Ficamos cientes das atrocidades que um ser, dito humano, é capaz de cometer através de um caso mais chocante ou mais divulgado pela mídia do que muitos outros. Ao lado da divulgação, muitos números, percentuais, gráficos, implorando por leis que protejam seres que estejam submetidos, por diferentes razões, à tais violências e atrocidades. A alma ainda não compreendeu, então precisamos de Leis para ter boa conduta como a Lei dos Direitos Humanos e a Lei Maria da Penha. “Detalhe” facilmente esquecido por trás dos números, cada caso ou morte refere-se à um ser humano.

Feminicídio, violência doméstica, violência conjugal, temas que emergem novamente com o confinamento e com a aparição das fotos em preto e branco de mulheres nas redes sociais em solidariedade às mulheres assassinadas, à manutenção da “Convenção de Istambul”, tratado internacional do Conselho da Europa pela eliminação de toda forma de violência contra as mulheres, conjugal ou familiar.

Ultimamente, me perguntei várias vezes se estamos vivendo no ano de 2020 d.C. , sem esquecer que também houve um tempo a.C. O ser, dito humano, já não é tão jovem… Somos considerados os seres mais evoluídos do planeta Terra, e que decepção! A evolução da alma ficou esquecida. Já passou da hora de agir com menos instinto e mais humanidade, de responder mais com o cérebro frontal e menos com o reptiliano.

Esqueceram que o único modo de entrar neste planeta é através de uma mulher, que nutre, protege, acompanha, ensina, perdoa. Esqueceram que sua descendência se faz através de uma mulher. Parece tão difícil para ele ver a mulher como um ser humano, pois ele não o encontrou dentro de si mesmo.

Tudo na natureza toma forma à partir de polaridades, de seres que direi complementares e não opostos, da união do masculino com o feminino. Sendo assim, não deveria haver espaço para a ilusão de propriedade, superioridade ou mesmo a submissão, que geram a violência, seja ela física, verbal ou psicológica. A energia feminina é naturalmente diferente e assim é a natureza, isso não significa qualquer motivo para menosprezo ou violência de algum tipo.

Para os leitores curiosos em números, relembrando que cada caso se trata de um ser humano, uma vida, uma alma, pessoas envolvidas, sonhos e emoções: Na Suiça, 0,4 assassinatos por 100.000 mulheres, esta proporção é de 0,13 na Grécia, 0,27 na Espanha, 0,31 na Itália e 0,35 no Reino Unido. Mais feminicídios são registrados na França 0,50 e na Alemanha, 0,55. (“Le Matin”, 25/08/2019).

Se observarmos os outros planetas do nosso sistema solar, podemos dizer sim que aqui é o Paraíso, e vamos nutrindo a esperança de que “Adão e Eva” não sejam expulsos, sendo a espécie “mais evoluída” do planeta. Yin e Yang, Shiva e Shakti, Masculino e Feminino em harmonia complementar, gerando vidas ao invés de eliminar vidas.

Viviane Hilkner – Bela Urbana publicitária (PUCC) e Profissional de Marketing (INPG). Atuou na área, no Brasil, em agencias de publicidade e meios de comunicação, e, na Itália, em multinacionais no Trade Marketing e Brand Development & Licensing. Morando na Suiça, mudou seu estilo de vida e apaixonou-se pela prática de Hatha Yoga. Ansiando compartilhar esta prática e sabedoria milenares, forrnou-se professora.Atualmente, ensina no Centre Kaizen e no Club de Yoga da Associação de Esportes e Lazer da Nestlé.Organiza Workshops e Retiros de Yoga na Suíça e no exterior, principalmente, na Grécia.Sua profissão tornou-se hobby e seu hobby, sua profissão.

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