Revertemos…singelas apostas.

Crosta de ferrugem que molha a roseira. Mel.

Um contorno de água quando tiramos os sapatos…

e  fico com os dedos em algum desenho, laços.

Revejo o cansaço, o pão no forno, o que temos.

Tiro toda a roupa…até a pele. Vestido de aço. Sou.

o fogo entre as mordaças, as escolhas, cada uma delas.

Vejo no espelho o que mora em meu peito. Beija.

Me aquece os espaços. Não há liga sem as palavras

e um silêncio que muda.

Então me caça…me afoga em risos, em decorrente.

Me prende na lava dos amaldiçoados e quentes.

Pois se reverto eu me despedaço…

Lambendo sempre os copos de requeijão,

quebrando as taças.

Vem…Me posta…me basta.

Siomara Carlson – Bela urbana. Arte Educadora e Assistente Social. Pós-graduada em Arteterapia e Políticas Públicas. Ama cachorros, poesia e chocolate. @poesia.de.si

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