dos carros: R$ 2000,00
– Prestação da casa: R$ 1300,00
– Eventuais estudos dos pais, reciclagem, ascenção profissional: R$ 1000,00
– Alimentação e manutenção da casa: R$ 1500,00
– Contas de luz, água, gás, internet, telefones etc.: R$ 1000,00
– Previdência privada/seguro de vida para o casal: R$ 1000,00
– Lazer, viagens, cultura e entretenimento: R$ 2500,00
TOTAL: 17000,00

Levando em conta que o casal trabalhe e dívida essa renda, cada um teria que ganhar cerca de R$ 8500,00 para fornecer uma vida digna e segura a família, de forma a, dentro da lei, poder realizar qualquer coisa no estado mínimo que lhe garanta felicidade. E mesmo assim, veja, não sobra pra fazer poupança para imprevistos ou sonhos futuros.

Argumentos: “ahh mas a concorrência a baixaria os preços”, ok, com 40 por cento de redução, cairiamos para uma renda obrigatória de cerca de R$ 5000,00 para cada adulto da família. “Ahh mas o estado mínimo não teria tanto imposto”, diminuindo a carga individual atualmente estimada de 40 por cento de imposto para 10 por cento, a renda ainda cairia para quase R$ 3500,00. O salário mínimo teria mais que triplicar para dar conta. Que empresário faria essa proeza diante de uma concorrência acirrada que obriga a baixar seu preço? Contraditório, não?

Entenda meu raciocínio: Tudo isso são direitos básicos garantidos pela constituição, ou seja, qualquer família teria direito a isso, caso o estado prover ou ele mesmo com seus recursos. Em miúdos, dentro desse cenario hipotético, do alto executivo ao lavrador possuiriam os mesmos direitos mínimos de dignidade. Portanto, como esse tal de estado mínimo neoliberal se sustentaria e de que forma ele seria implantado se boa parte da população nem tem como bancar a sobrevivência minima, que dirá alcançar a almejada DIGNIDADE MÍNIMA.

Vivemos tanto tempo tentando cortar gastos na carne que achamos normal e até bonito esse modo de viver. Mas isso é viver abaixo da linha da dignidade. O mínimo que merecemos é o que está na lista acima, seja fornecido do estado (com nosso dinheiro de impostos) ou do bolso. O que importa é: como chegaremos lá? Pelo mérito pessoal sabemos, pois vemos todos os dias, que muita gente boa se esforça e luta a vida inteira para morrer de fome, sendo sustentado pela família. Um outubro de eleição vai mesmo mudar esse quadro meio que por mágica? Ainda mais com tantos lunáticos, oportunistas e pistoleiros no pleito? Me parece um sonho de criança.

Lembrando que o salário mínimo, quando respeitado, fornece menos de R$1000,00 brutos ao trabalhador, bem distante do que daria a ele dignidade. Se não fosse minimamente a escola, a saúde e a segurança públicas, a solidariedade da família e amigos e toda privação diária a dar um alento, que seria do país? A barbárie! Perguntas que ficam: quem pensa o estado mínimo, sabe a distância que ele tem da realidade atual do país? Estão colocando essa conta da dignidade plena e para todos em seus planos? Duvido. É discurso vazio de quem ganha muito com esse modo de pensar o Brasil, replicado por quem acha que mágica funciona.

Para mim, antes de um tal estado mínimo, há de se implantar uma dignidade minima viável entre todos os patrícios, de modo a cada um ser facultativo viver do modo que lhe aprouver. Primeiro a começar pela educação pela, total e cívica a todos, crianças, jovens e adultos. Depois fornecendo saúde preventiva que mantenha esse povo de pé, terceiro com uma economia baseada no desenvolvimento científico, empresarial e humano que faça com que a cultura empresarial vira-lata, oportunista, especulativa e pessimista do país mude para algo mais patriótico, empreendedor e honesto, de modo que o empresário saiba que pagando bem, encontrara um mercado de 210 milhões de pessoas que, bem remuneradas, serão negócio garantido, fora exportações.

A única instituição que tem poder para essa revolução demorada é o estado, que deve ser reformado constantemente e vigiado pelo povo, evitando abusos, desperdícios, corrupção etc, mantendo foco no que é necessário para a dignidade minima do povo e pronto. Ou seja, um trabalho constante de cidadania de todos nós para que tudo funcione bem. Qualquer uma das outras instituições nacionais são bem pequenas para alcançar isso. Emancipar um povo, dar a ele soberania, necessita de um estado grande, governado por gente grande e supervisionado por um grande povo, que pensa coletivamente, e não no seu umbigo e na lacrada que daria se tivesse uma 380 na mão, enquanto o estado, em frangalhos, não conteria a barbárie instaurada.

Pense nisso.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Foto Crido: Gilguzzo/Ofotografico