Existem palavras das quais ninguém gosta, uma delas é “divórcio”. Falar sobre divórcio é, ainda, quase um tabu. Pasmem! O divórcio é como a morte! Mas, existe vida após o divórcio? Bem, quantas belas divorciadas conheço? Muitas. No meu caso, não escolhi ser uma delas, mas aconteceu. Na melhor das hipóteses, posso dizer que o homem em quem confiei por vinte anos me traiu, e resolveu me deixar para viver um novo romance (sejamos românticas!). Como diz uma amiga, a gente se sente o resto da marmita de ontem. Mas, resolvi encarar de outra forma. Minha vida, minhas escolhas! Resolvi ser feliz, resolvi ser linda, resolvi me amar.

A primeira coisa que fiz, como uma transgressão aos costumes impostos pelo ex, foi comer biscoito de polvilho e encher o carro de migalhas! Sim, o meu carro, agora só meu!

Frequentei bares, baladas, me senti, aos quase 40, novamente com 25 anos.

Mas, senti que pairava sempre no ar um certo preconceito ao termo “divorciada”. Perdi amigas. Ganhei outras. As mulheres se aprisionam dentro dos próprios julgamentos. Creiam, há muitas mulheres preconceituosas e machistas que tomam partido dos homens! Acham que quem “levou o pé na bunda” mereceu… Não! Ninguém merece! Ninguém pediu!

Mas, resolvi ser feliz. Resolvi que não valia a pena me martirizar por uma escolha alheia. Não tinha perdido metade. Estava completa. E, por isso, atraí olhares. E descobri que a auto estima é mais atraente que a beleza e a juventude juntas.

Me redescobri. Me reinventei. E, sabem de uma coisa, o furacão que fez meu teto desabar sobre a minha cabeça, mostrou-me que havia uma bela paisagem lá fora que eu havia deixado de ver. Senti a liberdade de ser eu mesma, de fazer minhas escolhas. Percebi que não precisava ser a metade da laranja.

Aprendi dança de salão. Me diverti muito. E, então, um dia, minha auto estima atraiu um novo amor. Mas essa é uma outra história…

Filipa Mourato de Jesus –  Bela Urbana, 43 anos, a espera do terceiro filho, ex bancária concursada, atual mãe em tempo integral, larguei tudo em busca de fazer o que amo, quero ser confeiteira!

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